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Larissa Topper: Autoestima, Psicologia e a Coragem de Mostrar as Pernas | Ep. 76

AmatoCast, episódio 76

Larissa Topper: Autoestima, Psicologia e a Coragem de Mostrar as Pernas

52 min

Com Letícia Miyamoto e Larissa Topper

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Neste episódio

A terapeuta e influenciadora Larissa Topper conta como o lipedema afetou por anos sua relação com o próprio corpo e a vergonha de mostrar as pernas. Ela relata que aliou o tratamento médico ao trabalho emocional, com mudanças na alimentação e na atividade física, e que decidiu falar abertamente para inspirar outras mulheres. A conversa trata de amor próprio, autossabotagem, alimentação consciente e da importância do acompanhamento psicológico no processo de aceitação.

Assista

Sobre o episódio

✨ Neste episódio do Amato Cast, a terapeuta Larissa Topper fala com profundidade sobre autoestima, saúde mental e sua experiência transformadora com o diagnóstico de lipedema. Um papo inspirador para todas as mulheres! Assista agora e compartilhe com quem precisa ouvir essa mensagem. 💬💜
Neste episódio do Amato Cast, Letícia Miyamoto recebe Larissa Topper, terapeuta e influenciadora digital, para um papo profundo sobre lipedema, autoestima e saúde mental feminina. Larissa compartilha sua trajetória de superação e transformação após o diagnóstico de lipedema — uma condição que, durante anos, afetou sua relação com o próprio corpo. Ela revela como aliou o tratamento médico com o trabalho emocional e terapêutico, se tornando inspiração para milhares de mulheres nas redes sociais. O episódio é repleto de reflexões sobre amor próprio, autossabotagem, alimentação consciente e a importância do acompanhamento psicológico no processo de cura e aceitação.

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Transcrição

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um Amato Cast pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais, no último inclusive uma convidada que veio direto de Portugal para falar sobre o tratamento do lipedema, ela é especialista nesse assunto lá em Portugal e antes também recebemos um convidado para falar sobre indústria e saúde. Hoje novamente aqui com uma convidada especial, dessa vez a Larissa Topper que é bastante ativa nas redes sociais, já vou falar um pouquinho aqui do currículo dela para vocês a conhecerem melhor e também hoje é um assunto mais ligado ao lipedema, mas ela vai estar presente aqui no nosso próximo episódio do Amato Cast para falar sobre outro assunto ligado a isso, mas não vou dar tantos spoilers agora para vocês.

Então o assunto de hoje é tudo que envolve a saúde mental feminina e o lipedema. Então eu vou apresentar já a nossa convidada especial de hoje. Larissa Topper é especialista em autoestima, relacionamentos e prosperidade feminina, criadora do método Vida de Rainha que já transformou a vida de milhares de mulheres e do Versalhes Mentoria que forma terapeutas de relacionamentos.

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Com uma abordagem única ela ensina que tudo está dentro e nada está fora, ajudando mulheres a se tornarem sua melhor versão, a se sentirem seguras e femininas nos relacionamentos e a prosperarem sem perderem sua essência. Bem-vinda Larissa. Obrigada, é um prazer estar aqui com você Letícia.

Eu acho que vai ser um papo muito legal, a gente já estava conversando aqui antes sobre como que a gente pode transformar a sua experiência inclusive desse assunto no que a gente pretende passar de mensagem sobre essa questão do lipedema. Já também adianto para você, imagino que também o doutor Alexandre já tenha comentado, a gente grava muito sobre lipedema aqui, tanto que até citei que a gente recebeu uma convidada no último episódio que também falou sobre a experiência dela, é uma referência lá em Portugal, e você também é um mundo completamente diferente, porque você é muito ativa nas redes sociais, inclusive vários públicos, várias faixas etárias, inclusive das minhas pessoas próximas que te seguem no Instagram, em todas as páginas. Então eu acho que a gente pode começar falando como que foi essa experiência para você de começar a entrar na internet, você sempre quis trabalhar com rede social, como que foi isso? Eu não me considero como uma especialista em redes sociais ou uma pessoa que trabalha com as redes sociais.

Para mim, eu sou uma terapeuta, especialista em relacionamentos, que uso a plataforma Instagram para espalhar a mensagem. Então fizemos isso lindamente ao longo dos seis anos, estou batendo 1 milhão de seguidores no Instagram, no TikTok já tenho 1 milhão, e eu acho isso muito legal, porque significa que a mensagem está sendo ouvida, ela tem um propósito lindo, as mulheres se curam demais através do que eu tenho para ensinar, então para mim é algo muito especial fazer esse trabalho, é mais sobre o propósito, a mensagem, do que de fato sobre a rede social, entendeu? E essa questão do lipedema, para você foi uma forma de começar a falar nas redes sociais também sobre isso, porque você queria passar, como foi a sua experiência, foi por isso que você começou a ligar os dois pontos, a psicologia com o lipedema? Na verdade, a questão do lipedema apareceu no meu Instagram, tem alguns meses que eu coloquei isso presente, porque eu sempre tive muita vergonha, muita vergonha das minhas pernas, muita vergonha de colocar um biquíni, muita vergonha de colocar um short, então sempre foi um tópico sensível, inclusive eu tentava esconder o máximo possível das pessoas que viam meu Instagram, porque eu achava que era feio, que era nojento, é feituoso, minhas pernas eram... tinha algo de errado com minhas pernas. Desde que esse assunto do lipedema começou a aparecer mais presente nas redes sociais, mesmo até no TikTok, muitos vídeos sobre isso, que eu conheci o doutor Amato, e eu comecei a tratar, e aí quando, tudo na minha vida eu sempre tenho a filosofia de que acontece por um dito motivo, uma dita causa, e que Deus sempre tem o melhor para mim, não importa as circunstâncias.

Então quando apareceu a questão do lipedema, eu entendi que era uma doença, eu entendi que eu tinha que olhar para isso, para a minha alimentação, eu decidi mostrar para as pessoas que elas também poderiam, que o caminho era possível, que você poderia melhorar, que você poderia ter pernas bonitas, que você poderia se sentir bem com você novamente, aliado ao que eu já ensino sobre autoestima, eu trouxe esse ponto para inspirá-los, porque eu tenho certeza, assim como muitas falam, que tem milhares de mulheres que me seguem que têm lipedema, então elas me vendo falar sobre isso, elas pensam, caramba, então a Lari passa por isso também, então ela também tem essa vergonha das pernas, então ela também teve esse problema, e elas vendo a minha jornada de alimentação, de exercício físico, elas se inspiraram muito, se inspiram, porque eu estou no processo. Então foi mais por ajudar ao próximo entender que existia um dito motivo por eu passar por aquilo, do que sobre qualquer outra coisa, sabe? Sim, e aí hoje acabou virando uma referência, porque apesar do lipedema estar cada vez mais falado, a gente diz muito isso aqui no Amatocast, que eu inclusive na minha faixa etária foi algo que foi um boom nas redes sociais, no Instagram, no TikTok, eu vejo direto isso e era uma palavra que eu nem conhecia antes, antes de começar a gravar aqui, exatamente. E hoje as pessoas, acabou virando uma referência quando quer estar melhor mentalmente, a gente sabe que é muito importante para o processo também, do tratamento, que já te procurarem para saber como que foi o seu caminho e servir de inspiração.

