Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um Amato Cast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais, falamos sobre cálculos renais, as famosas pedras nos rins, e antes, sobre câncer de mama. Hoje, novamente, nós recebemos um convidado muito especial, Vocês já estão vendo aí no título qual que é o tema de hoje, né? A gente vai conversar sobre tireoide, cuidados com a tireoide, várias questões que vocês já perguntaram aqui, mandaram sugestões pra gente. Então a gente conseguiu trazer o Dr. Antônio Raal, médico radiologista intervencionista, para falar um pouquinho mais sobre esse tema. E antes de dar as boas-vindas aqui para o nosso médico especialista, eu vou apresentar um pouquinho do currículo dele para vocês saberem mais detalhes e poderem conhecê-lo melhor. O Dr. Antônio Raal é médico radiologista e intervencionista com foco em doenças da tireoide. Graduado pela Faculdade de Medicina da USP, com residência no Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da USP, e subespecialização no Instituto do Câncer de São Paulo. Raal é pioneiro no Brasil e na América Latina na aplicação da ablação térmica de nódulos tireoidianos, tendo realizado o primeiro procedimento de ablação por radiofrequência no país em 2018. Bem-vindo, doutor. Muito obrigado, Letícia. Obrigado, AmatoCast, por me receber. É um prazer estar aqui com vocês novamente. Faz um tempinho que a gente está negociando de vira, não estava conseguindo. Então, hoje estou muito honrado de estar aqui para falar daquilo que eu mais gosto, que você sabe, que é de tireoide, de prevenção, de diagnóstico, tratamento, de cuidar dessa glândula tão importante para o nosso corpo, e às vezes tão pouco mencionada. Então, é um prazer mesmo. Doutor, a gente até relembra, já vou deixar o link aqui para quem não acompanhou, que na sua última participação já faz bastante tempo, até mudou aqui o cenário, mudou tudo, mudou o formato um pouquinho, com o doutor Erivelto, que vocês falaram bastante sobre a ablação naquele episódio. Então, já vou deixar o link para quem quiser saber mais detalhes sobre isso. Claro que você vai citar também, vai explicar o que é a ablação, como funciona. Mas antes, eu queria te apresentar um pouco melhor aqui para quem... Agora, um tema também que a gente vai falar sobre a campanha, que vai acontecer, a grande campanha. Então, é legal a gente falar quem você é, para quem está chegando agora, não chegou a acompanhar outro episódio, nunca passou em alguma consulta assim, nesse tipo de especialidade, também explicar um pouco sobre como que funciona o seu trabalho, e depois finalmente, então, falar como que vai funcionar essa campanha. Doutor, você sempre quis ser médico, desde a escola, já era uma vontade? Como que foi essa escolha? Essa é uma pergunta muito interessante que você está falando. Desde pequenininho, eu nutria pela medicina um olhar diferente. O meu pai, já falecido, eu sou filho de segundo casamento, ele sempre foi atleta. E ele sempre cuidou muito da saúde. Então, ele sempre ia muito em médicos, de modo preventivo. Era saudável, se cuidava, se alimentava bem, tudo bonitinho. E eu, pequenininho, eu acompanhava em tudo, eu era filho único. Então, eu ia em cardiologistas, eu ia em epidemiologistas, eu ia fazer exames de rotina, e eu adorava, eu entrava no metrô hospitalar, eu olhava os equipamentos, os médicos, você fala, poxa, realmente eu sentia uma... Negócio diferente. Negócio diferente. Agora, o que realmente foi o divisor de água, foi só uma entrevista. Eu estava no colégio Liceu Pasteur, colégio francês, tradicional de São Paulo. E quando eu tinha 12 anos, nem 12 anos, tinha 11 anos, quase fazendo 12, nós tínhamos que fazer uma entrevista com um profissional, de uma área das profissões, talvez as mais tradicionais da época. E a mãe de um amigo meu, na época de colégio, conseguiu uma entrevista com o doutor Adib Jatem, que é um ícone da cardiologia cirúrgica no nosso país, uma grande referência. Na época, ele estava na mídia, estava bombando, com o coração artificial, com cirurgia de safena, ponto de safena. E nós conseguimos, imagina, foi eu e mais três meninos, três moleques. Eu lembro até hoje que eu levei um rádio, um gravador, porque não era dessa época, era um gravador Sony, que você tinha uma fita ali que você apertava de microfone e gravava o ambiente. Então eu levei esse meu rádio lá e nós ficamos uma hora e meia na sala com aquele homem, gigante, ele era grandão. Eu lembro até hoje, umas mãos compridas, os dedos finos, bem para cirurgião mesmo. E ele nos recebeu, aquele homem daquela grandeza, com uma simplicidade enorme, nós perguntando um monte de coisa. O que é coração artificial, o que é cateterismo, ponto de safena, o que é infarto, o que é não sei o que, perder jogo de futebol faz mal para o coração, essas coisas todas. E ele respondendo tudo para a gente e tal, e quando ele começou a falar de coração artificial, cirurgia e tal, eu saí de lá e falei, vou ter que ser médico. Isso eu não tinha nem 12 anos. Então de lá para cá, eu sempre troquei medicina, decidido a fazer medicina. Agora, daí o caminho, aquela especialidade, é que eu iria lidar com tireóide, que eu iria lidar com essa área do pescoço de margem. Não, isso eu não tinha na minha cabeça, até porque quem está fora da medicina, a gente ouve e fala mais das áreas mais comuns. Cardiologia, esortopedia, cirurgia plástica. Então, a medicina é o universo. Então, quando a gente entra na faculdade, é muito comum, a gente entra querendo fazer uma coisa, ou não sabendo o que a gente vai fazer, e a gente vai entendendo todo o tamanho da medicina. E aí, sim, a gente começa a escolher as especialidades. E foi aí, ao longo da faculdade, que eu acabei me direcionando para essa área em que eu estou hoje. Mas o desejo de ser médico era já de criancinha. E aí, Tiago, tinha alguma outra especialidade que durante a faculdade você tinha certeza que ia seguir e depois acabou mudando? Olha, certeza, certeza eu nunca tive por um motivo bom, que eu considero bom. Porque eu sempre gostei de toda a medicina. Então, quando eu passava em um estágio, quando eu passava em clínica médica, eu falava, ah, eu vou ser clínico. Quando eu passava em oftalmologia, eu falava, ah, eu vou ser oftalmo. Passava em otorrino, eu falava ser otorrino. Eu gostava de tudo. Então, eu passava em alguma área de pesquisa, eu ia ser pesquisador. Então, não tinha nada que eu não gostasse. Realmente, eu falo que eu gosto de medicina como um todo. Então, agora, o que eu sempre percebi é que eu sempre tinha muita habilidade manual. Isso desde criança. Tanto quando eu era pequenininho, eu me lembro disso, minha mãe conta, meu pai também sempre montava. A gente tinha equipamentos na época que quebravam, igual hoje o celular e tal. Tinha uns equipamentos, telefone, de teclado, rádio, televisão, e eu desmontava com seis, sete anos os equipamentos e eu pegava os fiozinhos, ia lá, tinha uma maquininha de solda. Eu soldava. Então, eu já tinha essa habilidade manual, que realmente eu sei que eu tenho, desde pequeno. Então, eu sempre foi o mais tendencioso é pra cirurgia. E com base nessa habilidade manual que eu sabia, que eu tinha e gostava, sempre gostei de mexer com as mãos, eu acabei sendo convidado ao longo da faculdade pra entrar numa equipe cirúrgica. Tem uma cirurgiã muito renomada até hoje, uma senhora muito querida, que é a doutora Angelita Gama. A doutora Angelita Gama é o grande nome da coloprotologia no Brasil, já hoje senhora, mas ela foi quem desbravou a medicina pras mulheres. Naquela época, ser uma cirurgiã, ser médica já era um desafio. Naquela época ela tá com 90 anos, eu não gosto de falar que ela vai ficar brava comigo, mas ela já é das antigas. E naquela época você fazer medicina sendo mulher já era um cenário mais mais machista, mais conservador na época. E ela não só quis ser médica como entrou na faculdade de medicina e fazia esportes, eu lembro lá contando as histórias e ela quis ser cirurgiã. Então aí você entrar pra cirurgia ainda era só ela ali de mulher no meio de um monte de homens. Então não tinha nem roupa de centro cirúrgico pra ela. Ela costurou a primeira roupa de centro cirúrgico pra ela entrar, e quando ela entrou o cirurgião da época que era o titular olhou pra ela e falou, onde você arrumou essa roupa? Ela falou, eu mesma fiz pra eu poder entrar, porque ela fazia corte e costura que era uma área também lá da faculdade na época. Enfim, e ela entrou pra equipe dela, ela é uma lenda da cirurgia e nessa equipe de gasto com esse número de cirurgiões excelentes como aluno, tinha um cirurgião específico, as cirurgias eram basicamente gasto, então nós entrávamos como instrumentadores pra assistir a cirurgia pra passar visita, então eu sempre