Olá, meu nome é Letícia Miyamoto. Está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios, nós falamos da síndrome de ativação mastocitária e antes de cuidados com a tireoide. Hoje nós recebemos o casal Dr. Alexandre Amato e Dra. Juliana Amato, cirurgião vascular e também médica ginecologista, para falar sobre dicas para o fim e começo de ano. É um tema muito interessante que vocês já tinham pedido, a gente estava ansioso para trazer aqui. Teve gente comentando também que queria sobre essa época, que o pessoal está se preparando para as festas, iniciando também o ano de maneira saudável. Então, antes de dar as boas-vindas aqui para os nossos médicos especialistas de hoje, eu vou apresentar um pouquinho do currículo deles para vocês poderem conhecê-los melhor. A Dra. Juliana Amato tem título de especialista pela FEBRASGO e pela Associação Médica Brasileira, pós-graduada em Infertilidade e Reprodução Humana pela USP, a Universidade de São Paulo, e residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela UNISA. O professor Dr. Alexandre Amato é médico em cirurgião vascular e endovascular do Instituto Amato. O especialista é doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, atualmente faz pesquisa científica em lipedema e é presidente da Associação Brasileira de Lipedema. Além disso, é autor de diversos livros sobre saúde. Bem-vindos, doutores! Obrigada! Vai ser muito legal, né? Inclusive, a gente estava tentando explicar um pouquinho, no último episódio, como as especialidades podem se unir. Então, para quem ficou curioso, por que a gente trouxe um cirurgião vascular e uma médica ginecologista para falar sobre o mesmo tema, é porque agora, final de ano, a saúde deve ser cuidada de uma forma geral, né, doutora? Mas tem pontos específicos aí das duas especialidades, que são muito diferentes, mas também se unem em vários pontos. Se complementam, com certeza. Tem tudo a ver, tem muita interface entre a ginecologia e a vascular. No final do ano, vocês percebem, começo do ano também, que as pessoas ficam mais doentes, assim, de forma geral, procuram mais, ou às vezes até, ai, tive um sintoma aqui. Eu acho que, assim, final de ano é muito engraçado, pelo menos para mim, né, no consultório. As pessoas não vão no ginecologista o ano inteiro, aí chega dezembro, é um desespero, porque vai terminar o ano, então elas querem fazer o check-up do ano. Então, chove de consulta para consultas de rotina. Ah, tá aí, então, aquele check-up anual, deixou ali para o último, os 45 segundos do tempo, né, e deixa para fazer em dezembro. E a sua especialidade, doutor? Começo do ano as pessoas querem estar mais saudáveis. É interessante, é que agora eu estou com lipedema, atuo bastante nisso, minha agenda não é mais exatamente assim, mas é engraçado que no começo do ano zerava, ficava as moscas. Em janeiro, eu tinha que fazer alguma coisa, porque senão eu ia ficar louco, porque não tinha nada para fazer. Hoje em dia, não mais, mas é engraçado, as pessoas fogem, né, porque têm medo de fazer tratamento de varizes vazio, na época do verão, porque aí queima. As pessoas esquecem de fazer no inverno, e chegando no verão não faz, porque aí é quente e não quer manchar. Vira aquele ciclo, né? Ou vem em dezembro querendo resolver tudo de uma vez. Tem muito isso, né, de final do ano, dá aquela sensação que você precisa resolver a vida e começar realmente renovado, né, precisa começar mais saudável. Tem muito, inclusive, das pessoas que começam a academia, né, falam, ah, vou deixar para o começo do ano, e aí começa, às vezes até fica ali em janeiro, ou deixa para depois do carnaval, né, que fala que o carnaval, o ano começa de fato em março, né, tem isso também. Todo mundo vai arranjar desculpa que lhe convém, né? A gente tem que tomar cuidado com isso. É a desculpa do alcoólatra, né, que é aquela frase que fala, né, que é desculpa quando bebe, quando está feliz, bebe quando está triste. É isso aí. Ou seja, bebe todo dia, né? É, exatamente. E agora, dentro de cada especialidade, quais são os erros mais comuns, assim, que vocês veem, tanto no final de ano, como no começo do ano? Quer começar, doutor? Bom, do começo do ano, acho que tem muito a ver com o verão mesmo, né, então, com o calor, muitas mulheres vão para a praia, a questão da candidias, e tem muito nessa época de verão, porque fica com o biquíni molhado, fica muito tempo na praia, é o que eu vejo mais, sabe? E de final de ano, de final de ano, acho que não tem muita coisa, não, mas é mais as pessoas que querem deixar tudo em dia mesmo, mas começo de ano, o verão pega bastante, os corrimentos, a candidias é o que mais ocorre, mas os corrimentos em geral. Tá. Viagem, né? Viagem é sempre um monte de dúvida, né? Porque vai pegar avião, vai ficar de ônibus, sentado muito tempo, aí vem aquela, tem que usar meia-elástica, não tem que usar meia-elástica, tem que fazer alguma coisa diferente, né? Então, essa é a dúvida mais frequente para a época de férias, sim. E são duas especialidades também que dá para você se prevenir ali para não ter nenhum susto, né? Principalmente nessa época de viagem, realmente, que vocês citaram, porque a pessoa já está longe, né? Já está ali sem poder, às vezes, passar numa consulta de emergência, ou às vezes nunca foi no hospital ali na cidade que está, não confia, né? Enfim, vai procurar o contato do médico, né? Isso é uma coisa legal, isso a gente nunca fala aqui, para qualquer lugar que você vá, conheça o sistema de saúde. Tenha um conhecimento mínimo de qual que é o hospital próximo, quem que pode ajudar, porque as pessoas viajam, e de repente descobrem que está numa cidade de praia, que não tem nem para onde ir, ou que no final de semana não tem médico, e aí entra no desespero. Sim. Eu tenho uma história engraçada disso, que, na verdade, a gente estava falando dos hipocondríacos, né? No último episódio, que, na verdade, às vezes não são, né? Hipocondríacos, para quem não acompanhou, veja que vai conseguir entender por que a gente está falando isso. Mas eu também, eu tenho, a minha avó, que é idosa, está sempre na minha casa, mora sozinha, mas ela me visita demais, e eu fiz uma lista de hospitais que são próximos a gente aqui, quando ela está me visitando, fiz lá na cidade que ela mora hoje, que é Bauru, no interior de São Paulo, e também, quando a gente viaja, eu sou a pessoa que faz uma lista. Olha, acho que é legal. Porque isso é muito difícil. E é super importante. Dessas coisas de, assim, tem ali na emergência, sabe, saber o que fazer, ou para quem ligar, e quando eu saio... Para quem tem um idoso que cuida, tem que saber os medicamentos, porque do nosso lado, como médico num pronto-socorro, eu não trabalho mais num pronto-socorro, mas já trabalhei muito, é um problema que chega um idoso desfalecido, e aí, o que ele toma? Não sei. Que doença ele tem? Não sei. E são pessoas próximas, parentes próximos, às vezes não vive junto, não sabe essas pequenas coisas que mudam tudo. E o idoso, muitas vezes, não sabe nem o que ele toma. Ele fala, ah, aquele comprimidinho pequenininho, tem o outro da noite, que é o maior... Na hora do desespero, às vezes, você pode até saber, mas ter anotado ali é uma garantia, porque você esquece tudo na hora do nervoso, na hora do... Isso se tiver acordado, porque pode ter sido alguma coisa mais grave. Mesmo que tiver alguém acompanhando. Eu, se eu estivesse com a minha avó num susto desse, eu vou esquecer até o nome, porque você fica tão desesperado, e até contato de alguém que possa ajudar, eu deixo no meu apartamento