
AmatoCast, episódio 86
De Volta às Raízes: Como a Conexão com a Natureza Restaura Sua Saúde Mental
Neste episódio
O Dr. Fernando César, pesquisador e professor de saúde integrativa, explica que a medicina integrativa une o cuidado convencional a práticas complementares, diferente do antigo movimento alternativo, que rejeitava a medicina convencional. Ele conta a evolução histórica do conceito desde as décadas de 1960 e 1970 e associa o cuidado com a própria saúde ao cuidado com o planeta. O episódio aborda o banho de floresta e práticas de contemplação e conexão com a natureza, comentando seus possíveis efeitos sobre o estresse, a saúde mental e o sistema imunológico, como parte do autocuidado.
Sobre o episódio
🌿 Você sabia que o contato com a natureza pode melhorar sua saúde física e emocional?
No novo episódio do #AmatoCast, o Dr. Fernando César explica como a medicina integrativa e a reconexão com o meio ambiente podem transformar sua qualidade de vida!
▶️ Assista agora e descubra um novo jeito de cuidar de você.
SaúdeIntegrativa #BemEstar #Natureza
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Neste episódio do AmatoCast, Letícia Miyamoto recebe o Dr. Fernando César para uma conversa profunda sobre medicina integrativa e a relação entre natureza e saúde. O episódio aborda a evolução histórica da medicina integrativa, sua importância no cuidado com o paciente e o papel da reconexão com a natureza no bem-estar físico e emocional. Além disso, o Dr. Fernando compartilha experiências sobre banhos de floresta, práticas de contemplação e o impacto dessas ações no sistema imunológico e na saúde mental. Um episódio inspirador e esclarecedor sobre autocuidado e qualidade de vida.
Transcrição
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios, nós recebemos convidados especiais.
Falamos sobre trombose venosa profunda. Parece um assunto complexo, mas foi um tema muito interessante aqui com um dos nossos especialistas. E também, antes, sobre pressão alta em idosos.
A gente vai deixar o link aqui para você que não conseguiu acompanhar, que quer ver esses outros temas. Então, está tudo aqui embaixo para você conferir. Hoje, novamente, a gente recebe um convidado especial.
Dessa vez, vocês estão vendo aí no título, o doutor Fernando César, que vai falar um pouquinho mais sobre as bases da medicina integrativa. Esse assunto, especificamente, e também a relação da natureza com a saúde. Tenho certeza que vai ser um papo muito legal.
E hoje eu vou apresentar aqui o nosso especialista de hoje, um pouquinho mais sobre ele. Antes de dar as boas-vindas. O doutor Fernando César é pós-doutorado em Educação pela PUC-SP.
Fez mestrado em Educação na Unicid. Tem especialização em bases da medicina integrativa pelo ensino Albert Einstein. É coordenador educacional no SENAC São Paulo.
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Pesquisador do grupo Gestão, Educação e Cuidados em Saúde e Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É coordenador e professor da pós-graduação em Saúde Integrativa e Bem-Estar do Instituto de Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein. E é terapeuta integrativo em guia de floresta e facilitador em atividades de conexão com a natureza pelo Forest Therapy Hub.
Bem-vindo, doutor. Agradeço o convite, Letícia. Também agradeço ao querido professor Alexandre Amato por estar aqui no canal e contribuir um pouco com o conceito que lhe parece tão grandioso.
E, na verdade, ele está bem atrelado às questões do nosso cotidiano. Então, falar de medicina integrativa ou saúde integrativa é falar do jeito que a gente cuida da gente e também, ao mesmo tempo, cuida do planeta. Por isso que os temas se associam.
A medicina integrativa está muito ligada às conexões com a natureza. Como é que eu estou nesse lugar, nas cidades, no campo e cuidando também da minha saúde e da saúde planetária. A gente vai falar um pouco desses temas também hoje.
Sim. Inclusive, essa é a principal. Acho que a gente pode começar contextualizando mesmo, né? Que foi o que eu disse no início.
Para que as pessoas possam entender o que, de fato, é a medicina integrativa. Porque tem muita dúvida sobre isso. Quando a gente fala de integrativa, pelo menos no meu papel do lado do paciente, já vem na cabeça algo que a gente possa unir todas as especialidades para realmente levar o melhor para aquela pessoa.
Então, eu estou correta? É mais ou menos nessa linha? É isso mesmo? Exatamente, Letícia. Porque, veja, isso tem um cunho histórico, né? Tem um caminho histórico. Se a gente pensar na década de 60, 70, o mundo estava pós-guerra e também estava um momento de muita liberdade, de muitas experimentações em todos os campos do conhecimento.
Dentre esses lugares, existia um movimento chamado alternativo. Ou medicina alternativa. Que era tudo contrário ao sistema convencional médico dos Estados Unidos.
Era uma crítica muito forte social ao modelo lá da década de 60 e 70 norte-americano da área da saúde. Então, vem a medicina alternativa que tinha um aspecto de desconsiderar o convencional, os tratamentos convencionais. E, ao mesmo tempo, só valorizar os alternativos.
Então, a gente teve um movimento muito grande que era a medicina psicodélica nessa época toda. Essas experimentações. Isso foi reverberando na música, na arte, na cultura dos povos.
E, com o passar do tempo, os próprios pesquisadores norte-americanos perceberam que não poderíamos deixar o alternativo. Então, criou-se o complementar. Então, houve uma evolução do conceito.
Do alternativo, foi para o complementar. Então, existia todo um ramo de conhecimento chamado medicina complementar que, aí sim, cuidava. Olhava para as práticas de yoga, para as práticas de respiração alinhadas também aos tratamentos e terapias convencionais.
Medicamentosas, que a gente fala. E também, óbvio que tudo na vida vai evoluindo. O conhecimento também foi evoluindo.
Que chegou, então, na década de 90, 92, também nos Estados Unidos. O Dr. Andrew Ayo, que é um pesquisador incrível, vivo até hoje. E ele falou, bom, então nós vamos criar um conceito integrativo.
Que ele tem uma força muito grande no cuidado e no autocuidado das pessoas. Quando o paciente chega a uma clínica, o quanto ele está disposto a entender que o seu estilo de vida pode melhorar o tratamento. Pode desacelerar o processo inflamatório, etc.
Então, assim, a medicina integrativa, ela reafirma essa parceria do médico com o paciente, com o cliente, usando o melhor que tem nas pesquisas. As pesquisas do mundo todo, que juntam as práticas integrativas. Eu disse aqui, né? Yoga, meditação, práticas, atividades físicas.
Atividades ligadas a uma boa alimentação. Então, nós temos todas essas possibilidades que, juntamente com o melhor que há da medicina hoje, das tecnologias, da medicina avançada. Elas são unidas para que o paciente seja o foco do tratamento.
É uma parceria médico-paciente. Usando o melhor que tem nas pesquisas do mundo todo. Então, é mais ou menos um caminho que a gente segue por aí.
E também tem um ponto importante do conceito que ele não está só ligado a área médica. Haja vista que, hoje em dia, nós falamos saúde integrativa e bem-estar. Porque ele já percorre, ele já perpassa por todas as áreas, por todas as profissões.