falo que nós entramos meninos e saímos homens de lá, médicos, né porque nós éramos meninos, né, então a gente passava visita médica casos graves, né, do lado de lendas da medicina, uma equipe de ponta de São Paulo, né, nós passávamos ali nos grandes hospitais de São Paulo, então eu ficava quietinho ouvindo pra ver o que eu posso aprender e tal, e nessa equipe que era basicamente gasto, tinha um cirurgião que era da mesma turma dela de faculdade de 1950 e pouco que era cirurgião de cabeça e pescoço, é vivo ainda, ainda senhor, já tem bastante idade e era um dos grandes homens de cirurgia de cabeça e pescoço, na época e ele, assim, gosto muito dele, mas ele tinha um gênero mais forte, cirurgião da época, né, então os demais alunos, eles tinham os demais alunos que eram da equipe tinham um pouco de receio às vezes de entrar junto eu falava, ah, é mais maçante, eles querem entrar mais em colo próprio e tal, ele era meio bravo mais metódico e tal e eu falava, bom, o Conce é mais tranquilo, vai entrando com ele, entra com o doutor, não vou falar o nome aqui entra com ele e tal, não sei o que, eu falei tá bom, entro, e eu me dei muito bem com ele então calhou que nesse período aí desses 4 anos que eu fiquei, 2º ano, 3º ano, 4º ano, 5º ano da faculdade, além da faculdade entrando nessas cirurgias eu acabei entrando, sei lá, em 200, 250 cirurgias de tiroidectomia de cabeça e pescoço, sendo aluno nunca imaginei que eu fosse lidar com cabeça e pescoço depois, não falei, vou fazer cabeça e pescoço, não quis ir pra radiologia porque eu sabia que tinha radiologia intervencionista era uma área que estava crescendo seria o futuro breve, né, e necessitava de habilidade manual, como eu gostava de tudo na medicina, eu falei, radiologia eu vou ver de tudo, né, e habilidade manual eu vou mexer com a intervenção, então quando eu entrei na radiologia, eu vi também que as pessoas não gostavam muito de fazer exame de tiroides, de modo geral porque é muito detalhado, você tem ali as 3 medidas, o nódulo tem que dar as 3 medidas, um pouquinho a mais, um pouquinho a menos que você coloca, dá diferença um ponto que você deixa dimensionado e um nódulo x ou y faz diferença a maneira como você mede a tiroide a impressão que você tem sobre a tiroide, os gânglios linfáticos então eram exames muito detalhados muito demorados e de modo geral os radiologistas gostavam de fazer outros procedimentos mais do que tiroide eles gostavam mais de fazer abdômen, fazer emergência e tal, aí eu falei, bom como eu já tenho essa vivência em cirurgia, eu falei, deixa eu ver se eu começo a fazer mais tração de tiroides eu pegava mais pra mim pra ver se eu consigo ver mais do que os outros porque eu tinha essa visão local dita e feita eu bati o olho na imagem e falava isso aqui já me vinha a imagem cirúrgica na cabeça então foi muito mais fácil pra mim, acho que por conta disso, eu nem imaginava daí depois quando eu entrei na intervenção fazer os procedimentos guiados por imagem, que é a subespecialização da radiologia os procedimentos de tiroides que na época, hoje todo mundo fala em labilação de tiroides, depois que a gente começou até a própria função de tiroides naquela época, não se gostava muito os intervencionistas não gostavam muito de tiroides ah, isso é muito simples, eu quero fazer ablação eu quero fazer drenagem, quero fazer biópsia de pulmão e tal, então fazer as biópsias de tiroides é meio como se fosse não um castigo, mas de lado e eu já gostava disso, falei, bom, então ninguém querendo me fazer eu falei, deixa que eu faço as funções da minha subespecialização, então a maioria das funções de tiroides naquele ano que eu fiquei no SESC fui eu que acabei fazendo a maioria, porque eu gostava de fazer mais né, então daí juntou a visão cirúrgica com a imagem e com aquela experiência a mais que eu tinha nas funções, aí foi o caminho natural, você começa a fazer contato aqui e lá, vi que levava a gente pra coisa e tal, então por isso que eu sempre falo foi a tiroides que me escolheu não fui eu que escolhi a tiroides pessoal, hoje eu vi a tiroides aí, a imagem intervenção de tiroides, graças a Deus, a gente fica muito orgulhoso inclusive de ver isso, né porque hoje a grande vedete abração, o pessoal, os mais novos querem falar assim, nem hoje alas nos congressos de intervenção e de rádio, são só de tiroides, setores, assim séries de aula são só de tiroides isso era inimaginável um tempo atrás, né, então o pessoal fala, o Raul escolheu isso porque é um nicho, não, não foi nada disso, na verdade foi a tiroides que me escolheu, eu fui ouvindo os caminhos que a vida me colocou e eu acho que deu certo né, então, e o que eu ia citar, né, inclusive é que você é um dos médicos que os olhos brilham, né, quando fala da especialidade, quando tá falando da tiroides eu já te vi explicando várias vezes sobre a tiroides, mesmo assim todas as vezes eu consigo sentir esse mesmo brilho no olhar, né e a vontade de tá ali, realmente fazendo o que você faz há tanto tempo, agora, doutor agora eu quero saber sobre a campanha que a gente tá falando em primeira mão aqui de como vai funcionar de como vai funcionar que já é minha próxima pergunta, justamente porque você me disse aqui nos bastidores que já tem anos que você idealiza essa campanha, então eu queria saber como que nasceu isso, como vai funcionar enfim, começa do começo como que surgiu essa ideia então, essa ideia, na verdade, vem tudo aconteceu meio junto, né eu tava já inserido na imagem intervenção de tiroides, e daí calhou que quando começamos a ter esse advento esse crescimento das terapias ablativas que a gente acabou trazendo fazendo os primeiros casos e é o maior número de casos hoje, graças a Deus, no país os pioneiros no continente americano americana, latina, fazer as ablações de tiroides eu sempre falo fazemos, porque essa história eu tô sempre junto com o meu querido amigo, parceiro, Erivelto Erivelto Volpe cirurgião, ele é cirurgião, eu sou intervencionista é a dupla, o Batman e o Robin ele fala que ele é o Batman, mas eu sou um pouco mais alto mas ele fala que eu sou mais velho os dois querem ser o Batman então, nós nos conhecemos indo pra Coreia do Sul como os dois primeiros médicos americanos que estavam indo pra Coreia do Sul pra se interar sobre essa técnica de radiofrequência que eu já fazia, eu já fazia como radiologista, né, o Erivelto sempre foi muito inovador com tudo, mas a área dele era cirurgia, mas ele já, estudioso que é ele já sabia que aquilo estava no mundo já tava, né tava ali bombando e eu também, porque eu lidava com isso e eu já fazia radiofrequência, ablação de radiofrequência pra outros órgãos, como intervencionista, apesar de lidar muito com tiróide mas fazia pra tumores de figa dos selecionados tumores de hinho, tumores de pulmão que já, isso já tinha no Brasil, cerca de uns 10 anos antes nós já tínhamos o equipamento pra isso são agulhas de ablação maiores não tão delicadas, que não serviam pra ablação em tiróide, né e a escola asiática, especialmente Coreia do Sul, é muito forte em terapias, em todas as tiróides, né, em estudos de tiróide, especialmente em terapias ablativas de tiróide. Então, mais ou menos uns 10, 12 anos antes de nós irmos para lá ele já tava começando a voar alto, desenvolvendo equipamento uma agulha específica pra tiróide, imagina o fígado é desse tamanho, tiróide é desse tamanho, ou mesmo quando é grande, tá no pescoço do lado da carótide, da jugular, nervo da voz, né, quer dizer, é uma região muito mais delicada, então obviamente não dava pra usar a mesma técnica e o mesmo equipamento, a mesma tecnologia, sim mas não na mesma agulha, no mesmo tipo com a mesma potência, pra um órgão tão delicado quanto a tiróide como se usava no fígado, etc. Então, lá eles desenvolveram isso. E nós fomos pra lá pra ver se de fato, na tiróide eu já tinha tido uma experiência aqui no Brasil com laser, nosso grupo lá no Einstein foi o primeiro da América Latina que fez o primeiro estudo de ablação por laser em tiróide. Pra deixar aqui um agradecimento aos Tolbert Einstein, sempre ao Centro de Intervenção, ao Rodrigo Gobo que eu chamo de Gobo que ele é diretor do Centro de Medicina Intervencionista do Einstein, sempre, sempre me estimularam a correr atrás, sempre na vanguarda da tecnologia e eles nunca me restringiram pelo contrário, eles sempre me estimularam Aí, ó, vai lá, veja se é sério o negócio, você traga aqui e a gente vai te estimular. E realmente me incentivaram, né, no momento porque hoje se falar de ablação de tiróide é fácil naquela época, em 2018, você chegar aqui no Brasil onde basicamente os cirurgiões só 70% do movimento dos cirurgiões é tiróide, né, por mais respeitado que eu fosse no meio, você chegar pro pão, de uma técnica disruptiva