Sim, é um prazer. Legal, então antes da gente já ir direto para as perguntas, saber um pouquinho mais da sua experiência com o lipedema, eu só vou dar um destaque para quem já é antigo aqui, já conhece, já sabe sobre isso, mas para quem está chegando agora, o Amatocast tem um patrocínio que é do Laboratório Origem, quero agradecer o pessoal do laboratório. O Laboratório Origem é especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa.

O foco do Origem é qualidade de vida e prevenção. Lare, como o pessoal te chama nas redes sociais, sobre o diagnóstico em si, você já suspeitava que poderia ter lipedema? Você falou que teve uma fase ali que escondia, que não queria mostrar para as pessoas, estava escondendo as fotos. A gente sabe que mulher tem isso, tirar 100 fotos para esconder o que incomoda.

Você já suspeitava que poderia ser um diagnóstico? Como foi para você ter a confirmação? Não, eu não achava que era um diagnóstico, eu achava que era muita celulite. Então a minha genética era de muita celulite, porque minha avó tem lipedema extremamente agravada e ninguém sabia o que era, mas ela tem uma perna muito grande, muita celulite, muito buraco, é extrema, é severo. Então eu olhava a minha avó e falava, tá explicado, eu puxei a minha avó, eu puxei a minha mãe, essa é a genética da nossa família.

Mas eu sempre olhava o corpo das outras mulheres e falava, mas por que elas têm tão menos? Por que elas conseguem aparecer no sol do meio dia e não ficar tão nítido, tão evidente? Então eu me incomodava demais e sempre foi uma questão de... Eu lembro de ter 14 anos, ter o meu primeiro namorado e estar lá na piscina e correr na lateral da sombra para entrar na piscina. Então eu sempre tive essa questão de olhar e falar, não é legal. E sempre pensar, tem algo diferente, parece que é mais que as outras, parece que é mais que as outras mulheres.

E aí, quando veio essa questão do lipedema, que apareceu forte nas redes sociais, eu comecei a me identificar e falar, caramba, é isso, é isso que eu sinto, é isso que eu tenho também de sentimento, minhas pernas pesam, tem muito roxo, ela tem muito edema, muita inflamação, é muito diferente. Dizem, né, um corpo da cintura para cima e um corpo da cintura para baixo. A definição perfeita para mim era essa, porque eu super magra em cima e tinha um monte de gordura nas pernas.

Então eu falei, é isso, essa é a questão. E um dia minha irmã me mandou um vídeo da Yasmin Brunet, que muitas, imagina, conhecem o doutor por causa dela, porque ela fez um vídeo que viralizou da mudança. E eu falei, caramba! E é muito interessante, porque eu olhei para, e foi um vídeo que mudou a minha vida, porque eu olhei para aquele vídeo e falei, se ela conseguiu, eu também consigo.

Porque ela mudou drasticamente, né, drasticamente. Falei, então, eu também consigo. E eu usei o corpo dela como inspiração e para mim era aquilo, a inspiração, se ela conseguiu, eu também consigo.

E aí eu fiquei muito chata com a secretária do doutor Amato pedindo, por favor, me dá um horário, porque é uma lista de espera gigante. Eu, por favor, por favor, eu só quero um horário, eu só quero um horário que enche no saco delas. E elas conseguiram antecipar para mim em alguns meses, né, porque são muitos, eu consegui vir antes.

E aí, quando eu cheguei, eu falei, caramba, me ajuda, porque o que é que eu preciso mudar? E a forma que ele fala do lipedema, para mim, eu não vi ninguém falar ainda. Ele fala com delicadeza, ele vê a beleza no lipedema, que é o nome do livro dele. E o nome do livro dele mexeu comigo, porque me trouxe um olhar de amor e sensibilidade ao meu corpo.

Porque, às vezes, a gente pode pensar, olhar para o lipedema e falar, nossa, essa doença, essa coisa horrível que aconteceu comigo, essa coisa péssima, mas ele me trouxe. O seu lipedema estava te salvando, ele estava te ajudando, porque você estava comendo tanta coisa ruim para você, que o seu corpo estava usando o lipedema para proteger. Então, a inflamação do corpo está nas pernas.

E, em vez de ir para outras doenças inflamatórias, o seu corpo está lidando nas pernas, que é a sua genética de lidar. Então, quando ele falou isso, que o lipedema estava te salvando, estava te ajudando, eu falei, caramba, é isso, sabe, é isso. É um olhar de mais amor próprio, é um olhar de mais carinho que eu comecei a ter comigo.

E essa jornada, ela me trouxe muita cura, porque eu comecei a me alimentar bem, eu comecei a ir mais na academia, eu comecei a fazer tudo que eu podia, porque eu sou meio assim, sabe, sou meio extremista. Se é para fazer algo, eu faço muito bem feito. Então, são seis meses de um processo impecável.

Tudo que ele falou que era para fazer, eu fiz. E a diferença é bizarra, surreal. Surreal o que aconteceu com as minhas pernas.

Hoje, eu coloco uns shorts e me sinto linda. Hoje, eu coloco um biquíni e falo, caramba, estou com um corpo legal. Sabe, não é, vou me esconder, o sol não me atrapalha mais.

Isso foi em pouco tempo, em seis meses de dedicação muito forte, eu consegui esse resultado. Então, acredito que toda mulher que decide se amar, ela consegue. Só que esse é o ponto, que até tem a ver com o meu trabalho.

Se eu não tivesse uma mentalidade de cura, uma mentalidade de amor próprio, eu não teria conseguido, teria me sabotado. Mais uma vez, das diversas que eu já tinha vivido antes. Então, quando você se cura, você abre espaço para que tudo na sua vida floresça.

Inclusive, a parte física. É, porque realmente, isso que você falou, acaba virando um ciclo. Isso que você citou de extremismo, para mim também.

Imagino para quem está assistindo, também está se identificando. Pelo menos, a maioria. Não sei se 100%, mas isso, que quando você foca em alguma coisa, você não sossega enquanto não tiver um resultado.

