Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais, falamos sobre câncer de mama e antes sobre medicina física e de reabilitação. Hoje, novamente, nós recebemos um convidado especial, como vocês já estão vendo aí no título, vamos conversar sobre cálculos renais com o doutor Álvaro Bosco. Antes de dar as boas-vindas aqui para o nosso especialista de hoje, eu vou apresentar um pouquinho do currículo dele para vocês poderem conhecê-lo melhor. O doutor Álvaro Bosco é urologista formado pela UEL, com residências na Santa Casa de São Paulo e no Hospital Edmundo Vasconcelos, além de mestrado em uro-oncologia pelo AC Camargo. Fez estágios internacionais no Canadá e nos Estados Unidos, atua como coordenador de urologia no Hospital IBCC Oncologia e é professor do curso de medicina do Centro Universitário São Camilo. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Urologia. Bem-vindo, doutor. Obrigado, Letícia. Obrigado pelo convite. Eu que agradeço. A gente já estava conversando aqui nos bastidores, foi difícil, né? Com essa agenda corrida para a gente conseguir marcar aqui esse episódio, mas vai ser muito legal. A gente já estava há um tempão tentando trazer aqui um urologista para falar sobre esse assunto que o pessoal já tinha comentado, já tinha pedido. Queria saber um pouquinho, antes da gente começar, como que é a sua carreira, a sua rotina? Você faz mais cirurgia, fica mais na parte clínica? Como que você atua mais hoje em dia? Letícia, a urologia é uma especialidade cirúrgica. Então, às vezes, as pessoas não sabem direito, mas o urologista é um cirurgião. Então, eu opero, mas é óbvio que o urologista também tem o consultório, tem os atendimentos ambulatoriais e tudo. Então, a vida do urologista é meio centro cirúrgico, meio consultório. E é difícil a gente marcar um horário, foi difícil a gente conseguir integrar, porque tem cirurgias de urgência, talvez. Ah, isso que eu queria saber já, que o pessoal gosta. Às vezes a gente marcou, teve que remarcar. A nossa vida é bem corrida. Aliás, é uma especialidade que tem bastante burnout também, por que, mesmo que pareça, isso é reconhecido internacionalmente, mas é porque a gente tem uma vida muito agitada. Eu sei como é isso. Mas eu não troco, eu amo. Então, eu ia te perguntar também isso, como foi a escolha da especialidade antes da medicina? Você, na escola, já era aquele aluno que estava decidido a fazer medicina? Ou não, tinha um plano B aí? Era muito difícil, a gente é muito jovem. Eu acho que com 16, 17, você tem que escolher uma carreira, eu acho muito jovem, ainda mais para uma carreira que você vai levar a vida inteira. Então, eu tinha meu pai dentista, eu ficava pensando em especialidades assim, mas a medicina me despertou, eu acho que, sendo muito ampla, despertou o interesse, eu acho que todo mundo tem, de médico e louco, todo mundo tem um pouco, eu acho que sempre teve um desafio, até técnico, científico, intelectual. E já na especialidade, na medicina, eu queria fazer cardiologia. Eu era, até o sexto ano, eu era um cardiologista, adorava, até passar na urologia. Quando eu passei o estágio, brilhou os olhos. Eu falei, não, é aqui que eu gosto, eu gosto dos pacientes, gosto das doenças, então, foi uma coisa que eu me identifiquei muito. Então, foi uma conexão muito rápida, meus colegas de turma nem acreditavam, achavam que eu ia fazer cardiologia, mas uma vez que eu me defini por urologia, foi aí que eu achei o meu caminho verdadeiro. Não teve jeito, né? Mas se hoje tivesse que, obrigatoriamente, escolher um plano B aí, seria cardiologia, então, foi o que ficou mais aí na sua escolha. Depois que você escolhe a cirurgia, eu acho muito difícil sair da cirurgia. E a cardiologia que eu queria era uma cardiologia clínica, na época. Então, eu acho que mudou completamente. Uma vez que eu conheci a cirurgia e gostei muito, me encantei, acho que eu não trocaria por uma especialidade puramente clínica. E o legal é fazer o que a gente gosta, o que a gente ama. Porque, apesar de ter toda essa questão aí de burnout, de sobrecarga, porque eu estava falando dos bastidores também, a minha profissão tem muito disso, quando a gente faz o que a gente gosta, dá aquele sentimento que você, no seu caso, consegue ajudar alguém, consegue ajudar um paciente, imagino que seja toda aquela recompensa da correria, da vida louca, da cirurgia de emergência, de você ver um caso sendo resolvido, do paciente que chegou ali morrendo de dor e está saindo com aquilo resolvido, uma outra situação. Falo de dor por conta dos cálculos renais, mas tem várias outras coisas que a gente pode falar aí da sua especialidade. Mas é super satisfatório. É uma especialidade que eu falo que é muito resolutiva. Então, eu te dou um exemplo. A gente estava falando de cirurgias de urgência, essa madrugada eu fui operar, eu ajudei um colega de um paciente que era sondado crônico, tirou a sonda, sem querer, ele arrancou a sonda. Então, a gente teve que operá-lo na urgência, então, essa noite, operei. Mas aquilo que você falou, aquela satisfação de chegar em casa, puxa, a gente fez um trabalho bem feito, resolveu o problema e agora está resolvido, isso me deixa muito feliz, eu não escolheria outra especialidade de forma alguma. Legal. E, doutor, tem alguma subespecialidade, no sentido de algum tipo de doença que as pessoas mais te procuram, que você gosta mais de atender, que é considerado o seu ponto forte? Eu gosto de urologia de uma forma geral, mas a vida vai te levando para caminhos que, às vezes, você não escolhe diretamente, mas você absorve aquilo, vê uma brecha, vê uma oportunidade e vê uma coisa que você se identifica. Então, a oncologia, por incrível que pareça, na época da residência, nem era a nossa especialidade que me chamasse tantos olhos, mas foi onde eu me identifiquei. Então, tratar de neoplasias foi uma coisa que eu me identifiquei, que a minha carreira acabou passando por aí, e a minha formação na residência, no Edmundo Vasconcelos, era uma formação basicamente para cálculos renais. Então, a gente tinha, na residência, os cálculos renais e a vida me levou para a oncologia. Então, de uma forma geral, eu atuo nessas duas áreas hoje, principalmente, mas eu amo urologia de uma forma geral. Então, urologia geral, eu faço também, no consultório, a gente tem casos de infertilidade, casos cirúrgicos pequenos, contracepções. Então, assim, a gente faz, como urologia, eu gosto de tudo. Então, eu não deixo de fazer nada. E hoje, com a adventa da urologia, é uma especialidade muito tecnológica. Não sei se você está familiarizada, mas isso também me chamou atenção na época quando eu era da graduação. Então, hoje, os procedimentos são feitos através de laparoscopia, endoscopias, cirurgia robótica. Então, tudo que envolve muita tecnologia me chamava atenção e me chamou, me levou para a urologia. E hoje, a gente tem muito disso e cada vez mais. A gente vai se atualizando e vai fazer. Por exemplo, cirurgia robótica é uma coisa um pouco mais recente, né? As endoscopias também. Então, foi uma coisa que me chamou muito a atenção e a gente consegue ajudar o paciente