como era ablação de tiróide cujo ganha-pão, obviamente melhor que fosse o cirurgião, mas o ganha-pão ali o básico era a tiróide, né então eu tive muita não vou dizer rejeição, mas muita gente torceu o nariz pra mim no começo, né, então se eu não tivesse esse apoio do Einstein, do centro de intervenção, do Rodrigo Gomo né, que já era gerente médico na época e falar, não, vá em frente possivelmente eu não teria aguentado o tanto de nariz torcido, e valeu a pena, né, e eu consegui por conta disso. Enfim, fomos pra lá, eu e o Enivelto, né e quando nós voltamos pra cá, começamos a fazer as terapias abortivas, então eu comecei a entrar nos casos com ele, ele comecei a entrar nos meus casos então, tanto eu quanto ele podemos fazer sozinhos a ablação, nós gostamos e queremos sempre fazer juntos porque nós entendemos que é o melhor pros nossos pacientes que eles tenham a visão de um cirurgião experimentado em doenças da cabeça e pescoço e um cardiologista intervencionista modéstia à parte, bastante experimentado em imagens e intervenções de tiróide, pioneiro nisso também, então a gente entende que é o melhor pros nossos pacientes a gente faz junto, fomos juntos, fomos juntos e vamos seguir juntos e ao longo desse período, o que é que eu percebi eu junto com ele eu fui compartilhando com ele essa angústia que a gente fala muito, você vai ver por uma campanha de saúde, você fala muito de poliomielite, tem que falar você fala muito de câncer de mama você fala muito de câncer de intestino, câncer de estômago, câncer de próstata no homem, diabetes e não se fala de doenças tiroidianas então o que acontece, eu eu assim como o Erivelto mas o que eu fui percebendo é que chegavam pacientes aqui as vezes com nódulos grandes, benignos o nódulo é benigno, nasceu benigno, cresceu, tava grande, mas é benigno não ia virar um câncer só que grande, e o paciente chegava na minha frente e falava, doutora, eu tô com isso há dois anos, eu sei que eu vou morrer eu vim aqui porque eu quero sua opinião e chegava e chorava na minha frente e aquilo me mexia muito comigo eu falava, essa pessoa tá sofrendo há dois anos porque acha que aquilo é um câncer e segurou esse câncer de angústia faz só dois anos, né, e chegava lá e daí, às vezes quando eu falava, não, mas muito provavelmente esse nódulo é benigno vamos biopsiar e tal, dente biopsiada era benigno, e quando eu falava ainda que não precisava operar que dava pra fazer ablação grande parte das vezes pessoas, assim desacreditavam, desmaiavam, né e a mesma coisa é em casos de tumores, de cânceres, porque você tem diferentes tipos de cânceres, mas a grande parte dos cânceres de tiroides são pequeninos, tem até um centímetro de tamanho, são únicos, cada vez mais com o avanço dos métodos de imagem, né, até a classificação T-Rads primeiro T-Rads brasileiro participei como autor também, com o time do Einstein, né, é da nossa autoria então a gente tem hoje o T-Rads 1, T-Rads 2, T-Rads 3 T-Rads 4, que ajudou a estratificar o risco dos nódulos, porque a gente bate o olho no nódulo e a gente fala, ó, grosso modo, esse nódulo tem uma suspeição grande de ser câncer vamos biopsiar, esse tem uma suspeição intermediária talvez dê pra acompanhar, ah, isso aqui não é nada segue o jogo, né então, cânceres pequeninos que às vezes o paciente com a glândula perfeita sacava tiroides, né, novo, às vezes, tirava tiroides, corte, às vezes com complicações, com hipoparatiroidismo que não é sempre o que acontece, mas tem lá seu 1% de chance da tiroides sair as paratiroides irem embora juntas, tem que fazer reposição de hormônios mais da vida controlar o metabolismo do cálcio ter o corte no pescoço essa questão da cicatriz, né uma recuperação mais prolongada, então tudo isso, né, sendo que no mundo já se estava começando a fazer a ablação desses nódulos malignos, pequenos, são muito indolentes, né preservando a glândula isso muda totalmente o jogo, você mata o nódulo sem corte, o paciente vai embora mesmo dia, né, não são todos os casos mas boa parte desses pequeninos você matava o nódulo, preservava a glândula o paciente não precisava tomar hormônio, não tinha corte ia embora 2 horas depois, ficava só com o roxinho no pescoço, 5 dias estava na academia e pacientes as vezes que tiravam a glândula, ficavam desesperados porque chegavam pra mim estavam chorando desesperados, meu Deus, doutor, estou com câncer, vou morrer e tal porque, óbvio que ninguém quer ter um câncer, mas você ter um câncer de tilióide carcinoma papilífero, pequenininho bem localizado, é totalmente diferente de você ter por exemplo, ninguém quer ter nenhum câncer, mas por exemplo, um câncer de pâncreas ou uma leucemia a gente não tem um tipo de câncer a gente tem 400 tipos de câncer tem centenas de tipos de câncer e cada câncer é uma doença diferente, com comportamento diferente, com tratamento diferente, com evolução diferente, com uma disseminação diferente só que pro paciente leigo o paciente que não é da área médica câncer é câncer então falar que está com câncer de tilióide o interesse é que tem gente que até acompanha você pode até acompanhar alguns casos tem gente que a vigilância ativa, uma possibilidade terapêutica que ocorre em alguns casos, mas o paciente chegava desesperado desesperado, família e aquilo causava um sofrimento grande, não só nos nódulos porque tilióide não tem só nódulos você tem o hipotiroidismo essa glândula aqui, é uma glândula assim como pâncreas, é uma glândula vital pro nosso corpo, os hormônios que essa glândula aí eu comecei a chamar de borboleta do equilíbrio borboleta do equilíbrio porque é uma glândula em formato de borboleta tem a asinha direita que é o lóbulo direito a asinha esquerda que é o lóbulo esquerdo e o ístimo que é o corpinho então parece uma borboletinha, eu falava borboleta do equilíbrio porque esses hormônios que essa glândula produz, são os hormônios que determinam o equilíbrio de absolutamente tudo no corpo a velocidade de tudo a velocidade de batimento cardíaco você vai ganhar peso, vai diminuir, ah estou ganhando peso por conta da tilióide, não necessariamente eu ganho um pezinho, mas minha tilióide está boa mas é um fator importante o ciclo vigilia sono, a concentração, queda de cabelo tônus muscular, tudo irritabilidade ou não, então um monte de coisa então pacientes que tem hipotiroidismo por exemplo, tem uma tendência maior às vezes de depressão, quantos pacientes eu não atendia ao longo desses anos que tratavam de depressão com psiquiatra e nunca fizeram o exame funcional da tilióide você vai ver tem um TSH de 15 tem um franco hipotiroidismo e não tem vontade para nada, lógico que quando tem vontade para nada a tilióide não está funcionando e outros pacientes contrário, pacientes que tem hipertiroidismo, então o paciente falava assim, fui tranquila, mais ainda a mulher, e daí comecei a ficar nervosa comecei a ficar irritada, explosiva comecei a tratar, achando que tinha pânico, daí eu fiz o exame da tilióide e tenho o TSH suprimido, quer dizer a glândula está produzindo muito hormônio, então é óbvio que a pessoa vai explodir, imagina uma mulher que normalmente já é mais preocupada normalmente que o homem a mulher pensa em tudo, o homem é muito assim tem ainda TPM, tem cuidado de filho, tem que carregar a casa nas costas e ainda está com hormônio estourado, quer dizer, você estoura e vai tratar com pânico com ansiedade, isso aqui não fazia um exame de tiroides, entende? Outras doenças tiroidites, imagina você ter uma inflamação, por exemplo TSH eu sempre falo, a gente tem Hashimoto e os Hashimotoes, mas imagina uma TSH bem instalada em que você tem uma inflamação franca, ativa na glândula que é responsável pelo equilíbrio do seu corpo quer dizer, não tem como você estar equilibrado isso causa um monte de coisa então, eu fui vendo as aflições desses pacientes, cada um de um tipo, não necessariamente com câncer, com não, mas vários tipos são várias alterações tiroidianas e eu ia vendo isso, poxa, se fala de tudo e não se fala de tiroides as pessoas não sabem, e aí inclusive que eu comecei a aceitar mais as entrevistas em mídia pra falar sobre tiroides, justamente porque eu comecei a entender que o médico tem um papel social de informação nós não somos donos do conhecimento, nós temos que compartilhar o conhecimento acho que esse é um dom que Deus deu pra gente, que eu sou agradecido e a gente tem que compartilhar uma pessoa que ouve uma informação você é jornalista, você sabe disso uma pessoa que ouve uma informação precisa, mais hoje em dia que todo mundo fala tanta coisa, mídia, internet a gente ouve cada coisa de tiroides na mídia que você fica maluco toma isso, dá três cavalhotas que o nódro vai sumir um monte de coisa então quando você dá uma informação séria de