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Lipedema e Fisioterapia: O Que Funciona e O Que Pode Piorar! | AmatoCast Ep. 64

Lipedema Talks, episódio 64

Lipedema e Fisioterapia: O Que Funciona e O Que Pode Piorar!

59 min

Com Letícia Miyamoto e Mariana Milazzotto

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Neste episódio

A fisioterapeuta Mariana Milazotto explica como a fisioterapia pode aliviar a dor e a sensação de peso nas pernas de pacientes com lipedema, dentro de um tratamento multidisciplinar com alimentação, atividade física e autocuidado. Ela afirma que a drenagem linfática deve ser leve e não deve doer, porque pressão excessiva colaba os vasos linfáticos. O episódio também diferencia lipedema de linfedema, fala de compressão e exercícios, alerta para procedimentos estéticos que podem piorar o quadro e traz um quadro de mitos e verdades.

Assista

Sobre o episódio

No novo episódio do Amatocast, Letícia Miyamoto conversa com a fisioterapeuta Mariana Milazotto sobre a relação entre lipedema e fisioterapia. Mariana explica como descobriu sua paixão pela fisioterapia, como foi sua transição para a área vascular e o desenvolvimento do método Desvendando o Lipedema, voltado para profissionais da área. Durante o bate-papo, Mariana esclarece como a fisioterapia pode aliviar a dor e a sensação de peso nas pernas, comuns em pacientes com lipedema, e destaca a importância do tratamento multidisciplinar, envolvendo nutrição, atividade física e autocuidado. Ela também alerta sobre procedimentos estéticos que podem piorar a condição e explica a diferença entre lipedema e linfedema. Além disso, Mariana fala sobre drenagem linfática, compressão, exercícios e mudanças de hábito essenciais para o controle da doença. O episódio traz ainda um quadro de mitos e verdades sobre fisioterapia, esclarecendo dúvidas frequentes.

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Transcrição

Olá meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um Amatocast pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais para falar sobre dois temas muito importantes que é a longevidade da mulher mulher e quedas e o impacto na saúde. Hoje, novamente, nós recebemos uma convidada especial, já adiantei que é uma mulher, a fisioterapeuta Mariana Milazotto e também a gente vai falar sobre um tema que vocês já tinham pedido aqui durante os nossos Amatocasts, que é lipedema com uma relação com a fisioterapia.

Então, já vou introduzir aqui a nossa convidada especial de hoje, apresentar para vocês. A Mariana Milazotto é formada pela Universidade Cidade de São Paulo, é mestre em Ciências Médicas pela USP, formada pelo Método Europeu para Atendimento de Lipedema, desenvolveu o método Desvendando o Lipedema e é fisioterapeuta do Instituto Amato desde 2013. Finalmente então, bem-vinda Mariana.

Muito obrigada, obrigada pelo convite, é muito especial estar aqui com você conversando sobre esse assunto que tanta gente tem perguntado, que está tão em alta e a prevalência da doença é uma prevalência alta, então acho que vale a pena a gente informar cada vez mais, né? Com certeza, é a primeira vez que a gente traz uma fisioterapeuta aqui no canal, pelo menos no Amatocast, desde que eu comecei a apresentar, é a primeira vez que a gente conversa com uma fisioterapeuta. Tem muitas dúvidas, imagino que uma hora nem vai dar tempo para tudo, o pessoal costuma comentar algum outro tema que eles gostam, já dou a dica para você que está acompanhando, para a gente te trazer de novo, para falar sobre um outro assunto relacionado à sua profissão e também já quero saber como que você escolheu a fisioterapia, como você sempre quis ser fisioterapeuta desde criança, adolescente? Essa história é engraçada, bom, primeiro é uma honra ser fisioterapeuta dentro dessa equipe, dessa grande família, uma família de médicos que me acolheu, me ensinou demais, então já são aí junto com eles 12 anos, então muito obrigada doutora Alexandre e todos os da família Amato. Ser fisioterapeuta não era uma certeza, eu tinha muitas dúvidas, na verdade ou eu queria medicina, ou eu queria ciências da computação, ou eu queria arquitetura, e aí no colégio onde eu estudava, um colégio tradicional de São Paulo, no último ano do colégio a gente tinha que se dividir entre exatas biológicas e humanas, então a gente tinha que escolher mais ou menos qual área a gente ia seguir para direcionar o vestibular, e aí eu achei que eu ia para biológicas, que eu ia fazer alguma coisa da área da saúde, e eu tinha um tio médico neurologista, que era uma grande referência de um hospital grande de São Paulo, e ele me levou um dia para acompanhar uma rotina do hospital onde ele trabalhava, e aí que eu conheci a fisioterapia, me encantei pela fisioterapia e decidi que eu ia prestar a fisioterapia, e enfim, prestei fisioterapia, entrei na fisioterapia, e aí já são muitos anos, quase 20, de formada em fisioterapia.