com procedimentos minimamente invasivos. Legal. Então, e são dois perfis também de pacientes, né? Porque a gente está falando, por exemplo, o cálculo renal, que é um problema muito mais simples assim, né? De ser resolvido ali. O paciente chega com muita dor. Tenho uma história já para contar aqui para vocês. Já te adianto um pouco nos bastidores, né? E o paciente com câncer de próstata, por exemplo, que é algo muito mais sério, mais grave no sentido de como que você vai tratar aquilo, né? Com os pacientes, dar a notícia, enfim. Isso foi uma dificuldade para você? De ter essa parte um pouco mais séria, assim, da especialidade um pouco mais grave, eu digo, de perder paciente, enfim. Como que você lidou com isso? Eu acho que talvez até o burnout venha por conta de questões como essas, né? Mas é treinamento, né, Letícia? E na verdade, o que a gente quer é sempre ajudar o paciente. Então, quando a gente vê um paciente com uma doença mais grave, mais delicada, você tenta fazer de uma forma que fique mais leve para ele e dando as opções de tratamento e de como ele vai sair dessa, e como a gente vai sair com ele junto. Então, a gente é muito empático na urologia, tem muita coisa que a gente pode fazer para ajudar, e você vai mostrando os caminhos para que a gente encontre a melhor solução. Então, não é que seja um fardo, eu não vejo dessa forma, mas eu preciso mostrar para ele que a gente tem o que fazer para ajudar. Sim. Agora, então, falando um pouquinho já direto do nosso assunto aqui, dos cálculos renais, né? Primeiro, antes de tudo, para quem chegou até aqui, o que são os cálculos renais? Porque, às vezes, todo mundo sabe que já liga um problema, né? Uma dor ali, já sabe que cálculo renal é algo ruim, mas não sabe exatamente o que significa, né? E que não é de uma hora para a outra, vai juntando ali aos poucos até formar, de fato, o que causa a dor nas pessoas. É isso, doutor? É isso. Na verdade, Letícia, a gente percebe que tem um cálculo renal quando está com uma dor muito forte. Então, quando você vai saber que tem um cálculo renal, muitas vezes eles são assintomáticos. Então, a formação, famosas pedrinhas nos rins, né? A formação dessas pedras acontece porque um íon gruda num outro íon, por você ingerir porco líquido, talvez. Então, tem uma concentração desses íons e eles se juntam e formam uma calcificação dentro dos rins. Acontece que grande parte dessas calcificações, elas não são tão grandes e elas não obstruem a via urinária. Então, o paciente não sente absolutamente nada. Quando que ele vai ter dor? Quando a pedra, esse cálculo, migra. Quando ele sai do rin e obstrui o ureter, que é um canalzinho fino que leva a urina do rin até a bexiga, é que você vai ter a dor. Então, você pode passar muito tempo, às vezes, uma vida inteira sem saber que tinha uma pedrinha no rin, porque ela estava paradinha e era pequena. Quando ela migra e obstrui o rin, a urina tenta passar, não consegue porque tem uma obstrução, aumenta a pressão lá dentro, aí o paciente tem a cólica renal. É aí que ele vai saber que ele tem uma famosa pedra. Entendi, você falou bastante sobre, ah, talvez ser por conta da falta do líquido daquela pessoa, água principalmente. Aliás, já tenho duas perguntas aqui. A primeira delas, pra não esquecer nenhuma. A primeira, tem um outro fator que pode fazer com que a pessoa tenha a pedra no rin, algo genético, alguma outra alimentação também, ou falta de algum tipo de exercício, enfim, isso piora? Acontece. Então, assim, a gente basicamente tem os casos que tomam um pouco líquido, tem os pacientes que não ingerem líquidos e formam as pedrinhas. Existem aqueles componentes genéticos, então eu tenho familiares, inclusive, poxa, eu tenho pedra, meu pai tem pedra, meu avô tem pedra, minha mãe tem pedra. Então, são questões metabólicas. E pra isso também contribui a dieta. Então, quando você consome muita proteína, muito sal, tudo isso contribui pra formação de cálculos. Se você ingere pouco citrato, aumenta a formação de cálculos. Então, a gente tem fatores metabólicos e a gente tem fatores também exposicionais. Só pra você ter uma ideia. Tem aqueles pacientes que trabalham em cozinhas. O chefe de cozinha, o cozinheiro, aqueles que estão em metalúrgicas, em ambientes muito quentes. Nós estamos num país tropical, estamos num país quente. Então, São Paulo hoje não tá tão quente, mas a gente é de uma região muito quente. Então, tudo isso aumenta a chance. Só pra você ter uma ideia. Em média, nos países tropicais, 10% da população tem cálculos renais. É muita gente. Então, poucos sabem que tem. No calor, tem chance de ter mais crise. Formam mais cálculos. E daí, depois, se esses cálculos são eliminados, dão as cólicas renais, que você conhece. É, eu conheço bem, inclusive. Essa questão do líquido, da água. Teve uma vez que eu escutei, foi um vídeo de internet, falando que pra entrar nessa quantidade que é recomendado, pra evitar esse tipo de problema, qualquer tipo de líquido já contava. Por exemplo, um suco já vai contar na quantidade do dia, não necessariamente a água em si. Pra questão, a gente tá falando o resto da saúde, que eu sei que a água em si é muito necessária pra todo o contexto, mas pra questão de pedra nos rins. Realmente, todo líquido já vai ajudar nessa questão de não ter, de evitar um cálculo renal? Tudo conta. Agora, o detalhe é, existem líquidos e líquidos. Te dou um exemplo. Se você tomar refrigerantes, e daí eu posso falar pros espectadores e eles olharem, veja quanto que tem de sódio num refrigerante. Então, a ingesta de sódio é maléfica, aumenta a chance da formação de cálculos. Então, não é todo líquido que conta. Água é o melhor deles, sem sombra de dúvidas. Existem também os sucos ácidos, sucos de laranja, limão, abacaxi, suco de melão, melancia, isso pode diminuir a chance da formação de cálculos. Agora, existem esses líquidos, por exemplo, refrigerantes, ou industrializados com muito sódio, não vai diminuir a chance porque tem mais sódio. Então, tem outros componentes que você tem que estar olhando. Quando me perguntam, poxa, mas quanto que eu preciso tomar de água? É uma questão. Quanto? A verdade é que você precisa estar sempre olhando a sua urina. Se a sua urina está clara e é pra estar clara, parecida com um copo de água, tá perfeito. Se você está com uma urina mais concentrada, mais amarela, tá faltando líquido. Então, o importante é olhar o aspecto da sua urina. Te dou um exemplo. Estamos aqui gravando um ar-condicionado. Aqui eu vou precisar, talvez se eu ficar o dia inteiro, tomar um litro e meio, minha urina vai estar clara. Se eu estivesse fazendo essa entrevista com você ali no sol, no jardim, muito sol, muito quente, transpirando, provavelmente eu vou precisar do dobro disso de água. Então, varia muito com relação ao ambiente, se o ar está seco ou não, e se o tempo é muito quente ou não. Tá, então, o principal alerta pras pessoas, pra saber se está tudo certo aí nessa questão, é ficar olhando a cor ali da urina. Perfeito. Tá. E agora, tem algum outro sinal? Antes, na verdade, acho que é importante a gente estar... Todas as pedras