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Ácido Hialurônico, PMMA e Silicone: Quais os Perigos? Visão do Radiologista | AmatoCast Ep. 65

AmatoCast, episódio 65

Ácido Hialurônico, PMMA e Silicone: Quais os Perigos? Visão do Radiologista

58 min

Com Letícia Miyamoto e Dr. Flávio Cônsolo

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Neste episódio

O Dr. Flávio Cônsolo, radiologista especialista em músculo esquelético, explica o trabalho do radiologista e o que são procedimentos minimamente invasivos, feitos geralmente com agulhas, para diagnóstico e tratamento, como biópsias guiadas. Ele conta que sua atuação com preenchimentos estéticos, como PMMA, ácido hialurônico e silicone, está principalmente na avaliação das complicações quando algo dá errado. O episódio também aborda mitos e verdades sobre exames com contraste.

Assista

Sobre o episódio

Descubra o fascinante mundo dos procedimentos minimamente invasivos e os perigos ocultos dos preenchedores estéticos no novo episódio do AmatoCast! Junte-se à jornalista Letícia Miyamoto e ao renomado médico radiologista Dr. Flávio Cônsolo em uma conversa reveladora sobre ácido hialurônico, PMMA e silicone. Este episódio imperdível desmistifica o papel dos radiologistas e a importância dos diagnósticos precisos na medicina moderna. Entenda como a ciência por trás de um simples exame pode salvar vidas e quais são os riscos de procedimentos estéticos mal realizados. Se você se preocupa com a saúde e busca informação confiável, este episódio é feito para você. Transforme sua visão sobre saúde e estética, aprenda a identificar mitos de verdades sobre exames com contraste e compreenda as reais implicações dos tratamentos. Não perca a chance de se atualizar e compartilhar esse conhecimento valioso com quem você ama. Aperte o play e revolucione seu entendimento sobre cuidados com a saúde!

Data de publicação:

12/02/2025

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No episódio mais recente do Amato Podcast, Letícia Miyamoto introduz o tema de procedimentos minimamente invasivos com o médico radiologista Dr. Flávio Cônsulo. Dr. Flávio esclarece mitos e realidades sobre a prática da radiologia, explicando a diferença entre o papel do radiologista e dos técnicos de radiologia. Ele também compartilha sua escolha pela especialidade, influenciada pelo interesse acadêmico e histórica familiar.

Os procedimentos minimamente invasivos discutidos incluem tanto aplicações estéticas como médicas. Na estética, o Dr. Flávio aborda materiais como PMMA, ácido hialurônico e toxina botulínica, destacando as complicações frequentes, como infecções ou a migração de substâncias como silicone industrial e PMMA, que podem resultar em abcessos complexos. Ele também detalha o papel do radiologista na orientação e localização de materiais injetados no corpo, utilizando métodos de imagem avançados.

Para os procedimentos médicos, Dr. Flávio explica biópsias e infiltrações guiadas por imagens, que oferecem alternativas menos invasivas a cirurgias tradicionais. Ele menciona biópsias realizadas no fígado e tireoide, que evitam procedimentos mais agressivos e trazem benefícios na recuperação do paciente.

Além disso, os métodos de diagnóstico por imagem como raio-X, tomografia e ressonância magnética são detalhados quanto aos seus usos e diferenças, particularmente no contexto de radiação e indicações clínicas. Ele também traz tranquilidade quanto ao uso de contrastes nesses exames, especialmente sublinhando a evolução dos contrastes iodados, que agora são muito mais seguros.

Este episódio é um recurso valioso para aqueles que desejam entender os avanços nos procedimentos minimamente invasivos, enfatizando a importância da escolha de profissionais qualificados para reduzir riscos associados a esses procedimentos.

– Letícia Miyamoto: Jornalista e Apresentadora  

A condução segura e clara da Letícia traz dinamismo e clareza ao episódio, promovendo uma discussão rica e bem direcionada sobre temas complexos. (Instagram: @aleticiamiyamoto)  

– Dr. Flávio Cônsolo: Médico Radiologista  

Dr. Flávio proporciona uma visão detalhada e acessível dos procedimentos minimamente invasivos e desmistifica muitos conceitos ao redor da radiologia, beneficiando leigos e profissionais. (Instagram: @flavioconsolo)

0:00:00 Introdução ao AmatoCast e Dr. Flávio Consulo

0:20:06 Desafios e Riscos dos Preenchimentos Estéticos

0:36:07 Entendendo a Tomografia: Sequências e Processos

0:36:15 Radiação Ionizante: Quanto é Seguro? Mitos e Realidades

0:39:49 Avaliando Riscos e Benefícios dos Exames Preventivos

0:40:22 Desmistificando o Uso de Contrastes em Exames Médicos

No episódio 65 do Amato Podcast, Letícia Miyamoto e o renomado médico radiologista Dr. Flávio Cônsolo exploram profundamente o mundo dos procedimentos minimamente invasivos, abordando tanto aspectos estéticos quanto médicos. No campo da estética, são discutidos materiais populares como ácido hialurônico, PMMA e silicone, com um alerta sobre os perigos potenciais relacionados a complicações como infecções e migrações de substâncias, que podem levar a abcessos complicados. Os avanços em radiologia são destacados, reforçando a importância de técnicas de imagem como raio-X, tomografia e ressonância magnética para garantir a segurança e eficácia desses procedimentos. Dr. Flávio também detalha biópsias e infiltrações guiadas por imagem, que oferecem alternativas seguras a cirurgias mais invasivas, beneficiando a recuperação do paciente. O podcast ressalta a importância de escolher profissionais qualificados, prometendo uma abordagem mais segura e eficaz, refletindo uma prática de medicina avançada e confiável. Este conteúdo é essencial para aqueles interessados em entender os riscos e benefícios associados a essas técnicas modernas, enfatizando a qualidade de vida e bem-estar.

No episódio 65 do AmatoCast, a radiologia é explorada em profundidade com o Dr. Flávio Cônsulo, que revela os perigos associados ao uso de ácido hialurônico, PMMA e silicone em procedimentos minimamente invasivos, comuns nas práticas de saúde e estética. O médico radiologista destaca o papel crítico dos profissionais qualificados e da tecnologia de imagem avançada na prevenção de complicações, como infecções e migração de substâncias, que podem causar abcessos complexos. A educação em saúde é fundamental para que pacientes entendam os riscos e benefícios dessas intervenções, ressaltando a importância do bem-estar e da promoção da saúde. Além disso, Dr. Flávio discute o impacto dos métodos de diagnóstico por imagem, como raio-X, tomografia e ressonância magnética, que se tornaram ferramentas essenciais no tratamento de doenças, com maior segurança no uso de contrastes. Ao abordar a área médica, ele evidencia o potencial dos procedimentos guiados por imagem, permitindo alternativas menos invasivas em biópsias e infiltrações. Este episódio não só educa, mas também tranquiliza aqueles que procuram compreender mais sobre saúde coletiva e estratégias de prevenção de doenças, consolidando a radiologia como uma área vital para o futuro da educação para saúde.

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Transcrição

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um Amatocast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais para falar primeiro sobre lipedema, a relação com a fisioterapia, um tema que vocês já tinham pedido aqui nos nossos comentários, que inclusive é muito importante para que a gente saiba o que vocês estão querendo que a gente traga aqui de tema mais discutido, enfim, tudo o que vocês têm interesse em saber.