De novo, levando para a pessoa a pergunta, você cuida de que maneira de você? Qual é a qualidade que você dá para você de vida? No dia-a-dia, em pequenos gestos, pequenas ações. Está mais ou menos por aí. Sai da academia, e a gente está falando desde a década de 90, começo dos anos 2000.
E vai para o cotidiano das pessoas. E é isso que a gente costuma levar para a sala de aula, para as pesquisas, para as palestras. É mais ou menos esse o desenho que a gente faz.
Entendi. Então, um médico, por exemplo, um cirurgião vascular, no caso do doutor Alexandre Amato, ele também pode ser especialista em medicina integrativa. Uma coisa não exclui a outra, não é uma especialidade única.
Não sei se eu consegui transmitir de fato a minha pergunta, mas faz parte de qualquer uma das especialidades ser especialista em medicina integrativa com base no que exatamente você passa, né? Veja, no Brasil, a medicina integrativa não é uma especialidade médica. Diferentemente dos Estados Unidos. Aqui, o profissional, de qualquer área da saúde, ele pode fazer uma formação em saúde integrativa e bem-estar, ou medicina integrativa, e ele aprende a observar o que há de mais, do que há de melhor na ciência, e traz para a sua profissão, para a sua especialidade.
Então, o doutor Alexandre fez isso. Ele sai de um lugar de especialista, de formação e de uma carreira sólida, e ele vai dialogar com profissionais da medicina integrativa. A gente pode pensar da seguinte maneira, as medicinas tradicionais chinesas, elas fazem parte desse rol de prática integrativa.
As medicinas ancestrais indígenas brasileiras também fazem parte desse rol de práticas integrativas. Então, no Brasil, os profissionais que passam por nós, na escola, eles buscam uma abertura de consciência, e aí levam para as suas especialidades. Uma comunicação diferente, uma abordagem, que a gente chama de uma abordagem interdisciplinar, integrativa, onde a escuta do paciente é ampliada.
Então, os profissionais começam a entender que a história de vida das pessoas é muito importante para o estado clínico dela naquele momento. Então, o profissional de medicina integrativa, ele observa a natureza da história do paciente, as crenças que aquele paciente tem, e ele vai fazendo um combinado nessa jornada com o paciente. Então, muda a abordagem médica.
São aqueles médicos que até, do lado, mais uma vez, falando do lado do paciente, que a gente, quando encontra, dá aquele conforto no coração, que fala assim, nossa, a pessoa está realmente querendo saber sobre todo o contexto da minha vida, ela está ali realmente interessada em saber tudo, e não aquele médico que, claro que é cada um na sua realidade do que pode ou não fazer, mas que algumas pessoas sentam, aí acabam se frustrando com aquela consulta muito rápida, 15 minutos, que já sai com algo ali de receita, mas que nem perguntou nada, às vezes nem examinou, então é basicamente isso. Para ter esse contexto, acho que ficou bem explicado como que o médico pode trazer isso para, ou para o consultório, ou no caso de um cirurgião, que às vezes inclui também a parte clínica. O cirurgião também tem essa parte da clínica com os pacientes, então acho que está bem explicado, pelo menos para quem está acompanhando também, tenho certeza que conseguiu entender.
Agora doutor, sempre foi uma vontade na sua vida, como que surgiu esse tema? Porque é diferente, eu mesmo não sabia exatamente como funcionava, tinha uma base, como eu comecei falando, mas como que foi essa vontade, essa escolha de profissão, sempre quis trabalhar mais próximo a esse assunto, já desde a época da escola, como que surgiu na sua vida? Na verdade, eu sou uma mistura de trajetórias, de percursos, porque a minha formação inicial é administração, e logo em seguida eu já começo a dar aula na rede pública, estadual, e aí a partir dessa experiência de sala de aula, eu falei, bom, vou juntar a administração com a educação, aí fui migrando para as formações de mestrado e doutorado em educação, e já dando aula no SENAC, em São Paulo, que eu estou lá há 26 anos, na instituição, passei pela docência, agora estou na parte de coordenação de cursos. Isso é importante pensar que a minha proposta sempre foi assim, percorrer áreas diferentes de formação, conversar com pessoas que não são só da minha área, haja vista que a minha formação na PUC é em interdisciplinaridade, que é um conceito que respeita as diversas áreas, respeita as histórias das pessoas, então já tem uma mistura aí. Na minha pesquisa de doutoramento, eu encontro alguns profissionais da área da saúde, porque a minha pergunta era a seguinte, Letícia, a escola é um lugar de autocuidado? As pessoas se cuidam dentro dos espaços educacionais? O que é uma escola que cuida das pessoas? E o que é uma clínica, o que é um hospital que ensina as pessoas? Então eu fiz um jogo de palavras, a escola que cuida e o hospital que ensina.
E eu fui trabalhando nessa perspectiva. Aí eu conheci as pessoas do Hospital Albert Einstein, que já desde 2006 já existe lá no hospital um grupo de terapeutas integrativos que atuam no leito, atuam dentro do hospital mesmo, da clínica e do hospital. E aí em 2013 foi lançado o primeiro curso na América Latina de medicina integrativa.
E aí logo em seguida o doutor Paulo de Tarso Lima, que era o coordenador na época, ele falou, Fernando, vem com a gente. É um curso para profissionais de saúde, mas você é da saúde, vem com a gente. Então eu comecei essa trajetória em 2013 ligando de uma maneira muito respeitosa o que cada pessoa conhece, sabe? A gente tem essa possibilidade de observar o que cada pessoa traz como bagagem cultural, teórica, técnica.
E como é que depois no contato com o outro eu me abro, eu vou contando a minha história. E aí juntou, então, tudo que eu aprendi de interdisciplinaridade, que é um conceito amplo, mas também é muito cotidiano, humano, do que a medicina integrativa já trazia de respeito às funções, de respeito às profissões no espaço da saúde. E, inclusive, com um aspecto muito importante, que eu acho que é a base da medicina integrativa no Brasil, principalmente, é a escuta sensível.
Qual é a qualidade da minha escuta? Primeiro, comigo mesmo. Como é que eu me escuto? E depois, a escuta do paciente, a escuta de toda uma clínica, de todo um hospital, né? Porque as pessoas transitam muito rapidamente pelos hospitais. Como é que é isso? De que maneira eu escuto essas histórias? Então, a gente tem uma tríade, né? A gente combina o seguinte na medicina integrativa.
A autonomia mais autocuidado gera bem-estar. Então, na condição de paciente, por exemplo, eu posso ser autônomo, escolher a melhor terapia junto com o meu médico. E não apenas estar diante dele e rapidamente ele prescreve algo e tchau, muito obrigado.
Então, assim, a gente quer participar do processo junto com o médico. De qual é o melhor caminho, qual é a melhor terapêutica para aquele momento. E isso independe do tempo da consulta.
Isso é um outro elemento muito importante. O tempo de consulta pode ser maravilhoso em 15 minutos e pode ser terrível em uma hora e meia. Também tem isso, né? O tempo não quer dizer nada.