são iguais? Todos os tipos de cálculos renais? Existem vários. Quais são as principais? O mais comum é o de oxalato de cálcio. Quando um paciente chega pra mim e fala assim, eu trouxe essa pedrinha, eu posso até apostar com ele. Eu falo assim, eu aposto que é oxalato de cálcio. Por quê? A maior parte dos cálculos é de oxalato de cálcio. Te levam a pedra? Me levam. Isso daí eu já parei pra perguntar. Me levam. Sério? E é interessante a gente saber a composição. Por quê? Por exemplo, poderia ser de ácido úrico. Ácido úrico é um outro componente que tem, por exemplo, sucos ácidos. Eu tenho ácido úrico elevado no sangue, ou tomo vitamina C, que também acidifica, aumenta a chance de eu formar um cálculo. Pode ser de ácido úrico. E eu tenho medicamento específico pra quem tem esse tipo de cálculo. De oxalato de cálcio, outra questão. Então, assim, a composição do cálculo é interessante eu saber. Então, eu posso saber através da análise. Agora, o que que me fez formar esse cálculo? Qual foi a minha predisposição? Existem exames que a gente chama de estudo metabólico. No estudo metabólico, eu vou dosar sangue, eu vou dosar a urina de 24 horas, e eu vou ver, poxa, o que que eu tô compondo mais aqui na minha urina? Será que a quantidade de cálcio que eu estou eliminando é elevada? É baixa? A quantidade de citrato, que é protetor, é muito baixa? Porque eu tenho medicações específicas que me ajudam a não formar o cálculo renal. Então, a gente já tá falando de prevenção de cálculo renal. Então, aqueles pacientes que têm cálculos múltiplos, bilaterais, cálculos grandes, vários episódios de cálculo, eles precisam ser avaliados pra que eu veja se tem uma causa pra formação, porque não adianta nada. Eu vou lá, cuido de um cálculo, elimino o cálculo, daqui a pouco tem um outro. Eu tenho que operar, daqui a pouco eu tenho um outro. Então, eu preciso fazer prevenção pra esses casos específicos, provavelmente eles têm algum componente metabólico. Entendi. E tem algum perfil mais, assim, típico de paciente mesmo? Homens, mulheres, tem alguma diferença de quem tem mais? Ou a forma que sente também, né? Todo mundo fala que o homem é mais sensível pra dor, né? Nesse sentido, mas é verdade? Normalmente a gente é mais furão, né? Mas é, o homem tem três vezes mais cálculo que as mulheres. Então, na nossa prática, a gente vê mais homens com cálculos renais, é três pra um. Mas mesmo assim, as mulheres também têm e também sofrem bastante de cálculos renais, porque é uma quantidade muito grande na população, né? 10% da população é muita gente com cálculo renal. Tem alguma explicação metabólica, ou é só de costume mesmo, de tomar menos água? Não, isso é metabólico, é genético. É uma predisposição que os homens têm. Ah, entendi. E agora, eu precisava citar um pouco da dor, né? Que acho que é o principal, a gente falou do alerta ali da urina, né? Da cor. Mas quando a pessoa percebe que tem, às vezes já é tarde, né? Já não dá mais tempo de prevenir nada. Já tá em uma crise. Então, a minha pergunta agora é, em um momento de crise, primeiro, como identificar uma crise? A cólica, que todo mundo explica, a gente tava falando aqui nos bastidores, eu vou aproveitar e contar a história também. Eu comecei a sentir, né? Tava, fui, tinha me mudado de... Eu nunca contei essa história aqui antes. Tava, tinha me mudado de cidade, fui morar na praia pra trabalhar. Era uma cidade muito quente, talvez, é por isso que eu te perguntei também da temperatura, não sei se foi uma coincidência, eu acho que não. Tava realmente muito quente. Mudei logo ali no final do ano, sabe? Que é aquele calor, bafo quente. E aí, uma semana que eu tava morando na cidade nova, eu comecei a sentir essa cólica insuportável. Que eu achava que era uma cólica menstrual, mas eu já estranhei, porque eu não sou de sentir dor desse jeito. E aí, fiquei com aquela dor que eu não sabia explicar exatamente onde era. Eu comecei a vomitar de dor. Cheguei no hospital e aí o médico me disse, né? São três opções. Uma, o apêndice que estourou e vai ter que entrar numa cirurgia de emergência. Tem alguma chance de você estar num trabalho de parto. Aí, eu já fiquei desesperada. Ou a terceira opção, uma pedra no rim grande. Aí, eu já falei, meu Deus, de todas as opções, é melhor que seja uma pedra no rim mesmo, né? Entre as outras. E aí, quase operei. Na verdade, o resumo, né? Que eu não precisei operar, porque consegui expelir sem sentir dor. Porque o remédio ali, pelo que o médico falou, a pedra pode ter quebrado, alguma coisa assim. Eu não senti a dor na hora de expelir, graças a Deus. Mas o resumo de tudo isso é que eu queria te perguntar agora, o que fazer em uma situação de dor extrema ali, numa crise que a pessoa nunca teve? Às vezes, quem já teve, já sabe mais ou menos o que esperar, né? Mas quem nunca teve, foi surpreendida aí por essa dor, o que fazer? Toma remédio, vai pro hospital. O que faz primeiro, doutor? Letícia, você descreveu uma cólica renal típica, né? Aquela dor aguda, que a gente fala de forte intensidade, aquela que de zero a dez, dói dez. Ouze. Ouze. Às vezes a gente fala ouze. Então, a dor é muito forte. Ela é incapacitante, ela causa náusea e vômito pela dor, de tão forte que ela é uma das piores dores que o ser humano pode ter. E quando você vai ver, muitas vezes é uma pedrinha pequenininha. Então você fala, isso aqui me causou essa dor toda? Sim. Então, nesse momento de dor, que pode ser, que nem você referiu, uma dor suprapúbica, mas o mais comum são dores lombares, então uma dor que vem das costas, normalmente em um dos lados, que é onde está o cálculo, que pode irradiar pra bexiga ou pro testículo ou na mulher nos grandes lábios. Se ela faz essa faixa de zero a dez, dói dez em cólica, tem grande chance de ser um cálculo renal, uma cólica renal. O ideal é ir pra um pronto-socorro. Óbvio, se você já tiver um analgésico em casa, pode tomar. Então, dipirona ajuda. Se tiver um anti-inflamatório e não tiver contra-indicação, eventualmente pode ajudar, e que faça você chegar a um pronto-socorro. Porque muitas vezes, mesmo com esses analgésicos, que a gente chama de simples ou anti-inflamatórios, é necessário pegar uma veia e fazer medicamentos mais fortes, analgésicos mais fortes, pra aliviar a sua dor. É muito forte mesmo. Tá. Porque a dor parece um ciclo, né? Pelo que eu me lembro, o meu cérebro até esqueceu uma parte, graças a Deus. Porque falam que de parto é assim também, né? A mãe esquece depois como é que foi. E daí tem outra, né? Eu só lembro que foi horrível e que eu não queria passar nunca mais por isso, porque é traumatizada, dois meses. Qualquer dor que eu sentia, eu já falava, ai meu Deus, ai meu Deus, aquela cólica de novo, tô com pedra no rim de novo. Enfim, a dor parece meio um ciclo ali, né? Pelo que eu me lembro, é isso mesmo? Mas tem um porquê. Como se fosse contração mesmo, né? Que ela dói um pouco, melhora. Dói um pouco, melhora. E por quê? Imagina que a pedrinha tá saindo do rim, e ela desce pelo ureter, que é um canal fininho. Então o ureter, que é o órgão que leva a urina do rim até a bexiga, ele tem em média 5 milímetros