E antes também trouxemos um especialista para falar sobre longevidade da mulher. Hoje, novamente, com um convidado especial, dessa vez, o médico radiologista Dr. Flávio Cônsolo, para falar sobre procedimentos minimamente invasivos. Antes de dar as boas-vindas aqui para o nosso especialista, eu vou apresentar o nosso convidado de hoje.

O Dr. Flávio Cônsolo é médico radiologista, especialista em músculo esquelético, formado pela Universidade de São Paulo, radiologista pela Santa Casa de São Paulo e também atua como coordenador de equipes médicas em grandes hospitais de São Paulo. Bem-vindo, doutor. Obrigado, obrigada, Letícia.

Como que você escolheu essa especialidade, inclusive, que as pessoas têm muitas dúvidas sobre o que, como que funciona o trabalho de um radiologista, né? Às vezes confunde, acha que radiologista não é médico de fato, mas é e muito, né? Como que foi essa escolha? Legal. Primeiro, eu venho de uma família de médicos, então todos em casa são médicos. Tanto meu pai e minha mãe, quanto os outros três irmãos.

Continuar lendo a transcrição

E foi um impulsionamento familiar. Então, como o assunto era só medicina, não tinha muita opção ali em casa. Mas a radiologia em si, durante a faculdade, eu fiz faculdade lá na USP em Ribeirão Preto, e eu fui fazer um estágio fora, eu fui fazer um estágio nos Estados Unidos, e parte do estágio era em radiologia e parte do estágio era em cirurgia.

E meu pai é cirurgião. Então, é lógico que a torcida dele era para que eu fosse cirurgião. E eu já desenvolvi algumas coisas dentro da cirurgia, da parte de pesquisa, dentro da faculdade.

Então, eu fiquei nesses dois estágios. Quando eu fui para fazer o estágio dentro da radiologia, foi que eu gostei bastante do assunto. Eu já tenho o perfil mais nerd, então assim, a radiologia encaixou muito bem com esse perfil.

E foi por isso que eu escolhi. Os pontos que mais me chamaram atenção dentro da prática, o aluno de medicina, no geral, tem pouco contato com a radiologia durante a formação. Então, os poucos contatos que eu tive, que me chamaram muita atenção, foram dois casos específicos, que foi uma reconstrução 3D de uma coluna, que era uma coluna que tinha uma lesão tuberculosa, então uma infecção de tuberculose que tinha ido até a coluna.

E aí você faz um buraco na coluna, e aí você reconstrói isso dentro do computador, e fica muito bonito, apesar de trágico, é bonito. Na visão médica. É, exato.

E a outra coisa foi quando a gente estava fazendo alguma aula, e aí eu vi a vascularização do rim no ultrassom. E aí foi que eu falei, nossa, isso daqui é muito legal. Mas é uma área muito específica, e a maioria do pessoal não chama muita atenção para a maioria dos médicos e para a maioria dos alunos de medicina durante o curso.

Então, foi essa razão que me fez levar para a radiologia. Eu acho que as pessoas têm muita dificuldade de entender o que o radiologista realmente faz, porque a gente acaba confundindo muito o radiologista com o técnico de radiologia. Então assim, para ficar bem claro, o radiologista é o médico que vai ler os exames de raio-x, de ressonância magnética, de tomografia, e no Brasil, ele vai fazer e ler o exame de ultrassom.

É dele a responsabilidade do laudo do exame. Agora, o técnico de radiologia, ele vai fazer realmente o exame. É ele que bate o raio-x, é ele que controla a máquina de tomografia, e é ele que controla a máquina de ressonância.

Então, se você vai em um laboratório, eventualmente você nem vai cruzar com o médico radiologista. O médico radiologista às vezes nem está ali, ou ele vai só ver aquele exame em um momento posterior. Então, o que ele vai fazer? O técnico vai lá, te posiciona, faz o raio-x, esse raio-x vai para o sistema, antigamente a gente imprimia tudo, lembra que tinha aqueles filmes de radiologia que a gente usava até para ver eclipse, essas coisas.

Isso, exatamente. Isso ainda tem, mas a gente não usa mais tanto. Então ele vai bater essa imagem, e depois isso vai para o sistema e a gente vai avaliar.

E é a gente que vai fazer essa avaliação e publicar o álbum, tá? Então, o técnico de radiologia tem essa função, existem algumas que são biomédicos, algumas pessoas são biomédicos que fazem essa mesma função do técnico de radiologia, e tem o médico radiologista. No Brasil, ultrassom é feito por médicos mesmo. Então, o médico radiologista faz, performa o ultrassom aqui dentro, entendeu? E sua atuação é em hospital, principalmente? A minha atuação é principalmente em hospital.

Eu já trabalhei em clínica, mas hoje é principalmente em hospital. Legal. E hoje, inclusive, é um assunto que as pessoas têm muitas dúvidas, né? Acham que procedimentos minimamente invasivos costumam relacionar a estética, né? O que a gente vai poder falar aqui de mais, nosso destaque, sem dar muitos spoilers ainda? Bom, eu acho que assim, a ideia é conversar um pouco sobre o que tem em voga, o que a gente tem tido mais na mídia, que é mais relacionado à estética mesmo, né? Que é infiltração por PMMA, ácido hielurônico, o que a gente faz depois disso, porque a minha parte não está muito na parte de realização do procedimento estético, mas sim na complicação dele, quando ele dá errado.

Então, a gente vai avaliar isso daí depois. E também entender o que é o procedimento minimamente invasivo do ponto de vista mais técnico, que são as utilidades do minimamente invasivo para diagnóstico e para tratamento. Acho que essa daí é a ideia da gente cobrir hoje.

Tá, fazer uma diferenciação ali pra ficar bem claro, né? Porque pra quem não é da área da medicina, pra quem não é médico, eu imagino que grande parte do nosso público, eu imagino não, tenho certeza, quem não é da área da medicina, até tem uns médicos que já comentaram aqui, legal, mas normalmente as dúvidas são leigas, as minhas dúvidas também são leigas, então vamos lá. Não, mas as explicações do Alexandre, as explicações do pessoal sempre são muito boas. Ah, é verdade, eles conseguem desenhar ali mentalmente.

Eu mesmo, quando passa algum ali, eu olho e falo, nossa, que sacada legal isso daí, foi bem desenhado pra que fique o mais claro possível. É verdade, a equipe aqui é super completa, né? É ótimo. Você chega também a atender de vez em quando? Eu atendo de vez em quando, o que eu faço de atendimento é mais dentro do traçom, e aqui na clínica eu faço as esterossalpingografias, que pode ser considerado um procedimento minimamente invasivo também, mas é basicamente um exame muito específico, que é um exame pra, normalmente, a paciente que não tá conseguindo engravidar, e ela quer saber como é que estão as tubas.

Então a gente injeta contraste dentro do útero, e esse contraste passa pra dentro do útero e sai pelas trompas. Se uma das trompas está obstruída ou as duas trompas estão obstruídas, essa paciente não vai conseguir ou vai ter maior dificuldade pra engravidar naturalmente. Ah, que legal.

É, então assim, tem foco específico, e aqui a gente faz com sedação, porque um dos maiores problemas é que injetar contraste dentro do útero dá uma cólica muito intensa. Então tem lugares que a gente faz sem sedação e lugares que a gente faz com sedação. Entendi, por isso que tem que ter a estrutura do hospital dia, que é o caso daqui, por exemplo.

Exatamente, exatamente. Faz dentro do centro cirúrgico. É outra estrutura completamente diferente da clínica.