quando eu tô fora e ela fica lá sozinha, o contato é uma dica legal, esse contato de pessoas do prédio que são mais próximas a mim, que podem numa emergência levar ela no hospital, sabe? Com certeza. Com certeza. Acho que é uma coisa boa. No calor, uma coisa importante do ponto de vista circulatório, cuidado com a hidratação. É super comum, desidratação. O pessoal vai pra praia, fica embaixo do sol, tudo, e esquece de tomar água. Lembrando que eu vi alguém comentando que tinha uma roda de x-amigos, e todos os x-amigos estavam usando a caneta pra emagrecer, né? Uma das coisas que acontece é que perde o gatilho da sede também, não é só da fome. Então, como tem muita gente usando, tem que lembrar que tem que tomar água. Ah, esse é importante, pedra no rim que eu diga, né? Eu tive a experiência e você também, né? Não, graças a Deus. É pra uma vez só e nunca mais. Eu também, cada cólica que eu tenho é um medo de sentir aquilo de novo, Jesus. Quem tá acompanhando e já teve, sabe do que a gente tá falando. Sabe alguma coisa que me veio na cabeça agora, que eu queria perguntar pra vocês? Primeiro, socorros, né? Se vocês acham que realmente é válido as pessoas procurarem um curso ou até no YouTube mesmo, saber ali o básico, não só pra final de ano, começo do ano, mas pra vida mesmo, né? Nossa, isso é muito legal. Tem um negócio chamado Basic Life Support. Tem os cursos profissionais, médicos, que é o ATLS, o ACLS. Isso não é isso que a gente tá falando aqui. Eu tô falando as entidades médicas que proveem esse curso profissional. Também tem o curso pro Leigon, que é o BLS. Eu lembro que tava num grupo de amigos e alguém contando a seguinte história. Que tava viajando de avião, aí o alguém começou a passar mal. Ah, porque tá com a pressão baixa, não sei o que, pressão baixa, pressão baixa. E aí, o que ela tava falando era um absurdo, porque o médico foi lá e nem deu um pouquinho de sal pra... É, todo mundo lembra do sal. Aí eu tava no grupo de amigos falando, calma aí, vamos lá. Tem um canal bom na internet, que eu vou mandar o link, é só se inscrever aqui, que tem um vídeo falando de pressão baixa. Que o sal não é o que tem que ser feito. Mas, eu percebi que era a vontade dela de querer ajudar as pessoas. Por que você não vai fazer o BLS? É muito legal. E é presencial esse curso? É presencial, e é um curso... Gente, eu não tô fazendo... Eu não tenho nada a ver com eles. Eu tô falando que é legal mesmo. Que aí tem simulação. Então, eles contratam um ator, tudo. E você aprende o que tem que fazer, aprende a mexer com o DEA, sabe? O desfibrilador. Todos os eventos grandes tem que ter DEA. Então, não adianta nada ter o aparelhinho de dar choque, se ninguém sabe usar. E até no engasgo, né? No engasgo, manobra de Heimlich, todas as manobras que tem que fazer. É, uma vez ele salvou nosso filho com a manobra de Heimlich. Eu ia perguntar isso. Já foi útil. Já tiveram que agir numa situação assim de emergência. Não só com o filho, com o cachorro também. A gente tava num restaurante japonês e o nosso filho engasgou com um pedaço do peixe. Eu não lembro se era o sashimi, se era o sushi. E o menino começou a ficar... Começou a ficar roxo. Derrubei tudo na mesa, puxei ele, fiz a manobra de Heimlich duas vezes, funcionou. E mesmo vocês como médicos, dá o desespero na hora, né? Nossa, é assim. Porque quando é filho é diferente. A questão é que você bloqueia tudo, né? Visão focada. Tem que resolver isso. Depois que resolveu, aí você desmonta. Não, e aconteceu com a cachorra também. A cachorra também engasgou. Nossa, eu ia pegar um voo pra dar aula em algum lugar aí. Congresso. Eu tava saindo de casa. A cachorra me come um pedaço de cenoura e engasga com um pedaço de cenoura e fica olhando pra mim. Aí ela cai. Meu Deus. Ai, meu Deus do céu. A cachorra pequenininha. Quem ouviu o episódio anterior sabe que é o Malulu da Pomerânia. Sim, a gente falou sobre isso. Ele fez uma analogia. Aí eu falei, pelo amor de Deus eu tenho que pegar avião. O cachorro acontece isso, não sei o que. Não, vira ela de ponta cabeça e sai. Não saiu. Cheio o dedão lá. Tentei tirar. Não consegui tirar, mas eu consegui empurrar pra dentro. Pelo menos ela conseguiu respirar. Entendi. Senão podia ter morrido também. Eu ia morrer. E se uma pessoa também faz algum primeiro socorro errado, também pode prejudicar. Tem muita coisa que as pessoas fazem sem... Eu acho até legal falar dos princípios básicos do BLS. É o ABCD de todo evento. A primeira coisa que tem que fazer é certificar que a cena está segura. Eu tenho uma história boa disso. Eu tenho um amigo de República da faculdade que sofreu um acidente. Mas o acidente dele foi o seguinte. Ele parou na estrada pra ajudar alguém que tinha sofrido um acidente. E aí ele tava ajudando essas pessoas, aí veio um caminhão, tombou e saiu arrastando todo mundo. E aí ele saiu correndo, pulou e ficou tudo bem. Mas a primeira regra de qualquer acidente, de qualquer coisa, é certificar que a cena está segura pra todo mundo. Não adianta você ir pra um lugar e se colocar em risco e acabar tendo duas pessoas numa situação crítica. A segunda coisa é chamar ajuda. Antes de qualquer coisa... Ah, vai enfiar a mão, vai fazer não sei o que, vai dar sal... Não! Pega o telefone, chama ajuda ou chama o vizinho, chama alguém. Não ficar sozinho. Isso era uma dúvida, inclusive. Por exemplo, o que é mais importante ali na hora? Você usar esses segundos pra ligar pra uma emergência ou você já começar a fazer aquário? Antes de fazer qualquer coisa. A probabilidade da pessoa fazer qualquer massagem, qualquer coisa, tudo errado, é enorme. Mas ligar, ele vai saber ligar. E isso vai fazer a diferença de salvar ou não uma vida. E aí depois vem o ABCD propriamente dita. O A é vias aéreas. Primeira coisa que mata e mata rápido são as vias aéreas. Então a manobra de Heimlich aprender a desengasgar uma pessoa é super importante. O B é o breathing, respiração, também mesma coisa. Aí entra o C que é circulation, coração. Só aí vai ver se parou o coração, se tem pulso ou não e pode pensar em fazer a massagem. Porque antes disso, não adianta você pensar em fazer a massagem se você não chamou ajuda. Não adianta você tentar tirar alguma coisa da garganta da pessoa se a cena não está segura. Então a gente tem que colocar tudo em ordem. No cenário do desespero fica tudo ainda mais turbulento. Então isso tem que estar realmente bem estabelecido. E é legal porque o curso vira meio que uma lavagem cerebral divertida. Porque aí tem os eventos, entra gente toda traumatizada, tem o cara infartando. Tem ator até? Ator, é muito legal. É muito legal. Inclusive pra levar, porque teve uma vez que o bombeiro foi lá e deu uma palestra, mas era distante. Essas palestras é legal, mas você não sabe na parte. Porque se eu falar pra alguém você tem que fazer a massagem, apertar assim, assim, assado e ainda cantando aquela música do YMCA ou qualquer uma que tem um ritmo parecido. Na hora, gente. Na teoria. Aí chega na hora, você tem um bloqueio completo. Você não sabe o que fazer. Ainda se é alguém que não é tão próximo, alguém que está precisando de ajuda na rua, ainda você consegue pensar melhor. Mas se alguém da sua família... É difícil. Mas no curso eles colocam não só o ator como a pessoa sofrendo o evento, mas colocam o ator que fica jogando coisa em você, atrapalhando. Que legal, gente. Adorei. Vou me interessar. É um final de semana. Vamos deixar o link aqui se a gente conseguir achar. Quem tiver interessado... Eu vou procurar e coloco. Eu lembro quando eu fiz esse curso, eu