Não quer dizer nada. E isso a gente transporta para a nossa vida. Qual é a qualidade do nosso tempo? Por isso que aí vem, daqui a pouco eu conto melhor, esses aspectos das imersões na natureza.
Que é um presente que a gente precisa dar, né? A gente precisa se dar um presente de minimamente voltar às nossas origens de ser natureza. Nós somos natureza, né? Então, assim, a medicina integrativa tem esses pilares, né? O autocuidado do paciente no trato com o seu médico. Ele faz parte das decisões com o médico.
E ele gera um autocuidado. Então, poxa, se eu entendo o que o médico me passa porque eu participei dessa construção, desse caminho. Você fica mais engajado.
Eu vou querer me autocuidar, eu vou querer cuidar de mim. Eu vou querer melhorar minha alimentação. Desse sentido também, né? Porque às vezes um profissional de saúde pode falar olha, você não pode fazer isso porque você não pode fazer isso porque senão vai causar esse... Só que aí o paciente não participou daquilo tudo.
Então ele não adere. A aderência ao tratamento é baixa. E aí quando você convida o paciente para estar com você nessa construção entendendo que ele tem crenças limitantes, que ele tem processos que ele não aceita.
Que ele tem filosofias de vida que a gente tem que cuidar disso tudo. Na condição de profissional de saúde, né? E aí a gente tem, então, autonomia mais o autocuidado gerando um bem-estar. Que o paciente fala, ele engaja, ele fica mais engajado.
E o médico ou o profissional de saúde fala, poxa, então vamos melhorar isso cada vez mais. Incluir mais elementos integrativos, por exemplo. Porque pode acontecer de um paciente falar, não, eu não gosto de agulhas.
Então eu não vou prescrever, eu não vou encaminhar esse paciente para um profissional de acupuntura, por exemplo. Mas eu posso explicar para ele o que é acupuntura. Ao ponto que ele fala, poxa, eu pensei que fossem agulhas muito profundas.
E aí vai, né? Então assim, eu acho que essa parceria médico ou profissional de saúde e paciente ele é a base do que a gente chama de medicina integrativa. Não é alternativa, não é mais complementar somente, mas ela é integrativa, porque o paciente faz parte desse processo. Esse é o desenho que a gente almeja nas formações que a gente realiza.
Sim, é muito legal, é muito interessante mesmo. E hoje seu contato mais acaba sendo com os médicos, né? Ali na sala de aula mesmo. Como que é mais a sua rotina, mais ligada a essa parte da docência? Isso, porque o meu território primeiro é a docência, é a educação.
Então, tanto no SENAC, na educação profissional, tanto no Einstein, algumas palestras que eu tenho realizado são ligadas ao ensino. É sempre o lugar do ensino. Haja vista que os profissionais que procuram a gente na formação de medicina integrativa são profissionais de diversas áreas.
Muitas pessoas estão mudando de carreira profissional. Por exemplo, nós temos casos de advogados, nós temos casos de pessoas de engenharia, da psicologia tem muita gente, que falam, não, eu conheço uma prática, eu sou praticante há muito tempo de yoga, sou professor de yoga e vou mudar a minha carreira agora, não vou ser mais advogado ou engenheiro, eu vou mudar totalmente a minha vida. Então, nós temos casos lá de alunos que vieram com uma profissão já desenhada há muitos anos e muda completamente.
Aí monta o seu estúdio, aí deixa aquela profissão que até o momento, para ele representava um estresse crônico o tempo todo, ele já não estava mais se entendendo na sua própria profissão. Então, a medicina integrativa também faz isso, sabe? Ela coloca na pessoa esse desejo de falar, puxa, então vou trazer um ponto da minha vida que estava meio escondido, mas eu sou isso, eu sei cozinhar bem, eu sou um culinarista incrível, então eu posso ajudar as pessoas, eu posso ser um coach de alimentação saudável, ou alimentação baseada em plantas, que tem um caminho muito grande que a gente tem visto nas pesquisas hoje. Então, assim, esse é o lugar que a gente gosta de falar e amplia a nossa escuta.
Então, eu tenho esse desejo muito grande de percorrer vários territórios do conhecimento. Então, estar na escola, estar na parte administrativa, estar na medicina e ouvindo as pessoas, trazendo a vontade de melhorar, melhorar o mundo, melhorar a sua capacidade de atendimento humanizado, é mais ou menos um caminho que eu escolhi há muito tempo atrás, mas não sabia onde ia dar. Foi indo e conseguiu chegar.
Foi, e assim, com muita coragem, né? Coragem de falar, puxa, deixa eu conversar um pouco com a área médica, puxa, agora deixa eu conversar com os filósofos, agora vou conversar com as equipes de comunicação. Então, é mais ou menos esse é o Fernando que foi se construindo sem muitas amarras. Eu não sou um administrador ou um doutor em educação, né? Eu sou um vivente que estou o tempo todo me moldando, me mobilizando para esse mundo ficar um pouco melhor.
É mais ou menos o desenho. E quando a gente fala sobre melhorar, a gente está falando bastante já, né? A gente já se adiantou aqui da medicina integrativa, mas para a pessoa conseguir alcançar esse, igual a gente está falando de outras profissões também, de um engenheiro, um advogado, para alcançar essa melhor forma de se desenvolver como profissional, como pessoa, a base de tudo isso acaba sendo a natureza. A natureza é um elemento.
A gente chama de contato com o meio. Existe um material que a gente usa muito que chama-se roda da saúde. A roda da saúde vem da Universidade Norte-Americana de Duke, e essa roda da saúde é uma roda que você se orienta por ela.
Então você tem o aspecto de práticas mente e corpo, por exemplo. Você tem um caminho para a nutrição saudável, para alimentação saudável. Você tem um outro viés de relacionamentos saudáveis.
Então você tem vários aspectos dessa roda da saúde que você acaba usando como uma bússola de autocuidado. Dentre elas, tem uma que é o contato com o meio. E aí sim vem o meio ambiente.
Vem a natureza com força total desde a década de 80. Estudos já comprovavam. Todo esse conceito nasce fortemente no Japão.
A gente fala de banho de floresta, por exemplo. É um tipo de imersão na natureza. É você conduzir as pessoas em uma área verde e dentro desse espaço verde, um jardim, um parque público, você pedir para as pessoas perceberem os movimentos dessa natureza, das plantas, das árvores.
E em contrapartida, quais são os seus movimentos internos de respiração, de ansiedade. Então essa prática imersiva na natureza também faz parte de um rol integrativo. Também é possível dar essa qualidade de você ter experiências que você pode usar um parque público, mas você pode também fazer exercícios em casa usando plantas que você tem em casa.
Eu vou até dar depois uma dica para a gente fazer em casa. Claro, por favor! Porque você às vezes pode falar, mas, Fernando, eu não consigo sair para um parque, minha mobilidade é baixa, etc. E eu posso fazer em casa algum exercício, em um pequeno jardim ou na sacada de casa.
Então é possível fazer isso. A gente se conecta com a natureza, cada um de um jeito. Haja vista que há muitas pessoas que falam assim, professor, então eu vou fazer uma imersão na natureza, eu vou abraçar árvore.