Legal. Então antes da gente começar, de fato, aqui no nosso tema de hoje, eu só vou aproveitar e citar pra você que tá acompanhando, que agora o nosso Amatocast tem mais um patrocínio, que é da Sigvaris, que oferece meias de compressão pra todos os momentos da sua vida. A gente vai rodar um vídeo rapidinho pra vocês entenderem como funciona.

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Bom, então, doutora, a gente vai começar falando sobre os procedimentos minimamente invasivos ligados à estética, que é o que as pessoas mais costumam saber, encontrar informação na internet. Eu mesmo fazendo a busca aqui pro nosso episódio, quando eu coloquei esse tema, é o que encontra mais relacionado à estética e também é uma explicação mais geral do que é um procedimento minimamente invasivo, que não é feito corte de cirurgia, que não é feito ali, de fato, em centro cirúrgico. Como que funciona, doutor? Então, basicamente, o que a gente considera como procedimento minimamente invasivo são aqueles que você usa a menor invasão.

Então, assim, como o próprio nome diz, é a menor invasão possível. Então, na maioria das vezes, são agulhas que a gente usa. Então, entra nessas aplicações de subcutâneo, mas também entram nesses procedimentos minimamente invasivos procedimentos bem mais complexos e bem mais profundos, mas profundo no sentido de profundidade do corpo mesmo.

Então, eu quero tirar um pedacinho, fazer uma biópsia do fígado, por exemplo. Eu posso abrir, ir lá no centro cirúrgico, abrir, olhar e fazer um corte. E isso é muito invasivo.

Imagina, olha a quantidade de coisas que você precisa ter para chegar lá. E a gente está sempre indo para o lado minimamente invasivo para também tentar melhorar o resultado para o paciente, melhorar o risco do paciente. Então, às vezes, o paciente tem vários riscos, um paciente muito idoso, um paciente com risco cardiológico muito importante, que você não quer que ele passe por uma cirurgia grande.

Então, você vai lá, faz a biópsia e aí você tem o resultado e pode tratar de outras maneiras. Então, às vezes, você precisa guiar uma quimioterapia. Se você não tiver um pedaço daquele tumor para você poder testar no laboratório exatamente o que eu posso usar para matar aquele tumor, você não consegue guiar aquela quimioterapia.

Então, qual o caminho que você vai seguir? Você pode ir lá, fazer uma biópsia maior ou você pode fazer uma biópsia menor. Então, assim, no minimamente invasivo inclui muita coisa. Mas é basicamente infiltrações, coisas guiadas por agulha, entendeu? E a gente considera também em cirurgias minimamente invasivas hoje, aquelas que são só para uma cânula.

Então, você põe uma cânula, uma câmerazinha, vai e volta. Mas aí já não é tanto a minha área que é dentro da radiologia. Na radiologia, é muito mais agulha.

Eu preciso chegar com a agulha naquele lugar. E como é que você vai ver se a agulha está naquele lugar ou não? É aí que entra a radiologia. Então, você pode guiar esse procedimento minimamente invasivo pelo ultrassom, pela tomografia e menos utilizado pela ressonância.

E outro material que a gente usa bastante para fazer, outro método que a gente usa bastante para fazer os procedimentos é a puriscopia, que é aquele arco cirúrgico, que é um arco que a gente coloca em cima do paciente, que também é basicamente um raio-x, só que é um raio-x dinâmico. Você está vendo o tempo todo aonde que você está entrando com a agulha. Então, a ideia é essa.

Por que você precisa do radiologista? Porque o radiologista é que vai saber exatamente onde está o ponto guiado por aquele método de mágica. Entendeu? Essa é que é a ideia. Parece tão simples que as pessoas também começaram a querer fazer principalmente para a estética, né? A gente estava dizendo que parece uma coisa tão sem risco, né? Então, o que tem mais acontecido e que tem ficado muito em voga na mídia é a questão das infiltrações mais de subcutânea.

Então, acho que os três mais importantes materiais que a gente usa é o PNMA, que a gente tem muita coisa na mídia já de problemas com o PNMA, e aí se discute quem pode injetar e quem não pode injetar, se discute se pode ou não pode injetar no geral, e o Botox, que a gente usa basicamente... O que é o Botox? A toxina butulínica, né? Botox é o nome comercial. A toxina butulínica desativa a placa neuromuscular daquele músculo. Então, quando você injeta Botox naquele lugar, você desliga aquele músculo.

É basicamente isso. Pra que a gente usa isso? Pra um monte de coisa, não é só pra estética. Mas pra estética, você não quer deixar a marquinha XYZ lá que você quer, então você coloca o Botox ali, então você não vai enrugar aquele músculo facial, aquele músculo superficial, e aí você tenta ter o resultado estético através disso.

E a outra coisa que a gente usa muito como preenchedor, que enche um lugar, é o ácido hialurônico. Além disso, tem outros procedimentos estéticos, que você passa fios de alguns materiais dentro do subcutâneo, e que também tem chamado atenção e tem tido alguns problemas assim como os outros. Mas esses não são tão comuns quanto o ácido hialurônico e o PNMA, que eu acho que são os que estão chamando mais atenção.

Eu acho assim, do PNMA, o que a gente tem visto, a minha experiência, como eu te disse, é mais na consequência deles. Então, um dos maiores... Ah, e tem uma coisa que eu acho importante, que é o silicone industrial. Isso saiu um pouco de moda, mas teve uma época que tinha muita injeção de silicone industrial.

Então a gente pegava o silicone industrial, qual a diferença? O silicone que a gente usa é uma prótese de silicone, você usa uma cápsula, que a gente chama de elastômero. E esse elastômero contém o silicone ali dentro. Porque o silicone solto, ele não fica parado no mesmo lugar.

A gente usa, inclusive, para lubrificar as coisas. Então as pessoas usavam, injetavam silicone industrial para preencher alguns lugares. Então para fazer a mama maior, para fazer o bumbum maior, a panturrilha maior.

Então se usava muito isso. E o silicone industrial, uma das consequências dele é que ele se mexe dentro do organismo. Então pela própria gravidade, ele vai parar em outros lugares.

Então eu já tive alguns casos interessantes que foram disso. De pacientes que acabavam com o silicone parando lá no tornozelo. Porque fica de pé, e injetou silicone na bunda, injetou silicone no peito, e ele vai descendo.

Então assim, ele flui dentro do subcutâneo. Porque o nosso subcutâneo, a gordura é frouxa. E aí o silicone vai para lá.

E ele vai parar nos linfômodos também. Então assim, tem o PMMA, ácido hialurônico, botox, e aí o silicone industrial, que era o que eu tinha esquecido. E a gente tem o médico, assim, do ponto de vista estético, que tem as próteses também.

Que nem sempre são minimamente invasivas. Várias são colocadas em cirurgias de grande porte. Mas algumas você consegue colocar via minimamente invasiva.

Aqui no Brasil a gente usa muito silicone mesmo. Mas nos Estados Unidos, por exemplo, você pode colocar uma prótese de salina, eles chamam de salina, mas é soro. E você primeiro passa a prótese para aquele lugar, através de um furinho na barriga.

E aí você coloca a prótese na mama onde você quer que ela fique. E depois você vai inflando ela, preenchendo ela com soro. E aí você enche ela.

Então nesse caso, essa prótese especificamente não é de silicone, mas é uma prótese de salina, de soro fisiológico. Entendi. Então, dentro da área de minimamente invasiva, a gente tem essas opções.

O que chama muita atenção dentro da minimamente invasiva para a estética é o PMMA. O PMMA, o que ele tem tido de consequência, a principal consequência dele, é que hoje a gente não tem como tirar ele do corpo. Então uma vez que você colocou ele ali, você não consegue tirar.