estava na faculdade ainda. Já era divertido naquela época. Agora, então, deve ser muito mais. Será que tem em São Paulo? Tem. O legal é que eles falavam de uma estatística. Eu não lembro que país que era. Estou falando de uma coisa de muito tempo atrás. Onde 98% das pessoas tinham esse curso. Porque eles davam na escola. Então, imagina. É um lugar super seguro. Se você tiver qualquer evento, vão saber o que fazer. A gente até estava falando isso uma vez lá no meu trabalho também. Que na escola poderia ser uma matéria obrigatória. Deveria. Nem que fosse um semestre só, porque ou na faculdade ou na escola... Para saber os princípios básicos. Para não sair querendo dar sal porque alguém desmaiou. A gente aprende tanta coisa que na prática não vai usar, se for ver. Fórmula de Bhaskara. Tudo bem. Faz parte ali do contexto. Mas eu tenho um problema. Deixa eu pegar minha fórmula de Bhaskara aqui. É bom ter as coisas práticas também. Exatamente. Controle financeiro, ala de finanças. Essas coisas seriam muito interessantes. Mas aí já é um outro episódio. Só uma dúvida. Vocês falaram da manobra de Heimlich. Eu vi na internet um vídeo falando que essa manobra mudou. E que as orientações também mudaram. De fato mudou? Isso para vocês teve alguma coisa assim? Ou para vocês ainda é aquele de se segurar aqui levantar. Você fecha a mão. Bater nas costas não ajuda. Fecha a mão. Coloca a outra mão na frente. E aí a manobra é você abraça a pessoa. Aí tem que empurrar para dentro e para cima. Sempre foi assim? Sempre foi assim. Eu vi alguma mudança em criança. Ah, tá. Criança tem, principalmente dependendo do tamanho. Você faz até com dois dedos. Se for um bebezinho. Mas aí tem a variação. Normalmente os pais de primeira viagem fazem o curso. Mas o que eu faço de matéria, eu como repórter, de pais que param na emergência ou em delegacia. Vários policiais já salvaram também. Eles param ou em base da polícia militar com a criança sem respirar já há muito tempo. Imagina até sair de casa entrar no carro, procurar uma base. Demora tudo isso. Ou chegando em uma delegacia. Já aconteceu várias vezes. Às vezes não tem nem tempo hábito. E todos os policiais que ficam na base, isso é uma dica boa também. Se de repente está lá em uma emergência e estiver passando por uma base, todo mundo que fica na frente da delegacia precisa saber fazer. Tem curso no mínimo básico. Dessa manobra sabe desengasgar. Tanto criança como adulto. Então quem fica na frente das delegacias ou base da polícia militar obrigatoriamente tem que saber salvar se precisar. Se alguém parar ali. Isso é importantíssimo. Às vezes não dá tempo de achar um hospital ver uma delegacia. No mínimo eles tem uma viatura, coloca lá dentro liga a sirene e chega mais rápido. Chega mais rápido, exatamente. Agora eu queria falar alguns pontos específicos aqui pra vocês. Pode parecer um pouco básico, mas acho que é importante a gente citar. Sono, água desidratação no sentido ou excesso de álcool também, estresse final do ano e alimentação ruim. Muitos doces, ceia de natal. Enfim, quais são as principais dicas pra tentar se manter ali. A gente sabe que, acho que é um ponto pra gente esclarecer. Ninguém vai viver ali numa restrição muito grande a vida toda, não vai abrir uma exceção pra uma festa de final de ano, enfim. Mas até que ponto é uma exceção saudável e até que ponto está exagerando? A minha visão é a seguinte nós somos humanos e humanos erram. E está tudo bem desde que a gente saiba consertar e voltar no eixo. A questão é que a gente não pode insistir no eu. A gente tem que tentar minimizar isso. Você pegou todos os pontos principais. Você falou, ah, é o básico. Eu mudaria, é o mais importante. Se você não tem isso funcionando, de que adianta você tentar consertar outra coisa? Se você não está dormindo direito, não está comendo direito, não está tomando água direito. E está bebendo muito. Nossa, o corpo não funciona. Ah, mas aí depois tem que tratar a doença XYZ com medicamento e tal. Talvez se você fizesse tudo certo, você não tivesse chegado no ponto que chegou. Então, apesar de básico é o mais importante. É, mas as pessoas chegam no final do ano querendo beber, querendo comer. E querendo não dormir, querendo ir pra festa. Então, eu acho que pelo menos tem que ter um equilíbrio. Não precisa ir em todas as festas no final do ano. Tomar bastante água. Bastante hidratação. Estamos num país quente. A gente tem que levar isso em consideração. Verão. Tomar mais água do que o normal. Lembrar que o álcool, ele é diurético. Então, quando a gente fala hidratar, não é pra tomar cerveja, é pra tomar água. E se tomar cerveja, tem que lembrar de tomar água. Senão só faz xixi, xixi, xixi e depois fica desidratado. Mantém-se desidratado. Também se exagerar e passar do ponto, a parte que era pra aproveitar vai acabar tendo que tratar ali ou no hospital, ou com alguma... Ou passando mal no dia seguinte com aquela doença. E aí perde o dia seguinte. Não vale a pena. Aquilo que você ganha de, sei lá, você pisa no acelerador naquele momento da euforia, depois você perde muito mais tempo pra se recuperar. É óbvio, né? Quanto mais jovem, menos isso aparece. Quanto mais idade, pra mim já não aparece mais, né? É, mas eu acho que uma dica legal é realmente equilibrar, né? Equilibrar, festas, alimentação, porque não é o fim do mundo, né? É o fim do ano. É, exatamente. Eu queria falar uma coisa também de novo, porque esse ano teve o boom das canetas emagrecedoras. Então tem muita gente tomando medicamento e chegando no final do ano e querendo resolução de ano novo. Ah, agora eu já cheguei no meu peso, então eu não preciso mais da caneta e eu vou fazer tudo e vou chegar, vou manter. Gente, o que é importante é ser muito pé no chão, é saber das nossas próprias limitações. Não é o melhor momento pra você abandonar um tratamento achando que tudo vai mudar. Espere mudar antes de abandonar o tratamento. Ah, o medicamento tem o efeito rebote. Não tem efeito rebote nenhum. Você abandonou o tratamento, a doença continuou progredindo. Então, cuidado quem usa as canetas emagrecedoras, tomar bastante água e não abandonar tratamento. E comer bem, né? Porque muitas não comem e aí tem um monte de déficit de vitamina, né? Perde colágeno. Músculos, se não estiver fazendo exercício. Aproveitar as férias pra comer. Uma coisa legal também, todo mundo reclama de tempo e essas férias é um momento bom pra descobrir o esporte que gosta. Verdade, testar coisas. Vamos jogar algum jogo coletivo, vamos ver se ah, beat tênis ou sei lá, vôlei, futebol, tênis. Tem tanta coisa hoje em dia. O adulto quando cresce, né? E chega no médico, o médico fala, ah, tem que fazer exercício físico. Aí parece que tem um bloqueio cerebral que é só academia. E nem todo mundo gosta de academia. Eu não gosto de academia. Só que a gente tem que descobrir o que a gente gosta. Porque se a gente fica fazendo forçado um exercício, não vai pra frente. E as férias é o melhor momento pra gente descobrir isso. A gente pode ir testando. Aquela equivalente à escolinha de esportes da criançada. Que cada dia faz uma coisa até descobrir o que gosta. Sim. E falando em testando, inclusive, eu peguei algumas perguntas aqui que são mais focadas pra cada especialidade. Falando em testando, doutora, período de final do ano que as pessoas também vão pra muitas festas, relações sexuais ali sem cuidado, enfim. As dicas a gente já sabe, né? Mas o que que a gente precisa alertar no sentido do que pode acontecer caso esse cuidado não seja tomado, né? Porque cuidado todo mundo sabe, né? O