Mas também, se você ver que não está se esforçando o suficiente, vira uma bola de neve. Porque é igual aquele negócio da academia, você faltou um dia, aí você fala, já faltei um dia mesmo, e aí eu não vou mais o resto da semana. Mas isso é totalmente sinônimo de falta de amor próprio.

A pessoa que está presa, eu costumo dizer na criança ferida, que a parte dela que acredita que não é boa o bastante, que cria uma imagem mental dela e fala, já que eu não dei conta, eu já não dou conta mesmo, então eu não vou mais. Porque eu tenho uma tendência a estar nesse corpo de dor, eu tenho uma tendência a me ver negativamente, eu tenho uma tendência a alimentar minha autossabotagem. Então, eu busco motivos para fazer isso.

Por isso que eu falei da cura, porque quando a cura acontece, ela vai ajudando tudo. Então, quando eu não vou na academia um dia, eu não vou pensar, nossa, eu não fui. Eu vou pensar, tudo bem, faz parte, eu não teria ido um dia.

Eu tenho um olhar, que eu também costumo dizer, de uma mãe para mim mesma. Então, eu me dou nutrição emocional. Se eu tivesse um filho, e esse filho falasse, mãe, eu não fui na academia, eu sou péssima, eu não acredito, mas não vou mais.

Eu iria falar o quê para ele? Então, é isso que a gente tem que experienciar e se exercitar de fazer com a gente mesmo, entende? Sim, com certeza. E a questão do diagnóstico, foi um alívio para você? Você buscava uma forma de ter uma resposta, um médico virando e falando assim, olha, é isso que você tem, esse é o caminho que você precisa fazer para melhorar. Você se via meio perdida, assim, sem saber por onde seguir? Totalmente, 100%, se não fosse ele, ele mudou a minha vida, mudou a minha história totalmente.

Doutor, assim, ele é fantástico, surreal, eu digo ele para todo mundo, de olhos fechados, ele é o melhor médico que eu já vi na minha vida, de lipedema. E detalhe que esse episódio não é um episódio, como se fosse uma parceria paga, não tem nada a ver, apesar de ser o Amatocast, a gente não combinou de falar bem do doutor Alexandre. Mas eu falaria bem dele por diversos lugares, gerações de pessoas, porque ele mudou a minha vida.

Ele é humano, ele é maravilhoso, ele entendeu o meu problema, ele diagnosticou, ele trouxe ajuda, ele trouxe o caminho. Então, assim, obviamente que dizer para você que foi um alívio, não sei se essa palavra é certa, eu diria que foi a resposta que eu buscava. Então, assim, foi uma resposta.

Então, é isso, Deus, é isso, porque eu lembro de estar indo para a academia e eu fechei os olhos, assim, e dizer, Deus, por favor, Deus, cura minhas pernas, cura minhas pernas, cura minhas pernas, eu estou pronta para curar minhas pernas. E aí ele me apresentou, tudo isso aconteceu. Então, eu estava pronta para me curar.

E aí, quando eu vi que isso era uma doença, foi, hum, tá, então eu vou ter que conviver com isso para a vida. Não é uma coisa simples do tipo, ah, ajustei, está tudo certo. Não, eu vou ter que ir para sempre cuidar da minha alimentação, para sempre.

Então, é uma coisa que até estou me descobrindo ainda, do tipo, como é que é essa jornada, sabendo que eu tenho isso e cuidando disso. Ainda estou no processo, mas com certeza, ter ajuda, como a do doutor Amato, muda tudo. E como que era na prática profissional, né, para você separar essas duas coisas? Você conseguia ter em você toda essa mensagem que você quer passar para as outras pessoas, antes de ter o diagnóstico, antes de começar, de fato, esse tratamento mais prático ali da doença? Eu acho que eu sempre sentia que tinha uma parte minha que estava faltando, tipo assim, ah, eu era muito bem sucedida na minha carreira, muito bem sucedida na minha família, como mãe, uma autoestima muito boa.

Só que, ao mesmo tempo, essa autoestima muito boa, quando eu me olhava no espelho, eu não gostava, eu não me reconhecia, eu falava, cara, mas a Larissa, ela não é isso. Ela não é esse corpo. Esse corpo aqui tem algo de errado.

Eu sentia que tinha algo de errado. E tinha. Meu corpo estava inflamado.

Literalmente, eu estava até inflamada como um todo. E tinha algo de errado. Então, quando eu olhava para o meu corpo, eu falava, tem algo de errado.

E aí, eu sentia que faltava essa peça. Como se faltasse isso para eu sentir que, caramba, eu estou bem, eu estou bem, eu estou feliz, eu estou me amando, eu estou linda, sabe? Sim. Então, foi importante esse tratamento para que eu estivesse me sentindo a minha melhor versão de fato.

E você tinha algum caminho, assim, para lidar emocionalmente com isso, para quem está passando por esse processo? Não, às vezes, é só do lipedema. Claro que eu acho que quem está aqui e veio pesquisar esse episódio, esse podcast, pode ser que tenha alguém na família, pode ser que a pessoa tenha o lipedema, ou, às vezes, é outro diagnóstico, que as pessoas te acompanham também e querem saber como lidar com isso. Porque a gente fala muito, e quem, às vezes, está passando por algum problema é o que a gente diz.

Claro, por trás, você que é especialista nesse assunto sabe que tem algo que explica o comportamento daquela mulher, daquela pessoa de estar passando por algum problema e acabar virando essa bola de neve que as pessoas falam, né? Mas como que foi para você uma estratégia de contornar tudo isso, de passar por essa situação, conseguir chegar hoje nisso que você falou, que olha no espelho e se acha linda? Porque, às vezes, a pessoa se vê, ela tem essa vontade, essa é a pergunta, né? A pessoa tem a vontade e fica no escuro, não sabe qual caminho seguir. Se sente perdida, né? Como que pode ser um caminho para melhorar isso? O primeiro caminho é o amato. Ou, senão, a mata é alguém que te ajuda Precisa ter a parte médica.

Precisa ter a parte médica. Então, assim, é bem ajudada, bem provida de médicos, tem o caminho emocional. E aí, meu bem, é um caminho, porque uma coisa é eu sei o que eu tenho que fazer, outra coisa é eu fazer.

As pessoas param, ai, nossa, tem que mudar, tem que parar de comer meu pão, tem que parar de comer meu leite, o meu cafezinho é minha mãe mesmo, ela tem epidema. E eu falo pra ela, mas você tem epidema? Ah, eu tenho epidema, será? Aí ela fica assim, tentando fingir que não vê. E aí ela fala, mas eu preciso tanto, minha filha, parar de tomar o meu cafezinho com leite, eu preciso tanto parar de comer pão, eu sinto que realmente me faz mal.