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Você parece muito nova, para ter 20 anos de formada. Pois é, eu me formei em 2006. Muito obrigada, são quase 20.

E aí, o meu rumo não foi dentro dessa área da vascular, então eu, logo que eu me formei, eu entrei num grande hospital em São Paulo, fui trabalhar com reabilitação, trabalhei 10 anos com reabilitação muito focada em pacientes neurológicos, pacientes com dor, mas já trabalhava aqui também no Instituto Amato, e aí o doutor Alexandre foi me trazendo um pouco para esse mundo dele, até um dia que ele voltou da Alemanha com muitas novidades em relação ao lipedema, a história dele com o lipedema, e aí ele falou para mim, eu preciso de uma fisioterapeuta comigo, e aí eu falei, mas não é minha área, eu não, não, mas você vai estudar, você vai estudar junto comigo, e você vai aprender, e você vai ser meu braço direito da fisioterapia, e aí foi assim que eu comecei a atender os pacientes de lipedema dele, e fomos construindo, e desde então, eu tô aí nesse mundo do lipedema, junto com a equipe. Legal, e a lipedema, o lipedema então agora é o que você mais atende, os pacientes relacionados ao lipedema? Isso, eu ainda tenho uma grande paixão, que são os pacientes que têm dor, são os pacientes neurológicos com dores na coluna, então eu tenho outros focos, mas eu atendo bastante paciente de lipedema hoje, por estar envolvida dentro da equipe do Instituto, tenho braços com outras fisioterapeutas que me ajudam a atender toda demanda, né, e desenvolvi o método Desvendando o Lipedema justamente porque a gente viu uma grande carência de profissionais da minha área, que não entendiam o que era o lipedema, e recebiam as pacientes e não sabiam tratar, então o Desvendando o Lipedema é um curso de formação para esse público, então para essas profissionais da minha área, para elas entenderem e aprenderem como tratar essas pacientes. Legal, inclusive para quem está acompanhando esse episódio, eu imagino que tem alguma dúvida relacionada ao lipedema, ou tem lipedema, ou tem alguém na família que tem lipedema, já adianto também que são muitos os episódios, inclusive com o doutor Alexandre, falando sobre as causas, como funciona o tratamento na parte médica, então agora nesse episódio a gente não vai entrar nessa questão de novo, né, do que é lipedema, porque a gente já imagina que quem está acompanhando até aqui já sabe sobre tudo isso, então a gente vai entrar mais nessa questão da fisioterapia mesmo relacionada à doença, claro que a gente acaba citando uma coisa ou outra da causa, né, o que pode ou não tá relacionado, mas para quem gosta ou quer saber mais algum detalhe específico sobre a doença, tem vários episódios que a gente deixa aqui para vocês, para vocês acompanharem pelo link também.

Então antes da gente ir direto para o nosso assunto, vou reforçar para quem já está acompanhando há um tempo, sabe que a gente tem uma novidade aqui no canal, que é um patrocínio para o Amatocast, do laboratório Origem, que é especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa, com foco de origem, qualidade de vida e prevenção. Agora a gente pode de fato ir para o nosso assunto, né, para o nosso episódio de hoje, quero começar perguntando a respeito das consequências, né, que são trazidas pelo lipedema. A maior parte dos pacientes que comentam aqui nos nossos vídeos, né, que procuram a clínica, falam sobre a dor, que às vezes imaginava que era normal, aquele final do dia que não estava aguentando de dor na perna, doutora Alexandre também sempre fala bastante sobre isso, que é a principal queixa, né, dos pacientes, então quando que começa o tratamento com a fisioterapia para esses pacientes que já são diagnosticados com o lipedema? Tá, então assim, sim, uma das queixas principais e uma das queixas que a gente mais trata na fisioterapia é a dor, a dor intensa ao toque e a sensação de peso nas pernas.