Tem essa visão, essa imagem. O mesmo acontece, por exemplo, vocês são da medicina integrativa, então a gente vai ficar só dançando, a gente não vai tomar medicação, remédio. Há muito que se explorar dos dois conceitos, sabe? Porque são conceitos ligados ao dia a dia das pessoas e dá para a gente fazer uma coisa de cada vez, cada um no seu tempo.
Porque tanto a medicina integrativa, quanto as práticas imersivas de ir até os espaços verdes, é um convite que a pessoa se dá, é um presente que ela se dá para parar um pouco o ritmo frenético do dia a dia das grandes cidades e não só das grandes cidades, das cidades também de porte médio e pequenas cidades a gente tem visto. Eu tenho visto em alguns momentos que eu tenho ido visitar algumas cidades que as pessoas também estão em níveis de estresse muito altos e estresse crônico. Porque uma coisa é você ter um pico de estresse para você tomar uma atitude.
A outra é você permanecer nesse estresse contínuo. E acho que aquilo de não gostar da rotina também, né? Que a gente vê hoje as pessoas tão novas, eu falo por mim, a minha faixa etária, né? A gente acaba entrando num lado tão automático que muita gente, é difícil, às vezes você alcança tanto aquilo que você lutou por tantos anos para conseguir, né? Aquele objetivo profissional que seja. E aí quando você chega no objetivo, você está no automático, você não consegue nem perceber que você quis tanto aquilo, que você lutou tanto, né? E aí você acaba entrando nesse ciclo realmente de não gostar da rotina.
Eu acho que é isso que a gente vê muito. Inclusive, eu acho que o título, para ficar até um pouco mais explicativo, atrativo, é a questão mesmo do desafio, né? De entender qual é o papel da natureza na saúde das pessoas. Eu acho que isso sai dessa imagem, igual você citou, que as pessoas acham ah, não, vai tirar o remédio, vai ficar dançando, abraçando a árvore.
E realmente entender como que isso pode te deixar num contexto de vida melhor, né? Independente do que você esteja passando de saúde, de profissional, enfim, eu acho que pelo menos é o que eu consigo concluir disso. Eu acho que é essa linha. E doutor, na sua visão, estar conectado então com a natureza, como que isso funciona de fato? Porque aí a gente sai do que as pessoas imaginam, de ah, vai ter uma pessoa conectada com a natureza, aquela que vai ficar andando descalça, né? Eu acho que tem muito isso, né? As pessoas têm essa visão de realmente abraçar as árvores.
O que é de fato estar conectado à natureza de uma forma que vai impactar positivamente a vida dessa pessoa, desse paciente? Estar imerso na natureza é um retorno àquilo que nós já éramos antes da Revolução Industrial, por exemplo. Há 300, 400 anos atrás, nós morávamos em espaços mais verdes, nós tínhamos quintais maiores, a gente morava em áreas rurais, se for lá no mundo, né? A sociedade, todos os países. E com o passar do tempo, a partir da Revolução Industrial, as pessoas começam a migrar dos interiores para as grandes cidades e as grandes fábricas.
E a gente começa a ver um movimento incrível de perda do contato com a natureza. Quanto mais eu me desloco desse contato com a natureza, mais eu me encho de fazeres e obrigações e responsabilidades, ok? E eu também não vou percebendo mais como é que é o meu corpo. A gente não para para observar o próprio corpo, assim, como é que está cansado, tem alguma parte do corpo que, neste momento, dói mais.
Por que a gente não para, por um minuto, respira um pouco e percebe, passa um scanner, né, no corpo todo e fala, bom, meu braço está doendo hoje, por que será? Então, essa autoavaliação é muito importante. Quando a gente vai para as áreas verdes, né? Então, veja, as pessoas saíram das cidades pequenas, foram para os grandes centros urbanos, perderam o contato com o verde, se encheram de coisa para fazer o dia todo. Resultado, alimentação ruim, né, porque o seu tempo para se alimentar também ficou ruim.
O tempo de sono também não tem uma qualidade interessante. Então, você, automaticamente, o seu corpo está mais predisposto às doenças, a sua humanidade cai drasticamente, né? Porque esse é o ritmo das grandes cidades. O que acontece com o contato com a natureza é que você já desacelera nos primeiros minutos.
Sim. Então, você sai de um processo automático de pensar em todos os seus compromissos. Então, o primeiro exercício que a gente costuma fazer é de desconexão.
Para falar, olha, fiquem tranquilos, a gente vai fazer uma prática de 60 minutos, deixa os celulares no modo avião, e vamos agora entender o que que nós precisamos resgatar em nós quando a gente inicia um processo de contemplação. Porque conectar-se com a natureza é voltar a contemplar a natureza. E quando eu digo natureza, não é só o espaço lá fora dos parques e jardins, mas é, de novo, uma planta que eu tenho em casa, uma folhagem que eu tenho em casa, uma orquídea que eu tenho em casa.
É voltar-se a contemplar. É muito ligado. Existem colegas fotógrafos que falam isso, né? O quanto eu consigo imaginar uma folhagem, as suas ranhuras, os seus tons de verde, a sua textura, tem aroma, não tem? Então, só esse exercício que pode durar dois minutos, eu já me desconecto de muitos problemas, isso é comum na atualidade, e eu dou ao meu corpo informações de cuidado que eu não tinha antes.
Então, quando eu falo de escanear o corpo, por exemplo, ele fala, aonde dói agora? Se a gente parar pra pensar, fizermos uma prática de um minuto, a gente já vai perceber exatamente onde é que está. E se eu não entendi que aquela parte dói, eu continuo dando muita carga pra esta parte do corpo, automaticamente, outras dores maiores virão, né? Doenças crônicas, etc. Então, o contato com a natureza é um convite a retornar aquilo que nós já éramos.
Os nossos ancestrais eram de estar presente, de perceber que a natureza e nós, humanos, na verdade, é uma única ligação, é um único lugar. Quando a gente fala que a Terra é a nossa casa, o planeta Terra é a nossa casa, é exatamente isso. Quando a gente se reconecta de novo, a gente fala, poxa vida, por que é que existem praças públicas que eu não percebia antes, e agora eu estou percebendo que estão descuidadas? Por que as pessoas não aproveitam as praças do bairro onde elas moram? Então, assim, eu começo a perceber, eu começo a me transformar num agente de cuidado, de preservação da natureza.
Sem necessariamente precisar levantar bandeiras muito grandes, mas eu começo com gestos pequenos de valorizar a praça pública no bairro onde está a minha casa, a perceber a quantidade de árvores que existem nas calçadas até o meu trabalho. Isso tem tudo a ver com saúde pública. A quantidade de árvores de uma cidade está estritamente ligada ao número de doenças crônicas, respiratórias e assim por diante dentro de uma cidade toda.
Então, existem estudos pra isso. O pioneiro dos estudos de imersão na natureza foi o professor Miyazaki, no Japão, e ele traz exatamente esse aspecto. Quando eu saio pra caminhar numa área verde, eu me sinto bem com ela.