de diâmetro. É um canal muito fininho. Se uma pedrinha de 5 milímetros vai lá, desce pelo canal, entope, a urina vai continuar sendo produzida, acumula ali dentro, dá uma pressão muito grande ali dentro, e essa pressão é que leva a dor. Se eventualmente passa um pouquinho de urina, a pedrinha vai migrando, a urina escorre ao redor dela, dá uma aliviada. Só que daqui a pouco, ela impacta de novo, volta a ter dor. Nesse momento, se você toma muito líquido, é prejudicial. Porque se você tá tomando muita água, produzindo muita urina, e a pedrinha tá impactada, você vai produzir mais urina, vai aumentar a pressão, você vai ter mais dor. Então, nesse momento, o ideal é não tomar tanto líquido, tem que tomar o suficiente pra ela ir descendo, mas se você ingere uma grande quantidade, rapidamente, vai ter mais cólica renal. Então, nesse momento, o ideal é que você já esteja num pronto-socorro. Agora, às vezes, se você foi avaliada pelo urologista, pelo colega, eles falam, não, a gente pode esperar a pedrinha sair naturalmente, porque às vezes ela sai, se ela for pequena. Em casa, você tem que tomar água, tem que tomar líquido pra ela sair, mas sem exagerar. Então, é um manejo muito difícil. E tem gente que não suporta. Então, uma indicação de fazer um procedimento e tirar a pedrinha do canal, é justamente aquela pessoa que tá tendo muita dor. Porque é muito forte. Então, por mais que a gente dê alta, às vezes com analgésico, anti-inflamatório analgésico forte, a pessoa tem tanta dor e ela não quer mais passar por isso. Então, é indicado fazer a remoção cirúrgica do cálculo, que também é uma cirurgia hoje que a gente faz muito. Então, a gente consegue tirar através da uretra, pelo canal, sem precisar fazer nenhum tipo de corte, a gente consegue lá tirar a pedrinha de uma forma bem tranquila e bem resolutiva. Isso também chama a atenção da urologia, né? Porque é um procedimento simples até, resolutivo, que acaba com uma dor muito forte do paciente. Eu vou te perguntar também da cirurgia, que acho que é a dúvida de muita gente, né? O que já passou, o que às vezes... É difícil ter uma cirurgia marcada, normalmente é de emergência, né, doutor? Essa cirurgia. Essas daí, normalmente é de emergência. É. Quando a pedrinha ainda está no rim, puxa, é uma pedrinha um pouco maior, que você vê, poxa, não vai sair. Se sair, vai dar uma cólica. Então, já temos casos muito mais fáceis de resolver, que pode ser feito com aquela litotripsia extracorpórea, não sei se você ouviu falar, mas são bombardeamentos que a gente faz. Por fora do rim, para tentar quebrar a pedra. E a outra opção, entrar com um aparelho que ele é flexível, eletivo, porque ainda está no rim e não está doendo. Então, você entra pela uretra, bexiga ureter, com um aparelho que é um endoscópio muito fininho, você chega até o rim com um laser e quebra a pedrinha por dentro. Tá. Então, é muito resolutivo. Agora, naquele caso que não sabia, caiu a pedra, está morrendo de dor, a gente faz na urgência mesmo. Normalmente, na hora que der, no segundo que conseguir, já faz para resolver. Exato. Essa questão de exercício também, você falou de quebrar agora, uma das técnicas é ir até lá no rim e poder quebrar essa pedrinha. Eu também escutei falar sobre, eu não lembro se era bom ou se era ruim, existe alguma interferência de exercício de impacto para quem tem pedra no rim? É bom, por exemplo, imagina que você está começando a formação de uma pedrinha, está bem pequenininha, são areias. Se você tem exercícios de impacto, você vai lá, bate, bate, bate, é mais fácil a pedrinha sair. E, na verdade, seria ótimo, porque ela não fica impactada lá no rim e você já elimina ela quando ela é muito pequenininha. O exercício de impacto é bom para eliminação de pedras. E para não formação durante o exercício, a gente tem que lembrar o pessoal de tomar muito líquido. Então, às vezes, a pessoa faz exercício, está eliminando pequenos cálculos, mas talvez esteja formando também, porque durante o exercício não se libera. Entendi, tá bom. Agora, doutor, a gente sabe também que muitos, você disse que a maioria paciente é homem, que costuma ter mais que mulher. Muitos homens também evitam ir para o hospital, às vezes só vai ali quando realmente é caso de vida ou morte. Claro que assim, se a dor é de 0 a 10, é 11, aí também vai querer ir, não tem jeito, né? Porque eu fui desesperada na minha história que eu contei. Mas existe também paciente que às vezes é resistente em procurar ajuda médica, procurar um hospital ali no momento. Se a pessoa tiver com essa pedra no rinho ali, vai ou não vai, e está causando essa inflamação, essa dor, tem algum risco a pessoa não procurar ajuda, não te retirar e deixar ali para tentar resolver sozinha, digamos assim? Tem risco. Então, assim, por mais... A gente tem uma síndrome do super-homem, né? O homem não pode ficar doente, o homem não procura ajuda, mas é uma dor tão forte que normalmente não dá para segurar. Você bem sabe como é. É terrível, não tem posição, não dá para dirigir. Eu já tive pacientes que tiveram que parar o carro, eles estavam indo até o pronto-socorro, tiveram que parar o carro, pedir ajuda para chegar no pronto-socorro. Eu torcia para desmaiar. Para quem nunca teve a dor, só para vocês terem uma noção, eu torcia para desmaiar, para eu parar de sentir aquilo por pelo menos cinco minutos. Eu queria ficar desmaiada. Exatamente isso. Olha o nível. Exatamente isso. Então, assim, não tem como lutar contra. Agora, a partir do momento, poxa, tá dando para levar, que às vezes a pedrinha migra um pouquinho. O que dá para fazer? Se tiver risco, né? Se tiver infecção, você tem que ir ontem no pronto-socorro, tem que ir com urgência. Então, febre, mal-estar. Então, poxa, eu sei que eu tô com uma pedrinha aqui, tô com febre, é urgente. E isso é um quadro grave. Eu já tive pacientes muito graves, muito graves, de ficarem na UTI, com droga vasoativa, super graves, por conta de uma pedrinha que desceu, não procuraram ajuda, infeccionou, teve infecção urinária, e daí é um quadro urgente, com risco, inclusive, de vida. Meu Deus. Isso é muito importante o alerta, porque eu também não sabia que era grave nesse nível. A maioria pensa que é um problema e fica essa ideia, né? De, ah, não, vai resolver, vai passar, vai resolver. E se chega nesse nível, sim. Exatamente. Doutor, aí chegou o paciente no hospital, a dor é muito característica, né? Ah, eu não sei explicar onde tá direito, se tá na frente, se tá atrás, daí o médico já sabe mais ou menos o que que é, né? Essa dor insuportável. Mas, ainda assim, precisa de uma confirmação de diagnóstico? Como que isso é feito? Muitas vezes, sim. Então, a suspeita é muito forte, só que depende da localização da pedra, o tamanho da pedra, pra você programar o tratamento. Então, uma cirurgia, a gente se reserva a cálculos um pouquinho maiores, que ainda estão um pouquinho mais altos, poxa, vai demorar muito pra ele sair. Pedrinhas muito pequenas, às vezes, pedrinha de um milímetro, dois milímetros, três milímetros, que já estão quase saindo, é possível fazer um tratamento que a gente fala