que tem que fazer. Acho que a maioria deveria saber. Mas o que que a gente pode dizer no sentido de quais as consequências pra quem não tomar esses cuidados? Gravidez é uma delas, né? Então, usar preservativo. Não só o anticoncepcional, que tem muita mulher que só usa o anticoncepcional. Ah, eu vou me prevenir de gravidez. Tá bom, você tá se prevenindo de gravidez, mas e a doença sexualmente transmissível, né? Então, usar camisinha, usar o preservativo, tanto masculino ou feminino, dependendo. Hoje em dia, qual que é as doenças mais prevalentes? Ainda tem o HIV, né? Mas ninguém fala mais, né? É, não fala, mas teve um aumento de uns anos pra cá. Mas ainda existe. Mas tem outras doenças. Tem os corrimentos, tem a hadenerela, tem a tricomoníase, tem a hepatite também, né? E, doutora, tem as mais comuns, né? A HPV. Sim, a candidíase, né? A vaginose bacteriana, né? Que também acaba sendo muito comum. Essas podem ser causadas por... Essas não são sexualmente transmissíveis. Isso que eu ia te perguntar. Candidíase e vaginose não. É do próprio corpo ali da pessoa. Exato. Mas tem que lembrar, o HPV... Hã? A candidíase não é transmissível? Não, não é transmissível. Agora, o HPV é que todo mundo tem que ficar alerta, né? Porque na mulher, ele pode ficar incubado durante anos e anos. E chegar ali dois, três anos ou daqui dez anos e ele ativar e você ficar ali com a feridinha no colo, que se não tratada, pode levar um câncer de colo de útero. Sim. E a candidíase, essas que a gente falou que são mais comuns, a vaginose, nesse final de ano dá mais por conta da falta de cuidado, biquíni molhado, enfim, às vezes, né? Algo ali do alimentação ruim. Ou do... A gente pode relacionar também a estresse de final de ano, que é muita coisa acontecendo. Pode também. Pode também causar. Pode também, queda de imunidade, né? Por estresse. Pode. Candidíase é muito comum, né? No verão. E é muito comum porque a alimentação é ruim e não tô falando de, ah, não tá comendo direito. Às vezes tá comendo demais, carboidrato, que a gente lembra da candidíase com roupa molhada, roupa de academia ou biquíni. Mas tem muito a ver com a alimentação. Quando você come muito carboidrato e nas férias... Cândida é fungo. Ele vai comer açúcar. Carboidrato é açúcar, comer o carboidrato tá dando comida pro fungo. E é importante lembrar que, assim, a cândida, ela não é a vilã. A cândida, ela é um fungo que faz parte da microbiota natural da vagina da mulher. Então, ela atua ali pra saúde vaginal, pra manter um pH adequado. Agora, quando essa cândida, ela prolifera, quando a população aumenta, aí ela causa candidíase, que daí tem aquela coceira, aí tem aquele corrimento esbranquiçado, aí mora o problema. E excesso de carboidrato é um pratinho cheio pro fungo mesmo, porque todo carboidrato vai quebrar em glicose. E doutora, você falou agora do corrimento, né? Acho que essa é uma dúvida também pra gente esclarecer. Corrimento, a maioria das mulheres já viu alguma vez na vida ou tem sempre, né? Quando que é um corrimento que dá um sinal de alerta pra essas doenças agora, por conta do biquíni molhado, enfim, qualquer uma que seja Corrimento esbranquiçado com grumos, parece papel molhado, sabe? Jornal molhado, associado com coceira, candidíase. Corrimento mais amarelado, que tem um cheiro um pouquinho mais forte, que é aquele que gruda na calcinha, também tem que prestar atenção, porque tem que tratar. Ou um corrimento mais bolhoso, mais líquido, que tem um cheiro bem característico de peixe podre. Esse também é um corrimento que precisa de tratamento. São os principais tipos que tem bastante no verão. E agora falando um pouquinho de anticoncepcional, um dos métodos contraceptivos, mas no final do ano, às vezes as pessoas, outro detalhe que eu lembrei, se a bebida alcoólica também pode acabar afetando no resultado desse anticoncepcional, e se a pessoa esquecer de tomar, enfim, qual que é a orientação pra essa fase? Se ela esquecer de tomar, ela tem que tomar no máximo até duas horas depois. Se passou de duas horas, a eficácia da pílula já diminuiu muito. Duas a mais e duas a menos também se precisar. Vai sair? Pode tomar duas a menos, mas lembrando no dia seguinte que você tomou duas horas a menos. Então pra tomar duas horas a menos no dia seguinte. E mudar o horário de vez. De vez. Porque senão, a pílula, ela tem lá a meia vida dela de tantas horas. Se passou dessas horas, cai a eficácia também. Se passadas duas horas, é melhor pular pro dia seguinte ou tomar junto com a... Você pode tomar, depois de duas horas, mas você saiba que a eficácia tá comprometida. Aí é cuidado dobrado. Acho que seguindo esse assunto, e pílula do dia seguinte? Então, a pílula do dia seguinte, eu sei que muita gente toma, mas tem que tomar muito cuidado, porque ela é uma dosagem muito alta. Se você já tá tomando uma pílula, teve uma relação desprotegida ou esqueceu da pílula, se você tomar uma pílula do dia seguinte, que tem uma dosagem muito alta, e você tem, por exemplo, uma trombofilia, você já tá propensa a ter um quadro de trombose. É perigoso, né? Você vai mudar todo o seu ciclo menstrual. Você pode sangrar antes, você tá com uma dosagem muito grande desse hormônio. Então, o ideal é não usar a pílula do dia seguinte. Eu vi uma vez um vídeo que fala que o máximo recomendado ali, o que pode usar é uma vez por ano. Existe isso? Essa regra? Não existe, mas assim, não dá pra tomar todo mês. Tem até aquela brincadeira dela mesmo, que fala que tem gente que toma tanto que não tá em 2026, tá em 2027. Pílula do dia seguinte já parou lá no outro mês. Já parou lá na frente. Acho que no máximo duas vezes por ano, porque é um boom hormonal. Muda muito. Incha a perna. Pra quem tem vazio já não é legal. Pra mulher é muita coisa específica, né, doutor? Já vou perguntar dos homens também, se tem algo. Só dos homens pra gente falar. As mulheres se preocupam com a saúde. Os homens, pelo menos, acho que no consultório todo vascular, ele vem arrastado pela esposa. Examina ele aí que ele tem varíze. Não, tá tudo bem, tá tudo bem. Vai ver, tá avançadíssimo. Então é isso mesmo, né? Porque a mulher ela se preocupa em fazer o exame ginecológico todo ano, né? Por conta de várias coisas, inclusive câncer de mama, né? Papa Nicolau, né? Tem que fazer todo ano e vai. Homem, ele não tem um médico que ele vá todo ano pra fazer os exames, né? Ele vai no urologista todo ano e vai. Tem até o estigma e o medo de levar a dedada. Aí que não vai mesmo. Verdade. Ah, aliás, então já é essa minha próxima pergunta. Quais exames pra ambas as especialidades precisam estar em dia? Que não dá pra passar, independente se tá acompanhando algo específico ou não, pra vocês, tanto pra mulher como pro homem, ou na sua especialidade, na verdade, homem e mulher, né? Mas que precisa tá ali em dia. Pra ginecologista é Papa Nicolau todo ano, mamografia ou ultrassom da mama, dependendo da idade da mulher, né? Ultrassom e assim, um check-up de todos os exames de sangue, né? Hormonais, colesterol, tiróide. É um check-up geral. A minha área é muito mais tranquila. Se não tiver sintoma, não precisa fazer. A não ser que tenha alguma coisa mais grave, né? Difícil é nunca ter sintoma, né? Da sua. Porque a gente falou no episódio anterior. Pois é. Alguma coisa vai ter, mas se não tiver nada de sintoma, não precisa fazer exame nenhum. Agora vamos supor, já tá no consultório do vascular é porque alguma coisa tem, né? Então, fazer um ecodoplan periódico assim, se tiver super estável a cada dois anos, tá tudo bem. Tá. Ah, é bem mais tranquilo, mas