qualidade, técnica, numa linguagem acessível, porque você tem que falar também a linguagem da população, não adianta você falar o mediquês você tem que falar de uma maneira que o público entenda então eu via que isso era muito bem-fazer muito bem-vindo, todos os programas que a gente ia batia recorde lá de perguntas a gente tinha que ir embora um monte de perguntas mas realmente isso tem bastante e aí eu comecei a trabalhar e pensei, puxa, a gente podia criar uma campanha uma campanha que me inspirou sempre muito foi a da Mama foi maravilhosa aquela campanha câncer de mama no alvo da moda era uma camiseta, basicamente era uma camiseta mas uma camiseta linda todo mundo queria ter a camiseta, você ia no shopping, o pessoal estava de camiseta você ia na balada você ia, saia associar as pessoas de blazer com a camiseta era uma camiseta elegante, o pessoal queria ter e ao mesmo tempo trazer uma conscientização sobre um tema que já se falava muito é um tema mais, que causa mais impacto quando se fala câncer de mama já dá um certo e mesmo assim teve um sucesso enorme e uma parte muito grande dessa campanha foi direcionada pra causas sociais que ajudou muita gente principalmente a população mais carente eu falei, por que a gente não pode ter uma coisa similar com a tireoide eu não sei, você tem ideia mais ou menos, Letícia, de qual porcentagem de pessoas no mundo que tem algum tipo de alteração na tireoide uma vez acho que a gente falou sobre isso eu acho que pelo menos 10% você gravou bem mais ou menos 15% mais ou menos, varia um pouco de continente pra continente, país pra país na média, mais ou menos 15% da população adulta, 20 a 65 anos no Brasil, na América do Norte na América do Sul, na Europa, na África na Ásia, no mundo, tem algum tipo de alteração na tireoide seja alteração na função, hipotireoidismo seja alteração inflamatória, tiroidite seja nódulo, benigno, maligno, bóssio seja uma coisa mais a outra, seja uma coisa mais a outra, mais a outra fora os idosos, que estão acima de 65 anos fora alguns adolescentes, se você for ver dá quase 1 bilhão de pessoas no mundo que tem algum tipo de alteração tireoideana e aí se você for ver, sabe qual a porcentagem mais ou menos de pessoas que sabem que tem uma alteração na tireoide? mínima, né? menos de 40% que sabem você tem 60%, aproximadamente de pessoas que não fazem a menor ideia ou do que é a tireoide, ou do que é sabe? então, e o impacto que isso tem na vida das pessoas, na qualidade de vida na sociedade, na produção na produtividade, né? no equilíbrio do corpo, então nasceu daí, essa campanha e aí isso sempre ficou na minha cabeça aí eu compartilhava com a Erivel, a Erivel falava eu ainda sei que é fantástico, né? mas a gente, naquela correria, tentando implantar a ablação de tireoide, hoje já todo mundo já conhecendo, né? a gente conseguiu, graças a Deus, fazer isso mas a gente tinha isso no coração e mais ou menos há uns dois anos, nós encontramos dois parceiros na Mercina, que não são médicos e pra um deles eu contei numa reunião de fim de ano comendo churrasco, assim, fim de ano à noite, num dia assim, pré-natal eu contei pra ele sobre isso, a gente falando sobre o projeto eu falei, olha, isso é uma coisa que me traía muita satisfação, né? daí eu comecei a falar um pouco da campanha um deles achou muito legal o outro, os olhos brilharam ele falou, nossa isso é fantástico e aí, por que eu me animei? eu falei assim, foi a primeira pessoa, além da Erivel que eu falei e eu senti a mesma emoção que eu tinha, porque aquele era um projeto caro pra estar lá e aí eu falei, pô, vamos botar isso em prática vamos, vamos conversar mais sobre isso e aí fomos, fomos, fomos e ao longo dos dois anos, trabalhamos com tudo isso, vendo a viabilidade, o tempo livre que a gente tinha, que é escasso a noite, final de semana não tem, então passamos algumas madrugadas finais de semana férias, conversando com um com outro, porque o nosso negócio é tireóide esse negócio de desenhar eu tinha toda a ideia, junto com a Erivel a gente pensava, poderia ser assim um esquema de uma tireóide as asas da borboleta parecerem um ultrassom porque o ultrassom é o melhor método pra você avaliar a tireóide então a gente tinha essas ideias mas passar isso pra terceiros é difícil então a gente levou dois anos pra isso, pra estudar como isso poderia ser feito, pra ter essa essa visão, até tivemos encontros bacanas nesse período até chegarmos nesse ponto aí do lançamento da campanha, que já tá prestes a ocorrer, então é um momento muito feliz, eu tô falando por mim falo pelos demais membros, pelo Erivel, também idealizador, pelos demais sócios dessa campanha, idealizadores que eu tô num momento muito feliz porque eu acho que isso é um legado a gente tem que ter um legado na vida e esse é um legado que me deixa muito feliz pela informação porque a nossa ideia não é atingir só o Brasil, mas é atingir o mundo porque é o mundo o tema da tireóide e essa questão da informação é um problema mundial se você chegar na Europa, lá com pessoas super bem informadas, a maioria não sabe o que é tireóide aliás o desconhecimento é dentro da medicina mesmo muitos médicos não sabem exatamente tudo o que tem na tireóide são áreas muito específicas, os impactos que isso pode ter então a gente uniu a moda quer dizer, a linguagem da moda a beleza e essa questão do equilíbrio acho que é inegável que o mundo precisa de equilíbrio não precisa ser muito esperto pra ver que o mundo tá meio desequilibrado a guerra lá, a briga aqui o pessoal puxa pra um lado, puxa pro outro porque a gente já viveu tempos mais equilibrados com problemas mas a gente vê agora que o mundo tá meio e muito desse equilíbrio passa pela tireóide eu acho que a gente foi uma conjunção de ideias de propostas, de sentimentos que culminou nisso e nós estamos muito animados com essa campanha com um foco muito grande no social é uma parte muito significativa disso a gente tem os cursos e tal, mas vai necessariamente para o social isso tá no contrato necessariamente, para o social o que? Tudo campanhas específicas de diagnósticos de tratamento, grupos de pessoas mais vulneráveis informação em mídia aberta, informação em mídia digital tudo, pesquisa tentar envolver os grandes hospitais também e de modo a favorecer as pessoas e acho que isso é um caminho que a vida nos trouxe e que eu tô muito feliz de estar podendo realmente tirar isso do papel e o nome da campanha já fala bastante, inclusive o símbolo da camiseta, vamos tentar já colocar aqui uma foto quando o episódio for ao ar a gente já pode falar tudo da campanha então é legal a gente colocar todos esses detalhes vocês vão se apaixonar, porque assim foi feito com muito carinho a camiseta a gente tá começando com a camiseta cujo parte desse lucro vai necessariamente para campanhas sociais então isso nos deixa muito felizes então a gente pede para vocês, ajuda a divulgar e vocês vão se apaixonar, a camiseta é um presente vai chegar aí o Natal vão ter as datas festivas, até hoje a gente tá aí, quantos anos? 15 anos de campanha da Mama, até hoje a gente pega aquela camiseta da Mama, a gente vai no shopping é bonito, é fashion, é legal, é bacana e você tá vestindo uma causa, então eu tenho certeza que vocês vão se apaixonar, vejam as camisetas vão ver o símbolo, é lindo e todo o nosso site as nossas mídias, tudo que a gente preparou com muito carinho então ajuda a divulgar e eu tenho certeza que vocês vão se apaixonar também como eu sou apaixonado pela causa e fala bastante sobre o símbolo da borboleta do equilíbrio já queria aproveitar e te perguntar qual que é a explicação médica, mas na linguagem mais simples possível para que as pessoas entendam de fato a importância de cuidar da tireoide se a tireoide vai mal o corpo inteiro daquela pessoa, aquela pessoa também vai mal, né? a tireoide, então vamos falar do básico aliás, quem comprar a camiseta vai receber junto um livreto informativo com as doenças da tireoide assim, numa linguagem muito tranquila e um livreto lindo vocês vão ver depois no vídeo compra a camiseta e ganha o livreto isso vai ajudar vocês também a falarem para as pessoas, enfim mas enfim, o que a gente fala lá, em resumo a tireoide é uma gândula é um órgão assim como os olhos o olho é um órgão, assim como o fígado é um órgão, assim como o pâncreas produz a insulina, que quando falta comina no diabetes, né? é um órgão a tireoide é um órgão e que tipo de órgão? é uma glândula o que é uma glândula? uma glândula é um órgão que produz, nesse caso uma glândula endócrina que produz hormônios cada hormônio age numa seara, por exemplo testosterona age com a questão da libido da força masculina, os hormônios sexuais femininos, na gestação, nos caracteres femininos a gente tem aí N tipos