Todas as pacientes já desde o estágio 1 da doença costumam ter essas duas queixas, dor e sensação de peso. Conforme o estágio da doença progride ou conforme o estágio da doença aparece para essa paciente, ela vai ter outras questões que envolvem a fisioterapia, então ela vai ter algumas deformidades envolvendo esse acúmulo anormal de gordura e essa paciente começa a ter deformidades ortopédicas, ter dores que se transformam no zelipé, mas a princípio, a principal queixa é dor e sensação de peso. Essa paciente também vai ter uma queixa estética e a nossa visão a princípio é melhorar as queixas físicas e como consequência trazer a melhor estética.

Num primeiro momento ela vai ser diagnosticada pelo médico, eu até recebo algumas pacientes que chegam para mim de primeira mão antes de chegar para eles, mas eu não faço diagnóstico, eu direciono essas pacientes porque eu acho importante elas terem um acompanhamento médico, elas têm que ter alguém de referência, mas se elas tiverem a oportunidade de começar junto o médico e a fisioterapia, a gente casa muito bem o tratamento e aí a gente consegue melhorar muito rápido essa queixa de dor e sensação de peso. Então a princípio, o ideal é que o tratamento comece junto, assim como é uma indicação nutricional, algumas pacientes sabem que a mudança do estilo de vida, de hábitos de vida, as alterações de dieta, elas são importantes, então no geral o médico ali na consulta, ele dá já muitas coisas, muitas dicas de dieta, de nutrição e tal, mas no geral a nutrição, a fisioterapia e o médico juntos seria o ideal para começar um tratamento. E tem aquela fase, Mariana, que as pessoas sentem mais dor para depois melhorar? Costuma acontecer isso? Porque às vezes elas reclamam que mexer ali dói muito, né? Já se antecipam que a fisioterapia vai mexer e que por isso tem esse medo, né? Tem uma fase de dor intensa para depois começar a melhorar, a dor piora... Na verdade não, né? Isso até é um pouco de limite, porque as pessoas acham que a fisioterapia vai doer.

Primeiro que a fisioterapia para o lipedema não pode doer e isso é uma coisa importante porque muita gente por aí vai procurar, por exemplo, um serviço de drenagem linfática e sai da drenagem roxa, sai da drenagem com muita dor, isso não foi uma drenagem linfática, até porque o sistema linfático ele é muito superficial, se você aperta demais em qualquer movimento que você faça, você colaba o vaso, você não ajuda a linfa a fluir. Então, na teoria, a drenagem linfática ela é muito leve e ela não deve doer. Não é só a drenagem que a gente faz dentro de uma sessão, mas a fisioterapia ela não vai piorar a dor para depois a paciente melhorar.

Se essa paciente tiver a consciência de que ela precisa melhorar hábitos, ela vai melhorar progressivamente a inflamação do seu corpo e essa dor vai diminuir cada vez mais. Então, não tem um pico de dor para depois ela melhorar, a menos que ela não faça o tratamento corretamente de início, mas de início não tem um pico absurdo de dor com a fisioterapia, que as pessoas querem fugir da fisioterapia. Pelo contrário, a primeira sessão de fisioterapia costuma ser um grande alívio para essas pacientes.

Logo na primeira sessão você já consegue dar esse alívio? Principalmente da sensação de peso nas pernas. Às vezes é um alívio que dura até 48 horas pós-sessão, sabe? E conforme elas vão progredindo no tratamento clínico, essa sensação desaparece, mas muitas pacientes conseguem já bem-estar, resultados bacanas já na primeira sessão. E a questão estética, que é muito importante para as pacientes do lipedema, porque é muitas vezes visível, né? Agora que está ficando cada vez mais conhecida, as pessoas sabem identificar de onde, quando tem ou não.

Isso você também consegue auxiliar nessa melhora estética daquela paciente? Sim, como eu falei, essa melhora estética é sempre uma consequência do que vem antes, né? Então a gente faz uma série de tratamentos, utiliza alguns recursos que ajudam a diminuir aquele aspecto fibrótico da celulite, aquela casca de laranja intensa, mas existem alguns equipamentos, e até por isso que a gente pensou em montar o Desvendando o Lipedema, porque tem muita gente que é da área estética e da fisioterapia, que se chama fisioterapia dermatofuncional, que é o pessoal que trata da estética, que acaba usando muitos equipamentos estéticos que pioram o processo inflamatório local, porque a maioria dos equipamentos estéticos, eles promovem uma inflamação local para você melhorar estímulo de colágeno, por exemplo, né? Ou para você congelar gordura, enfim, não vou falar o nome dos procedimentos, mas é mais ou menos isso. E essa inflamação local dos equipamentos, ele piora o quadro de dor, ele piora o quadro do lipedema especificamente, que já é uma doença inflamatória, né? Então a gente tem que tomar cuidado com alguns equipamentos, mas sim a gente consegue melhorar a estética quando? Quando essa paciente está muito bem controlada do processo inflamatório, então é uma paciente que já tem consciência dos gatilhos inflamatórios, do que ela consome que piora o quadro dela, e aí eu consigo introduzir, por exemplo, um equipamento específico, e aí a gente vai saber se aquele equipamento foi realmente bom ou não, porque se ela sentiu dor, mas ela tá toda controlada do resto, foi o equipamento. Se ela não sentiu e ela melhorou o aspecto, legal, vamos seguir nesse caminho.

