
Neste episódio
O Dr. Cássio Barros, cirurgião geral, explica que a hérnia inguinal é o tipo mais comum de hérnia abdominal e se forma por uma falha na formação da parede da região, que precisa suportar pressões muito altas. O episódio aborda também as complicações que ela pode trazer para a saúde do paciente.
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Sobre o episódio
O Dr. Cássio Barros (CRM 89250), cirurgião geral, explica no vídeo como é formada a hérnia inguinal – causada por descuido da natureza na formação dessa parede, que tem de suportar pressões muito altas – e quais são as complicações que ela pode trazer para a saúde do paciente.
Transcrição
Sou Dr. Cassio Geronimo, Machado de Barros, sou médico cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo, hoje vamos falar com vocês sobre hernia inguinal. Hernia inguinal é um abaulamento na região inguinal, que é percebido pelo paciente na palpação, às vezes durante o banho, acompanhada de desconforto ou mesmo dor. E deve ser tratado, pois pode ter algumas complicações, como por exemplo estrangulamento de alças intestinais, esse defeito é um defeito anatômico que surge com o tempo, pode ser também congênito, como acontece nas crianças, mas no adulto geralmente é acompanhado na fragilidade da parede abdominal, onde após esforços repetitivos, nessa área de fragilidade o conteúdo abdominal, entre abdominal, começa a se protuir, fazendo com que essas estruturas comprimam estruturas da região da virilha, causando desconforto.
A gente pode usar onde anti-inflamatórios, mas estará tratando uma consequência que é o desconforto, mas o tratamento definitivo é o tratamento cirúrgico. Hoje, após a implementação das melhorias das próteses, das telas, a maioria das técnicas envolve a utilização dessas próteses. Antes, quando não se utilizava essas telas ou próteses, o índice de recidiva, o que seria recidiva, operar a ERNA e no futuro ter novamente a ERNA, ela retornar o problema, era em torno de 10%. Hoje, menos de 1% dessas cirurgias realizadas com a tela, ocorrem esse inconveniente que é a recidiva. Em relação às opções de tratamento cirúrgico, a gente tem como opção a técnica aberta, onde se realiza o corte, geralmente um corte pequeno na região inguinal da virilha.
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A outra opção seria a técnica laparoscópica, onde seria alguns furos, três furos, por onde introduz uma câmara e faz a abordagem por dentro da cavidade abdominal. A maioria das pessoas entende a abordagem laparoscópica como menos invasiva, mas nem sempre isso é verdadeira, pois pela laparoscopia necessitamos anestesia geral e necessitamos abordar por dentro da cavidade abdominal, enquanto na técnica aberta você não viola essa cavidade abdominal, você faz externamente essa abordagem. Quando encontramos ERNAs bilaterais ou recidivadas, eventualmente a gente dá preferência para a técnica laparoscópica, mas ERNAs pequenas a gente opta por fazer a técnica aberta, pois na técnica aberta fazemos a cirurgia minimamente invasiva, onde fazemos pequenas incisões, por onde podemos acessar o defeito ernear, fazer seu tratamento e introduzir a brota, para fazer a proteção daquele local de defeito anatômico.
Ainda em relação ao tratamento da ERNA INGNAL, hoje temos a opção do regime hospitalar ou regime ambulatorial. No Instituto Amato, nós fazemos o tratamento ambulatorial, onde o paciente se interna e no mesmo dia é realizada a cirurgia e após 4 horas e média após o procedimento, o paciente retorna ao seu domicílio, onde fará recuperação e regime domiciliar. Em termos gerais, era isso que eu tinha para falar sobre ERNA, mas caso queiram mais informações sobre tratamento ambulatorial de ERNA INGNAL em hospital dia, entre em contato com o Instituto Amato para maiores informações.
Transcrição gerada automaticamente; pode conter erros.
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