de hormônios a insulina, o tipo de hormônio e a gente tem os hormônios que a tireoide produz que são o T3 e o T4 triiodotironina tetraiodotironina, quer dizer daí o iodo, é, por isso que o iodo é tão importante para a tireoide, sim, porque o iodo é a matéria-prima principal dos hormônios tiroidianos o T3, triiodotironina e o T4, tetraiodotironina ah, então se eu tomar muito iodo a minha tireoide vai estar super bem isso não é mais verdade, se faltar iodo na sua alimentação, isso vai afetar a produção dos hormônios mas hoje, né, essa história tem muito por conta do papão, né, do bócio antigamente as pessoas do litoral salgavam a comida com o sal marinho as pessoas do interior salgavam a comida não com esse sal que tinha iodo salgavam de outras maneiras era muito comum, a gente não tinha essa comunicação do litoral com o interior, então às vezes quem era do interior T, mais ali, bem interiorzão mesmo tinha aquele bócio ou papão, né, por quê? Porque a tireoide com carência de iodo ela crescia de tamanho, ela ficava grande ela dava aquele bócio isso realmente, a falta de iodo levava ao aumento da glanda, então levou esse estigma, cara, eu tenho que consumir iodo para não ter problema na tireoide, por conta disso, não, na verdade hoje o que nós temos de iodo no sal, que é comercializado sob o balizamento do Ministério da Saúde na maioria dos países ocidentais e orientais os países, enfim, civilizados tem a quantidade de iodo mais do que suficiente para a sua produção então você não vai ter problema na tireoide só porque falta iodo, né, tomar muito iodo não vai ajudar em nada, você tem até a quantidade ideal para você, nem mais nem menos a gente já tem essa quantidade, tá, bom a tireoide produz, então, triodotironina até triodotironina os hormônios que vão fazer o que? esses hormônios vão balizar cadenciar o nosso organismo em todos os em toda a seara, né o tônus muscular os movimentos cardíacos, a velocidade da digestão o seu ciclo vigília sono, você já reparou quando você está mais ansiosa, mais nervosa, você demora mais para dormir né, às vezes você não está tão equilibrada, está como uma alguma coisa não está legal, é mais difícil você se concentrar você começa a ver um filme, você não consegue se concentrar você fica mais irritado fica mais sonolenta, né, ganha mais peso, perde mais peso, então assim tem tudo, todo esse cincício que é o nosso organismo eu não estou dizendo que depende só da tireoide mas a tireoide, digamos que é a grande maestra de tudo funcionar na velocidade certa, entendeu e aí um ponto importante, bom, mas e aí se eu preciso tirar a tireoide vamos supor que eu tenho um câncer na tireoide, que não é passível de tratamento por ablação, por exemplo não são todos que são são casos bem selecionados, no caso de câncer no caso dos nódulos benignos, a grande maioria hoje são passíveis de tratamento por ablação até os mais volumosos, o que muda às vezes o número de sessões isso revolucionou o tratamento e no caso dos nódulos benignos que produzem hormônios que são a doença de Plummer os nódulos que a gente chama de nódulos tóxicos hoje eu acho que é uma das melhores aplicações das terapias laborativas que se tem realmente é para esses nódulos a gente até publicou, o nosso grupo publicou junto com colegas latino-americanos eu, Erivelto, com a maior parte dos casos e colegas da Argentina, colegas da Colômbia colegas do Equador o trabalho que atualmente tem a maior casuística do mundo publicada no tratamento de nódulos tóxicos autônomos que produzem hormônios é na tireoide, tratamento por ablação mostrando eficácia do tratamento, eficácia acima de 90% é o único artigo que nós temos hoje, nós começamos depois da Coreia muitos nos orgulham, que tem uma casuística maior do que os outros trabalhos sul-coreanos que a Coreia domina em tudo, os outros países a Itália, tem bastante... esse artigo é o que tem a maior casuística publicada na principal revista de tiroidologia, de imagem de tiroidologia e tiroides em geral do mundo que é a Tyroid, então é uma marca muito grande para o nosso país falando sobre a ação dos hormônios, então antigamente você precisava tirar a tireoide ou hoje, quando você precisa por algum motivo tudo bem, você tem um hormônio você compra na farmácia e você vai tomar o hormônio como a gente fala, você vai levar o hormônio para casa, e você vai tomar todo dia de manhã, se você tirar a tireoide, tem que tomar você não vive sem esse hormônio não vou tomar porque eu sou não sei, eu sou natureba, não vou tomar, você entendeu seu corpo não vive é incompatível com a vida você ficar sem esse hormônio você não vai levar, você vai afundar, então você tem que tomar todo dia mas eu tomo todo dia sim, aí que está a inteligência da tireoide, a importância da tireoide tem dia, você é uma jovem tem dia que você está ali no trabalho, você vai, tem dia que eu tenho entrevista de manhã, entrevista de tarde, tenho que correr estou sem dormir, eu tenho que dar aquela corrida para alcançar, para ver o fato você está naquela correria o que a sua tireoide interpreta juntamente com o seu corpo? ela precisa de mais hormônios produzir um pouquinho mais, faz-se a leitura você produz mais hormônios, vai dar aquele peak aí hoje você está no domingo na sua casa assistindo TV, você fala, hoje está friozinho vou ficar no cobertor vou ficar mais quietinho, não vou fazer nada obviamente você não vai precisar da mesma quantidade de hormônios que você precisa naquele dia que você está na academia a tireoide faz esse balanço, tanto que quando você que está me vendo aqui, quando você vai fazer o exame da tireoide você vai fazer T3, dosagem de T3 T4, TSH qual o valor normal dos hormônios da tireoide? nunca é X ah, o valor normal é X não, por exemplo, a glicemia glicemia de jejum, que você vai fazer para ver se tem diabetes se você tem ali até 99 você está até 90, na verdade o ideal você está bem você não tem risco de diabetes se está ali de 90 a 99, você vai ter uma tendência, talvez uma intolerância à glicose se você estiver acima de 100, já caracteriza que você tem diabetes então você tem valores precisos no caso dos hormônios tireoideanos, não por exemplo, o TSH qual o valor normal do TSH? entre 0,5 e 5 o que é o TSH? é o hormônio que estimula a tireoide a produzir os hormônios da tireoide os próprios hormônios da tireoideano T3 e T4 variam, tem um intervalo grande entre eles, então, o que isso nos diz? que tem dia que você precisa de mais, tem dia que você precisa de menos né, então quando você saca a tireoide, você vai tomar a dose fixa do remédio, então tem dia que você vai precisar de mais, aí você fala vai me faltando, você vai falar, ah, hoje eu vou tomar mais hormônio ah, hoje eu vou ficar em casa e vou tomar menos hormônio isso não pode, você toma uma dose com aquela dose mais adequada pra você, que tirou a glândula então olha, pra letícia, talvez ela vai se dar bem com a dose X, na maioria dos dias vai se dar bem, mas vai ter aquele dia que você vai precisar de mais e tem muita gente que opera tira e toma hormônio e fala, olha eu sinto que falta aquele gás, né e ao contrário, às vezes tem dia que eu tô parado em casa, não sei porquê, mas eu tô irritada, não sei porquê, não era pra estar irritada, lógico talvez aquele dia aquela dose é muito, entendeu? então, a tireoide, mesmo que ela não seja uma glândula que está funcionando perfeitamente, ela vai fazer esse balanço pra você e vai saber produzir um pouquinho mais um pouquinho menos, então isso vai ajudar em todo o seu equilíbrio, tá? Então por isso que a gente, hoje, mudou muito isso, né? Antigamente assim, ah tem alguma coisa de tireoide, tira a glândula hoje o que a gente tenta fazer é o seguinte precisa tirar a glândula? Tudo bem se não precisar mas sempre que possível preservá-la, vamos preservar Entende? Quer dizer, ah, eu preciso tomar o hormônio da tireoide, se precisa tomar a dose pequena, é melhor manter a tireoide, se não tem nada melhor tomar a dose pequena e ela tá produzindo alguma coisa, você tem que tirar a tireoide e tomar a dose plena então, é... tudo isso que eu te falei mostra o papel fundamental da tireoide no corpo, você não dá pra sair tirando a tireoide à toa, então por isso que a informação é tão importante, é por isso que a gente se debruçou sobre essa campanha e a gente tá estamos aí convictos que vai ser um sucesso no Brasil e no mundo Você falou de alguns sinais e sintomas sobre o hipertireoidismo e hipotireoidismo, né? Queria saber quais de fato entram aí na lista, tirando esse da irritabilidade por exemplo, ou da... dos sintomas de depressão ali que você citou também, né? Esses dois principais, mas o que que deve servir como alerta? A gente tá, então, voltando a falar também mais um pouco da campanha, né? É