Então o caminho estético, ele é mais longo, os resultados, eles não são tão imediatos quanto os resultados de dor e sensação de peso, mas como experiência, essas pacientes que chegam com muita dor e sensação de peso nas pernas, elas até esquecem um pouco da estética quando elas melhoram desses sintomas, que são os sintomas principais, porque elas começam a viver sem dor, e aí a questão estética ela já é secundária, ela não é mais uma coisa que incomoda, enfim, óbvio que vai incomodar e vai ter algumas questões que vão ter que ser resolvidas no final do processo, às vezes até com um procedimento cirúrgico para retirar, por exemplo, a gordura no final do processo, mas a maioria fica feliz de melhorar sintoma, de melhorar medida, de melhorar, a qualidade de vida também, a autoestima, às vezes que a pessoa começa a se sentir mal por dentro, seria a palavra, às vezes é mais do que a questão estética, aquele exterior, que aí realmente a pessoa tá se sentindo mal, com uma autoestima baixa. Importante a gente citar também, já entrando nesse assunto aí da estética, quando a pessoa não sabe que tem nipedema, por exemplo, procura aquelas clínicas, às vezes biomédicos ou outras especialidades que oferecem esses, você citou alguns, o equipamento, eu até já reconheci vários, sabe quando você passa na frente da loja e tem ali promoção, faça tantas sessões, portanto, a pessoa não sabe que tem nipedema, isso pode piorar então o quadro, caso ela escolha esses procedimentos. E a gente recebe muita paciente que vem com esse histórico, ah, eu fui numa clínica de estética e aí, assim, a gente não tem que julgar a esteticista, mas a gente tem que pensar que hoje, que é uma doença que já tá sendo muito divulgada, que já tá sendo muito falada, as pessoas precisam conhecer, pelo menos, pra não fazerem esse tipo de coisa.

Então aí ela vai numa clínica e aí a clínica promete congelar gordura, eliminar 30% da gordura, que é aquele culote que incomodou ela a vida inteira. Só que ela não sabe o que ela tem, ela não sabe que é uma doença inflamatória, ela faz um procedimento X que vai provocar muito mais inflamação e aí ela vai ter uma piora do aspecto da perna, porque a perna dela vai piorar a inflamação, a celulite dela vai intensificar. Então tem muitas pacientes que chegam pra gente contando, ah, porque eu fiz tantas sessões do procedimento X, eu fiz tantas sessões do procedimento Y e a minha perna só piorava a estética e a dor, né? Então, sim, a gente tem que tomar cuidado com algumas coisas que se oferecem e hoje, como eu disse, ah, o lipodema tá na moda? Não, não é que tá na moda, é que tem falado mais do assunto e a gente sabe que a prevalência é alta, mas também tá aparecendo muita gente querendo receitas milagrosas, tratamentos milagrosos e isso é perigoso, né? As pessoas que têm lipodema, elas têm que entender que elas estão participando de um processo, elas têm que se inserir dentro do processo, então eu falo pra paciente, você é protagonista da sua história, então se você não mudar o seu hábito, seu estilo de vida, você não vai conseguir que eu resolva o seu problema, né? Então tem muita gente que procura uma solução rápida, mas ela não tem a intenção de mudar ela mesma, né? Então o que a gente trabalha muito nas pacientes é isso, assim, é você mudar, você entender o seu corpo, você entender os seus sintomas e aí sim você vai procurar ajuda e vai conseguir ajuda que você procura, né? Eu até ia te perguntar agora de como funciona, né, o início do tratamento, assim, na prática, né? Quando chega uma paciente ou um paciente pra te procurar relacionado a ele, a gente sabe que é o homem mais difícil, né, de ter o lipodema.