Você não consegue identificar bem aquela estrutura, saber onde ele foi injetado. E várias vezes quando você estava falando de injeção glútea, você injeta o PMMA tanto dentro das fibras do músculo glúteo maior, quanto no subcutâneo. E aí você não tem um método para você conseguir limpar aquilo ali depois.

Então se você tem uma infecção, suponhamos que você, pior das hipóteses, injetou o PMMA e entrou uma bactériazinha junto com o material que você estava injetando. Fez uma infecção, só que aquela infecção já passou a melhor, a barreira protetora mais importante que a gente tem, que é a pele. Então você mesmo injetou lá dentro, então você rompeu essa primeira barreira e aí o seu organismo vai tentar lutar contra aquele PMMA.

E aí ele vai fazer os buracos, ele vai fazer uma cápsula em volta daquilo ali e é o que a gente chama de abscesso. Então vai formar os abscessos em volta daquele conteúdo de PMMA. Mas imagina isso sendo colocado em vários pontos ao mesmo tempo.

Quando você pensa, ah, eu tenho um abscessinho aqui, você sabe, tá aquele ali. Agora, se foi injetado em vários lugares ao mesmo tempo, você tem vários lugares de abscesso ao mesmo tempo. E aí para abrir, não anti-mulher, mas não necessariamente, ela quer um resultado estético positivo.

E aí ela conseguiu ganhar tamanho. Nossa, ficou linda, meu bumbum ficou maravilhoso, ótimo. Só que aí vem a infecção depois.

Como é que ela vai tratar essa infecção? Aí você faz vioral. A medicação antibacteriana, o antibiótico, ele não consegue entrar dentro daquela cápsula. Entendeu? Então você, sendo vioral ou vindo a venosa, você não consegue fazer com que o antibiótico combata a bactéria ali dentro.

Então você fica com aquela coleção. Aí você tem que passar para um procedimento cirúrgico invasivo para conseguir tirar aquilo lá. Entendeu? E as pessoas escolhem aí o PMMA porque é mais barato? Não sei, não tenho a menor ideia.

Não sei se ele é mais barato, não sei se o resultado consegue um preenchimento a longo prazo, mas assim, é relativamente perigoso. Algo que você não consegue controlar. Quando que ele vai sair do seu organismo, acho que tem que prestar bem atenção no que você vai fazer.

Tem casos famosos, inclusive, né? A Andressa Urach, que quase morreu por causa do PMMA, ela falou bastante sobre isso. E o que eu queria citar agora também é, como acabou ficando muito comum esses procedimentos minimamente invasivos de forma geral, a gente está falando da estética, mas daqui a pouco a gente vai falar mais das doenças, acabou que outros especialistas de outras áreas, os não médicos, que a gente já citou num episódio específico sobre isso, começaram a oferecer esse tipo de tratamento em clínicas, clínicas de estética, biomédicos, e isso também acaba sendo um alerta para você que é da área específica, que você vê muitas complicações, isso costuma ser comum? Isso aí é comum, eu acho que pode ter várias razões, então pode ser uma razão financeira, pode ser uma razão de falta de conhecimento, mas o maior problema de realização desses procedimentos é justamente quem vai lidar com a complicação. Então acho que a parte de injetar o material XYZ que você quiser escolher em algum lugar não é o maior problema.

O que a gente quer saber é como nós vamos lidar com a complicação disso. Então quem vai lidar com essa complicação? Essa que é a discussão, vai ser sempre o hospital que vai lidar? Vai ser o médico? Qual o tamanho da gravidade do que você está se expondo? Se der tudo certo, é maravilhoso, ok, mas se der tudo errado, é bem complicado. Então acho que é nisso que pesa a questão de fazer com não médicos ou fazer com médicos.

E o preparo que a pessoa vai ter para fazer aquele procedimento específico naquele momento e para lidar com as consequências dele. Mas o que me chama mais atenção, pelo menos para mim, é a consequência disso depois. Qual é a complicação e quem vai lidar com essa complicação? A infecção é só uma delas, a migrar, esse material migrar de um lugar para o outro, ou o resultado estético que não ficou bom o suficiente, ou ficou ruim, quem vai lidar com isso? Como é que nós vamos tirar isso depois? É igual uma tatuagem, basicamente.

Como é que você tira isso? Não tira, tem que fazer aquele laser lá específico. Não tem como fazer. Então, beleza, hoje eu estou com 30 anos, está ótimo, e com 60 isso daqui vai ficar bom? A gente não sabe o que vai acontecer.

E hoje a gente não tem como tirar esse material, principalmente o PMMA. No caso do ácido hialurônico já é um pouquinho diferente. Então a gente tem um tempo de absorção do ácido hialurônico dentro do organismo e a gente tem uma enzima que se chama hialuronidase.

A hialuronidase, ela quebra o ácido hialurônico, então você pode usar a hialuronidase para quebrar o ácido hialurônico dentro da pele. O que a gente tem visto muito hoje... só um minutinho. Cada vez mais o que a gente tem visto dentro da radiologia é o que a gente chama de ultrassom de mapeamento dermatológico.

Então a paciente foi lá e fez ácido hialurônico, o PMMA, e injetou em vários pontos no rosto, principalmente no rosto. E aí o que o dermatologista quer saber? Aonde que foi injetado? Porque esse daí é outro problema. Você faz com um profissional e nem sempre você vai seguir com aquele profissional ou você vai ter contato com aquele profissional por muito tempo.

Ele pode ter mudado, você pode ter mudado, um monte de coisa pode ter acontecido. Então como é que você vai saber onde exatamente está o material que foi injetado? Aí entra a radiologia no ultrassom. Então a gente faz um ultrassom com uma frequência muito alta, a frequência do próprio transdutor, porque ele é focado em ver só a pele, só a parte mais superficial da pele.

E aí você vai ver aonde que foi injetado exatamente. E aí normalmente o laudo que a gente faz desse ultrassom dermatológico é um mapa de um rosto e aí você vai pintando aonde que tem o ácido hialurônico e onde que tem o PMMA, porque o médico quer saber se ele já tem naquele lugar ou não e principalmente se ele vai poder aumentar, diminuir, se ele vai usar a hialuronidase para tirar um pouco em um lugar específico, mas isso focando num ponto de vista estético. E falando de procedimentos minimamente invasivos de forma geral, estético ou não, qualquer pessoa pode fazer ou isso tem que ser avaliado junto com o médico? Como que funciona? Olha, normalmente o que se faz para os procedimentos minimamente invasivos do ponto de vista de diagnóstico, a grande maioria das pessoas pode fazer e não precisa fazer uma consulta prévia.

Então acaba entrando como mais ou menos um exame. Agora já, então só para eu diferenciar para você em dois grandes grupos, o grupo do diagnóstico e o grupo do tratamento. Tem algumas intersecções aí no meio, mas principalmente diagnóstico e tratamento.

O que eu quero dizer com isso? Diagnóstico, o que é? É o que eu vou fazer para tentar descobrir qual a doença que o paciente tem, entendeu? Então eu quero saber qual é essa lesão, exatamente qual que é. O tratamento já é outra coisa, é como eu trato aquela lesão. Então eventualmente você pode usar um método minimamente invasivo para queimar aquela lesão, para tirar aquela lesão, para conseguir tirar o maior pedaço possível daquela lesão. Então essa é a diferença entre tratamento e diagnóstico.