Mas eu tenho que ir com o objetivo de contemplar cada pedaço do parque, cada pedaço do jardim. Porque se eu for apenas pra fazer uma caminhada rápida, com som muito alto, o meu corpo dá sinais legais, mas a minha consciência não tá muito... não tá em paz. Porque eu tô curtindo um som muito alto e eu tô vendo as coisas legais, as árvores, mas eu não estou, o que eles falam, eu não estou inteiro no processo de imersão na natureza.
Então veja, Letícia, na Médicina Integrativa, hoje no Brasil, o Ministério da Saúde tem 29 práticas integrativas que estão autorizadas pra serem ofertadas no SUS. Legal. Você pode pôr ali, yoga, reiki, por exemplo, tem tantas outras, meditação, acupuntura, toda a parte de aromaterapia.
Então veja, nós temos 29 práticas hoje disponíveis na rede do SUS. Lógico que existe uma UBS ou outra, às vezes tem uma UBS que tem só acupuntura, outra tem danças circulares, isso está muito espalhado. Porém, toda a parte de imersão na natureza ainda está chegando, é recente ainda.
Essa metodologia de você pedir pras pessoas contemplarem mais e silenciar-se mais. Ficar mais em silêncio no momento da contemplação. Eu imagino também que no seu trabalho, no meio que você vive, deve ser comum também saber de exemplos de pessoas que estavam passando por alguma doença, por alguma questão ligada à saúde, que com essa aproximação da natureza, desse estilo de vida, conseguiu ter respostas melhores, tanto na parte laudo da medicina, como da forma que a pessoa estava enfrentando aquilo.
Acho que isso a gente consegue visualizar melhor. Isso é muito comum no seu dia-a-dia, saber, ver de perto isso. Tem o relato das pessoas que logo após uma imersão na natureza, elas relatam um bem-estar incrível, uma calma pra seguir adiante no dia-a-dia atribulado.
Eles falam, eles relatam, mas isso se você parar pra pensar, existem pesquisas que medem cortisol, que imediatamente é uma prática imersiva. Já mede pra ver como é que está, e você tem resultados incríveis de você se sentir muito melhor do que você começou a prática. Então sim, existem estudos que demonstram fisiologicamente todos esses aspectos no corpo, aspectos hormonais de bem-estar, sendo produzidos em grande quantidade pra pessoa ao final relatar, poxa, teve até uma médica que participou, ela falava assim, eu venho a esse parque há muitos anos.
Correi. Eu e meu marido, a gente corre aqui. Hoje, durante uma hora e meia, eu tive uma outra relação com o parque.
Eu sei que isso aqui é uma grande farmácia. Só o fato de respirar, você perceber os aromas das árvores, das plantas, e falar poxa vida, que bom isso, eu não tinha percebido esse movimento, os sons das folhas. Então, a pessoa fala, eu estou muito melhor.
Esse parque me deu, está me dando agora uma outro lugar de perspectiva de vida, de preservar. Eu quero preservar esse lugar agora. Eu faço parte disso aqui.
Eu não sou apenas um usuário do parque, como a gente costuma dizer. Então a gente vai ao parque e vê lá as pessoas caminhando, fazendo piquenique, com som, alto, etc. Ok, você tem um aspecto de socialização das áreas verdes.
Porém, essas práticas imersivas, elas são práticas que pedem pra gente ter calma, buscar um lugar mais tranquilo, e perceber o que move embaixo dos meus pés. O que se mexe embaixo dos meus pés nessa grama? Deixa eu explorar isso. Tem muita vida, né? Não é nada difícil de fazer tudo isso.
De colocar em prática. Começar é muito simples, inclusive. Não precisa de nada específico.
É só você mudar a forma que você está. Mudar a forma de ver e escutar as áreas verdes. Acho que isso é um caminho muito interessante que a gente pode começar a adotar.
Então, quem puder, quem puder parar um pouco no caminho de casa até o trabalho, parar num parque e fazer uma caminhada contemplativa, percebendo cada movimento daquele parque, o porquê aquela árvore, naquela estação do ano, ela deu aquela flor, e depois na outra estação não tem mais nada. Então, esse cuidado com o meio, é um jeito de a gente cuidar do planeta que a gente fala. Mais ou menos esse é o caminho.
E a gente fala muito, a gente está falando de os benefícios que a pessoa pode ter na parte da saúde. A gente pensa em algo, uma doença. Não que o que eu vou citar não seja uma doença, é uma doença.
Mas não é algo visível. Eu digo de problemas psicológicos, mentais, que envolvem até depressão. Eu imagino que isso pode ajudar e muito também nessa outra parte da medicina que a gente estava falando.
Pelo menos eu estava pensando em uma doença como, por exemplo, alguém está passando por um câncer e tem uma... a rotina mudou completamente, as notícias ali que a pessoa recebe do médico. Enfim, o processo mesmo do tratamento. Isso pode ajudar, claro, a pessoa que é a forma que a pessoa vem enxergar a vida.
Mas o processo de depressão, por exemplo, que não é uma linha exata que... acho que é isso que eu queria explicar ou perguntar, na verdade. Que não é uma linha... não tem um tratamento específico, quero dizer. Para cada pessoa é um caso, enfim.
E eu acho que isso também pode contribuir muito para pessoas que passam por esse tipo de situação. Os pesquisadores falam que as práticas na natureza são práticas que causam efeito medicinal de prevenção. O efeito ele não cura doença.
Você está na natureza e tem gente que gosta de ficar descalço, tem gente que não gosta de ficar descalço. Tem gente que prefere abraçar a árvore e tem gente que fala, não quero abraçar a árvore. Então, esse contato é muito pessoal, muito íntimo.
Então, veja. O conceito de efeito medicinal de prevenção é exatamente isso. Eu fortaleço o meu sistema imunológico ao respirar melhor e perceber que a mata, que a natureza me dá algumas respostas de minha memória.
As pessoas falam muito isso. Puxa, eu lembrei da minha família, eu lembrei da minha infância, eu lembrei de um momento feliz que eu sempre estive com os meus avós. Então, esse resgate de memórias boas causa um efeito de relaxamento que é incrível.
Então, efeitos de relaxamento, redução de estresse, melhoria de humor e aumento da criatividade já são vistas e já são pesquisadas há muitos anos com praticantes em atividades na natureza. Então, é novo num sentido, porque faz 30 anos que esse tema está vindo forte, porém, não é difícil de fazer. A gente pode fazer isso, colocar no dia-a-dia essa prática.
Mesmo que você não consiga ir até o parque, você pode observar dentro da sua casa como um exercício de um minuto ou dois minutos por dia. Sim. Aquilo que a gente disse, não tem como falar dessa parte de medicina integrativa, acho que fica muito bem, está muito bem nítido na cabeça de quem está acompanhando aqui o nosso episódio de entender qual que de fato é a relação, porque a gente colocou no título a natureza e a medicina integrativa no mesmo título, na mesma apresentação aqui do episódio.