E aí eu falo pra ela, mãe, tem que parar. Só que o lance é, existem dois caminhos, o caminho da inconsciência e o caminho da consciência. O caminho da consciência não é fácil, é que nem eu estava vendo hoje uma pregação do pastor André Fernandes, e ele estava falando sobre, Deus coloca a luz na sua vida, sobre as coisas, só que a luz é silenciosa, ela não vai gritar pra você, no sentido de quê? Se eu ligo o interruptor, você vai ver a mesa, você vai ver a TV, você vai ver alguma coisa no chão e você vai desviar.

Só que nenhuma dessas coisas vai gritar, vai falar, olha eu aqui mesa, olha eu aqui TV, olha eu aqui, desvia de mim. Não, mas a clareza, a luz te dá discernimento e você escolhe o que fazer, não é? Mesma coisa. Quando você tem diagnóstico, você tem duas opções, ou você finge que você não vê o problema e fica, que é o que a maioria das pessoas faz, que é uma fidelidade invisível, uma fidelidade que ela é sistêmica, que ela é leal ao bando, já vou explicar sobre isso, que são as pessoas que elas estão juntas aos seus familiares na dificuldade, na doença, na infelicidade.

E aí tem o outro caminho, que é o caminho do pagar o preço pra ter a vida que eu quero viver. Porque pagar o preço, ele é físico, eu tenho que me levantar a mão na minha cadeira e fazer o exercício, e comer certo, e ir na academia, e ir no doutor amado, e seguir o que ele fala, e manipular. Tem o preço emocional de colocar o medo embaixo do braço e ir, colocar a insegurança debaixo do braço e ir, de lidar e abraçar essa criança que se sente mal, que se sente feca, que tem que passar pelo processo de se olhar no espelho e não gostar do que vê até começar a gostar do que vê, que muitas vezes foi o que eu passei, eu olhava no espelho no começo do tratamento e falava, calma, vai chegar lá, calma, vai chegar lá, e foram muitos dias, foram sei lá quantos dias, então assim, dezenas de dias olhando e falando, vai dar certo, vai dar certo, vai dar certo, vai dar certo.

E tem o preço financeiro, eu tô disposta a pagar pela mudança, então percebe que você tem uma jornada a percorrer, que a pessoa tem uma jornada a percorrer, e às vezes as pessoas querem ficar na reclamação, porque quando eu tô na, olha, isso é bem legal, quando eu tô na reclamação, eu tenho motivos para odiar o meu corpo, eu tenho motivos para me odiar, e muitas vezes mulheres vítimas de abuso, vítimas de olhares ruins dos homens, vítimas de homens que machucaram elas de alguma forma, elas se odeiam, ou elas viram a mãe sofrendo, elas têm muita raiva, e aí tem uma fidelidade, que foi o que eu falei, a dor, se eu sair da dor, eu vou ser feliz? Eu ser feliz? Sendo que todas as mulheres da minha família não deram conta de ser feliz? Ou se a minha mãe teve esse destino? Ou se eu mesma fui abusada? No caso, eu fui abusada, até falei pro doutor sobre isso, que foi muito interessante até o diagnóstico, porque pra mim, o lipedema veio pra me proteger de uma maneira geral, porque na psicossomática, a gente acredita que a doença, ela vem como uma amostra, como um alerta do que tá mal em você, e ter um acúmulo muito grande de gordura no quadril, é como se eu quisesse me proteger, me esconder. Tem essa questão emocional, que o lipedema tá associado, tem gente que acredita, tem gente que não, eu acredito muito. E aí, então, quando eu decidi curar o lipedema, me ver bonita, é uma escolha difícil, sabia? Porque, ah, então eu vou deixar de odiar meu corpo, então eu vou deixar de sentir nojo de mim, porque a pessoa que é abusada, ela sente nojo dela mesma, ela sente raiva dela mesma, ela sente culpa, ela não quer se ver, ela tem muitas questões emocionais atreladas.

Então, tá bom, então eu vou me amar, então eu vou ser atraente, então eu vou chamar a atenção dos homens? Não quero. Então você percebe que é muito mais profunda você decidir olhar pra isso e falar, não, eu tô disposta a ser luz. E nem todo mundo tá disposto a ser luz, porque o preço disso é desagradar familiares, é desagradar a mãe, porque aí eu tô me amando, eu tô me cuidando, e a mãe não tá.

Por exemplo, eu tava hoje em sessão com uma cliente, e ela dizia assim, quando eu tô mais linda, é onde a minha mãe mais me critica. Ela fala que, ah, mas eu não gostei dessa blusa que você colocou, mas eu não gostei desse cabelo cacheado que você tá, esse cabelo cachado seu é feio, eu prefiro liso. Ah, mas eu não gostei do seu emprego.

Então, é onde a mãe mais põe o foco nela, porque a mãe tá doente, tá mal. E aí, quando essa filha tá bem, tá bonita, ela chama a atenção da mãe negativamente, então ela não quer. Então, muitas vezes, quando uma pessoa fica bem na família, os outros começam a reclamar.

Então, eu lembro quando eu comecei a fazer dinheiro, que meus pais falavam, ah, tá se achando, ah, é fútil, ah, é uma patricinha, quer ser patricinha, quer ser rica, porque a gente tá todo mundo aqui pobre. Então, você precisa bancar ser diferente, entender que eles estão vivendo, que eles dão conta de viver. E esse processo, falando, é simples, mas na prática, precisa de ajuda terapêutica.

Por isso que eu defendo tanto a terapia. Porque, pra mim, cura, transforma, liberta. Com certeza.

Não, é só de falar sobre isso, já dá uma luz. Assim, eu que tô fazendo a pergunta, inclusive, é alguém que não é especialista na área nem médica, nem na área de terapia, na área da psicologia. Então, é muito interessante escutar isso.

Eu imagino que uma outra dúvida, que é a minha dúvida, e pode ser a dúvida de tantas pessoas, é quando você fala, por exemplo, de vários pilares, que a pessoa vai bancar emocionalmente, vai bancar financeiramente, vai bancar de várias formas. Isso tudo tem que caminhar junto? Ou você acredita que cada coisa tem que acontecer de uma forma independente, passo por passo? Porque, às vezes, pra explicar melhor qual que é a dúvida, às vezes o doutor Alexandre vira pra alguém e fala, você precisa parar de comer pão, tomar café, igual você falou da sua mãe. E aí são muitas coisas que estão na sua rotina e que, de repente, vai ter que mudar tudo.

Vai ter que começar a fazer exercício que não fazia, vai ter que tirar um monte de alimentação que não gosta de tirar, que não está acostumada a viver sem. Você acha que tudo isso precisa acontecer junto? Porque eu acho que isso é muito mais difícil. Isso que eu quero dizer.