Quando a gente fala em minimamente invasivo e em diagnóstico, a gente está pensando principalmente em biópsia de próstata, biópsia de tireoide, biópsia de fígado, biópsia de lesões pulmonares que a gente faz na tomografia e esses exames, que apesar de serem exames radiológicos, podem ser considerados como minimamente invasivos, no caso a esterossalpingografia, a infusão de contraste dentro das articulações para fazer o diagnóstico de lesão labral. Então tem esses dois grandes grupos. No grupo de diagnóstico, você não precisa de grande preparo, entendeu? Por exemplo, uma das coisas que a gente faz bastante dentro do músculo esquelético é o procedimento de artrorressonância ou artrotomografia.

O interessante é que apesar de a gente ter uma ressonância muito avançada, a gente já tem quase 40 anos de ressonância magnética e você consegue imagens muito boas do ombro, por exemplo, mas existe uma estrutura dentro do ombro, que é o lábio, que se você fizer na tomografia com a injeção de contraste dentro da articulação, a sensibilidade e especificidade daquele exame específico para a lesão labral é até melhor do que a da ressonância. Então apesar de ser um método bem diferente, a tomografia é muito mais focada em osso do que em partes moles, quando a gente diz de músculo subcutâneo, quando você injeta contraste, você consegue ver muito bem o lábio. É um método que não tem sido mais tão utilizado, mas há muito tempo atrás ele era muito utilizado.

Quando a gente não tinha ressonância, era o único disponível, entendeu? Então, assim, do ponto de vista de músculo esquelético, a gente tem a injeção intraarticular da lesão e uma intersecção que eu acho muito interessante é que em alguns casos a gente faz o procedimento minimamente invasivo, a infiltração, para fazer um teste diagnóstico. Então, por exemplo, você chega, ah, eu tenho uma dor aqui na articulação que eu acho que é uma capsulite, eu acho que aquela dor é por causa da articulação propriamente dita e não por causa dos tendões dos músculos que estão ali. E o médico está em dúvida, o radiologista está em dúvida, você já fez uma ressonância, e aí? Ninguém sabe.

A gente vai lá, coloca uma agulhazinha, esse caso específico a gente faz na escopia. A escopia é aquele arco ou a máquina de raio-x. E você posiciona a agulha dentro da articulação e injeta contraste.

Com esse contraste, você coloca anestésia. O que acontece? Se a dor é da articulação, na hora vai ter uma melhora. E é na hora mesmo, é bem interessante.

Porque é um teste diagnóstico naquele momento. Você injetou, o paciente fala, doutor, sumiu. Você sabe que é capsular, você sabe que é articular.

Então você já tem certeza que aquilo ali é a razão da dor do paciente. Você injetou aquilo ali, injetou o contraste, o contraste a gente usa porque você precisa ver onde você está injetando, tá? Não é porque você precisa ter contraste naquele... É, já tenho duas dúvidas aí... Não, anda ver, tranquilo, sem estresse. Então assim, você precisa do contraste pra saber, pô, eu acertei a articulação.

Porque se eu não acertar a articulação, posso injetar fora. E aí você injetou com o anestésico, fala, nossa, tá maravilhoso. Eu fazia muita ressonância, artrorressonância de ombro.

Você injeta contraste dentro da articulação do ombro, e junto do contraste você injeta anestésico. Tanto pra fazer o trajeto que você está fazendo, pra não doer na hora que você está fazendo o personagemamento, quanto pra fazer o teste. E aí eu sempre orientava os pacientes, olha, toma cuidado, porque se você tinha uma lesão antes, agora você vai ter líquido dentro da articulação, mais do que você tinha antes, porque você injeta líquido dentro da articulação de propósito, e tem anestésico.

Ou seja, você vai fazer os movimentos e não vai doer. Então é um momento perigoso pra você não aumentar a sua lesão. Então toma cuidado.

Então, essa questão do teste diagnóstico também é bem interessante pra essa questão articular, pra injeção de contraste intraarticular. E tem muita coisa, né? Inclusive uma das minhas primeiras dúvidas que eu ia citar era a diferença, pra ficar bem claro, tomografia, ressonância e raio-x. Porque parece a mesma coisa, na prática, quem nunca passou no hospital e estava lá, ah, a gente vai tentar o raio-x primeiro pra depois ir pra outro mais específico, e aí a pessoa fica com medo da frequência ali, enfim, acha que vai ter câncer se fizer um exame específico.

Doutor, qual que é a diferença entre os três? Putz, isso daí pra nós é algo muito, muito, muito básico, mas realmente gera dúvida na maioria da população. Basicamente o que é? Raio-x é um emissor de raio-x, então você gera uma corrente elétrica, e nessa corrente elétrica você emite raio-x. Na hora que você gera a corrente elétrica naquele ponto, você emite raio-x pra todos os lados, que é aquele aparelhinho que fica pendurado lá em cima.

Aquele aparelhinho é o que emite o raio-x. E aí você vai ver que ele tem um monte de proteção em volta, porque você quer direcionar aquele raio-x exatamente naquele lugar. E aí lembra que normalmente você vai fazer um raio-x de qualquer coisa.

Ele aperta um botãozinho e aparece uma luz. Uma luz com x. Por quê? Esse daí é a área que vai ser exposta ao raio-x. Aí atrás dessa área, então você coloca o paciente aqui, o emissor de raio-x aqui, e a placa receptor aqui.

A placa receptor antes era de prata, você tinha, era físico, e hoje, na maioria das vezes, é uma placa digital. Você emite e aí captura aquilo ali e aí já manda para o sistema. Então o raio-x é esse aparelho.

Inventaram depois disso a tomografia. Basicamente a tomografia... E o raio-x é para osso, desculpa. Não, só não, mas principalmente para osso.

Mas no tórax ele tem uma utilidade bem importante. Para a gente ver pneumonia, por exemplo, para ver parêntese no pulmonar, ele funciona muito bem. Mas no resto é principalmente para osso.

No abdômen, para a gente ver distribuição de alça, mas hoje, como a tomografia e a ressonância já são muito mais disponíveis do que eram antes, a gente acaba usando mais a tomografia do que o raio-x. Então a tomografia, basicamente, o que que é? Você pega esse mesmo aparelhinho de raio-x, que eu te falei, o receptor e o emissor de raio-x, e aí você coloca ele dentro de um negócio que gira. Entendeu? E aí a gente chama, como homem inteiro, tomografia computadorizada de qualquer coisa.

Por que que é computadorizada? Porque, na verdade, o emissor de raio-x e o receptor da tomografia é basicamente uma fitinha que fica de um lado, que está rodando, e o outro é só um pontinho que fica do outro lado. E esse ponto é que vai girando. Por isso que o aparelho de tomografia parece um anel.

Então você olha assim e você vê o anel curto é o aparelho de tomografia. E na hora que você está dentro do aparelho, você vai ver que fica um negócio em trânsito. Porque, na verdade, ele está rodando e ele tem que rodar bem rápido.

E quando a imagem sai, ela é basicamente um monte de linhas. E aí o computador é que vai montar essas linhas e vai formar a imagem propriamente dita. E aí, ao invés de você fazer uma imagem plana, você vai fazer uma imagem no corte axial.

Então, ao invés de você fazer uma foto, você foi lá e pegou esse objeto e fez um espiral em volta dele. E esse espiral soltou uma imagem. E aí, com a montagem da imagem, você consegue tirar daqui para cima, eu vejo por dentro o que tem naquilo ali.

Entendeu? Essa é a ideia da tomografia. E a tomografia é útil para um monte de coisa. Para o crânio, ela é super importante.