justamente pras pessoas terem a consciência que precisam cuidar da tireoide precisam estar sempre avaliando, precisam estar em alerta e saber como funciona também que realmente, às vezes não só médicos, como você citou às vezes dentro da própria medicina, né? Não é um assunto tão falado, mas pra quem é de fora, menos ainda. Eu tenho que ser sincera eu acabei sabendo muito sobre o tema por conta do nosso trabalho, mas antes eu não sabia detalhes eu imagino que muita gente que esteja acompanhando que não seja da área da saúde também não saiba Então, doutor, quais os sinais e sintomas que entram nessa lista que servem de alerta pra quem tá acompanhando aqui a gente? Então, é excelente eu só pergunto. Então, a primeira coisa quem tá nos vendo é que tem que entender o seguinte, quando nós falamos de doenças da tireoide a gente tá falando de três grupos de doenças uma, alterações na função da tireoide. É aquela tireoide que produz mais hormônios do que deve ou menos hormônios do que deve. Mais hormônios e hipertireoidismo, menos hormônios e hipotireoidismo, tá? Segundo tipo de alterações, as alterações inflamatórias, as famosas ITs você tem alteração, inflamação no estômago gastrite, inflamação na na faringe, faringite inflamação no estômago, tireoide, tireoidite você tem as doenças inflamatórias também e o terceiro grupo são as alterações no formato da glândula. O que que é isso? São os bócios. O que que é bócio? Bócio é qualquer aumento na tireoide a tireoide normal pra você, por exemplo uma mulher com seu tamanho, ela vai aí de 5 a 12, 15 de volume ml, centímetros cúbicos pra você, quando você tem uma glândula de 22, já é um bócio. É uma glândula que é aumentada tá maior do que o normal pra você. A gente pode ter uma glândula de 22, pode ter uma glândula de 42 pode ter uma glândula de 100, pode ter uma glândula de 150 então a gente pode ter discretos bócios ou grandes bócios. Qualquer aumento da glândula tireoide é um bócio. Esse bócio é inflamatório? Será que a inflamação por exemplo a doença de Graves que tá levando é esse bócio? Esse bócio é devido a nódulos? Se for nódulos, é um nódulo só? Bócio uninodular? Ou são vários nódulos? Bócio multinodular. Será que algum desses nódulos é tóxico? Então seria o bócio uninodular tóxico? Ou multinodular tóxico? Aquele que produz mais hormônios, né? Então você tem todo esse grupo de alterações. Quando a gente fala em sintomas a gente pode ter sintomas associados a alteração na função, alteração inflamatória ou alteração nos nódulos, depende. Então por exemplo, se você tem um hipotireoidismo discreto produz menos hormônios, mas um pouquinho menos, né? Você não vai provavelmente ter grandes sintomas. Não é uma coisa de uma hora pra outra, é uma coisa mais paulatina. Então você fala, por exemplo, puxa, eu tô percebendo que eu tô com menos disposição eu tô com menos ânimo pras coisas. Às vezes pode ganhar um pezinho às vezes pode começar a cair um cabelo às vezes pode estar mais não depressivo, mas um humor mais depressivo raciocínio às vezes um pouquinho mais... Nossa, eu era tão ágil, tava tão... Ai, acho que eu tô estressado não tô conseguindo pensar direito. Pode, às vezes, ser por conta de um hipotireoidismo. Obviamente se você tem um leve hipotireoidismo você vai ter sintomas leves. Se você tem um super hipotireoidismo, você vai ter sintomas mais exuberantes mas nunca é de uma hora pra outra, entende? É sempre paulatino tá progredindo, mas você tem que ficar alerta a isso. O contrário também é verdade se você tem um hipertireoidismo discreto o que você pode ter? Ai, tô mais agitado um pouquinho, tô ali... Às vezes você acha bom, né? Perdi um pezinho, tô tô ali, tô no pique, né? Mas às vezes passa muito, quase explodi às vezes tá do nada, sente umas palpitações óbvio, pode ser problema de coração mas pode ser, às vezes esteja um pouquinho de hormônio a mais tá mais difícil de dormir vou dormir, demoro mais pra pegar no sono tô mais preocupado, não sei, né? Então tem várias coisas que podem estar associadas ao hipertireoidismo. Se é um discreto hipertireoidismo sintomas discretos. Se é um grande hipertireoidismo sintomas mais acentuados, tá? Então isso é associado à função se eu tenho uma doença inflamatória, uma tiroidite é a mesma coisa, pode ter uma tiroiditezinha pode ter uma tiroiditezona, tem alguns tipos de tiroidite né? Falando de uma maneira mais simplória o que que a tiroidite pode causar de sintomas? Pode não causar nada a grande parte das vezes você não sente nada E como faz pra descobrir? Às vezes, é o conjunto, né? Quando a gente diagnostica a tiroide, quais são os exames pra avaliar a tiroide, por isso o nosso símbolo, né? O principal exame de imagem ultrassom, por isso que as asas da tiroide são as ondas sonoras Tem que fazer parte da rotina, fazer ali da rotina que eu digo assim, em intervalo de tempo Se possível, é assim, é Se possível, você tem que fazer o ultrassom de tiroide que aliás é um exame muito operador dependente tem que trabalhar nesse treinamento das pessoas também, mas é com uma certa rotina, sobretudo as mulheres porque as mulheres tem quatro vezes mais doenças na tiroide, de modo geral, do que os homens Tá? Então os homens tem muito também, porque a doença é muito prevalente, mas as mulheres tem mais ainda, então é muito comum quem acabar pedindo os exames de ultrassom de tiroide pra uma mulher ser um ginecologista, é o mais comum, tá? Então, como é que você vai avaliar uma tiroidite, por exemplo, incipiente mais leve, com o exame de ultrassom quer dizer, um radiologista experiente consegue olhar a glândula e falar, essa glândula tá mais heterogênea, essa glândula tá com o fluxo no doppler mais aumentadinho, às vezes são sutis, mas quem lida muito com isso, a gente consegue bater o olho e falar, tem um pouquinho de tiroidite Isso é um parênteses, operador dependente é que só pra explicar pra todo mundo, é que depende da avaliação daquele médico que tá fazendo É muito individual É muito individual, depende muito da expertise que tá fazendo, é diferente às vezes de uma tomografia de uma insonância, que depende muito mais, às vezes, do aparelho A imagem tá lá, né? Daí, às vezes, pode ser que você olha a imagem e não veja o que tá lá, mas quem faz a imagem e o ultrassom, por mais que você esteja com o aparelho espetacular, com uma Ferrari, não é assim, né? É quem faz o exame, então você é que vai procurar a imagem, você que gira a mão pra colocar Então depende muito de quem faz O exame mais operador dependente desses três ultrassom, insonância e tomografia, é o ultrassom, então com o exame de imagem e ultrassom bem feitinho você consegue ter sinais, ou claros, ou mais discretos e exames de sangue também, a gente vai ver os anticorpos os anticorpos que atacam a tiroide que geralmente estão aumentados ou pouco ou muito em casos de tiroidite Então se você tem uma tiroidite discreta, às vezes você não tem nada você convive com ela e nem vai saber, vai descobrir as vezes acidentalmente. Se você tem uma tiroidite mais exuberante, você pode ter aumento da glândula progressivo, dependendo se você tiver uma tiroidite em uma fase mais aguda, você pode sentir dor, quando você aperta a glândula igual quando você tem uma gastrite você aperta e se dói, você tem uma dor de garganta quando você engola a glândula, a mesma coisa com a tiroide tá inflamada, as vezes você vai apertar sente dor, dor forte tem um tipo de tiroidite que se chama tiroidite de Kervin que é uma tiroidite viral dá uma dor terrível, dá alteração na função hormonal e dá uma dor terrível então essas são as alterações, sintomas que podem estar associados a tiroidite. E no caso dos nódulos, né geralmente o que se sente quando são nódulos maiores, começam a crescer e geralmente eles são benignos, mas como acontece com os benignos e malignos é você palpar, olha, esse lado aqui tá maior, tem uma bolota aqui não tá, ou minha glândula tá crescendo eu palpo e parece que tá uma bolinha desse lado, desse lado ou, eu não tô vendo nada de estético mas eu vou engolir e eu percebo que parece que tá uma uma bolota aqui, um corpo estranho porque o lobo esquerdo da tiroide as vezes pode estar na frente do esôfago, né então você vai engolir uma coisa mais pedaçuda que a gente fala, você percebe que tá passando até uma coisa atrapalhando, de fato tá ou as vezes um nódulo muito grande que pode empurrar a traqueia, as vezes tem um nódulo muito grande, ele vai crescer, mas ele vai a traqueia aqui, que é o tubinho que leva o ar das vias aéreas superiores para os pulmões e traz o ar, traqueia tem mais ou menos um centímetro e meio, dois centímetros, então se você tem um nódulo ali, um espaço pequeno, tá crescendo, crescendo tá empurrando essa traqueia o diâmetro dela tá diminuindo, então