É, é mais raro, é. Mas quando chega, então, a pessoa ali pra você, como que você costuma lidar na prática mesmo? Assim, o que a pessoa pode esperar da fisioterapia relacionada ao lipodema? Mas você disse, já era a minha pergunta, se é um tratamento já padrão pra todas as pessoas ou é de paciente pra paciente? Não, não existe um protocolo, então assim, primeiro, é importante você fazer uma ampla avaliação dessa paciente e aí a avaliação, ela contempla tanto você avaliar a história, conversar com essa paciente sobre desde quando os sintomas dela começaram, se tinha alguém da família que tinha as pernas parecidas com a dela, enfim. Você vai sempre perceber que sempre tem uma tia, uma avó, uma prima, uma mãe, e que normalmente os sintomas batem de início com algum evento hormonal da vida da mulher, né? E aí, ah, o que que, você já percebeu o que que seu corpo, como que sua perna fica pior, o que que você come pra sua perna ficar pior? Ou, o que que você faz pra sua perna ficar pior? Ah, tem muita mulher que tem a questão de estresse relacionado, então às vezes o estresse é um gatilho, né, inflamatório pra algumas mulheres. Aí tá bom, feito isso, você vai fazer uma avaliação física dessa mulher.

Quando você fizer toda a avaliação, você vai conversar com ela sobre quais são as suas expectativas e o que você realmente pode entregar pra ela do que ela tá esperando. E nessa primeira conversa, você já precisa pontuar justamente o que eu acabei de te falar, ela precisa entender que ela é protagonista do processo. Então, depende muito mais dela do que de mim, ou do que do doutor Alexandre, ou do que da nutricionista, o sucesso no resultado.

Entendido isso, você monta pra aquela paciente algo, a gente chama de respeitar a b-individualidade, então é algo individualizado pra aquela mulher. No geral, a adrenagem linfática, ela tá em todas as sessões da fisioterapia, porque a gente imagina que a gente tem um problema microvascular, então a gente tem uma dificuldade de função do sistema linfático, então ele não tem uma lesão, mas ele tá um pouco mais lento. E aí o sistema linfático é o que leva embora os líquidos em excesso dos tecidos.

No caso dessa mulher, ela tem muita gordura inflamada na perna, e esse líquido intersticial que tá ali entre as células, ele tem citoquinas inflamatórias. A partir do momento que eu dreno, eu elimino o máximo possível, não é tudo, mas eu elimino, junto com o líquido, parte dessas citoquinas inflamatórias, então eu diminuo o sintoma só na adrenagem, a gente parte desse princípio. E aí, algumas pessoas substituem a adrenagem por máquinas, por exemplo.

Eu não condeno, mas eu acho que nada substitui a mão do profissional, então tudo que a gente fisioterapeuta, tudo tá no toque, a gente precisa sentir. Até porque a minha mão tá sentindo o aspecto da pele, aquela consistência da gordura, a fibrose, então assim, eu priorizo a minha mão e utilizo máquinas em outros momentos. Então a adrenagem, ela faz parte de quase todas as sessões de fisioterapia.

E aí, junto com a adrenagem, a gente pode utilizar alguns equipamentos pra modular essa inflamação, então a gente utiliza laser ou LED, que a gente chama de fotobiomodulação, pra diminuir um pouco esse processo inflamatório local, ou até mesmo sistêmico, porque tem uma técnica que é o ILIBE, que é o laser aqui na artéria radial. Tô resumindo, tá? Não, não tem problema, pode dizer que o pessoal quer saber mesmo na prática, né? É, então mais ou menos o que acontece numa sessão. Daí, a gente vai pensar em modular a inflamação com fotobiomodulação, a gente vai pensar em diminuir edema com drenagem.

Muitas das vezes, a gente utiliza em fachamento dentro da sessão, existem umas faixas específicas com umas bolinhas, são algumas marcas, que elas diminuem um pouco quando elas são aplicadas com compressão, essa fibrose, é como se quebrasse, é um pouco da fibrose, que é a fibrose entre as células de gordura, que é a casca de laranja, aquele aspecto. Então a gente utiliza, por exemplo, de enfaixamento pra algumas mulheres. Mas tudo isso depende da minha avaliação, de como tá a perna daquela mulher, de qual é o estágio em que ela se encontra.

Aí, por exemplo, se eu tenho uma paciente que tá num estágio mais avançado, que ela tem uma questão articular envolvida, então ela tem uma osteoartrose no joelho, ela tem dor no joelho, ela tem restrição de movimento no tornozelo. Daí eu posso usar, dentro da minha sessão, a eletroterapia pra melhorar a dor, que seria uma analgesia daquela região específica, articular. Daí eu utilizo exercícios com movimentação e fazendo mobilidade.