Isso é muito mais difícil das pessoas mudarem de uma forma drástica, de tantas formas. Ou tem que ser passo por passo? Primeiro eu vou começar o exercício, depois eu vou mudar a alimentação, depois eu vou pensar nessa questão familiar, vou pensar na questão emocional. Pra você, como que funciona melhor? Legal.

Então, assim, eu, Larissa, não sou muita referência nesse aspecto, porque, como eu falei, eu tenho anos me curando. Agora, como é que uma pessoa normal poderia fazer? Uma pessoa que não passou por um processo terapêutico como eu já passei. Ela tem que arranjar um terapeuta pra chamar de seu e ela tem que achar ajuda profissional médica.

Beleza. Quando ela está moída das duas coisas, ela consegue caminhar aos poucos, no seu ritmo, no seu passo. Então, se eu estou num processo terapêutico, como, por exemplo, com as minhas Versalhes, que é a minha mentoria de formação de terapeutas de relacionamentos, nós temos 10 sessões de método, 10 sessões de desabafo, são 20 sessões na primeira etapa do processo.

E nessas sessões nós vamos caminhando entre a relação com a mãe, a relação com o pai, a relação com a ancestralidade, as vozes da cabeça, como ser uma mulher mais segura, como ser uma mulher mais feminina, como me comunicar melhor com as pessoas ao meu redor, colocar os meus limites, como me comunicar melhor com o meu marido, com o meu namorado, como ser uma mulher mais próspera. Então, a gente vai levando essa mulher. Por isso que é muito legal você ter um acompanhamento de alguém que entende do que está falando, enquanto você faz o acompanhamento médico, porque ela vai te dando toda essa base de apoio emocional, e vai te auxiliando a ir um pouco ao seu tempo.

Então, às vezes, no meu caso, eu fiz muitas coisas ao mesmo tempo, porém, eu também fiz algumas outras de cada vez. Como? Na alimentação. Na atividade física eu fiz tudo junto, natação, academia, drenagem.

E virou a chave ali e foi. Tudo, fui. Agora, na alimentação, que é o meu gargalo, o meu calcanhar de aquiles, sempre foi.

É onde eu... Porque... E aí, talvez alguém que esteja ouvindo se identifique. Uma pessoa com uma infância muito difícil, ela vê o açúcar, ela vê o doce, ela vê a comida como o prazer da vida. Então, numa vida difícil, a comida vira o seu aliado, o seu amigo.

E foi o que aconteceu comigo. Então, a minha comida, só de pensar em ficar sem o meu doce, era tipo assim, como assim? Como assim? E não vai ter... O vida não vai ter graça. Eu tinha certeza disso.

Eu falava pro meu marido até amor, mas a sensação é de que a vida não vai ter graça. Por que continuar vivendo? Então, foi o que a criança sentiu. Para dar conta desse ambiente, para dar conta dessa vida difícil, dessa família, eu vou usar a comida como estratégia.

Então, como eu comecei nesse aspecto? Eu tirei, primeiro, os alimentos inflamatórios, mas duas vezes na semana eu comia o que eu queria. Então, eu ficava cinco dias na semana e sabia que no final de semana eu iria comer as alimentações que eu queria. Aí, depois o amado falou, Larissa, eu acho que as suas refeições off estão te prejudicando.

Eu falei, tá bom. Então, eu vou tirar minhas refeições off. Aí, eu continuei comendo algumas coisas que eram confortáveis para mim, no sentido do pão sem glúten, sim.

Só que ainda comia o pão, que é bastante carboidrato, que é bastante calórico. Ainda comia o meu chocolate sem lactose, mas o chocolate ainda é calórico, ainda é bastante coisa. Comia o cuscuz.

Enfim, comia várias coisas. Aí, ele falou, vamos fazer o seu teste de intolerância alimentar e vários exames para ver se você tem intolerância ao glúten e à lactose mesmo e quais alimentos? Eu falei, vamos. Aí, a gente fez e eu vi que eu tinha intolerância à clara do ovo, aveia, milho, leite, coca-cola.

Ele falou, vamos tirar esses alimentos? Tá bom, vamos tirar. Mas eu já estava num processo, percebe? Eu comecei e conforme você vai andando, o que o corpo faz? Ele cria, o cérebro cria novas sinapses neurais. Então, você que só tinha um caminho que era tô triste, como? Me sinto mal, como? Tem alguma coisa legal, eu como.

Tem alguma coisa mal, eu como. Tudo eu como? É a desculpa do bêbado, né? É a sinapse. E o corpo quer o quê? O cérebro quer economizar energia, então eu vou fazer rapidamente aquilo que eu tô acostumada.

Quando você vai criar um novo hábito, é ruim, é chato, você precisa de 90 dias para estabelecer um hábito, mas quando você estabelece, pronto, a sinapse foi feita, você faz de boa. Então, por isso que conforme eu fui tirando e fui melhorando, eu fui criando mais estrutura emocional para fazer o resto. E aí eu comecei a tirar, então, o glúten, aí a lactose, aí os alimentos que o doutor falou, e aí, por último, eu tirei o açúcar.

Mas porque eu queria ver como é que eu ficava sem. E foi a cereja do bolo. Ficar sem açúcar.

É isso que eu... Nossa, a gente estava comentando disso recentemente, inclusive aqui com o doutor Alexandre, com os outros médicos também da clínica. E o açúcar, muita gente fala assim, nossa, não consigo, eu fico tremendo sem açúcar. Dá aquele negócio... Depois do almoço, eu preciso do chocolate, eu preciso de algo ali que dá esse conforto que você falou.

Às vezes também a rotina, a pessoa já acha que aquilo já não tem mais como mudar. Eu já vi muita gente também falando que, inclusive que veio aqui, falando assim, ah, não, é porque o chocolate, se eu tiro, é isso que você falou, a vida não faz sentido. Nossa, eu não consigo fazer dieta.

E não é nem uma questão de dieta, é o estilo de vida. E a virada também é você ter como estilo de vida e não como se fosse algo que aquilo vai ficar te massacrando, que aquilo vai ser uma coisa ruim. Mas você não entende isso, a princípio você não entende.

Então foi exatamente o que eu vivi. Eu falava, não, eu não entendo isso, como isso. Só que você vai caminhando e vai criando estrutura emocional, caminhando e vai criando estrutura emocional, caminhando, até que quando eu tirei o açúcar e eu tinha certeza que eu não ia dar conta de ficar sem minha paçoca depois do almoço, eu fiquei de boa, fiquei tranquila, porque eu já tinha estrutura, eu já tinha aprendido, eu já tinha, e outra coisa também, as bactérias do meu intestino, elas já tinham mudado.