Então, para AVC, ANGIO-TC, para avaliação de vasos, de aneurisma. Então, a tomografia serve para muita coisa. Não é só para osso, apesar de ser de raio-x.

E a gente usa muito, principalmente na medicina de emergência e em outros diagnósticos, acompanhamento de câncer, a gente usa para tudo isso. A ressonância magnética já é outra coisa, é outro bicho, não tem nada a ver com os anteriores. Então, basicamente, o que eles descobriram? Eles descobriram que, assim como você coloca no micro-ondas, você esquenta as partículas de água dentro daquela estrutura, daquele material que você colocou lá dentro.

Quando você tira a excitação daquelas moléculas de água, elas emitem um sinal de radiofrequência. Está simples? Está difícil? Não, dá para entender. Estou acompanhando.

Beleza. E é através dessa mudança, dessa emissão de radiofrequência, que você determina o quanto que tem de água. E aí, a partir dessa imagem, você usa ímãs muito grandes.

Então, para você ter ideia, a gente está falando de... a gente considera em teslas, né? A unidade de magnetismo é o tesla. E a gente tem máquinas de 3 teslas, que é uma quantidade de magnetismo muito alta. Essa daí é a máquina que você realmente precisa pensar muito antes de entrar.

Não do ponto de vista de risco à saúde, mas para tirar metal, porque essa daí é aquela que, se tiver o celular junto, queima a bateria, se tiver o relógio junto, desregula ele inteiro. Faz para tirar brinco, faz para tirar... Exatamente. Aí você vai ver na porta que tem lá aquele símbolozinho do magnetismo, e tem até a marca no chão, onde você pode entrar sem ter nenhum comprometimento.

Então, essa máquina é perigosa do ponto de vista de segurança, por causa do magnetismo. Mas, para a formação de imagem, para o paciente entender o que acontece ali, basicamente você submete o corpo a uma corrente magnética, a um campo magnético muito intenso, que é dividido de diversas maneiras, e aí, com o resultado do que o seu corpo mandou de volta de radiação, de radiofrequência, você consegue formar a imagem. Isso é a ressonância magnética.

A ressonância magnética é o método mais novo, é o método mais moderno, mas cada método tem uma função. Entendeu? E a ressonância serve para quê? Mais comum? Olha, dentro da minha área do músculo esquelético, ela é a mais utilizada, porque para fazer o diagnóstico de lesão de coluna, coluna é o nosso maior volume, joelho... A única maneira de você... Única não, né? Tirando o método clínico, mas para você ter uma imagem boa de joelho, por exemplo, e ver a lesão daqueles jogadores de futebol, lesão de ligamento cruzado, lesão de ligamento colateral, é na ressonância que a gente vai ver. Entendeu? Então, para músculo, para lesão articular, a ressonância é excelente.

Mas ela também serve para a ressonância de mama, a ressonância do cérebro, a gente consegue ver algumas lesões que a gente não consegue ver na tomografia. Então, cada método vai ter sua utilidade específica. Entendeu? Mas no músculo, a gente tem... A ressonância é muito mais utilizada do que os outros.

Tá. E essa preocupação dos pacientes de olha, eu fiz um exame já uma vez, aí o médico pediu outro, eu vou ter câncer, e se eu fizer... Isso daí é super importante. Existe e existe de verdade.

Não é brincadeira. O raio-x tem uma dose... Então, imagina o seguinte. Hoje, você vivendo, você tem uma radiação do ambiente.

E essa radiação já acontece. Então, você nunca não está exposto à radiação. Radiação tem radiação da luz, tem radiação da TV, tem radiação de um monte de coisa.

Mas a própria radiação, o nível da radiação ionizante... Então, aí a palavra-chave do negócio é ionizante. Ionizante, o que ela quer dizer? Quer dizer que ela tem energia o suficiente para jogar um elétron de uma camada para outra. Tecnicamente, é isso.

Então, isso é a radiação ionizante. O raio-x e a tomografia utilizam radiação ionizante. A ressonância não utiliza radiação ionizante.

Ela utiliza radiofrequência. O raio-x, a gente vai só um flash. Então, bateu lá por milissegundos, bateu.

Aquilo lá é uma quantidade de radiação muito, muito pequenininha. Então, é muito raro que um raio-x cause, tenha quantidade de radiação suficiente para causar um problema. A tomografia, não.

A tomografia, o ideal é, sim, tomar cuidado. Por quê? Porque quando a gente faz, por exemplo, uma tomografia de abdômen, a gente faz três sequências e aí você vai ouvir... Cada vez que você está fazendo esse... você está com o emissor de radiação ligado. Isso daí conta por vários mil raio-x.

Milhares de raio-x. Entendeu? Então, cada exame vai ter uma relação específica. Então, não é uma... O crânio vai ter menos radiação, o abdômen vai ter mais radiação.

Depende de um monte de coisa. Hoje em dia, a maioria dos equipamentos usam a mínima dosagem. Então, em alguns lugares, eles até colocam no aldo, mas é bem mais comum hoje você utilizar o mínimo de radiação possível.

Mas isso não quer dizer que é pouca. Então, aquele paciente que vai fazer tomografia e está... Fazer o exame sem ter nenhuma razão para fazer o exame é bobagem. Fazer o exame com radiação ionizante é pior ainda.

Então, é um exame que você só tem que pensar antes de fazer. Não é um grande problema. Mas não pode se fazer demais.

Isso daí é muito importante para a vida toda do paciente. Então, não é a radiação ionizante Ah, eu fiz hoje. Daqui a 10 dias não conta mais.

Não, ele é acumulativo para a vida inteira. Então, por isso que você vai ver que os médicos eles têm muita preocupação para radiação ionizante, principalmente no começo da vida. Então, criança, bebê intraútero, a gente evita muito a radiação ionizante.

Porque equivale a muito mais exposição do que quando você é adulto. Entendeu? Quando você é mais velhinho, porque você aumenta muito a chance daquilo ali ter uma consequência. A consequência pior é virar um tumorzinho.

Então, a radiação ionizante em grande quantidade tem a chance de fazer com que a célula se reproduza sem parar e isso daí é o cancerzinho. A gente já está esclarecendo um mito aqui. Mito e verdade, que na verdade é uma verdade.

Aquele que entra nos mitos e verdades a gente costuma fazer aqui. Acho que não vai dar tempo de chegar, mas já está adiantando mitos e verdades ainda, o que é o que as pessoas mais perguntam. Quantas tomografias ao longo da vida, um limite? Não existe.

Se você fizer uma tomografia num bebê muito, muito pequeno, ele equivale a muitas tomografias de um paciente mais velho. Então, uma questão de risco, não é uma questão de quantidade de radiação. Então, não existe isso aí propriamente dito.

Essa pergunta eu já tive de vários médicos e eu já fui procurar e não consegui um número exato. Eu já vi, olha, principalmente paciente que está tratando linfoma que você faz a cada seis meses uma tomografia para acompanhamento. Aí você faz crânio, tórax, abdômen, faz tudo junto.

O médico falou, cara, quantas tomografias eu posso fazer que eu não estou causando mais problema. Você não está aumentando o risco dele de fazer uma nova lesão. Entendeu? E essa questão da radiação ionizante entra, inclusive, num questionamento bem interessante que está na mídia hoje que é a questão da mamografia.

Se quantas mamografias aumenta a chance da própria lesão ser causada pela mamografia. Então, assim, tem um... Isso aí tem que ser muito bem investigado para ter certeza do que está sendo falado. Mas, por enquanto, você acredita na nossa opinião de radiologista uma vez por ano a mamografia é de fato indicada ou você acha que depende de paciente para paciente a partir da idade que é, de fato, orientada? O que eu acho... Eu acho que eu não tenho capacidade suficiente para julgar.