Eu, dentro do meu consultório, eu tenho um reformer, que é um daquele equipamento do Pilates. Mas, enfim, as pessoas podem utilizar o que elas tiverem pra fazer o exercício, mas a gente trabalha a mobilidade da articulação. Algumas pacientes já estão em fase que elas conseguem começar a fazer fortalecimento muscular.

Então a gente sabe que pra paciente com lipedema é mais difícil de ganhar músculo. E aí, quando você começa a diminuir a inflamação, o processo inflamatório, e essa paciente começa a perder gordura, ela precisa começar a ganhar músculo. E aí ela pode começar a ganhar músculo junto com você, na fisioterapia.

Então, tudo isso é um planejamento de sessão, e isso é muito dinâmico, porque começa de um jeito, e essa paciente vai seguindo com você, e você vai mudando conforme ela vai precisando, conforme a fase de tratamento. Enfim, então é mais ou menos assim que funciona a fisioterapia pra uma paciente com lipedema. Não dá pra gente falar que a gente tem um protocolo, e na sessão 1 vai ser assim, na sessão 2 vai ser assim, não.

Porque às vezes a paciente imagina que chega com uma expectativa pra você, né? Chega, super. Já viu que a minha amiga fez assim, então acho que vai ser assim, não, quero fazer assim, sei lá. E hoje, a gente sabe que tem muita informação na internet, a gente sabe que tem muita gente oferecendo serviços, a gente sabe que tem muita coisa que tá sendo oferecida que às vezes não é o que a gente acredita, e aí você também precisa, já que a pessoa chegou até você, ela te conhece um pouco, ela sabe um pouco do seu perfil, da equipe que você trabalha, né? Então ela vai seguir na sua linha.

E aí as pessoas que às vezes procuram outra linha, elas sabem o que elas estão buscando também em outro lugar, né? Então, mas de qualquer forma, sempre alinha essa expectativa, sempre, é super importante. E a avaliação principalmente, porque é ali que você vai mostrar pra ela. Então a gente aplica questionário, a gente tira foto, a gente faz bioimpedância, porque depois de x sessões, normalmente 10, eu reavalio, eu reaplico o questionário, eu refaço as fotos, refaço medida, refaço bioimpedância, e aí eu vou mostrar pra ela que às vezes ela não tá enxergando, porque o espelho não tá mostrando, mas aí a gente mostra os resultados de outra maneira, né? Sim.

Em alguma situação você precisa utilizar de algo minimamente invasivo, a gente falou bastante disso, desculpa, inclusive vai ser um próximo episódio, a gente vai falar especificamente de como funciona nesses procedimentos pra diagnóstico, tratamento, mas nesse caso, costuma ser utilizado de alguma forma, algo interno mesmo na pessoa ou não? Não. Super mais externo? É. A gente utiliza de alguns equipamentos, mas nada que seja invasivo. A fisioterapia, não.

Daí o médico, ele tem outras condutas, eles fazem as infusões e tal, mas a fisioterapia não faz nada invasivo na paciente. É tudo no externo, então, pra já quem procura ter essa diagnóstica. Isso, isso.

Agora, assim, a fisioterapia, ela atua em três momentos da paciente com lipedema, então a gente atua no tratamento conservador e clínico, que é isso que eu acabei de te falar, a gente também atua dentro do centro cirúrgico, quando essa paciente vai pra uma cirurgia, então, normalmente, a gente tá lá dentro com a equipe, além de acompanhar a cirurgia, a gente faz esse primeiro atendimento com a paciente acordando da anestesia, que a gente chama de atendimento intra e transoperatório, e depois a gente atua no pós-operatório. E daí, são três frentes de atendimento que são totalmente diferentes, né? Agora, hoje, a gente tá falando um pouco mais do tratamento clínico e conservador, que foi tudo isso que eu te disse antes, mas a gente tem essas possibilidades de atuação do pós-operatório também, que daí é uma grande particularidade. E tudo isso acaba sendo em vão se a paciente, como você falou, não mudar o estilo de vida, os hábitos.

Então, acho que é importante a gente citar quais são esses hábitos mais importantes que depois a paciente consegue manter realmente uma qualidade de vida melhor depois de ter passado pela sua mão ali na fisioterapia. Então, assim, essa paciente, ela vai aprender junto com a equipe quais são os gatilhos inflamatórios. Então, o que, por exemplo, ela pode estar comendo que tá piorando o lipedema, tá piorando a dor, a inflamação e tudo mais.