tem gente por exemplo, fiz agora inclusive, nesse sábado tratamento do marido de uma paciente que eu já tinha tratado, ela tinha um bócio grande e ele tinha um mega bócio e ele fala, pra dormir, olha, pra dormir eu sinto desconfortável pra mim é melhor dormir com a cabeça mais elevada, né, ou é só roncar muito, né, mas ele tinha um mega bócio, por exemplo, que sempre seja puríssimo, no caso dele era, né, então porque tava comprimindo a traqueia, as vezes vai pro tórax começa a comprimir as estruturas então, geralmente é feito os cosméticos, por volume, né e você pode ter alterações também associadas por exemplo, você vai falar, ah, mas e o câncer de tireoide, aí que tá, na grande parte das vezes, o câncer mesmo de tireoide é assintomático você às vezes vai não tem sintoma nenhum a grande parte dos cânceres de tireoide são descobertos incidentalmente você vai fazer um exame de rotina, de ultrassom, que o seu ginecologista pediu nunca fez, a maior parte das vezes nunca fez, ou fazia muito tempo que não fazia ou fazia, achou um nódulo ali um nódulo, as vezes, um TR-4, TR-5 um nódulo de moderada suspeição, que não tinha, chamou atenção aí as vezes vai, ou acompanha ou de repente vai fazer a punção e descobre que é um câncer você não sentia nada, a grande parte das vezes você não sente nada no caso do câncer entende o que eu tô te falando? Sim. Então, daí a importância da prevenção daí a importância dessa informação que a gente quer passar, e mais ainda quer dizer, no caso da tireoide a grande parte dos cânceres são os carcinomas papilíferos a grande parte, a maioria a maioria, eles são muito indolentes são muito pouco agressivos e quando descoberto os pequenininhos uns 7, 6 milímetros 5 milímetros, 9 milímetros 1 centímetro a chance de cura, seja com cirurgia ou com ablação que você trata sem tirar a glândula se for possível, dependendo da situação é quase 100% é diferente de você diagnosticar esse mesmo câncer assintomático com 2 centímetros que dê a chance de você já ter metástase para algum nifonodo, ter que fazer cirurgia mais ampla e não poder fazer ablação porque já cresceu, é maior entende? Então, por isso que a gente se focou tanto nessa campanha, porque informação muda tudo, não só no caso do câncer o câncer talvez seja tão menos mas é importante também, mas tudo a paciente está com dor no pescoço, sabe o que é? está com uma tiroidite a paciente está mais mole nunca fez o exame de sangue para ver o hormônio tiroidiano e isso afeta a vida isso afeta o seu trabalho, sua produtividade no trabalho sua relação com seus familiares com cônjuge, com tudo seu bem estar, sua autoestima então, a tiroide interfere pode interferir em tudo e tem um leque muito grande de doenças, não é só uma coisa ou outra, por isso, e se fala muito pouco, aí você vai falar, mas por que se fala tão pouco de tiroide? dá pra entender, dá pra entender veja, o tratamento de tiroide não é um exame que o Ministério da Saúde coloca como obrigatório, como por exemplo o Papa Nicolau, a mamografia por quê? Porque na grande parte das vezes tudo isso que eu te falei hipotiroidismo, hipotiroidismo afetam o quê? A qualidade de vida mas qual que é a mortalidade das pessoas que morrem realmente por conta da tiroide? É pouco mas tem a qualidade de vida, né? mas afeta a qualidade de vida, então, obviamente quando você vai pensar no sistema de saúde não dá pra, ah, o governo não devia, não todo lugar é assim, porque veja tem coisas que matam, tem coisas que são mutilantes então, obviamente, não dá pra você cuidar de tudo o tempo todo, então, os governos de modo geral de um tipo, ah, direita, esquerda, de outro país tem que focar, obviamente no que é mais mais letal mais grave, mais mutilante então, assim, imagina, você tem um monte de câncer de tiroide que é descoberto incidentalmente você vai fazer o exame, incidentalmente, aí você descobriu esse exame esse nódulo, já vai dar uma preocupação pra pessoa às vezes não tem uma campanha daí ele descobriu, ah, então vai ter que fazer a punção daí, às vezes tem esse negócio que um fala uma coisa, o colega fala outra, vai funcionar a pessoa fica naquela via sacra aí funciona daí deu um indeterminado não deu nem câncer, aí vai fazer de novo imagina o custo do sistema de saúde pra uma condição que não mata, né? Ah, óbvio o ideal seria que a gente tivesse dinheiro pra tudo, mas não tem, então, obviamente o sistema de saúde tem que focar no principal e aí que entra a atividade privada então, já que não dá pra nenhum governo nem daqui, nem de fora, fazer tudo, né? Eu acho que aí que entra o nosso papel de médico, né? Porque o nosso papel é esse né? Proporcionar o conforto, primeira coisa o médico tem que proporcionar o conforto às vezes tem paciente que tá ali morrendo, né? Isso não tem muita coisa pra fazer quando você é medicamentoso, né? E aí você vai dar uma qualidade de vida não tô dizendo no caso da tirose, né? mas eu vivi muito isso, né? Às vezes você tá lá conversando com o paciente segurando a mão do paciente, né? Eu lembro até hoje, quando eu tava lá no COVID na época do COVID, eu fui no Pacaembu e tinham pacientes que estavam lá, às vezes nem sabiam onde estavam, porque era uma loucura, né? Eles estavam entubados e tal, enfim a gente prestando aquele baita serviço com Einstein ali, coordenando tudo com a prefeitura, mas era um número muito grande de pacientes, então às vezes tem paciente que às vezes eu saia às vezes, porque ali botava a roupa ali, ia lá e ia conversar com os pacientes eu ia lá o pai nosso, o Mariana, ia lá sou médico, né? Ia lá e às vezes eu ia lá conversava com o paciente e o paciente falava assim nossa, doutor, só de conversar com o senhor já mudou o meu dia, porque esse é o papel do médico dois anos que eu fiz melhor, mas assim, eu senti aquilo, né? e o médico é isso, né? você tem que suprir as dores como você puder não necessariamente você vai curar você vai amenizar a dor, então a gente amenizar a dor, a gente amenizar a desinformação com a com a campanha, uma campanha bonita uma campanha de moda, uma campanha que vai falar a linguagem de todo mundo, todo mundo vai entrar nessa daí de repente você não tem nada na tiroides, mas você conhece alguém que tem vou presentear com uma camiseta, vou presentear com um livreto amanhã vão ter outros produtos pra dar aquela lembrança além de ser um item super bonito, super transar né? então esse foi o que nos motivou, né? e eu tô muito animado com isso, eu tô contando eu tô contando os minutos aqui eu ligo pro Erivelto, o Erivelto liga pra mim a gente fica ali, liga pro sócio e a gente aproveitar, tá sendo um spoiler, né? porque na verdade esse episódio aqui já vai ser lançado quando já tiver toda essa ansiedade aí já for um momento bom de sucesso inclusive, doutor, eu quero aproveitar agora esses últimos minutos pra encerrar com uma pergunta que eu nem cheguei a te fazer nos bastidores, quero fazer aqui, inédita essa pergunta, que é uma pergunta importante que me veio agora na cabeça você falando sobre esse cenário, né? da tireoide no Brasil e até no mundo né? sobre a necessidade de falar mais sobre isso, como que você enxerga que a campanha vai mudar a tireoide de modo geral, né? tudo que se fala sobre a tireoide como que você enxerga esse cenário daqui 5 anos por exemplo, com o sucesso dessa campanha que a gente vai voltar a assistir, se Deus quiser, esse episódio vai lembrar de como foi o início como que você enxerga que isso vai mudar, tem noção do marco assim, que é capaz de ser feito por conta dessa campanha? olha, eu torço e vislumbro por um mundo mais equilibrado porque a tireoide é a borboleta do equilíbrio né? então eu tenho convicção de que a população como um todo e isso é muito interessante porque a desinformação não é por nichos sociais a desinformação é geral eu atendo públicos de todos os perfis sociais, e todo mundo desconhece a tireoide assim, tem o outro, óbvio que se aprofundou mais, mas é um tema desconhecido, as pessoas não sabem o que é exatamente o que a tireoide faz, né? e mesmo dentro da medicina, então eu acho que vislumbro, realmente tenho convicção que nós vamos migrar pra um momento de muito maior informação sobre o que é a tireoide sobre qual é o papel da tireoide sobre como detectar alterações na tireoide que sejam funcionais ou morfológicas de modo precoce não ficar saindo fazendo um monte de exames ah, vou fazer uma ressonância, não melhor exemplo é a tireoide pra triagem de ultrassom mais barata, mais acessível você vai poupar dinheiro do sistema de saúde de repente um médico que fala vou pedir uma ressonância, não sei não, não, não é a ressonância a ressonância a gente pede em situações específicas mas não é aquele exame de triagem as pessoas sabendo as pessoas vão otimizar os