sem falar os sintomas gerais ali que a gente... É que ginecologista acaba sendo o clínico da mulher, né? É, exato. Pelo menos, aí depois se tem algo que aponta ali, a mulher costuma procurar uma outra especialidade. Aí, dali se tem algum problema, a gente acaba encaminhando para as outras especialidades. Sim, é. Mas às vezes cai tudo no consultório do ginecologista. Sim. Nessa listinha que eu tava, uma lista mental aqui, na verdade, né? Que eu não tô seguindo muito, mas que me veio uma outra detalhe na cabeça. O absorvente interno, né? Nessa fase de final de ano que às vezes as mulheres optam pra poder entrar na água, né? Praia, piscina, enfim. Ah, você fez um vídeo desse recente no canal, né? Legal, vamos deixar o link aqui. Mas pode usar ou tem um limite ali? Pode usar, mas a cada duas horas você tem que trocar, dependendo do fluxo. Se for naqueles dias de fluxo mais intenso, você tem que trocar a cada uma hora. E se você entrar na água com ele, tem que lembrar que ele vai inchar, então saiu da água já tem que trocar. Tá. Então não é prático. Então, mas pra mulher que quer entrar na água. Não é prático, mas é bom, é isso. É, porque, imagina, eu quero entrar na piscina, mas eu tô menstruada, eu não vou entrar na piscina porque eu tô menstruada, mas se você coloca um absorvente interno, você consegue ficar um pouco na piscina. Aquele coletor não é um horror? O coletor também. O coletor dura um pouco mais? Então, depende muito do fluxo menstrual da pessoa, né? Mas não tem essa regra de a cada duas horas você precisa se for um fluxo menor? Se o fluxo for intenso, sim. Não dá pra você ficar cinco horas com o coletor, não, porque ele vai encher. Tá. E depois ele vai ficar cheio de sangue lá, né? Então, sangue parado ali também, um líquido parado, altera pre-H vaginal e muito tempo ali, ela pode ter até uma infecção. Se for um fluxo menor, dá pra aguentar? Um fluxo menor, dá. O coletor é uma boa. Ó, gente, eu só sei do coletor porque eu tô casado com um ginecologista e eu assisto esse super canal. O pessoal já vai começar a achar estranho, né? Ele sabe até o nome, porque os homens a maioria não sabe nem o nome. Não sabe a existência disso. Exato. Tem um vídeo muito legal, que eu acho que, nossa, ia ser demais fazer um desse. É que vocês dois médicos, vai ser difícil. Mas tem duas especialidades pra mostrar coisas que só a especialidade sabe o nome. E aí mostra pra outra pessoa, vocês já viram um desse? É. E aí mostra pra outra pessoa. A gente pode bolar alguma coisa. Aí a pessoa tem que adivinhar ou tentar, sei lá, explicar o que que é, mas às vezes tem que saber. Mas tem que ser coisa bem diferente, assim, que só a especialidade não coisas que vocês na medicina em geral, que vocês tiveram um pássico ali vão saber, né? Então, é bem legal esse vídeo, é engraçado. É legal. O coletor menstrual foi uma boa, porque assim, o senhor tem que lembrar, né? É, então. Eu presto atenção, né, na gente. Tudo que ela fala, eu escuto. Pelo menos eu que tô assistindo todos os seus vídeos. O absorvente interno, ele vai inchar por conta da água. O coletor não, né? O coletor tá acopladinho ali. Então, não vai incomodar tanto. Nesse sentido, pode ser um pouco melhor. É, nesse sentido, tem razão. E também a... Você devia ter sido ginecologista. Não. Você lembra que eu ficava enchendo ela, falando que eu ia prestar a prova de ginecologia. E eu falei a vida inteira, bem em câmbio. Falo até hoje pro meu namorado. Falo nossa, eu nunca ia namorar um ginecologista, porque eu não ia suportar isso. Mas é que pra médico, é diferente. Assim, vocês enxergam de uma forma diferente, né? Super tranquilo, é uma coisa que meio que é outra parte do cérebro, não tem medo. Olha com outro olhar mesmo, né? É difícil explicar, mas agora entrevistando tantos médicos aqui, eu entendo o que vocês querem dizer. E roupa molhada, doutora, tem um limite ali de horas do que pode ficar no biquíni? Então, roupa molhada é complicado. Se estiver muito quente e o biquíni secar rápido, ok, né? Mas se não secar rápido, o ideal é você trocar a cada umas duas, três horas. Mas ninguém faz isso, né? É difícil. Se estiver longe, vai numa ilha, num passeio. Ou você troca o biquíni. Vai, troca. Leva dois biquínis. Se for um prédio nudismo, não. Se for pra ficar com o vestido longo, que não aparece, é melhor ficar sem do que ficar molhado. Se estiver com o vestidinho, tira a parte de baixo, seca o biquíni e troca. Tá, e agora a última pergunta voltou ali pro apartamento, enfim, onde estiver hospedado. Aquele sabonete, uma vez eu lembro que você falou, até guardei essa dica também, do sabonete neutro. Que é o melhor de todos. E dormir também sem calcinha pode ajudar nessa, melhorar ali esse contexto da viagem? Na verdade, quando a gente tem corrimento, o ideal é se dormir sem calcinha. Pra deixar a área já. Você deu uma ideia de programa, mas eu tive uma outra. O que eu escuto dela e que eu... é que ela fala tanto que eu acho importante. E o que ela escuta de mim, que eu falo tanto que ela acha importante. Porque isso que você falou, do sabonete neutro, é uma coisa que ela fala, repete duzentas, trezentas vezes. Então, eu acredito que pra ela, ela coloca como uma importância, assim, extrema. E às vezes, na hora que a gente tá falando assim, parece que é só uma dica pequena. É isso mesmo? Sim. Não, é importantíssimo. Sabonete neutro é o top 1 ali, dos cuidados. PH neutro. E não pode ser de barra, né? Líquido. Líquido. Como que faz pra conferir se é de fato neutro? Tem que estar escrito PH neutro? PH neutro. Só isso? Tá. Independente da marca, porque tem uma marca que me vem na cabeça, que é a marca mais conhecida de sabonete neutro. Você tá aqui a marca, né? Mas, enfim, se tiver escrito PH neutro... Tá. Agora, doutor, tem algum cuidado específico, não necessariamente da parte vascular, mas que você acha importante citar pros homens nessa época de final de ano? Acho que é mais em questão de bebida, né? Bebida e comida. Bebida é um problema que o pessoal perde a mão, mas eu queria falar... Esse é o vilão óbvio, né? Eu queria falar de um outro, porque eu passei por isso e eu acho que todo mundo tem que ficar atento. Eu joguei futebol semana passada. Fazia uns 20 anos que eu não jogo futebol. Todo mundo ficou sabendo que ele ficou afastado, né? 20 anos que eu não entrava numa quadra e meu filho conseguiu me convencer a jogar futebol. Isso eu faço ginástica quase todo dia, então eu tô preparado. Você faz ginástica de segunda a sexta, né? De segunda a sexta. Então, esse não é pra ser o problema, mas mudou o tipo de esporte, mudou os músculos usados, mudou tudo, né? E aí eu fui jogar futebol às 10 horas da manhã, no sol apino e com um monte de pai lá jogando e aí eu comecei a olhar minha frequência. Tava batendo 185. Meu Deus! Até eu sei que é alto. Eu nem sou. Pois é. Então, tomar cuidado, a minha mensagem é cuidado com o esporte de final de semana. Aquele cara que não faz nada e de repente vai fazer. É aí que tem os grandes eventos cardiovasculares e mesmo se machucar, né? Então, mesmo eu fazendo exercício sempre, fui fazer um exercício que usa grupos musculares diferentes, passei uma semana todo dolorido. Um músculo que eu não lembrava que existia. Sim. Então, é tudo bem, dor muscular é boa, dor muscular passa, mas o risco foi a minha 185. Frequência, né? Cardíaca. Bateu isso, eu falei, tenho que parar aqui, tenho que diminuir a velocidade, tenho que ficar só na brincadeira, porque senão alguma coisa pode acontecer. Eu já tenho uma pergunta pra isso, inclusive, porque muitas aulas de