Então, a primeira coisa que precisa acontecer na vida dessa paciente é ela realmente mudar a sua maneira de se alimentar. E aí, aquilo que o doutor Alexandre já deve ter falado muitas vezes, mas é tirar embutido, muitas das vezes o açúcar, glúten, enfim, uma série de coisas que não vêm ao caso, mas que são da questão alimentar. Daí, essa paciente começa a fazer alguma atividade física.

A gente sempre fala que essa paciente precisa se movimentar, né? Levantar do sofá, tá? Então, ela mudou o hábito alimentar, ela vai começar a se movimentar. Pra aquela paciente que nunca fez nada, não adianta ela querer começar a correr, porque daí vai ser um exercício extremamente intenso pro perfil dela. Mas ela vai entrar numa piscina, ela vai começar a andar dentro da água.

Eu sempre falo pra elas, ah, você tem piscina no seu prédio? Ah, então você vai descer e vai andar lá dentro da piscina 20 minutos. Ah, mas eu não gosto de nadar. Não, você não vai nem molhar o seu cabelo.

Você vai descer e vai andar dentro da piscina. Então, assim, são certas coisas que ela precisa se movimentar. Aí, a gente vai ajustando.

E aí, a gente tem um grande problema também, que são os sabotadores, né? Então, muitas dessas pacientes têm dentro de casa pessoas que sabotam o tratamento. Então, ela sabe que ela tem que tirar o açúcar, o embutido e o glúten. Aí, ela chega em casa, a sogra fez o bolo, o marido comprou o salame.

E aí, ela tá vendo todo mundo consumir tudo que ela não pode. Então, assim, é conversar com a família, né? Ter esse olhar com quem vai apoiar essa mulher. Isso é importante.

Sempre que possível, eu peço pra ter esse tipo de conversa. E aí, ela segue fazendo a fisioterapia, fazendo a sua drenagem. E a gente vira um trabalho de manutenção, porque elas começam a conseguir vir uma vez por semana.

E aí, o doutor Alexandre fala muito disso, e aí eu comecei a muito falar pras pacientes, que é cuidar dos linfáticos todos os dias. Além dela vir comigo, ela tem algumas coisas que ela pode fazer na casa dela, no dia a dia dela, que vão cuidar de todo esse sistema linfático, desse acúmulo de líquido, desse peso nas pernas, todos os dias. E aí, ah, o que é isso? O que pode ser isso? E aí, a gente pensou juntos, também, em um informativo.

Tá aí com você, né? Quer mostrar? Quero. Que é como viver bem com o lipedema. Então, assim, é um... Pode levantar pra mostrar pra câmera ali, que acho que vai ficar mais fácil da pessoa ver.

Como viver bem com o meu lipedema. É tipo um cursinho rápido, para pacientes. Então, esse aqui, ele é para pacientes.

E a gente tem algumas aulas. Cada aula, eu ensino uma técnica pra essa paciente cuidar dela mesmo em casa. Então, eu vou falar com essa paciente sobre autodrenagem, como que ela vai fazer pra se autodrenar e diminuir essa sensação de peso das pernas na casa dela.

Daí, eu falo com a paciente sobre como fazer a escovação a seco, que é uma outra técnica que ajuda a estimular o sistema linfático, diminui a sensação de peso nas pernas. Daí, eu converso com ela sobre, numa próxima aula, sobre a respiração profunda, que é uma técnica de respiração que tem muita relação com o controle de ansiedade e estresse. Então, a gente vai entrar em... Porque a gente sabe que o estresse pode ser um gatilho, então a gente entra nessa parte de meditação, respiração e tudo mais.

Daí, a gente tem uma outra aula que a gente vai falar sobre fortalecimento específico da musculatura da perna. Então, essa mulher, ela precisa ter um quadríceps forte, ela precisa ter uma panturrilha forte, porque a panturrilha é a principal bomba muscular. Então, vou te ensinar como começar a fortalecer.

Daí, a gente fala num outro momento, numa outra aula, sobre a plataforma vibratória. Enfim, eu trago pra elas de uma maneira rápida e muito fácil como elas conseguem cuidar. E isso chama autocuidado.