Então elas não eram mais loucas por carboidratos refinados, você entendeu? Então, o que que acontece? O estômago ele manda o sinal, o meu intestino ele manda o sinal, tem algo de errado acontecendo, as bactérias não tem o alimento delas pra funcionar, que é o açúcar, que é o carboidrato refinado, que é tudo aquilo que vocês geralmente comem. Quando você vai mudando a sua flora intestinal, o que que acontece? Você cria novas bactérias que se alimentam de coisas saudáveis, que precisam de coisas saudáveis, então elas, é uma coisa que vai indo junto, entende? Então quando eu tirei o açúcar, eu já tava com uma flora intestinal melhor, eu já tava com outras bactérias boas, que não precisavam mais de tanto açúcar, então eu não sofri tanto, porque as pessoas ficam com dor de cabeça, mal-humorado, quer matar um, porque as bactérias querem matar um, elas querem comer, entende? Por isso que é um processo. E é uma, pra tirar essa dúvida, é um processo que vai ser difícil, isso é uma coisa que as pessoas, não adianta a forma que vai fazer, vai ser difícil.

Só que, quando você é uma adulta funcional, e a maioria das pessoas é uma criança, uma criança brincando de ser adulto, quando eu sou um adulto funcional, eu dou conta do recado. Quando eu sou uma criança brincando de ser adulto, eu não dou conta de desconforto. Eu não dou conta de desconforto, porque o desconforto, ele significa voltar pra infância no que eu não gostava.

Então tudo que eu criei na minha vida de conforto, ficar vendo Tik Tok, ficar vendo séries, ficar às vezes brigando com as pessoas ao meu redor, me faz sair de dentro, pra ir pra fora, porque dentro é muito barulho. Ah, eu tenho muita ansiedade, eu tenho depressão, eu tenho muita angústia, eu tenho muita coisa. Então, eu crio um monte de distrações pra não olhar pra dentro, porque eu sou muito criança, não lidei bem com as questões que aconteceram na minha infância, não cresci.

E aí, quando você aprende a crescer, e a terapia faz isso com você, você consegue, você dá conta, você tem mais estrutura emocional. Então, é incomoda, mas passa. E depois fica prazeroso.

Eu amo a minha vida agora, eu juro pra você, eu amo a minha vida. Eu amo comer direitinho, eu como prato de legumes, feliz da vida. E eu juro pra você que eu ouvia as blogueiras falando isso, sabe aquelas blogueiras fitness? Aí te davam, ah! Eu ficava assim, ah, pelo amor de Deus, quem gosta dessa salada que é, sabe? Dá vontade de mandar uma merda, mas hoje... Com certeza que ela sai, termina de gravar o vídeo e pega o prato.

Não! Come batata frita. Mas é louco, porque eu acredito muito que a questão das bactérias do indigena, elas gostam daquilo, então eu gosto daquilo. Eu amo meu prato de legumes agora, amo meu prato saudável, e óbvio que eu amo doce, amo coisas, mas ficou muito fácil, daí ficou prazeroso.

Porque eu criei a nova identidade em mim. Entendeu? Com certeza. E essa parte do apoio emocional, né? Você acha que a pessoa, com especialistas que você falou aqui, isso não tem como deixar de lado, né? Tanto a parte médica, quando ela envolve uma doença, um diagnóstico, uma parte psicológica, né? Da terapia.

Mas quando a pessoa não tem esse suporte em casa, você já falou que isso é muito mais difícil, né? Claro. Você não tem, às vezes, problemas familiares, isso também, eu acho que as pessoas sentem na pele, né? Pra quem tá acompanhando. Mas é possível passar por isso, a pessoa se fortalecendo emocionalmente, sem ter qualquer base familiar, né? Totalmente! Totalmente, até porque a sua família, quando você cresce, ela deixa de ser o seu núcleo familiar.

Essa é a sua família de origem. Seu núcleo familiar é o seu marido, é o seu filho, são a família que você cria quando você cresce. A família de origem, papai, mamãe, titio, irmão, eles, eu amo eles, mas o quanto é benéfico, saudável pra mim conviver.

Entende? Então a gente precisa, como adulto, colocar os limites que a criança não deu conta de pôr. Então, por exemplo, tem uma mãe que ela é agressiva, ou narcisista, ou brava, ou estressada, ou crítica. Quais são os limites pra eu conviver com essa mãe? Tem paciente, tem cliente que eu recomendo não conviver com mãe.

Porque a mãe, ela machuca, a mãe não tá bem, a mãe tá doente. Então, para que a paciente fique bem, a cliente tenha uma vida feliz, ela precisa deixar a doença com a mãe. Dizer, mãe, eu te amo, mas isso é muito pra mim.

Entende? E aí, às vezes a mãe dá conta de respeitar e voltar, e às vezes a mãe não dá conta e você precisa deixar com a mãe o que é da mãe. Tem mãe que fala que vai se suicidar pro filho, o tempo todo. Eu vou morrer se você não fizer isso, eu vou morrer, eu vou me matar.

Então tem muita mãe disfuncional. Em prol de você viver bem, sua adulta precisa colocar limites, porque esse comportamento é abusivo. E a criança, ela teve que engolir o abuso.

A adulta não precisa mais. Então, como adulto, se você quiser aprender a colocar os limites nas pessoas, vai ficar muito mais fácil. Agora, se na sua casa, seu marido, seus filhos não te apoiam, você vai precisar fazer isso por você, porque ninguém vai te tirar do buraco.

Ninguém vai te salvar. Ninguém. Você vai precisar se salvar.

Mas com a ajuda terapêutica e reforço, fica tudo mais fácil, porque você vai lá na terapia, não se acredita, falou tal, esqueceu. Calma, deixa eu te ajudar, deixa eu pôr ordem na casa. O terapeuta, na questão da luz também, ele liga o interruptor e ele mostra.

Olha, olha o que tá acontecendo aqui. Isso aqui que tá acontecendo. Você pode fazer isso, você pode fazer aquilo, entende? Então, por isso que a ajuda psicológica é tão importante.

Com certeza. E a sua abordagem terapêutica costuma ser diferente no sentido de quando envolve um diagnóstico, uma doença como o lipedema, você acabou ficando uma certa forma referência, né, para as mulheres que passam por esse tipo de problema. E é diferente pra quem tem algo diagnosticado, uma doença de fato, e pra quem quer fazer uma mudança no estilo de vida, por exemplo.

Não, porque, no fim, a base dos nossos problemas como seres humanos e como mulheres é a nossa autoestima, é a nossa relação com o papai e com a mamãe. E aí, o papai e a mamãe tá conectado a um sistema familiar que te influencia e você não percebe. Então, a minha abordagem é sistêmica.