academia, eu tô passando por isso, inclusive, é que tem professores que falam que você só tá fazendo cardio de verdade, que tá fazendo efeito, quando o batimento bate no mínimo 120. Ok. Isso existe mesmo? Já é? É arriscado considerar isso? Sim, mas aí você tem que ver a frequência máxima de cada um, né? A minha frequência máxima é... A minha frequência máxima é 180. Se não me engano, deixa eu fazer uma conta rápida, acho que é 240 menos 20, menos a sua idade, esse é o... Deve ter uma calculadora digital aqui, né? Deve ter um aplicativo que você... Qualquer coisa, mandem uma pergunta aqui, eu acho, mas quase certeza que é isso. Essa é sua frequência máxima, então você não pode passar disso que você entra numa faixa de risco. Ah, entendi. Então tem que tá bem a menos disso? Não, tem que tá a menos disso. Naquela faixa, naquele intervalo. Então quando você fala 120, 120 é tranquilo, qualquer um suporta. Entendi. Agora, quando começa a aumentar isso, aí a gente tem que perguntar a idade da pessoa. Mas de fato, então se tiver menos que 120 é porque o cardio não tá ali fazendo tanto... Ou, também tem o outro lado da moeda, a pessoa pode tá tão treinada com o cardio tão bom que aquele exercício não é o suficiente pra subir a frequência cardíaca. É, isso de fazer exercício diferente no final de semana é muito comum, né? Tanto pros jovens, agora tá moda, né? Essas empresas que você pode ir fazer aula diferente, que aí você vai testando a aula aqui, testando aqui. Não, isso é super legal, mas tem que tá ciente dos limites. É super legal mesmo, mas realmente é arriscado, né? O meu, da última, eu fiz uma aula de Muay Thai, no último final de semana, e eu tô quebrada até hoje. Eu deveria patrocinar academias de Muay Thai, porque o que me traz de paciente... Eu gosto de arte marcial, hoje em dia eu não faço mais, por ser cirurgião, tenho medo de machucar as mãos, mas eu fazia muito quando era mais jovem, então não falo mal das lutas, mas especificamente Muay Thai, acho que a pancadaria é mais forte. E a pancadaria dá o que de problema vascular, assim? Impacto na perna, trauma na perna, muita coisa. Entendi, bom, fica um alerta, então, aí. E doutor? Quando fala de Muay Thai, eu lembro de um filme, que era um cara chutando a bananeira até quebrar a bananeira. A eleição é de Columbus. A Karate Kid não era, né? Não lembro qual que era. Coloca aquela proteção e tudo, mas realmente é a graça de fazer o barulho. Se não fizer o barulho, não tem graça. Doutor, então, calor, viagem longa, que a gente tá falando dessa época, do final do ano, acho que a gente precisa citar. Inchaço, até quando é um inchaço normal ali, quando que precisa de um alerta? Qualquer um que ficar parado muito tempo sem se movimentar, vai inchar. Isso é normal, isso é a resposta natural do nosso corpo. Então, fez uma viagem muito longa e inchou a perna, se é só isso e o inchaço tá igual dos dois lados, não é pra entrar em pânico. Mas se tá com dor, se o inchaço é mais de um lado do que do outro, isso pode ser trombose, aí tem que procurar o médico. Eu não tô nem falando vascular, procurar um médico já, de carro, num pronto-socorro. Agora, meia compressiva, tem muita gente que fala que usa em viagem pra prevenir um problema mais grave. Funciona. Funciona? É bom usar? Assim, qualquer um pode comprar uma de leve compressão sem indicação médica, mas de média pra alta compressão aí precisa de receita. Então, a de leve compressão não tem problema, pode usar, se não tiver uma doença arterial, tá tudo bem, ela vai ajudar. Em viagem mais longa agora, tem alguma coisa assim, colocar dormir com o pé pra cima, isso é uma lenda, é mito ou verdade? Já adiantando aqui, dizem que melhora, né? Melhora, isso é fato, mas ter que levantar a perna, ou você tem um problema venoso pra justificar isso, ou só o fato da perna ficar na altura do coração já ajudou bastante, precisa colocar mais. Agora, se você tem insuficiência venosa, tem varizes, colocar um calço aí de 10 a 15 centímetros melhora mais ainda. A mais, então, elevado na cama, no pé da cama. Mas toma cuidado, tem gente que tem refluxo e tem insuficiência venosa, né? Aí dorme assim, né? É, dorme em V. Tem gente que fala que melhora o cansaço também, né? Dormir com a perna pra cima. Eu já testei, eu achei que melhorou. Dá a sensação de aliviar um pouquinho mais. Usar gente com salto principalmente, né? É, salto. Aumenta o retorno linfático, aumenta o retorno venoso, realmente funciona. Não, e você lembrou de uma coisa interessante, né? Daí a dica das mulheres que usam salto. Salto, ok. É, no final do ano. Salto, festa e tudo mais, né? O excesso, os dois excessos são ruins. Zero de salto é ruim e salto muito alto é ruim. Por quê? Porque você perde a movimentação do tornozeiro do pé. Essa movimentação é o que contrai a panturrilha e bombeia o sangue pra cima. Então, quem não tá usando nada de salto, tá com o pé plano, diminui essa movimentação e quem tem o salto demais, cada um impede no extremo. O ideal é um salto de dois dedos. Esse é o salto onde você aumenta o máximo a eficácia. É, que não fica tão bonito esteticamente. Mas é o melhor. Mas também é o mais confortável, né? Ah, sim. Aquele que você aguenta ficar realmente. E salto em bloco, ajuda muito. Às vezes é um pouco mais alto, mas o bloco que não é aquele fino. Seja o bloco com a parte de trás um pouquinho mais alta, pronto. Plataforma, né? Isso. E o salto que você diz para os homens, por exemplo, pode ser o tênis. Que já tem um saltinho natural ali, né? Pode ser um tênis. O que mais aumenta a eficácia da bomba são os incrível que pareça, são os tênis que causam uma certa instabilidade. Então, tem alguns tênis novos que você vai ver e você não consegue colocar a sola inteira no chão, porque eles são meio curvos, esses de corrida. Esse aumenta um pouco a instabilidade e ainda melhora o retorno venoso. Esses são os melhores, né? Porque para a mulher, para a academia, dizem que o solado reto é o melhor, né? Para dar estabilidade no equipamento. Já ouviram falar disso? Para a academia. Então, porque aí aumenta a segurança e tudo mais. É duro, né? Porque quando você quer uma coisa, é de um lado. Você quer outra coisa, é do outro. Não vai pegar um tênis de jogar tênis e jogar futebol. Não vai durar duas semanas. E por exemplo, andar, correr na praia. Seria melhor estar de fato com tênis do que descalço. Correr na praia não tem uma boa solução. De verdade. Eu vejo as pessoas correndo, é complicado. É muito instabilidade. Para quem não está acostumado, é garantia de que vai ficar uns três dias sem andar. Agora, se está acostumado, é outra história. Mas aí o ideal seria o descalço ou o de tênis? Se eu fosse correr na praia, eu não vou correr na praia porque eu tenho medo do dia seguinte. Eu vou escolher outro esporte para fazer, mas se eu fosse correr, eu ia correr com tênis. E aí você diz que o medo do dia seguinte é porque a areia faz fazer mais esforço? Faz fazer mais esforço. Eu vou usar um monte de grupo muscular que eu não estou acostumado e eu tenho certeza que vai ser tanto ácido lático que vai doer de piscar o olho. Piscar o olho é bom. E doutor, o que é considerado mais perigoso nessa época de final do ano para a sua especialidade? Sal em excesso ou bebida alcoólica em excesso? Se você fosse colocar em uma balança. Eu não tenho tanto medo do sal, porque o sal é o que a gente estava falando no outro episódio. A gente tem que ver o negócio para acreditar. Eu sei que o sal faz mal, que vai causar hipertensão e tudo mais, mas não é imediato. É lento e progressivo. O álcool