exames, vão se examinar mais, vão estar mais atentas aos sintomas vão estar mais conversando sobre isso com os amigos, com as amigas de repente alguém tá meio morto já fez o exame da tireoide? pode ser que às vezes tá achando que alguma coisa pode ser a tireoide, uma coisa você vai tomar um remedinho, pode ajudar ou tá sentindo uma bolotinha, não, isso daí é benigno faz a punção, é, é benigno mas é tirar a tireoide, não é? você acha que vai ser capaz de chegar assim, por exemplo as pessoas conversarem e tá numa roda ali e falar nossa, na época ninguém falava muito sobre isso, porque eu já escutei essa frase da minha avó por exemplo, de outras doenças, de outras coisas eu tenho a convicção que sim, porque o que acontece eu falo que as pessoas me conhecem no meu meio social no derivado também, mas mas ele com esse joelho no pescoço ele vive isso mais tempo, ele tem outras doenças mas no meu, particularmente, que na intervenção eu fui quem mais começou a falar de tireoide as pessoas me veem como uma tireoide ambulante então, quando eu tô em algum meio, as pessoas já tão falando de tireoide ou não sei o que e tal, e vêm perguntar então, no condomínio que eu, pra onde eu vou no final de semana, lá em Tu eu já vi ali em roda, as pessoas falando sobre tireoide às vezes você fala alguma coisa, as pessoas ficam falando lá meia hora minha irmã teve um negócio de tireoide, você não sabe menina a outra cortou a queficota a outra teve um negócio na voz a outra começou a tomar hormônio e ficou bem a outra fez a abração lá na curra aula em São Paulo tá ótimo, tá legal, então as pessoas começam a falar já agora, sem a gente ter uma campanha e sem ter a questão da moda quer dizer, imagina você tá tá lá na balada sei lá, vamos falar o jovem aí tá lá na balada, com a camiseta bonita e daí alguém fala, pô que legal essa camiseta, o que é isso? campanha da tireoide, pô que bacana eu tenho até uma cantada vai com a sua tireoide sei lá, eu se fosse moleque eu ia falar, vai com a sua tireoide, você fez sua ultrassom vai viralizar o mês você vai pegar você vai comprar sua camiseta preta, já comprou a camiseta branca, vai virar tipo, você vem sempre aqui você vem sempre aqui, já cortou a sua tireoide e tem o símbolo da tireoide a gente fala, o equilíbrio está onde? está dentro de você, então é assim como tem as campanhas da paz, tantas outras de sucesso a gente tem esse símbolo, o equilíbrio positivo, né? positivo pra cima, o equilíbrio está dentro de você então pode ser até que quando você chegar ali e fazer assim, você errou e aí tá, então é o vislumbro que muita coisa legal pode acontecer e eu acho que é esse legado que a gente quer deixar realmente, acho que isso vai nos deixar muito felizes, porque eu acho que é uma hora que a coisa começa a andar sozinha então a gente pede o apoio das pessoas nesse começo, a gente vai ter os embaixadores da campanha, né? que vão ajudar a divulgar todos eles pela causa isso é muito legal de se falar porque nenhum dos embaixadores está pedindo nada as pessoas, a gente ofereceu as pessoas pra divulgar pela causa, as pessoas estão entrando pela causa pra divulgar por essa responsabilidade social então isso é muito legal, né? as pessoas estão preocupadas com outras, as pessoas estão bem, estão confortáveis estão lá, não, eu quero participar eu tô a participar, aceito o comitê, então isso é muito legal eu acho que isso é um legado que fica, né? Com certeza, doutor, parabéns pela atitude pela iniciativa, como você falou tem muito do lado social da campanha, sucesso, todo sucesso do mundo, já vou deixar aqui o espaço aberto pros comentários pra quem ficou com alguma dúvida, pra te seguir também nas redes sociais, vou pedir pra você passar suas redes sociais e falar porque como a campanha já vai ter sido lançada quando esse episódio já estiver disponível pra todo mundo acompanhar pra saber como que as pessoas podem também acessar e ir atrás participar de fato, se engajar pra quem não é embaixador, mas quer participar da campanha, então vou deixar esse espaço aberto pra você Primeiro eu agradeço esse espaço, né? É sempre um prazer estar aqui falando de tiroides, falando com você você deixa a gente muito à vontade, né? Então primeira coisa segunda coisa, eu queria agradecer dizer que essa campanha não é, a campanha é nossa uma campanha, eu preciso agradecer não teria saído, você deita a nossa cabeça não teria saído dessa campanha se nós não tivéssemos nos unido, eu, o meu querido Erivelto, os nossos dois sócios Tiago e o Arthur, né? Que entraram junto com isso, acreditaram brilharam os olhos, quer dizer, cada um fez uma coisa né? Cada um tem uma expertise e foi o conjunto disso tudo, né? O Ricardo Alonso que nos ajudou a chegar nesse formato, ele conseguiu ler o que estava no nosso coração e conseguir chegar nesse símbolo tão bonito, tão belo que é o nosso Borboleta do Equilíbrio, né? Então primeiro dizer que é de todo mundo, né? Então deixar os méritos pra todos aí e agradecer a todos eles porque acreditaram nesses dois malucos aqui que somos eu e o Erivelto, né? E acho que vai dar certo. Então isso é outro ponto Em relação às mídias, né? Eu deixo a minha mídia, o meu Instagram é é arroba Antonio Raal Antonio R-A-H-A-L, que é o meu sobrenome, tudo junto A gente vai deixar o link aqui também Eu falo muito de tireoide, tem meu site também, www.doutorraaltireoide.com.br www.doutorraaltireoide.com.br E das mídias, a gente vai ter a página no Instagram, que já tá pra sair também no Instagram, vai ter o X, vai ter o LinkedIn, vai ter o Facebook E tem um site, né? Que a campanha é a Borboleta do Equilíbrio em foco a moda é cuidar da tireoide E o site vai ser borboletodequilíbrio.com.br borboletodequilíbrio.com.br Então nesse site você vai saber um pouco disso da história da campanha, como isso nasceu, você vai ver as camisetas dos produtos que a gente vai ter lá nesse começo também a gente vai ter outros produtos, assim que mais pessoas quiserem participar disso, empresas a gente vai ter esses produtos lá disponíveis pra comprar também, quem quiser a gente vai ter os livretos informativos, com tudo isso que a gente falou aqui de uma maneira muito transparente vai ter os nossos vídeos, vão ter coisas muito bacanas sobre tudo da tireoide, então é um site que vai ser bacana de navegar você vai ter informações legais, um site gostoso bonito, tudo feito com muito capricho assim, agradável aos olhos, gostoso e como é que você ajuda? Você ajuda falando de doença da tireoide, você ajuda divulgando a campanha, você ajuda obviamente, se quiser comprar alguns dos itens que obrigatoriamente parte desse dinheiro vai pra causa social, isso vai estar no contrato isso é uma coisa que a gente colocou como todos nós, como mandatório você pode ajudar sugerindo pautas sociais por exemplo, pode ajudar pra isso porque o social é nosso de repente, olha, aqui na minha comunidade ninguém faz questão de tireoide você pode pensar alguma coisa pra isso é um legado social pode ajudar de todas as maneiras, presenteando alguém, de repente, olha, você não tá cuidando da tireoide vai lá, põe uma camiseta pra pessoa, dá um livreto a pessoa vai ler lá e vai se informar então acho que é dessa maneira, entendendo que a campanha é um social, uma campanha que a gente fala de amor, de amor ao próximo de amor às pessoas de amor à vida, e é isso e vestindo a camiseta, então vamos lá vestir a camiseta que vocês vão estar muito bonitos aí a mulherada, os homens, os mais novos vai ter pra criançada daqui a pouco também já já eu vou comprar pros meus três pequenos, meus pequenininhos aí de um ano a seis anos, vai ter pra criançada também, vai ser um negócio bem bacana daqui a pouco a gente vai ter bola, vai ter boneta tudo patenteado vai ter óculos, vai ter um monte de coisa então, porque a moda agora é cuidar da tireoide e no próximo episódio a gente já vem vestindo aqui a camiseta pra falar agora sobre mais detalhes depois da campanha exatamente, a gente traz o doutor Erivelto também pra participar aqui com a gente, doutor muito obrigada pela participação, sempre disponível aqui pra gente, por toda a sua explicação também mais uma vez aqui sobre a tireoide a gente tá deixando o link então do acesso direto pra campanha, das suas redes sociais e o espaço aberto pra todo mundo comentar muito obrigado, muito obrigado a todos pela atenção obrigado a você que acompanhou até aqui o final, também só vou destacar, fazer um agradecimento aqui do nosso parceiro do Amatocast que é do Laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa o foco da origem é qualidade de vida e prevenção. Não deixe de curtir comentar e compartilhar, que é muito importante pra que a gente continue trazendo os nossos especialistas, obrigada e até a próxima, tchau!