expectante. Você dá analgésico, anti-inflamatório, dá uma medicação que, às vezes, a gente usa pra próstata, pra dilatar um pouco o ureter, e a pedrinha sair naturalmente. Seria melhor. Foi essa a minha, lembrei. Esse é ótimo. Foi isso daí, que era pra tentar expelir, que ele falou, era essa a explicação, só que eu tinha esquecido. Agora você falando, foi essa a minha opção aí, que ele deu antes da cirurgia, porque a cirurgia já tinha ficado marcada, né, pro dia seguinte. Exatamente. E daí, é possível eliminar. Pedras pequenas no ureter distal, chegando na bexiga, menos de três milímetros, tem 90% de chance de sair. É uma chance enorme. Só que, como você bem disse, quem já teve cálculo renal e cólica renal, só fica esperando pra ter a próxima, porque é uma dor insuportável. Então, aquela questão, puxa, e agora? Será que vai doer? Onde que eu vou estar? Eu vou estar medicado ou não vou estar? Então, às vezes, a gente opta também por resolver, porque esse daí não tem mais problema. E costuma dar de novo, doutor? Quem teve... Desculpa, você falou da... É, do diagnóstico, verdade. Vamos perguntar. Então, assim, do diagnóstico, a gente precisa de um exame de imagem. Ultrassom é possível, não é o melhor exame, mas ele não tem radiação, então, é possível começar com uma ultrassonografia, é possível fazer um raio-x, mas um exame de eleição, pra saber exatamente o tamanho do cálculo, onde ele está, é uma tomografia. E se for uma cirurgia, precisa de uma tomografia? Não necessariamente precisa de uma tomografia, mas algum exame de imagem é bom. Se o ultrassom já identificou, viu bem o tamanho do cálculo, às vezes é o suficiente. Uma tomografia é o melhor exame, a gente sabe exatamente com o que a gente está lidando. O ultrassom tem um grande problema, que é o uretér médio, que fica no meio ali, entre o rim e a bexiga. Quando está lá em cima, dá pra ver, quando está lá na bexiga, pertinho da bexiga, dá pra ver, quando está ali no meio, o ultrassom não é bom o exame. E a tomografia é um ótimo exame. Então, muitas vezes, a gente usa a tomografia pra fazer um bom diagnóstico. Vai que tem uma outra pedrinha que você não está vendo, então, a tomografia ajuda bastante. Mas tem pacientes que não podem realizar, pacientes que estão gestantes. Ah, entendi. E tem alguns problemas. E tem outras opções. E um paciente que já teve uma vez, é provável que tenha de novo? Tem algum espaço, olha, é mais provável que tenha em tanto tempo, tantos meses, ou não? Não é garantia? Não sei se você pode falar isso, mas faz quanto tempo que você teve? Faz cinco anos, eu não tive de novo. Aí a pergunta já vale pra mim. Então, vai servir bem pra você. 50% de chance de ter um novo cálculo em cinco anos. Espero que você esteja fazendo seus exames. Porque pode ter uma pedrinha lá e às vezes a gente não sabe, que nem eu havia falado. Então, 50% das pessoas que tiveram uma pedra, em cinco anos vão ter outra. É uma chance muito grande. Mas aí não dá pra saber o tamanho, né? Se vai ser igual, às vezes pode ser uma menor que já saia sem... Ou pode nunca mais ter. Mas em cinco anos, aí passou, a chance diminui? Diminui, porque provavelmente você também mudou o estilo de vida. Então, poxa, eu não sabia que precisava tanto de líquido. Hoje eu tomo muito líquido, não consumo sal, diminuí proteína animal. Então, tudo isso a gente consegue manejar, poxa, diminuiu meu risco. Agora, tem aqueles pacientes que são produtores de cálculo. Formadores crônicos de cálculo. Tem um atrás do outro. Então, às vezes em muito menos tempo eles vão ter uma nova pedra. Entendi. A gente falou agora um pouco de alimentação, já me veio uma pergunta também na cabeça. Antes de falar do tratamento. Criatina, né? Tem muita... Ah, agora era fitness todo mundo toma. Eu tomo, inclusive. E já vi vídeo na internet do pessoal falando que gera mais risco de ter pedra no rim. Isso é verdade? Se for em excesso, tudo que é em excesso pode prejudicar. Assim como vitamina D, vitamina C, que muita gente usa indiscriminadamente e podem dar. Então, esses suplementos vitamínicos também, multivitamínicos, também podem causar, ainda mais se são pessoas que são predispostas. Então, a creatina pode causar um cálculo renal? Pode. Se você está tomando em excesso ou se você tem uma predisposição. Tá. E agora falando um pouco de tratamento. Foi diagnosticado, foi confirmado que é de fato pedra no rim. E aí você já falou um pouco sobre as opções que tem ali cirúrgica ou não cirúrgica para quando a dor está em uma situação já difícil. O que a gente pode falar sobre a recuperação? Como que é? Como que costuma acontecer? Precisa de internação? Qual que é o procedimento padrão para o médico que decide fazer uma cirurgia no paciente? Eu posso falar o seguinte, a gente está numa fase, numa época privilegiada. Se fosse antes da década de 80, as cirurgias eram abertas. Então, não peguei essa fase como médico, mas a gente tinha que fazer cirurgias grandes para tirar uma pedra do ureter. Abriu o abdômen aqui? Meu Deus. Então, assim, a gente hoje está tudo miniaturizado. Então, a gente consegue, com aparelhos muito delicados, entrar pela uretra, sem corte, endoscópico, vai para o ureter, tem laser, e daí tem vários tipos já de laser, de várias potências, você vai lá, só tira a pedrinha e acabou o problema. Agora, muitas vezes, é preciso ficar com um catéter interno chamado duplo J. Não sei se o pessoal já ouviu falar, mas o duplo J é um catéterzinho, ele é siliconizado e esse catéter, ele evita que o canal se feche. Então, imagina, tem uma pedra no ureter, você vai lá, tira com laser com todo cuidado, mas o fato de ter a pedra ali na mucosa machuca o ureter. Quando você tira a pedra e está machucado, a tendência é ter um edema, um inchaço, e daí ele fecha. Se o ureter fecha, é como se tivesse a pedra ainda, porque tem uma obstrução. Então, o paciente continua com cólica renal. Então, muitas vezes é necessário colocar um catéter duplo J. Esse catéter tem pacientes, infelizmente, até amigos, amigos médicos que são intolerantes a ele. Então, tem gente que tem muita dor por estar com o duplo J. Então, é super difícil. Então, por mais que a gente fale, olha, é um procedimento tranquilo, é fácil, na grande maioria é resolutivo, mas se precisa ficar com esse duplo J, tem alguns pacientes que são intolerantes. E o tempo que precisa ficar com ele é variado. Então, se machucou muito o ureter, às vezes fica um mês com o catéter lá dentro. Homens e mulheres? Homens e mulheres. Se machucou muito pouco, às vezes precisa ficar, sei lá, 3, 4 dias, porque o edema já resolve. Então, infelizmente, tem essa questão do catéter Se você quiser, eu acho que até tem um catéter depois para te mostrar. Ah, eu quero! A gente coloca, você tem a foto, a imagem? Eu acho que eu tenho ele aqui. Aqui? Tá bom, a gente pode colocar, tirar umas fotos e mostrar também, porque agora pra sair vai ficar ruim, né, pra gente pegar, mas a gente dá um jeito de colocar a imagem, porque é interessante o pessoal ver como que é. Espero que ninguém tenha que usar, nem eu também um dia, meu Deus. Mas, e a recuperação, então, por conta