é imediato. A gente vê as coisas acontecendo rápido. Ou se vê, né? É até demais, né? Então, a gente falou um pouquinho também dos exames de final do ano e começo do ano. O que vocês acham mais importante. Agora, antes da gente ir para os mitos e verdades, eu só queria saber de cada especialidade, o que vocês queriam que todo mundo começasse se fosse colocar um único ponto na cabeça de todos os pacientes. O que vocês acham mais importante, o que vocês veem faltar mais, o que vocês falam. Esse daí é o que eu escolhi um ponto. Eu já tenho aqui. Já não quer começar então? Pode começar. Vai parecer besta. Vai parecer uma coisa comum. Não pode falar a mesma coisa que eu vou falar. Mas tem tudo a ver com a circulação. Tudo, tudo, tudo. Que é hidratação. Ah, o que eu ia falar da hidratação. Ah, mas então ficou a dica reforçada. As pessoas não levam a sério. Nosso sangue é líquido por causa da água. Na hora que a gente desidrata o sangue fica espesso. Fica uma sopa densa. Isso aumenta risco de trombose. Isso piora todos os eventos cardiovasculares. Então, se tem uma coisa que vale para todo mundo sem erro, seria isso. Tomar água. 35ml por quilo de peso. Era a pergunta que eu ia fazer agora para você. Ah, tirei tudo. Tirou a resposta da pergunta. Eu ia falar se tem uma quantidade mínima. Porque costumam falar isso de eu tenho que cumprir minha meta de tantos litros por dia. Não sei se foi algum médico que disse isso para essa pessoa ou se foi algo de internet que é muito bom. Tem alguma dica prática de como resolver isso? Dá água assim, garrafinha. A gente estava falando de garrafinha. Conseguir tomar água. Eu vou falar da minha experiência. Eu era uma pessoa muito difícil de tomar água. Porque água, para mim, eu não gosto do gosto da água. Incípida, inodora, incolor. Para mim tem. Para mim tem. Eu adoro água. E eu tomava refrigerante. Por causa do gás do refrigerante que eu achava. Que delícia. Aquela sensação de refrescância. Como que eu comecei a tomar água? Andando com a garrafinha. Encho de água com gás. Água com gás. Eu tomo até 3 litros. Nem percebendo. Agora, se for água sim, eu não consigo. E água com gás, o mesmo benefício que água normal. Não muda nada. O mesmo benefício. Vai estufar um pouquinho mais. Mas não faz mal. Você tem a refrescância do gás. Para quem não gosta de gás, faz uma água saborizada. Coloca um limãozinho. Coloca um gostinho nessa água. Eu acho que a dica é isso. Aumentar a ingesta de água. Se você não gosta de água, água com gás. Ou uma água saborizada. Você consegue aumentar muito essa ingesta. Na garrafinha também. A gente estava até falando das marcas. Uns corredores aqui. E a garrafinha também tem me ajudado bastante. Sim, esses dias eu esquecia minha garrafinha dentro da mochila da academia. Eu não lembrava onde estava. E vim para o consultório. Passei o dia inteiro sem tomar água. Olha como a garrafinha faz a diferença. Aí eu fiquei enchendo o meu copo de água. Mas não foi a mesma coisa. Eu não tomei a mesma quantidade. Isso é uma dica vinda de quem não gosta de água. Para mim é até difícil falar isso. Por isso que eu gosto de água. Eu acho tão estranho. Eu tomo muita água. Gente, então pode... Olha aí, mais um mito desvendado. Mesmo tomando água, se a pessoa tiver tendência pode acabar perdendo. Sim. E a água se faz mais importante ainda. Naquela época eu não tomava tanto. Eu gostava, mas eu não tomava. Se alguém me oferecesse água não tinha problema nenhum. Eu tomava o quanto fosse. Simplesmente eu não tinha garrafinha. Então eu ficava desidratado. Mas no almoço você toma dois copos. Lembra que você comprou um copo de quanto? Enorme. É um copo que o americano usa para colocar no refrigerante. E para saber se está tomando o suficiente é a cor da urina. Veio um especialista a gente falou de cálculos renais e ele falou que para ver pela urina a gente pode deixar o link aqui. Inclusive para quem quiser saber só uma última dúvida que a gente estava falando de água antes de ir para os mitos e verdades rapidinho. Detox, uma opinião polêmica agora. Vocês são a favor desses detox milagrosos que a gente vai às vezes na padaria, no restaurante detox limpa a alma, limpa não sei o que lá. Sabe? Que aí tem mistura de várias coisas. Detox é uma palavra genérica que inclui um monte de coisa entre picaretagem Suco detox então? Suco detox, ok. Suco detox é suco verde com bastante coisa nutricionalmente saudável. Eu não acho que vai fazer detox nenhum. Mas que é saudável, é. Eu gosto de um suco verde couve com maçã e abacaxi. Adoro. Mas não adianta, por exemplo, comer uma pizza e vai tomar um suco detox achando que é belíssimo. Não, a ideia é outra. Você conhece o melhor anticoncepcional que existe? Laranja. Eu ia falar não praticar. Não, é laranja. Você pega a laranja, coloca no meio das pernas e fica segurando. Enquanto você segurar a laranja não engravida. Por que eu falei isso? Porque o suco detox é a mesma coisa. Ele vai funcionar caso você substitua a pizza pelo suco detox. Ou, sei lá, trocar a cerveja pelo suco. Exato. Agora não comer a pizza e depois tomar um suco detox. Exato. É engraçado isso, né? Come um monte de doce e fala agora vou tomar um suco detox para dar uma equilibrada. Já aqueles shots de manhã eu acho interessante. Tem muita coisa boa. Tem fibra, tem... Sabe que vem limão, cúrcuma... Ah, sim. Mas, gente, não adianta... Eu vou equilibrar. Vou fazer uma coisa errada e depois vou fazer uma coisa certa. Pode somar se estiver fazendo tudo certo. Então, mitos e verdades. Separei alguns aqui. Uns a gente já falou e eu vou eliminar. Mas acho que tem alguns legais. Viajar de avião curto não dá risco de trombose? Ah, viagem curta de avião. Não tem risco nenhum. As pessoas ficam achando que o problema está na altitude. Mas a cabine ela é pressurizada. Não vai mudar nada para o nosso corpo. Hemodinamicamente falando, a mudança é mínima. O que realmente interfere é a movimentação. Que é incrível. Quando eu era pequeno... Tudo bem, eu cresci também. Mas eu cabia dentro do avião. Hoje em dia eu não caibo mais. O tamanho do meu fêmur é a distância da cadeira. Então você diminui a movimentação e acaba tendo inchaço. Mas tem uma outra coisa que é importante, especificamente para quem tem intolerâncias alimentares é que é impossível comer saudável num avião e no entorno. Aeroporto e tudo mais. É verdade. E normalmente ocorreria também. Calor aumenta o inchaço nas pernas? Está um pouco dividido aqui das especialidades? Sim, bastante. Tem o leak vessel. Outro assunto que a gente pode fazer um episódio. Legal. Mas só dá um spoiler para entender o que é. O leak é vazamento. Vessel é vaso. Ele fica poroso e começa a transbordar, sair líquido por ele. Meia compressiva só serve para quem já tem varizes? Ok. A questão é a gente tem que pensar em que objetivo que a gente quer. Se for só para aliviar sintoma ou uma viagem que vai ficar muito tempo sentado, serve para todo mundo. Agora para evitar alguma coisa é para quem tem propensão às varizes. Ficar muito tempo sentado na ceia pode piorar a circulação? Não só na ceia. Em qualquer lugar. Mas dá uma voltinha na ceia. Colocar um alarme. Deu 40 minutos, levanta. Até no trabalho isso. Isso é legal. Comprar aquele tomate da cozinha, coloca lá uma hora. Ovo, tomate, a galinha. Tem o pinguim também. Comer sal demais no fim do ano só causa sede? Não. Então, ele danifica a parede do endotélio dos vasos. Mas não vai ser uma vez. Por exemplo, eu fiz um jantar esses dias que eu virei o saleiro, caiu o sal inteiro. Aí eu fui tirar o sal e depois meu filho falou