Então, doutor, eu vou aproveitar o que a gente ainda tem um tempinho para entrar no mitos e verdades, que até a gente conversou um pouquinho antes de começar. Para quem já acompanha há muito tempo e sabe como funciona, para quem está chegando agora, a gente faz sempre um quadro aqui com nossos especialistas para falar sobre o que está sendo mais comentado na internet. Então, nas redes sociais, que as pessoas perguntam sobre determinado assunto, eu fiz um levantamento aqui sobre esse assunto que a gente está falando, tanto medicina integrativa como natureza, enfim, o que envolve os dois temas, e eu acho que a gente vai conseguir se aprofundar também em alguns tópicos aí que a gente ainda não tenha citado.
Então, o primeiro, doutor, a natureza só faz bem para a mente, não para o corpo. É mito, é mito. Na verdade, estudos comprovam que você tem um vigor físico maior e melhor com essas práticas.
Então, a mente sim e o corpo também. Então, isso é um mito. Até está usando o exemplo aqui, que acho que a gente pode explicar um pouco melhor também da fala de pressão, melhora do sono, que é algo que costuma ser mais falado entre as pessoas, porque alguma doença específica não tem uma preocupação, até para quem é jovem, às vezes não pensa tantos anos à frente, mas quando a gente fala de sono, por exemplo, até das pessoas mais novas, até as pessoas mais velhas, às vezes, acaba tendo algum período de dificuldade para isso, enfim, acho que isso de bem-estar também envolve até as partes mais simples que envolvem, que está ligado aí à saúde como, por exemplo, da pressão, que às vezes as pessoas têm esse medo de ter uma pressão alta, enfim, de estar com dificuldade de dormir, enfim, acho que isso fortaleceu o sistema imunológico.
Pois é, fortalecimento do sistema imunológico e a gente fala que o século XXI é um século de cuidados com a saúde mental, a gente precisa olhar para isso com muita calma, com muito cuidado, com muita atenção e independentemente do ambiente onde a gente está, pode ser hospitalar, pode ser escolar, pode ser corporativo, as pessoas estão numa velocidade muito maior do que o próprio corpo gostaria de estar. Por isso que eu falei do escaneamento, o que nesse momento dói em você, pare um pouco, perceba se você não está cada vez mais maltratando o seu corpo sem perceber porque a sua mente, a sua agenda, daqui a pouco eu tenho que estar em outro lugar, daqui a pouco eu tenho que buscar meu filho, não sei aonde, é uma loucura, e aí você, quando você pede para o paciente ou para o participante de um banho de floresta, que a gente chama, que ele pare um pouco, perceba, qual é o movimento interno que está tão atribulado, observe o movimento dessas plantas aqui, da copa das árvores que a gente está vendo aqui agora, que movimento é esse? Traz harmonia, o que é isso? Então, quando você para dois, três minutos só observando copas de árvores, que é um exercício muito bonito, você começa a perceber a nossa pequenez na condição de humanos, porque o quanto de água, o quanto de força que aquela árvore teve para se desenvolver daquele tamanho e a gente começa a perceber puxa vida, então eu também passo por essas dificuldades, para eu crescer eu também preciso quebrar muitas barreiras, preciso quebrar muitas algumas crenças limitantes que eu tenho, então tanto a medicina integrativa, quanto a estar na natureza, é um processo de quebrar essas barreiras e trazer para o simples, nada é complicado, pode ser complexo, mas não é complicado, cuidar da alimentação, cuidar do sono, respirar melhor, a gente precisa se preparar para dormir, como é que a gente se prepara para dormir todas as noites, o corpo ele automaticamente vai começando, ele deita antes da gente começar a deitar, o corpo já começa a dar sinais de querer descansar, conforme vai anoitecer chega, o corpo já fala pode parar, pode parar, vai procurar um canto para você, é mais ou menos assim. Sim, até a inflamação, eu cheguei a estava aqui na lista de benefícios, que às vezes alguém que está com esse, se sente inflamado de todas as formas, que aí entra até um pouquinho na parte do doutor Alexandre, um episódio só sobre isso aqui, acaba tendo esse benefício no contexto, consegue trazer isso no contexto.
Sim, consegue, existem também estudos ligados a processos inflamatórios e ligados também as práticas imersivas na natureza, e aí você tem respostas interessantíssimas para dizer, olha, vai por aqui que é um bom caminho, e de novo, é um efeito medicinal de prevenção, pode ser que não cure naquele momento, mas você toma uma consciência do corpo, porque a maioria dos nossos problemas, eles estão ligados a nossa mente, então a gente está o tempo todo fabricando informações para dar opiniões, para dar informações, para dar opiniões, e o corpo mesmo, a gente desassocia o corpo da mente, por isso que dentro das práticas integrativas vem, aparecem muito práticas mente e corpo, juntos, a gente tem que trabalhar junto, então esse processo de ansiedade, as crises de ansiedade, vem exatamente nesse lugar, eu não dou conta dos meus 24 horas por dia, e o meu corpo não dá conta, porque ele está cansado aquele dia. Nossa, a gente só escuta isso hoje, né? Eu queria que meu dia tivesse mais de 24 horas. É isso, é a sociedade do cansaço, aquele livrinho de um chinês, um pesquisador chinês que está com maior sucesso agora, chama Sociedade do Cansaço, ele fala exatamente isso, o quanto nós somos agora prisioneiros de um fazer, de um querer fazer toda hora, o tempo todo, um fazer, então esse é um problema do século, mais um problema do século XXI.
Você vê a vida passar muito rápido também, porque é exatamente isso, você está ali no modo automático da semana, esperando que chegue o final de semana para poder descansar um pouco, aí vira esse ciclo, você está vivendo ou sobrevivendo, até parece umas frases prontas, mas é algo para se refletir, você está vivendo ou sobrevivendo, porque esse viver no automático dá essa sensação de sobrevivência mesmo. E esse livro Sociedade do Cansaço ele traz exatamente isso, esses aspectos que a gente corre tanto, e a gente não quer parar para ficar ocioso de verdade. Quando a gente fica ocioso a gente fala, não, mas eu preciso colocar alguma coisa aqui, porque o meu dia não rendeu.
É, o dia não rendeu. É muito comum a gente ouvir isso dos alunos, dos clientes. Então assim, esse é um cuidado que a gente tem que tomar.
Então, voltando à questão do mito ou verdade, mente e corpo são acionados para um processo de bem-estar, quando você vai para práticas imersivas na natureza, quando você se conecta de verdade com a natureza. Porque, de novo, estar num parque apenas para um piquenique ou uma corrida rápida, ok, seu corpo vai dar sinais de vitalidade, ok, mas quando você vai com uma intencionalidade de viver aquele espaço verde e entender o porquê que você está ali, porquê que a sua vida está daquele jeito, essas autoavaliações, essas reflexões que a gente faz. Isso é fundamental.
Sim, muito legal. Agora, o próximo. Saúde integrativa é contra a medicina tradicional? Mito, né? Acabei trazendo um pouco da história, porque no movimento dos anos 60 e 70, era abandonem o convencional.
E a gente usa o termo convencional ao invés de tradicional, porque o tradicional é, vamos lá, os nossos ancestrais indígenas. Eles têm terapias medicinais maravilhosas e são tradicionais. Então, veja, o convencional ele precisa andar de mãos dadas.