desse catéter aí, às vezes é um pouco mais delicada, mas tirando isso, você não precisa usar, é vida normal Super tranquilo, vida normal, e daí você fala, precisa ficar internado, se não tiver sinais de complicação, então não tiver sinal de infecção, o fato de você tirar da pedenha, já pode ir pra casa, muitas vezes. Então, no mesmo dia, nem precisaria ficar internado, são procedimentos que a gente faz de ir ao hospital dia. Vem e faz, vai pra casa. Mas tardar, talvez no outro dia, deve ir pra casa também, é muito rápido. Tá, e tirando essa questão do catéter, tirou a pedra, a dor tá resolvida na hora, tirou com a mão literalmente. Tirou com a mão, e se a pedra sair, você tem um alívio também, ah, saiu espontaneamente, tem um alívio imediato. Poxa, parece que tirou com a mão, quando a pedra é eliminada, parece que tinha alguma pressão aqui, saiu na hora. É, o meu foi desse jeito, a dor é intensa, absurda, e depois falei, ué, não tenho mais. É, não tenho mais. E, doutor, é comum mesmo as pessoas ficarem com esse trauma, ficar ali com aquela, qualquer cólica, qualquer problema, qualquer, nossa, uma picada de pernilongo ali na perna, já achar que é de novo a pedra no rim. Muito, você está descrevendo os meus pacientes, ok? É exatamente isso. Você é um pouco de psicólogo junto ali, com a urologista e psicólogo. Mas precisa, porque é traumatizante, então são traumas, né, que você leva, que não tem como esquecer daquela dor. Só que o detalhe é, leva talvez uns seis meses, assim, para os pacientes falarem esquecerem, assim, e pararem de tomar líquido. Porque todo mundo no começo, poxa, vou tomar água, agora vou resolver. Depois de uns seis meses, esquece um pouquinho a dor, mas leva um tempinho e fica com aquilo na cabeça. Não quero passar por isso de novo, né? Não quero passar de novo. E aí depois, teve mais algum caso assim que te marcou, no sentido de algo diferente? Nessa questão de trauma também, de alguém ficar te procurando, só medo de ter, de querer fazer. Existe exame preventivo também, para quem já teve? Existe, então, aquele exame de estudo metabólico é preventivo, eu adoro fazer a prevenção, né, eu não, diferentemente, eu não gosto de fazer, ah, eu quero fazer a cirurgia, não é isso. A cirurgia a gente faz como um recurso, mas se eu puder não ter cálculo, é muito melhor. Então a prevenção eu acho super importante. Quando você me pergunta casos que, tem muitos casos que me marcaram. Os casos que marcam o cirurgião, o médico, normalmente são os casos ruins. Então se lembra de casos que são péssimos, eu tive pacientes super graves, ficaram internados entre a vida e a morte, esses, você não tem como esquecer disso. Mas foi porque ele, o paciente negligenciou essa questão da dor e tudo? Negligenciou um pouquinho a dor, demorou um pouco para ir, mas tinha associado a uma infecção, por exemplo. Eu lembro bem de uma moça, aliás, tem no Instagram, me manda mensagem de vez em quando, super grata, mas, puxa, ela está viva, é meio que um milagre, porque ela ficou entre a vida e a morte. Então a gente, nesses casos, às vezes passa um cateterzinho, drena, muito antibiótico, ela precisa ficar entubada, teve casos, que eu me lembro de cabeça, já que tiveram que fazer pequenas amputações de necroses sépticas. São casos extremamente graves. Não é o padrão, não é... Mas é importante falar, né? Mas é importante que as pessoas falem. Você como professor também de universidade, imagino que usa esses exemplos na sala. Esse é o caso que cai na prova dos meus alunos. Porque são os casos que você não pode deixar passar. São os casos que você tem que intervir rápido, são casos urgentes. Então esses alunos, mesmo não sendo urologistas, eles tem que saber identificar, e tem que saber o que tem que ser feito, que é uma drenagem da antibiótica e internação. Então são casos super graves. Os casos bons, graças a Deus, são a grande maioria, esses são os casos super resolutivos. Vem, faz, tira a pedrinha e depois só vão no consultório pra gente fazer um segmento. Pra agradecer também. Super tranquilo. Fica aquele trauma, mas resolveu o problema, né? O trauma ali nos primeiros meses, principalmente. Inclusive, falando nessa parte de trauma, eu lembro que talvez alguém que está acompanhando aqui, que está com medo de ter de novo, vai se identificar. E eu lembro que eu procurei um urologista, né? Na época eu nem sabia que o urologista que trata... Começa por aí, né? Que trata a pedra no rim. Tem essa questão, né? Muita gente não sabe. Tem. Porque o urologista é o médico cirurgião que trata as pedras. Então faz os procedimentos, faz as cirurgias e alguns eu gosto, faço a prevenção. O nefrologista, às vezes, tem uma questão, né? Poxa, o nefro é o uro. O nefro, ele é o clínico. Então ele não é o cirurgião. Então pra quem tem, às vezes, um problema metabólico, formando pedras, o nefro pode ajudar, vai fazer o tratamento clínico também. Então ele pode ajudar nessa questão clínica, mas não é o nefro que faz a cirurgia e os procedimentos. E isso nós estamos falando de cálculos pequenos que caíram no Ureter, né? Existem cálculos muito grandes. E daí é uma questão de saúde pública. Infelizmente, isso aqui é um alerta, é um pedido, mas infelizmente no SUS, o paciente que não tem acesso à saúde, eles podem ter cálculos muito grandes no rim, que é necessário fazer cirurgias muito mais invasivas. Então existe uma cirurgia que a gente faz também chamada nefrolitotripsia percutânea, conhecida como percutânea. Que a gente faz um furo aqui nas costas, fura o rim, dilata o rim e vai quebrando as pedras por aqui e tirando as pedras muito grandes. Então são cálculos, às vezes, que tomam o rim inteiro, que se você não tirar, o paciente pode evoluir pra insuficiência renal. Infelizmente, no SUS, ainda acontece muito. E eu acho que há um descaso com a saúde dos pacientes. Infelizmente, a gente não tem uma saúde dirigida pra cuidar, porque são procedimentos caros. São procedimentos que precisam de muitos materiais. Entendi. Pra quando ainda é menor ali o tamanho. Precisaria ter feito uma intervenção antes e agora que são grandes, a gente tem muitos pacientes que não têm, infelizmente, condição de fazer uma cirurgia pra retirada e não tem onde fazer. É, porque no particular é realmente bem mais caro. Eu lembro que na época eu cheguei a dar uma pesquisada, tinha o convênio da minha empresa, mas realmente é difícil. São materiais muito delicados, são custosos mesmo. E daí o SUS, a gente tem poucos lugares que fazem. Isso é um alerta pra população. A emergência também, sim. Pra quem chega com essa dor e tem que esperar o tempo de uma emergência, já do início, o problema é geral. A hora que chega no hospital já começa a passar uma dificuldade muito grande. Porque eu imagino, a dor que eu estava a esperar 2, 3 horas por um atendimento era inviável. Não dá. Você sabe. A gente não quer ter tempo nem de falar seu nome. Você quer precisar de uma medicação. Eu contei essa parte que os bastidores que eu não queria passar o cadastro, não queria passar endereço de telefone por estar sozinha, principalmente eles queriam contato de alguma emergência. Eu falava, não quero passar nada, eu quero o remédio. Gritava, gritava. Nossa, é insuportável. E os bastidores falaram, eu tenho um urologista conhecido, amigo, que chega e teve a mesma dor e fica fora de si, de tanto que dói. Eles sabem exatamente. Sabe o que quer. Exatamente. Tem algum tamanho maior, assim, de pedra do rim que te marcou? Qual que foi o tamanho? O meu foi 0.7, eu já achei enorme. A gente já teve cálculos pacientes com o rim inteiro tomado. A gente chama de cálculo coraliforme. Então ocupa o rim inteiro. 