está salgado, pai. Isso é o que eu consegui salvar. Eu achei ótimo, porque eu adoro sal. Apesar de que não pode comer, mas eventualmente... Mas foi uma vez, então não vai acontecer nenhuma catástrofe. Agora quem faz isso de rotina vai danificando a parede do endotélio. Doutora, na praia ficar com roupa molhada causa candidíase? Pode causar. Se você ficar muito tempo com ela, pode. Absorvente interno não pode ser usado no calor? Pode, pode ser usado no calor. Não muda nada no calor do inverno? Não, não muda nada. Sexo nas férias sem preservativo. É seguro se a pessoa parece saudável? Esse daí é o mais... Quem vê cara não vê doença. Acho que esse daí é o... Nossa, tem cada história bizarra que a gente fica sabendo. O quê? Tem até festa de... Ah não, essas festas de fim de ano... É, que a pessoa faz de propósito querendo passar doença, tem umas coisas assim. Ah, sim, sim. Já fiz até reportagem disso. Mas a pessoa é presa, viu? É, tem que ser. Tem que ser, né? Que maldade, né? Tinha até uma época das seringas, né? Eu não sei onde foi, acho que não foi em São Paulo, mas era festa eletrônica que o pessoal tava crendo. E teve uma história anapaulista também, né? Um cara com as seringas. Faz um tempo já, uns anos. Faz, faz uns anos. Mas mesmo relação sexual, se a polícia descobrir que foi intencional, que teve o planejamento pra isso, não é crime. E tem que ser mesmo. Esquecer a pílula no fim do ano é comum, mas não tem problema. Não, tem problema sim, pelo amor de Deus. Engravidar, né? Nesse caso. Lubrificante ajuda a prevenir microfissuras e infecções após o sexo? Não. O lubrificante, talvez, o que eu posso falar aqui, em mulheres menopausadas que têm uma atrofia vulvo-vaginal, o uso de lubrificantes à base de ácido e alurônico previne fissuras. Mas em geral das pessoas que não têm nenhum tipo de... Não. Pra quem sente dor também, acho que isso a gente... Pra quem sente dor e não tem uma boa lubrificação na relação sexual, a gente cabe. Acho que é uma coisa pra experimentar antes de ir no ginecologista em pânico achando que é alguma outra coisa. Sim. Desinchou é porque o corpo eliminou gordura? Não. Inchaço é água, né? Inchaço é água, mas eu falo ainda mais. A maior parte das pessoas que acham que estão inchadas não estão. Estão inflamadas. Nossa, é um erro conceitual em cima do outro. E até muitos médicos confundem isso. Eu trabalho com lipedema e eu vejo isso todo dia. Pessoas que chegam falando que estão inchadas e a gente vai ver não tem nada de inchaço, tem inflamação. Beber água antes de cada festa, isso é interessante. Ajuda a reduzir ressaca e inchaço? Eu acho que não antes, mas durante, né? Tá tomando ali alguma bebida alcoólica, intercala com água. Você se mantém hidratada. Porque antes eu nunca ouvi falar antes da festa. Meu avô falava nunca misture a bebida. Você vai tomar uma bebida e depois toma outra. Ah, tá falando da água e da... Mas misturar a bebida de fato, tipo whisky, cerveja, sei lá, outra coisa, isso é perigoso. É isso que causa... Você perde o controle do quanto você bebeu. Dormir pouco no fim do ano bagunça hormônios e pode afetar o ciclo menstrual. Não só isso, afeta tudo. Qual o mínimo ali de de fato são 8 horas ou depende de pessoa pra pessoa? Depende de pessoa pra pessoa, mas assim, acho que umas 8 horas é o mínimo, né? Pra maioria da população. Na coleão dormia 3 horas. Mas ele tava tentando conquistar a Europa e perdeu. Então, a maior parte das pessoas que dormem pouco sai falando, bate no peito, eu consigo dormir pouco e não sei o que, na verdade elas estão sofrendo com isso e não sabem. O metabolismo não tá adaptado pra isso. Não adianta você lutar contra a sua genética. Você vai acabar perdendo alguns pontinhos aí na rugelidade. E às vezes também é a longo prazo, né? Que agora eu voltei a dormir um pouco mais, saí do horário da madrugada, doutora, acho que eu não tinha te contado ainda. Ah, que bom! Vou contar depois aqui. Agora pra finalizar, uma pergunta ótima que dá pra manter saúde mesmo no meio das festas? Com certeza! Até agora, né? Com certeza dá. E dá pra melhorar, dá pra fazer mais, né? Sim. Eu acho também que fica uma boa dica também pra não só ficar nesse ânimo de começo do ano, mas pensar em novos hábitos pra levar pra vida, né? Não só naquela animação que depois fica nem um mês e passa, né? Tem que fazer o que realmente a pessoa vai conseguir manter, né? Nem que seja aos poucos, né? Sim. Aumentar a água, nem que seja, sei lá, um copo por dia, mas ser pé no chão, né? Saber o que vai conseguir ali manter e ir aumentando. É, porque uma pessoa não vai tomar zero a três litros no dia seguinte, né? Vai tentar aumentar gradual mesmo. De resolução de ano novo, né? Todo mundo gosta de fazer resolução de ano novo. Não colocar vinte coisas impossíveis de fazer. Escolha três que realmente vai mudar e que você consegue. Que vai fazer toda a diferença, né? E são coisas simples. A gente falou várias, várias ideias aqui pra escolher. Todas elas são boas. Sim. E agora, pra finalizar, eu queria só, a gente nem combinou nada disso, mas vocês querem mandar uma mensagem agora de final de ano, né? Pra quem tá acompanhando. Acho que a gente programou esse episódio justamente pra agora, no último dia, né? Pra virada pra ser o último episódio de 2025. Não sei se vocês querem mandar uma mensagem pra quem acompanha sempre. Vamos lá, pessoal. Se você não tá inscrito no canal, inscreva-se. A gente quer começar o ano que vem com muita novidade. Muita informação de saúde pra vocês. Então, não percam essa oportunidade. A gente tá comemorando. Eu perdi o número, mas eu acho que são 105 episódios. Alguma coisa. Por aí. Mais de 100. Mais de 100. A gente só existe se vocês curtirem, compartilharem. O YouTube não ajuda a gente. Né? Vídeos longos não são facilitados aqui. Então, se você chegou até aqui desse episódio, tenho certeza que gostou da conversa. Vai tirar alguma coisa, vai melhorar a sua saúde. Então, clica ali embaixo no inscrever-se, que isso faz toda a diferença pra gente. E a gente se vê ano que vem. Amém. Sim. E que vocês tenham um final de ano com a família muito gostoso. E preparem-se que o ano que vem vem muita coisa nova. Amém. Eu quero fazer um agradecimento aqui antes de finalizar. Também quero agradecer a participação de vocês aqui nesse episódio. E já deixar sugestões, né? Um espaço aberto pra quem gosta de cada uma das especialidades. Tem alguma dúvida, enfim. Pode passar a rede social de cada um de vocês. A gente vai deixar o link também. Instagram, Dr. Juliana Mato. O meu é instagram, dr.alexandreamato. Então, a gente vai deixar os links aqui e o espaço, né? Pra quem quiser comentar ou nas redes sociais de vocês, ou aqui nos comentários que a gente sempre vê. A gente, às vezes, não tem tempo de responder tudo, né, doutor? Mas a gente tá sempre acompanhando e a gente traz a sugestão, o tema que eles sugerirem aqui das especialidades de vocês. É, se tiverem ideias de outros assuntos, né? Exato. Que aí sempre mandam boas sugestões aqui. A gente vai deixando na nossa listinha. Pode comentar que a gente tá sempre de olho. Obrigada, doutora. Obrigada. Até a próxima. Eu quero fazer também um último agradecimento aqui pro laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco do Origem é qualidade de vida e prevenção. Também já vai a minha mensagem, meu. Muito obrigada a você que acompanhou o nosso Amatocast, cada episódio. Não deixou de curtir, comentar e compartilhar. Como eu sempre falo, é muito importante pra que a gente continue trazendo os nossos especialistas. Até 2026. Tchau!