É isso que eu acho. Mas com base no que os estudiosos sobre o assunto dizem, é que a partir dos 40 anos é indicado a fazer uma mamografia por ano. Em vários países se utiliza uma mamografia a cada 2 anos.

Em alguns outros países, a partir dos 50 anos. Então, precisa ser muito bem avaliado quanto que a gente perde de tumor nesse período. E para poder dizer se vale a pena na nossa população fazer a partir dos 40 anos ou a partir dos 50 anos de ano em ano ou a cada 2 anos.

Entendeu? Aí é coisa assim, ministério ultra especialista e aí debater sobre o assunto por muito tempo. E eu acho que uma das coisas que também é importante é que o pessoal tem que usar como base a nossa população. Porque a gente tem que saber como é a nossa população.

Então se o dado está baseado na população dos Estados Unidos, e aí a nossa população precisa de um exame a cada um ano, então acho que nisso daí a estatística seria bem importante para fazer esse... para avaliar o que é o melhor ou o que é o mais significativo. Tanto do ponto de vista de custo, quanto do ponto de vista de detecção de tumor precoce. A utilização da mamografia, a função da mamografia é detecção de lesão precoce.

Mas a minha prática, que a gente tem visto e que tem me chamado a atenção, é só quantidade de lesões em pacientes jovens. Não sei se essas pacientes não faziam diagnóstico antes, mas eu estou falando jovem abaixo dos 40 anos. E o jovem abaixo dos 40 anos, a mamografia por ter uma mama muito densa, ela acaba tendo menos sensibilidade.

Ela começa a não pegar tanto as microcalcificações, que é um indicativo da mamografia. Então, o ultrassom que pega mais essas lesões. E o que a gente tem visto na prática é um aumento no número de lesões em pacientes mais jovens.

Pode ser que isso daí seja só uma amostra viciada minha, que direcionam, mas essa é a impressão que a gente tem, na minha prática, pelo menos. Eu não posso deixar de perguntar, senão eu tenho certeza que quem está acompanhando vai brigar comigo, que deve ter vindo para saber disso. Contraste, doutor, tem gente que tem medo de fazer exame, desde criança eu escuto falar, não, vai fazer com contraste, minha mãe morreria de perda.

Quando eu ia no hospital e vinha lá, que era um exame com contraste, ela falava, minha filha não vai fazer, que eu não autorizo. Inclusive, vem uma autorização, né? Se você autoriza quando você é maior de idade ou quando é para um filho, se você autoriza o menor fazer. Então, é um mito, é uma verdade, o contraste de fato tem risco.

Antes da gente citar, vou pedir uma explicação rápida sobre isso, porque a gente ainda tem que falar das doenças de fato, e o nosso tempo está acabando. Bom, basicamente, contraste não é uma coisa só. Contraste são várias substâncias.

Então, existe o contraste para a ressonância, existe o contraste para a tomografia, existem vários tipos de contraste dentro dessas, de cada um dos métodos. Então, não é uma coisa só. O contraste que mais causou medo na população era um contraste lá da década de 80, década de 90, que ele realmente dava muita reação, e é o contraste iodado.

Então, quando a gente fala, ah, você teve reação ao camarão, você tem alergia a camarão, alergia a isso, alergia àquilo, você estava tentando descobrir se você já teve ou não alergia ao iodo, propriamente dito. A gente tem iodo no organismo, então você não tem alergia completa ao iodo. Mas alguma substância que está junto ao iodo.

E antes a gente usava um contraste que ele tinha um alto peso molecular. Um peso osmolar. E hoje a gente já usa um peso muito mais compatível com o sangue.

Essa é a ideia, tá? Tô tentando ser o mais menos técnico possível. Então, hoje as reações que a gente tem de contraste iodado são muito menores do que a gente tinha há 30 anos atrás. Então o contraste hoje é muito mais seguro do que a gente usava antes.

Mas isso eu estou me referindo ao contraste iodado. Que é o que a gente usa principalmente na tomografia. Quando você ouve isso daí, ah, eu tive lá e queria fazer um contraste e teve um problema.

É a tomografia. Só que, hoje, se eu não me engano, é um para cada 10 mil, ou um para cada 100 mil a quantidade de alergias graves que a gente tem ao contraste iodado. Já diminuiu muito esse número.

Então hoje é muito mais seguro. A gente treinava muito alergia ao contraste quando eu estava na residência, por exemplo. Mas hoje a gente já não é mais, não é algo tão frequente quanto era antes.

Entendeu? Então assim, foco, contraste iodado. Agora, no raio-X você tem o contraste de bario, que é uma outra substância, que é o que você toma, parece um leitinho e você faz um exame de esôfago. Esse daí não tem consequência nenhuma do ponto de vista de alergia.

É muito raro você ter alergia a isso. Mas, se você aspirar ele, entrar pelo lugar errado, pela traqueia, ele causa um problema, ele não consegue ser absorvido pelo organismo. Então, cada contraste vai ter o seu risco.

Mas, o que vocês querem saber é, iodado. Tem risco? Tem. Você nunca fez contraste na vida.

Você pode ter uma reação grave ao contraste? Pode. A gente não tem como prever isso. Não tem teste para fazer, então a gente não tem como prever.

É reversível se tiver uma reação grave? O que a gente precisa fazer é tratar esse paciente. Então, reação grave é muito rara e os hospitais estão preparados para fazer isso. Os hospitais, as clínicas, a gente está sempre com, se você vai ver dentro da tomografia, tem sempre um carrinho ali, naquele carrinho tem várias medicações que a gente tem que utilizar caso o paciente tenha uma reação grave.

Então, essa é a ideia. A reação grave, ela existe, ela é rara, muito rara, tá? E a gente não tem como saber se você vai fazer essa reação mais grave ou não. Agora, o paciente que já fez uma reação leve morticária, morticarial coceirinha, fez uma lesão na pele, fez alguma reação bem leve, ele tem um risco um pouco maior de fazer uma reação mais grave nas próximas vezes que ele for injetar o contrato.

E aí, em algumas vezes, a gente vai pedir pra você fazer um negócio que chama Protocolo de Desensibilização. Então, você usa medicações antialérgicas pra diminuir a sua reação àquele contrato. Entendeu? Mas é sempre custo-benefício.

Ah, vou fazer. Putz, é um exame que eu tenho certeza que não tem problema nenhum. Pra quê que eu vou injetar contrato? Então, assim, tudo isso é discutível, mas é discutível ali na hora e com o médico que solicitou o exame.

Entendeu? Se ele pediu com contrato, alguma razão tem. Essa que é a ideia. E a ressonância também tem contrato.

E aí, isso aí também não tem nada a ver com o contrato da tomografia. E não tem nada a ver com o contrato do raio-x. O nome é o mesmo.

Mas o contrato da ressonância ele é chamado de gadolino. Esse daí, o risco dele é mais pros pacientes renais. Então, o problema do gadolino é fazer uma lesão que só vai aparecer no paciente anos e anos depois.

Então, ele circula no organismo, depois ele é expelido e uma parte dele pode fazer uma lesão no rim que só vai ser descoberta depois. Então, existe a reação alérgica aos componentes da fórmula do contrato da ressonância? Sim, existe. Só que ela é muito menor do que da tomografia.