4 centímetros de cálculo. Meu Deus. São casos bem graves. Hoje a gente praticamente vê mais no SUS. É muito difícil chegar com um cálculo desse sem saber, mas pode acontecer. Existem bactérias que causam cálculos. Então existe uma bactéria chamada proteus. Uma bactéria que pode causar um cálculo grande de crescimento rápido. Inclusive. Então se tem infecção urinária, infecção de repetição, precisa tomar cuidado pra ver se não é um caso como esse que tá formando uma pedra. Às vezes são pedras muito grandes. Nossa, esse daí realmente vamos pesquisar uma foto, né? Se tiver no Google alguma coisa. Aliás, é legal a gente colocar foto de como é a pedra. Porque você falou que alguns pacientes levam no consultório, né? Eu não consegui, eu não sei se eu procurei o suficiente, mas eu não tinha achado. Fazemos o mesmo. Se for uma pedrinha 2, 3 milímetros. Puxa, você olha e ficou no vaso. Às vezes passa desapercebido. Eu lembro que eu até cheguei a procurar, mas como eu não senti dor na hora de supostamente ter expelido, então eu não fiquei olhando ali. Mas eu tava terminando de contar, só pra finalizar essa... A gente acabou entrando em outro assunto do trauma, né? Que as pessoas ficam. Depois eu cheguei a... Muita gente pode se identificar aqui. Eu queria te perguntar se isso é realmente, de fato, recomendado. Eu procurei o urologista, comprei um remédio que ele me indicou, eu lembro até o nome até hoje, só não vou citar porque eu acho que é a marca, mas depois eu te conto qual é. Ele falou, pode deixar esse remédio aí na bolsa, que era um sublingual, que se eu tivesse a dor muito forte, eu podia tomar. E eu fiquei com o contato do... Ele me passou... O trauma era tão grande que ele ficou com dó, me passou o contato pessoal dele, não era amigo, não era conhecido nada, né? Mas ele passou o contato pessoal e eu ficava com a lista dos hospitais que eram mais próximos, porque eu tinha medo de estar de novo trabalhando, sei lá, fazendo alguma coisa, e eu não sabia o que fazer. Então eu andava com o remédio e com o contato do urologista. Mas tá certo. E com o mapa do hospital, qual que era mais perto. Você já tinha um plano A, um plano B. Mas é assim, eu tenho pacientes assim também. Muitos já se tornaram meus amigos. Porque a gente acompanha e muitas vezes, poxa, tá viajando. Quantas vezes já não aconteceu? Doutor, eu tô viajando, eu tô aqui. E muitas vezes os pacientes que viajam, eu já oriento, tem um kitzinho pra levar. Porque imagina, se a pessoa tem um cálculo renal num avião. E não tem o que fazer, né? Não tem pra onde ir. Não tem pra onde descer. E muitas vezes os aviões também não estão nem preparados, eles não têm medicações injetáveis. Não tem o que fazer. Então, pra quem tem cálculo renal e vai viajar, poxa, eu oriento tomar todos os cuidados do mundo. Porque pode ter um problema, você tá muito longe e não tem o que fazer e passar por muita dor. Dependendo das horas de voo, tá lascado. Meu Deus. É exatamente isso. Doutor, existe alguma suplementação que pode ajudar a prevenir no sentido de algo que a pessoa pode ter? Imagina, de rotina ali colocar pra tentar evitar situações assim? Você falou se tem alguma suplementação. Suplementação? Existe de uma forma geral realmente muito líquido. E a gente fala do citrato. Suplementar a gente usa se há necessidade. O estilo de vida que a gente orienta é muito líquido, o suco ácido. E pra aqueles casos especificamente que tem uma condição metabólica, aí sim. Medicações específicas pra evitar a formação do calo. Então, não digo que tenha suplementação. Tem um estilo de vida e uma dieta recomendada pra quem tem calo nos renais. Tá. Agora, doutor, aqui nos nossos últimos minutos da gravação, né, do podcast, a gente sempre faz um quadro que é mitos e verdades. O que as pessoas mais perguntam na internet, sabe o Google ali, aquela frase que você dá um... Agora é chat EPT. Exatamente, que aí ele reúne aqui tudo que as pessoas mais vão atrás sobre esse assunto. Então, eu queria perguntar se é verdade ou mentira, pra esclarecer também algumas coisas. Então, a primeira é só quem tem pedra grande sente dor? Mito. Se é verdade ou mentira? Mito. Porque, que nem eu ouvia falado, uma pedrinha de 3 milímetros, se ela tá obstruindo, causa muita dor tanto quanto uma pedra grande que tá obstruindo. Então, às vezes falam assim, poxa, mas doutor, mas só saiu... Era essa pedrinha que tava causando aquela dor toda? Sim. 2, 3 milímetros. E a pedra ser maior não vai significar que a dor também é maior? Não. Pode ser que seja igual? É igual. Então, se obstrui o sistema urinário, a dor é igual. Independente se é grande ou pequena, tem gente que tem... Poxa, eu conheço pacientes que eliminam cálculos enormes. Tem sorte. Então, se ele tiver um cálculo pequenininho, não vai nem ver. Eu já tive pacientes que não eliminaram cálculos de 2 milímetros. Quer dizer, o ureter é completamente desfavorável com muita dor. Esse próximo a gente falou bastante, mas só pra gente destacar de novo, né? Tomar pouca água aumenta o risco de pedra no síns. Sim. E a quantidade, já explicando aqui novamente, não tem uma quantidade específica, né? Depende ali do que a pessoa tá fazendo, do calor, de tudo. Exato. E aquela dica, eu acho que fica é olha o aspecto da sua urina. A urina precisa estar clara. Se a urina não estiver clara, tá faltando líquido. Até a primeira da manhã precisa ser clara, doutor? Porque todo mundo fala que a primeira é um pouco mais escura, né? É muito difícil, porque de manhã você passou a noite inteira muitas vezes sem ingerir líquido. Aí é mais difícil. A primeira vai ser um pouquinho mais escura, realmente. Aliás, já aproveito pra, não sei se vai ter aqui na lista, que eu não terminei de releir tudo, mas falam que às vezes você pode até tomar a quantidade certa de água, mas quem segura muito a urina, não vai muitas vezes ao banheiro no dia, tem mais chance de ter a pedra no rim também. Se eu tomar a quantidade certa pro meu corpo e mesmo assim não tô indo o suficiente ao banheiro, isso também pode ser Então, enquanto não tomar? Segurar a urina não é um problema muito grande pra formação de cálculo, mas pode ser pra infecção urinária. Tá, outro problema. Dica pro próximo podcast. Já fica o gancho aí pro próximo assunto. Tá bom, mas pra pedra no rim, então não tem muita diferença. Carne vermelha e muito sal são verdadeiros vilões? São sim. A gente sempre fala o vilão é aquele churrasco num dia quente. Aí, puxa vida, a chance de formação de um cálculo é muito grande. O calor realmente foi o gatilho. E se ficar ali na churrasqueira, então? É. A