Quando eu falei da roda da saúde, a gente tem a roda da saúde e no entorno da roda da saúde a gente tem os tratamentos convencionais. Cirúrgicos, medicamentosos. Então, não precisamos e não podemos abandonar isso.
Então, o médico ou o profissional de saúde que está atendendo o seu cliente, seu paciente, se ele quiser colocar uma dose de uma abordagem integrativa, é minimamente entender quais são as crenças desse cliente quando ele está num processo oncológico, por exemplo, quando ele está num processo depressivo, que crenças que aparecem ali. Então, medicina integrativa é juntar, sim, de maneira muito séria e muito segura para o paciente os aspectos das práticas, medicinas tradicionais, Ayurveda, então, indígena, quando você traz todos esses elementos para o que você tem de melhor da medicina e da tecnologia, aí você tem um espaço de medicina integrativa, somada às abordagens de escuta, de uma comunicação mais assertiva, mais generosa, é mais ou menos o caminho. É preciso morar no campo para se reconectar com a natureza? Não.
Aquilo até que a gente falou da plantinha em casa já é o suficiente. Olha, tem um exercício muito bom e aí serve para você, que você pode pegar um vaso pequeno que você tem na sua casa, preferencialmente uma planta viva, uma flor viva, e você vai fazer alguns exercícios pensando na sua respiração, então você vai pegar essa flor, essa planta, e você vai começar a perceber texturas, cores, tamanho, se tem aroma ou não, e vai respirando junto com esse movimento, vai respirando sei lá, um minuto e meio, dois minutos, pega uma flor lá que você gosta muito de cuidar dela, ou uma folhagem que você gosta muito de cuidar dela, e começa a perceber essas diferenças de ranhuras, de veios nas folhas, e aí você vai começar a perceber que o seu corpo vai entrando automaticamente num relaxamento, num estado de relaxamento muito, muito legal, e aí você pode fazer isso, se você tiver como desligar a luz e ficar num ambiente mais escuro, você pode pegar uma lanterna e colocar embaixo da folhagem e perceber como é que essa folhagem está agora com outras tonalidades, com uma iluminação diferente, então a gente consegue fazer vários exercícios pequenos de conexão com a natureza dentro de casa, alguns estudos demonstram que, por exemplo, o simples fato de você mudar um leito de hospital, então você tem as camas contrárias ou ao lado da janela, quando você muda o leito e coloca o paciente olhando para a janela e essa janela tem um descampado, tem uma área verde, o processo de recuperação dele é mais veloz, é mais rápido, só o fato de você tirá-lo de um espaço totalmente hermético, branco, aquela visão de hospital, quando você muda a posição da cama, você já tem respostas incríveis de um sistema imunológico vivo, operante, que ele diminui o tempo de internação e a recuperação é muito mais rápida, haja vista que existem hospitais que estão colocando logo após, no centro cirúrgico, aquela sala de recuperação, cirurgia, não é mais um espaço totalmente branco, existem ali um convite para você perceber uma grande tela com caminho no meio de uma floresta ou uma cachoeira, então são elementos que você pode colocar para que quando eu acordo de uma cirurgia e dou de frente para um lindo quadro de árvores e uma caminhada assim, uma trilha, o paciente já começa a falar, puxa, é outra relação, é outra relação, então veja que os hospitais estão fazendo isso, estão preocupados com, a gente chamou do conceito de biofilia, a biofilia é você transformar espaços corporativos, hospitalares, empresariais em jardins, então você, quanto mais folhagem, plantas, você traz para esse espaço, mais você traz no ser humano o desejo de cuidar, primeiro eu cuido da planta, da minha mesinha, aí eu cuido da planta da vizinha, da mesa do meu vizinho ali no espaço, eu vou criando redes de cuidados, por meio de plantas, então, tão grande que é essa conexão, então, essa é mais um mito aí. E que a gente falou que é simples de começar, pelo menos, de dar o primeiro passo.
Simples. Banhos de floresta realmente ajudam na saúde mental? Então, há estudos que dizem que tomem cuidado, porque o que eu tenho que fazer? A saúde mental tem vários, tem aspectos para várias doenças, e para determinadas doenças, o banho de floresta tem que ser reduzido. Estudos apontam que por semana, 120 minutos é o ideal para a gente ter de volta aí a saúde plena, quando a gente vai em espaços verdes.
Duas horas por semana, a gente poderia distribuir, pode ser meia hora por dia, 20 minutos, a gente pode distribuir, e aí você tem, então, uma reconexão muito importante e uma saúde de volta. Para determinados casos, e aí as pesquisas apontam isso já, ou o banho de floresta, porque o banho de floresta é uma prática de contemplação nas áreas verdes. Você conduz o grupo para lá, ou você sozinho pode fazer essa atividade de perceber a natureza, e você pode ficar sentado, não tem movimentos bruscos no banho de floresta.
Porém, o que acontece é o seguinte, para determinadas queixas ou doenças, o tempo da atividade é menor. Então, tem que ser menor. Não dá para ficar duas horas com pacientes com esquizofrenia.
Esquizofrenia, na verdade, não é nem aconselhado. Então, para determinados queixas ou doenças, ligadas ao mental, é uma abordagem diferente, é um banho diferente. Entendi.
Então, a resposta seria sim, porém depende. Depende. Depende.
Tá. Cada pessoa tem um jeito de lidar com o entorno. Tá.
Importante isso. A alimentação não influencia na saúde emocional? É mito, né? Porque a gente sabe que cérebro e intestino estão o tempo todo ligados. Tá o tempo todo ligado.
E a saúde emocional é essa sensação de bem-estar que eu tenho. Quando, obviamente, eu vou para um lugar exagero na alimentação, exagero numa bebida, automaticamente o organismo se prepara, se ajusta para proteger a si mesmo. Os órgãos se ajustam.
E causam sensações de mal-estar, sensações de que realmente eu exagerei. Então, é verdade que a qualidade da alimentação está totalmente ligada ao bem-estar mental, a saúde mental ou a saúde da nossa própria consciência. É mais ou menos isso.
Então, a minha resposta é que tem tudo a ver. Tem tudo a ver. A saúde integrativa é só para quem tem muito tempo e dinheiro? Essa pergunta parece muito, muito, muito.
Então, tá certo aqui as perguntas mais questionadas na internet. Sim. Então, vamos lá.
A medicina integrativa ou a saúde integrativa ela nasce para que as redes de saúde tivessem, obviamente, no primeiro momento menos pacientes com reincidivas. Então, tem paciente que vai e volta, vai e volta com a mesma queixa, aí tem medicação, vai e volta com a mesma. Então, ele é um grande usuário do sistema de saúde.
É óbvio que a gente não pode ser ingênuo de falar não, mas a saúde, a medicina integrativa é muito generosa, ela veio em paz. Ela vem também para cuidar desse sistema de saúde, para falar, olha, quanto mais ferramentas de autogestão eu der para o paciente, menos ele visita o sistema hospital. É óbvio, porque ele vai ter o autocontrole, ele vai perceber que ele exagerou numa alimentação, por isso que ele está passando mal, ou que ele teve uma crise de ansiedade, porque ele teve um problema no relacionamento.