Então, na ressonância, o contrato é muito mais seguro do ponto de vista de alergia. E o que a gente se preocupa mais é se a função renal do paciente está boa. Mas, é lógico, a gente quer saber se ele já teve reação alérgica.

Vai fazer o questionário de segurança normal. Mas, do ponto de vista de probabilidade, a probabilidade de uma reação alérgica grave é muito menor na ressonância do que na tomografia. Entendeu? Mas ela é baixa hoje na modernidade, ela é baixa em todos esses itens.

Ela é rara de qualquer maneira. E você, como radiologista, imagina que seja para quem nega fazer com contraste, que tem medo, alguns diagnósticos para que eles sejam confirmados é essencial o uso do contraste? Exato. Aí tem algumas coisas que você precisa do contraste.

Por exemplo, angiotomografia. Qual a ideia da angiotomografia? Você injeta o contraste na veia e aí esse contraste circula e você faz o exame enquanto aquele contraste está circulando. Então você vai ver, anjo quer dizer vaso.

Então você quer ver os vasos dentro do organismo. Se você não injeta o contraste, não dá para fazer uma angiotomografia. Entendeu? Na tomo.

Então, para alguns diagnósticos, você precisa do contraste. Aí vai muito de avaliar qual é o risco que esse paciente especificamente tem. Aí você já entra no caso a caso.

Entendeu? Aí não é questão probabilística, mas mais caso a caso. Eu queria citar algumas doenças específicas, mas a gente não vai ter tempo, porque a hora que eu olhei no relógio eu me assustei, porque a gente tem 5 minutos para citar tudo isso. Então, assim, eu acho que o que é importante agora, depois de tudo isso, é que a gente, imagino que as principais dúvidas dos mitos e verdades foram esclarecidas.

Vou até dar uma sugestão para quem esse quadro que a gente faz, que a gente pega o strength topics das perguntas mais comuns do assunto que a gente trouxe. Legal. Se você topar, eu ia falar para as pessoas mandarem para as suas redes sociais, que aí você pode, de repente, ir respondendo uma caixinha de perguntas ou até no direct, se alguém que está acompanhando aqui ainda tiver alguma dúvida relacionada a isso.

Mas para a gente finalizar, sobre os procedimentos minimamente invasivos, então eu queria um resumo sobre em quais casos que eles são de fato orientados em questão de doença, depois do diagnóstico, que a gente falou bastante da parte do diagnóstico, e quais são os benefícios, se a pessoa tem uma recuperação mais rápida, para quem está procurando também, já tem um direcionamento aí, se vale a pena procurar ou não. Eu vou colocar primeiro o que é a minha prática. No músculo esquelético, a gente consegue fazer, por exemplo, infiltrações de corticóide, de anestésico e interarticular ou tendão, e você consegue ter um resultado muito bom para aquela lesão específica.

Então, por exemplo, você ia usar o corticóide, você ia tomar o corticóide para melhorar aquela lesão que você tem no tendão do ombro. Ao invés disso, você guia a agulha, põe a agulha e injeta o contraste exato, injeta o contraste, desculpa, injeta o corticóide exatamente naquele lugar. Tudo tem indicação correta.

Então, você às vezes injetar ácido alurônico, às vezes você vai injetar, a substância que você vai injetar depende do resultado que você quer. O que é importante, você guiando bem aquilo ali, você coloca pouco material, você invade pouco organismo, então não vai girar aquele corticóide pelo corpo todo e você consegue ter um resultado bem específico. Então, para lesão muscular, na questão das infiltrações direcionadas para tendão, para músculo, a gente tem resultados muito bons.

Já do ponto de vista de minimamente invasivo para tratamento de lesões mais profundas, esses são mais interessantes ainda. Então, assim, você tem uma lesão no fígado, paciente jovem, você tem aquela lesão, você fez todas as imagens, você não tem ideia do que é aquela lesão, você precisa tirar um pedacinho daquela lesão pra ver. Isso a gente chama de biópsia.

Então, essa biópsia, ela poderia ser antigamente aberta, hoje, você não vai fazer aberta de jeito nenhum. Você vai pegar, põe uma agulha, uma agulhona, vai até o tumor e tira um pedacinho daquele tumor. E existem alguns tipos de tumores, que esse daí é o tipo de lesão que a gente vê na tireoide e alguns no fígado também, que você consegue tratar aquele tumor, ou seja, matar o tumor, sem ter que abrir o paciente.

Eu acho isso fantástico. Então, aí entra as ablações, que podem ser por radiofrequência ou por crioterapia. Então, basicamente, o que você faz? Você vai com um caninho até o meio daquela lesão, por radiofrequência é igual ao microondas, você forma um halo de lesão, você mata todas as células naquela região.

Você consegue controlar até qual o tamanho da lesão que você quer fazer. E você matou aquele tumor. Então, tem indicações muito específicas, mas assim, como método, é excelente.

Na tireoide, é muito comum, a gente tem utilizado cada vez mais, e a crioterapia é a mesma coisa, você faz isso, mas aí ao invés de você queimar com radiofrequência, você congela toda aquela região. Então, essa é a parte do tratamento que hoje é o mais interessante, entendeu? Então, acho que eu respondi tua pergunta ou não? Respondeu, com certeza, porque a gente não pode passar do horário, mas ainda tem muita coisa que dá, imagino que você ainda teria muita explicação para falar sobre, mas acho que as principais dúvidas, até estava vendo aqui, dessas que a gente recebeu, foram respondidas, muito bem respondidas e esclarecidas de uma forma mais simples que a gente estava conversando. Foi o que eu tentei, pelo menos.

A parte da radiologia é complexa, para quem não é da área da medicina, mas foi uma explicação bem didática. Antes da gente finalizar, eu só vou citar para vocês que estão acompanhando até aqui, que agora a gente também tem, para quem já estava acompanhando antes, já sabe que a gente tem um primeiro patrocínio aqui para o Amatocache, que é do Laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa. O foco da origem é qualidade de vida e prevenção.

Doutora, então eu vou aproveitar essa deixa para pedir para você passar as suas redes sociais, para quem ficou com alguma dúvida desse tema que a gente citou ou algum outro que poderia ter entrado aqui, que eu vou até sugerir para o doutor Alexandre, que coordena aqui a nossa Amatocache, para que a gente te traga de novo, se você tocar, porque já tive muitas ideias aqui, de coisas que a gente pode citar. Os pacientes que precisarem, eu fico à disposição, sou muito aberto ao que tiver de questionamento, e a minha rede social é o Instagram, acho que é arroba Flavio Consolo, só o meu nome por extenso. A gente vai confirmar, porque às vezes o outro não sabe muito bem.

A gente coloca o link, alguma coisa assim. A gente olha e coloca aqui para vocês. Eu não sou bom dessas coisas.

A gente confere e manda aqui. Aí até aquela sugestão, de uma caixinha de perguntas, enfim, alguma coisa assim, porque aí também já traz as pessoas para acompanharem aqui o nosso episódio e te trazer de novo com outras dúvidas. Ótimo, estou à disposição.

Muito obrigada pela sua participação. Obrigado a você. Bom, se você ficou com alguma dúvida, então como a gente citou, pode mandar para as redes sociais aqui do doutor, que a gente está deixando para vocês, e também pode comentar aqui no nosso vídeo que a gente vai trazê-lo de novo para comentar sobre outros temas e uma continuação também deste episódio.

Então eu vou pedir para você curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante para o nosso engajamento e faz com que a gente sempre traga novos especialistas aqui, sobretudo que envolve qualidade de vida. Agradeço a sua participação e conto com você na próxima. Tchau!

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