dor da crise renal pode ser pior que a do parto? Isso é só as mulheres que vão poder responder, eu acho. As mulheres podem até falar. Comentem o que vocês acham. Se já tiveram as duas, fala qual que é pior. Mas os pacientes te falam o que é pior? Olha, eu já tive paciente que falou que é pior mas também tem um detalhe, né? Quando tem a dor do parto, você ganha um bebê. Quando você tem a cólica renal, você tem uma pedra. Você sai com uma pedrinha. É melhor ter um bebê. Mas também a dor varia, né? De pessoa pra pessoa, cada um tem um nível de dor, né? Super individual. Eu tenho pacientes, você me falando, eu começo a lembrar, né? Mas eu tenho pacientes que toleram muita dor. E normalmente são as mulheres, tá? Toleram muita dor. Você fala, não é possível. E ela tolera, segura, dilata um rim e tudo, mas consegue manter. E outros que às vezes o homem, ufa, não consegue nada. É muito individual. A minha opinião sincera é que eu espero que seja que doa mais do que a dor do parto. Porque se a dor do parto doer mais que essa, eu tô lascada. Eu não tive filho ainda, né? Pretendo ter um dia. E se for pior, meu Deus! Socorro, Jesus! Deixa eu ver onde eu parei aqui. Refrigerante prejudica os rins? Isso daí a gente falou também, né? Aumenta a chance de cálculos renais. Não está indicado pra quem tem cálculos renais. Não deve fazer ingestão de refrigerante. Tá. Água com limão ajuda a prevenir pedras? Sim. Então o fato é óbvio. Já tem vários estudos que falam, ah, não sei se tem aí, chá de quebra pedra. Ah, esse daí, a minha avó falava. Tem uma dessa. Mas eu acho super interessante. Porque assim, o limão, ele tem o citrato, ajuda, né? Mas já tem um estudo que fala que a quantidade de suco de limão que você deveria tomar por dia pra prevenção, seria quase dois litros. Então é bastante. Agora, vai fazer mal? Não, vai fazer bem. Então o limão ajuda. A água ajuda. Ótimo. Talvez você precise de uma quantidade muito grande. O chá de quebra pedra, a gente tem um estudo que compara o chá de quebra pedra em extrato, quantidades grandes, pequenas, o que que a gente sabe? Realmente, a planta, ela tem uma, como que eu vou dizer? Substância. Uma substância que realmente diminui o tamanho da pedra, e também ajuda a eliminar a pedra. Agora, de que forma, quanto você vai ter que tomar, isso a gente ainda não sabe, não determinou. Por isso o paciente me fala, e chá de quebra pedra? Toma. Pode tomar. Mal não vai fazer, e aliás, vai te ajudar. Agora, vai resolver o problema? Aí a gente não sabe. Se vai ser o suficiente. Mas pode tomar e faz bem. Urina com sangue é sinal de alerta? É um sinal de alerta. Então, pode não ser absolutamente nada grave, mas chama muito a atenção. Imagina você urinar, sai o sangue, não tem ninguém que fique tranquilo. Mas pode não ser nada grave, mas realmente machucou um pouquinho a mucosa, se for por um cálculo, e tem causas mais graves de sangue na urina, de hematúria. Pode não ser pedra no rim. Não necessariamente tem dor. Te dou um exemplo. Eu faço muito oncologia. Tumores de bexiga causam sangramento na urina, hematúria, sem dor. E são episódicas. Dá uma vez, para. Dá outra vez, para. Puxa, vai ver, pode ser um tumor de bexiga. Esse é mais grave. Inclusive, a gente pode fazer o novembro. Agora, não sei exatamente quando esse episódio vai ao ar, mas é importante a gente falar também, novembro azul. Então, a gente pode aproveitar também o gancho. Comentem aqui o que vocês querem saber, que a gente traz de novo o doutor Álvaro na agenda corrida, mas a gente tenta de novo. A gente encaixa. Doutor, gelo na barriga alivia a dor da crise renal? Nossa, essa eu nunca ouvi falar. Olha, tudo que ajudar o paciente, volta e funciona. Se virar de ponta cabeça e ajudar. Se ele fizer e melhorar, tudo bem. Muitos pacientes falam pelo contrário. Eles põem uma bolsa com água morna na região lombar, para tentar aliviar, nem que seja muscular. Porque a gente fica tenso também. Existe uma tensão muscular para quem já teve a dor por contração. Não sei se ajuda, provavelmente não, mas se quiser tentar também. Eu acho que você não tem a paciência de querer deixar um gelo ali na barriga. Porque você só quer sair correndo. É possível eliminar pedra sem sentir dor? Nossa, é possível. Cerveja ajuda a expulsar a pedra? Desculpa do alcoólatra. Poxa vida, eu já ouvi gente falando assim. Tem que tomar cerveja quente. É, tem isso. Tem vários mitos. Não ajuda a eliminar. O detalhe é o álcool, a bebida alcoólica, por mais que a gente fale, olha vai aumentar a chance, aumenta pela ingesta e você produz mais urina. Agora, se você lembrar o álcool, ele te desidrata. Tem uma recomendação para quem gosta de consumir bebida alcoólica, na verdade, é sempre intercalando com um copo de água. Porque a gente acaba eliminando mais líquido e a gente fica desidratado. Então, no começo, se tiver a pedra, talvez vai empurrar mais a pedrinha para ela sair, só que no final das contas, você talvez esteja formando uma nova por conta da sua desidratação. Super esclarecido. Doutor, muito obrigada pela sua participação. Eu já vou deixar o espaço, então, aqui para você passar. Não sei se você prefere alguma rede social, se você usa, algum site. Eu vou deixar o link aqui também para quem quiser acessar. Já vou pedir para o pessoal comentar para o nosso próximo tema aqui com você, para a gente trazer de novo aqui, já marcar na sua agenda. Tem tantos outros relacionados. O tempo passa muito rápido, a gente nem percebe uma hora voa. E para a gente poder falar de outros temas também ligados à urologia, porque a lista é imensa de muitos temas interessantes. Mas foi super esclarecedor. Tanto eu que já passei por essa infeliz experiência, mas tenho certeza que para quem acompanhou também conseguiu super entender o assunto. Obrigada, viu, doutor? Pode passar. Eu que agradeço. Letícia, eu que agradeço. É um prazer estar aqui e falar sobre um assunto que eu adoro, falar sobre uma especialidade que eu amo. E a urologia tem muitas coisas interessantes. São muitas doenças, muitas recomendações que a gente tem para dar. E eu fico à disposição. A gente pode conversar várias vezes, é só marcar na agenda que a gente consegue. Combinadíssimo, então. Você quer passar já falando aqui alguma rede, alguma coisa, ou você prefere só deixar o link? Posso te passar depois? Combinado. Mas tem Instagram, tem o site... A gente vai deixar todos os links aqui para quem já quiser acessar, já consegue pegar o caminho direto, tá bom? Obrigado. Muito obrigada, doutor. Para você que chegou aqui até o final, só quero fazer um agradecimento também para quem já acompanha há bastante tempo, sabe, o nosso parceiro aqui do Amatocast, que é o laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco da Origem é qualidade de vida e prevenção. Muito obrigada a você que acompanhou até o final. Não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante para que a gente continue trazendo os nossos especialistas. Também já comento o que você achou aqui desses temas que a gente sugeriu e o que você quer que a gente fale sobre a urologia. Muito obrigada e até a próxima. Tchau!