Então, essa autogestão que a medicina integrativa contribui para o paciente, porque lembra? Na medicina integrativa, o paciente é convidado a construir o itinerário de saúde junto com o médico. Então, a medicina integrativa, ela vem exatamente nesse lugar. Quando eu tenho pacientes mais autônomos, eles visitam menos hospital.
Isso tem um viés de custo, óbvio, de investimento. É um lugar que a gente fala muito. Porém, as pessoas, quando elas tomam o rumo da sua vida, da sua saúde, elas ficam mais responsáveis por aquilo que ingerem, da qualidade do seu sono.
Por que eu perdi o sono? Então, essa autoavaliação precisa ser feita todo dia, ou quando acontece exatamente esse problema de perda de sono. Ela pode ser cara, mas ela não precisa ser cara. Nós temos alunos que vêm, montam suas clínicas, ou já tem suas clínicas, ou tem seus espaços, são terapeutas.
Eles agregam valores. Então, com mais uma certificação, eu aumento o valor da minha consulta, por exemplo. E a gente costuma dizer que tudo bem, porque cada aluno tem um propósito, tem um projeto profissional.
Isso independe. A gente não entra em julgamentos de forma alguma, porque cada pessoa busca nessa formação um jeito de melhorar a sua abordagem. Automaticamente, as pessoas costumam aumentar o horário da consulta.
Então, o que era 50 minutos, passou para uma hora e meia, porque agora você vai querer saber o porquê o cachorro da sua paciente teve um problema de saúde, e ela estressou, e ela descompensou no tratamento. Você vai querer saber como é que está o cachorro. Então, você vai automaticamente ampliando o horário de atendimento.
Mas isso não é geral. Depende de cada médico, de cada profissional de saúde. Então, essa resposta pode ser sim e não.
Porque pode ser cara a medicina disintegrativa, pode ter uma oferta cara, mas também pode ter muita coisa, como a gente já vê no SUS, muitas práticas integrativas acontecendo nos postinhos de saúde, nas UBSs, em hospitais também fazendo isso. Então, há situações onde a oferta tem um valor alto, e há situações onde ofertas com valores baixos ou até gratuitos. Mas vale lembrar que a medicina integrativa é um movimento de retomada de consciência do próprio corpo.
Por que eu estou nesse lugar de me autoflagelar? Por que eu estou nesse lugar? Então, essa tomada de consciência vai por aí, Letícia. Sim, independente também da parte do médico. Por isso que na medicina integrativa é parceria, o tempo todo parceria.
Então, pode ser sim e pode ser não. E vai depender do formato da clínica, do desenho das clínicas, do contexto de cada um. A gente tem clínicas, não só no Brasil, mas também no exterior, que você tem que investir grande, uma fortuna quase.
E tem lugares que são gratuitos e você pode fazer de uma maneira muito tranquila. Então, depende. Legal.
Para finalizar, doutor, que eu já estou passando aqui do seu tempo, estou até preocupada, mas vamos finalizar com essa pergunta que eu acho que é muito importante. Bem-estar é só ausência de doenças? Não. De jeito nenhum.
Muitas pessoas pensam só em doença, né? Ah, eu estou bem porque eu não estou doente, mas aí é igual o que a gente falou. Tem uma rotina que odeia, uma vida de sobrevivência. É, porque há situações no hospital de pacientes em cuidados paliativos onde a equipe de terapeutas do Einstein, eles são chamados apenas para estar ao lado do paciente.
Que mesmo no processo de finitude de vida, ele está bem. Há pessoas que falecem, óbvio, no hospital. Nesse momento de despedida, ele está muito bem.
A doença existe, está instalada e levou a vida dela. Mas aquele momento dela, ela está iluminada e de bem-estar é incrível. Então, as práticas de bem-estar, você pode ter doenças ligadas a ela, mas você compreende o tamanho dessa doença.
Compreende os mecanismos, as suas atitudes que fazem com que ela piore. Então, bem-estar é uma tomada de consciência, mesmo em quadros de doença. Então, a gente precisa ficar forte para isso.
E como eu disse anteriormente, a gente pode fazer várias leituras. Como está a minha alimentação? Como estão os meus relacionamentos? Meu contato com o verde? Minhas práticas, meus exercícios físicos? O meu tempo de descanso? Então, para todos nós, a gente precisa entender que o bem-estar é um presente que a gente pode dar para nós mesmos todos os dias, independentemente da nossa situação. Se a gente está passando por um processo de doença ou não, como é que eu reajo a isso? Como é que eu tomo, de novo, o rumo da minha vida e conduzo o meu corpo para um lugar de... a gente chama de... para a nossa ilha de paz.
Então, o bem-estar, a gente resume mais vezes... Eu gosto muito de fazer essa comparação com uma ilha de paz em meio ao caos, que muitas vezes a gente está no dia a dia. Então, é mais ou menos por aí. Doutor, muito obrigada pela sua participação.
Tenho certeza que para quem chegou também, aqui até o final, conseguiu aprender demais com tudo que você falou, ensinou. Enfim, eu quero deixar um espaço aberto também para quem queira te procurar, enfim, médico ou paciente que tem alguma dúvida. Vou pedir para comentar aqui no vídeo também, que a gente está sempre de olho.
Pode comentar se tiver alguma dúvida, algum tema relacionado aqui à especialidade do doutor, que a gente pode trazê-lo novamente para conversar com a gente, porque o tempo é curto e a gente tem muita coisa para falar. Mas, então, deixa o espaço aberto se quiser passar alguma rede social, enfim, algum site, algo que prefira para o pessoal te procurar. Eu tenho, na verdade, um website que é bit.ly / espiredu Depois você pode colocar? A gente vai colocar aqui, melhor, que aí o pessoal já injecta.
Porque ali eu coloco as formações, eu coloco, na verdade, a minha agenda de banhos de floresta, que eu realizo ali no Parque Alfredo Volpi, na cidade de São Paulo, e também no Museu da Água, na cidade de Indaiatuba. Então, eu tenho esses grupos Eu tenho esses grupos que eu costumo fazer a facilitação dos banhos de floresta e também a formação em facilitação de conexão com a natureza, que é um curso muito bonito, de 15 horas. Ele acontece ali no Parque Trianon, na Avenida Paulista.
Ótimo! Então a gente deixa o link porque aí quem tiver alguma dúvida pode procurar por lá e também a gente pede pra, como eu falei, deixar os comentários aqui que a gente está sempre de olho e a gente te traz de volta pra conversar um pouquinho mais. Muito obrigada, viu, doutor? Eu que agradeço. Antes, eu também queria, antes de me despedir aqui de vocês, agradecer o patrocínio aqui da Amato Cast, pra quem já é antigo já sabe, pra quem está chegando agora, do Laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa.
O foco da Origem é qualidade de vida e prevenção. Obrigado a você que acompanhou a gente mais uma vez aqui no nosso AmatoCast. Não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante pra que a gente continue trazendo os nossos especialistas em saúde.
Obrigada e até a próxima. Tchau!
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