Então, tudo que você vive tá conectado com seus ancestrais e seus familiares, vocês têm uma corda que envolve todos vocês aos destinos, um laço, e existe um indivíduo. Então, existe o sistema como ele te influencia, seu sistema familiar, e existe um indivíduo que viveu na família, que é você, sua mãe, seu pai. Então, todas as pessoas, elas precisam olhar pra esse núcleo individual e o núcleo sistêmico.

Então, eu não seguiria outro caminho, eu faria a mesma coisa, algo que a gente tá falando de depressão, nem ansiedade, nem outras patologias da mente. Já estamos falando de um diagnóstico de LPD, onde a pessoa precisa curar o emocional pra conseguir fazer o tratamento. É diferente.

Então, nesse aspecto, eu seguiria da mesma forma. Cura papai, cura mamãe, cura o sistema, você vai ver sua vida mudar. É muito legal, e tenho certeza.

Já me deu vontade de falar com você aqui na hora que acabar a gravação, pra gente já falar, já saber um pouquinho mais sobre isso. E, normalmente, as mulheres que têm, que passam esse tipo de sofrimento, elas buscam pessoas que estão passando também pelo mesmo problema. Totalmente.

Até, questão de grupo de apoio, né? De mulheres que sofrem com Lipendema. Sim. Até porque, quando você vê que outras, exemplo, quando aparece pra mim no TikTok uma mulher mostrando as pernas e falando, ó gente, é isso aqui o Lipendema, é muito ruim.

Eu olho pra ela e penso, eu te entendo, é ruim mesmo. Sabe? É bom ter alguém que passa pelo mesmo que você e fala, é ruim. E você pensa, é ruim mesmo, e tamo junto, porque às vezes você tá sozinho nisso, você nem fala pra ninguém que você tem, você guarda, você esconde.

Ninguém sabe. A associação nunca mostra as pernas, então ninguém sabe. E acaba virando uma bola de neve no sentido também de, que você citou agora há pouco, de ansiedade e depressão, né? Você não consegue ver um caminho ali, uma luz no fim do túnel pra sair daquela... Ou com Lipedema ou sem Lipedema, né? Pra quem tá nesse sofrimento, às vezes tenta só mudar o estilo de vida e não consegue, e acaba gerando, justamente, essa questão de virar um problema mais grave, né? Que leva a pessoa, às vezes, a tomar um remédio, um medicamento controlado, enfim, que aí já vira algo muito maior na vida daquela pessoa, né? Uma dependência, às vezes, de um remédio.

Sim, e as pessoas, elas não percebem que às vezes, doenças da mente estão conectadas ao que você come. Então, o próprio doutor falou pra mim, se eu não tratasse meu Lipedema, eu tinha uma tendência a ficar depressiva. Observando ali os meus exames, por conta de falta de tal, vitaminas, ele só, ele sabe.

Eu tinha uma tendência a ficar depressiva. Ele falou, não aconteceu agora, mas poderia acontecer, por conta da inflamação. Então, tem pessoas que vivem problemas da mente e não sabem porque estão se alimentando mal, estão se inflamando.

Então, também tem muito esse mito, né? De que, ah, se eu comer... Mulheres com Lipedema não adianta comer direito. Eu posso fazer dieta, posso fazer treino, não adianta. Não é verdade.

Você só não sabe o que você não pode comer. Porque tem coisas, óbvio que o doutor vai falar melhor que eu, mas assim, tem coisas que você não pode comer, que você não imagina, que você não pode comer. Tipo, eu nunca imaginava que eu não poderia comer vinho, pipoca, me empanto o rabo de pipoca.

Então, não tem a ver com a dieta. Tem a ver com o alimento que você está comendo, que você não faz ideia que está te inflamando. Por isso que a consciência traz a cura.

Uma frase que eu falo muito. Porque quando você tem consciência, você pode tirar aquilo que te faz mal. Então, não tem a ver.

Ah, eu sempre fiz dieta, nada mudou. Mas você não tirou o alimento que precisava tirar, sabe? E aí está também a conclusão, a mensagem mesmo de caminhar junto, né? De fazer, realmente, você começou o episódio falando disso, que não adianta ter que procurar. A gente deu o exemplo do doutor Alexandre, né? Na questão do diagnóstico do Lipedema, mas eu acho que com certeza essa mensagem, esse episódio acabou virando de uma forma geral, né? Porque não adianta você ter muito forte essa questão, às vezes, ah, eu estou decidida a mudar também, mas aí não sabem o que faz mal, né? Não tem essa consciência, a palavra que você usou do que realmente precisa tirar.

Então, está indo para o caminho errado. Está se esforçando muito, mas está se esforçando para o lado errado. Então, é justamente aí que precisa caminhar junto, né? Eu vou, aqui nos últimos minutinhos desse nosso episódio, que já tem um próximo, que eu falei no início, que a gente vai aproveitar para gravar.

Eu sei que seu tempo está apertado, mas eu tenho algumas dúvidas e está sendo um papo muito legal, vai ser interessante. Então, a gente costuma fazer no final do episódio, mitos e verdades, algo que está sendo muito pesquisado no Trend Topics, ali no Google, né? Que as pessoas pesquisam sobre determinado assunto. Então, eu separei alguns.

Eu vou tirar alguns que a gente já acabou citando, para poder ir um pouquinho mais rápido, que eu sei que o tempo está apertado, mas são perguntas interessantes que as pessoas vão, quem tem lipedema, né? Ou quer tirar alguma dúvida sobre a doença, pesquisa lá no Google. Então, ele separa o que está sendo mais buscado. Sentir tristeza ou frustração após o diagnóstico é sinal de fraqueza? É, então... Claro que não, mito, né? As pessoas têm essa ideia de que se eu me sentir mal por algo que aconteceu comigo... A verdade é que as pessoas têm muito isso, ó, está certo ou está errado? Eu estou vivendo a minha vida, é certo ou errado? Certo ou errado? Certo ou errado? Como se você pudesse me dizer como eu estou vivendo a minha vida, é certo ou errado? Porque os pais, provavelmente os pais dessa pessoa, como terapeuta já vou longe, né? Os pais dessa pessoa eram muito críticos, porque para ela perguntar é certo ou errado eu me sentir da forma que eu me sinto, você percebe? Que é um aval, né? Como ela está se negando dizendo é certo eu me sentir mal, é certo eu me sentir frustrada, como se eu não pudesse sentir.

Então, você me ajuda? Ah, eu estou certo ou errado? Então, a pessoa insegura. Uma pessoa madura, adulta, ela é capaz de acolher tudo o que ela sente, independente do porquê. Você percebe? Sim.

Porque os meus sentimentos são válidos, de ponto. Sim, com certeza. Então, o próximo.

A psicoterapia pode ajudar no controle da compulsão alimentar relacionada ao sofrimento emocional do lipedema? Totalmente, até porque compulsão alimentar, ela é fruto, na visão sistêmica, a gente acredita que tem muito a ver com a mãe, porque o alimento veio pela mãe. Então, a mãe é o leite materno na vida. Todo o meu alimento, toda a minha vida, quando eu nasci, veio da mãe.

Se esse fluxo entre eu e a minha mãe não pôde fluir livremente, por que a minha mãe não pôde me alimentar? Porque minha mãe me abandonou, porque minha mãe teve um quarto difícil, porque eu me senti rejeitada, porque qualquer coisa aconteceu, eu vou acabar descontando na comida futuramente. Isso, assim, geralmente. Então, você vê muitas pessoas com muita crise de compulsão alimentar que tem problemas com a mãe.

E ela come para comer a vida, digamos assim, para se sentir bem, para nutrir um buraco que ela tem, vazio existencial. Toda pessoa que não tem um vínculo com a mãe como poderia, não se sente plenamente em vida. Sente mal, sente insegura.

Então, ela vai comer, vai comer, vai comer. Por isso que, num processo terapêutico bem feito, você vai olhar para a relação com a mãe, você vai curar essa relação com a mãe, você vai acolher isso tudo que aconteceu, e aí você não precisa mais comer para ser feliz. A comida não vira mais um gatilho emocional.

Entende? Nossa, e isso envolve tanta coisa, né? Já começa, já ficaria três horas aqui falando com vocês disso. O lipedema pode afetar a vida sexual e os relacionamentos? Claro, porque a mulher que se sente mal não quer fazer sexo, né? Eu mesma não queria fazer com a luz acesa, não. De jeito nenhum.

Era a luz apagada no ângulo certo, da forma certa, porque ficava demonstrando, era muita inflamação. Eu tinha muita inflamação. Então, dependendo da luz, era horrível.

E aí, hoje, não tenho isso. Pode ser apagada, pode ser acesa, pode ser em qualquer lugar. Então, a autoestima, quando a mulher cura e trata, não cura porque não tem cura o lipedema.

Mas quando ela trata o lipedema para ele ficar, inclusive eu posso mandar fotos para vocês, o doutor tem, né? Sim, a gente vai pedir para colocar. Mas melhoram muito mais. Depois eu mando novas para ele.

Porque, acho que a gente se viu. E a mulher, ela fica, melhora muito. Então, você se sente melhor na hora dos cegos com o seu parceiro.

Tudo melhora, né? Sim, e aí o relacionamento também melhora com a pessoa estar se sentindo, né? Felicidade, ele está bem no relacionamento. Então, é justamente todo, né? Uma cadeia. Agora eu quero terminar com esse, que eu acho que a gente vai acabar com chave de ouro.

A psicologia ajuda a mulher a se reconhecer além do corpo e do diagnóstico? Se reconhecer além do corpo? Como assim? A psicologia ajuda a mulher a se reconhecer além do corpo e do diagnóstico? Como pessoa, né? Imagino que é a dúvida, né? Como que a psicologia pode trazer, quando a pessoa está no diagnóstico, que aquilo não é a única coisa que está acontecendo, né? O que está por trás, igual você falou, que envolve toda a questão do relacionamento, né? É que eu acredito que tudo, a minha filosofia de vida, a minha forma de ver a vida, tudo tem uma razão e um motivo. Então, se isso está acontecendo comigo, o que eu posso tirar de melhor disso? Tanto que eu trouxe para a minha rede social, para as minhas alunas, seguidoras, porque eu quero tirar o melhor disso. Então, como que eu posso inspirar a minha comunidade, as minhas amigas, as pessoas ao meu redor? Como que eu posso usar dessa situação da maior forma possível? Então, isso não me define exatamente, mas faz parte de mim.

E quando eu paro de brigar com o diagnóstico, eu entendo que Deus me deu essa doença por algum motivo. Se você acredita em Deus e acredita que tudo o que ele faz é certo, perfeito, agradável, tem um motivo. Então, se tem um motivo, eu aceito e tiro o melhor dessa circunstância.

Então, acredito que a saúde mental, a psicologia, todas as abordagens, elas podem ajudar você a olhar para você como protagonista, em vez de vítima. Sim, com certeza. Lari, muito obrigada pelo papo, foi muito legal.

Eu tenho certeza que também acrescentou muito na vida de quem está acompanhando, quem chegou até aqui, afinal, eu vou pedir para você passar suas redes sociais, como você prefere ser encontrada, para quem ficou com alguma dúvida ou quer alguma indicação de como seguir nesse caminho da terapia, alguma indicação, eu vi que você posta bastante coisa sobre até caminhos que as pessoas podem, pelas redes sociais mesmo, ter uma luz em relação a esse tema. Então, onde que as pessoas podem te achar para, se ficou alguma dúvida, eu vou pedir para comentar aqui também, mas para mandar direto para você. Você pode me achar pelo meu Instagram, arroba larissatopper, no Instagram eu posto muito conteúdo, mas no YouTube eu dou uma aprofundada, então lá também tem meu podcast Mulheres Curadas Curam, vídeos mais profundos, e nas minhas redes sociais tem os links que você pode entrar em acesso para você ter um atendimento terapêutico, se você tem interesse em formar como terapeuta sistêmica, especialista em relacionamentos, se você quer se curar, então tem tudo lá nas minhas redes sociais.

Tá bom, tá ótimo, então, muito obrigada mais uma vez pela sua participação. Então, Lari Topper, especialista em saúde mental feminina, tudo isso que a gente está falando que envolve lipedema, a gente vai conversar um pouquinho mais sobre esse universo feminino no próximo episódio, que eu prometi para vocês que vai ter, então já estou dando um spoiler, então no próximo episódio a Lari volta aqui para conversar com a gente, como eu falei, não deixe de comentar se ficou alguma dúvida sobre esse assunto para a gente trazer vários especialistas sobre esse tema que a gente falou do lipedema, da saúde mental feminina, mas também para a Lari voltar aqui novamente com a gente, para que ela possa tirar mais dúvidas de vocês, e podem encaminhar também nas redes sociais que a gente está deixando aqui no comentário do vídeo e também na legenda aqui para vocês, tá bom? Muito obrigada, não deixe de curtir, comentar e compartilhar e também se inscrever no canal, que é muito importante para que a gente continue trazendo especialistas em tudo que envolve qualidade de vida. Até a próxima, tchau!

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