Então, essa paciente mudou a dieta, essa paciente iniciou qualquer atividade física, ela começou a se movimentar e ela começou a olhar pra si, ela começou a se cuidar. São cinco minutos por dia, mas que você começa a se perceber, a perceber a sua respiração, a cuidar do seu corpo, a cuidar da sua pele. E aí, todo o bem-estar que está envolvido nisso vai ser uma consequência.

Legal. E é por um QR Code, então, que a pessoa tem acesso ao curso? Isso, porque tem um link, eu até posso te passar. A gente pode deixar aqui nos comentários, pra quem tiver interesse.

Ou apontar a câmera pro QR Code e aí entra na plataforma do curso. É um curso super acessível, até a gente tem um cupom de desconto pras nossas pacientes, então eu posso deixar pra quem tiver interesse. No final também vou pedir pra você passar suas redes sociais, aí qualquer coisa, eu imagino que tem um link lá, né, pras pessoas poderem acessar, então, pra quem quiser, a gente vai deixar pra vocês nos comentários e nas redes sociais da Maria.

É isso. Agora, eu imagino que as pessoas também querem saber, depois de tudo isso, sobre custo. Que é a dúvida de todos os assuntos que a gente traz aqui.

Convém ou cobre esse tipo de tratamento? É um tratamento particular? Você consegue solicitar reembolso por parte do convênio? Como que funciona? Os convênios não costumam cobrir a fisioterapia, mas essas pacientes... O serviço da fisioterapia para o convênio, ele precisa estar vinculado a um pedido médico, tá? Então, perante ao nosso conselho, a gente tem autonomia pra atender a paciente, mas pra paciente que for utilizar o reembolso, por exemplo, ela não vai encontrar na rede credenciada, provavelmente, alguém que trate do lipedema. Vai ser bem difícil. Mas se ela for utilizar, às vezes, o reembolso, ela vai precisar de um pedido médico de fisioterapia.

E aí ela pode conseguir o reembolso das sessões. E esse reembolso, ele vai estar vinculado ao contrato daquela paciente com a operadora de saúde, né? Porque é um reembolso de fisioterapia, uma sessão simples de fisioterapia. Então, algumas das nossas pacientes conseguem, e aí depende do valor de contrato que cada paciente tem com a operadora, né? Agora, dentro da rede credenciada, vai ser mais difícil de conseguir, e hoje em dia, no SUS, por exemplo, ainda não tem esse tipo de atendimento, né? Existem algumas ONGs que trabalham com atendimento de pacientes, mas dentro do SUS, se você for procurar, você não vai conseguir atendimento específico ainda pra essas pacientes na fisioterapia.

E nas ONGs acontece de ter um tratamento específico de fisioterapia pra lipedema? Acontece, acontece. Acontece a equipe multidisciplinar, na verdade, né? Porque como eu falei pra você, o sucesso do tratamento também é a multidisciplinaridade, né? Então, é a nutrição, é o médico, é a fisioterapeuta, muitas das vezes a psicóloga, porque essas pacientes têm questões que já devem ter sido comentadas aqui, de TDAH, de ansiedades e obesidade relacionada. Então, precisa tratar outras questões.

Então, a psicologia também é uma das especialidades que atua. O educador físico. E aí, essas ONGs, às vezes elas recebem essas pacientes junto com uma equipe.

Não é um tratamento individualizado, entende? Não é assim, a paciente marca a sessão e vai lá. Muitas das vezes não. Mas muitas das vezes tem grupos de pacientes informativos e vamos fazer todos o mesmo exercício juntos pra você.

Entendeu? É alguma maneira delas começarem a aprender a se cuidar. Começarem a aprender a olhar pra si e a ter esse autocuidado. Sim.

Muita gente fala, todos os especialistas que vêm, quase todos, falam sobre essa questão dos médicos estarem ligados entre si, nessa multidisciplinaridade. Disciplinaridade. Exatamente.

Pra que tenham um tratamento até mais rápido, porque é o que as pessoas sempre procuram, né? Uns resultados ali que venham de uma forma mais precisa também, né? É isso. E em questão de sessões, como que costuma? A gente já falou que é de paciente pra paciente, né? Mas tem uma média, assim, mais ou menos? Ah, costuma ser uma vez por semana? No mundo ideal, essa paciente precisaria vir pra fisioterapia duas vezes por semana, às vezes três, se você pensar em segundas, quartas e sextas, por exemplo. Esse seria um mundo ideal.

Mas a gente tem hoje pacientes fazendo, as que estão começando duas vezes por semana, tipo início e final da semana, porque, como eu disse, algumas pacientes sentem o efeito, principalmente da drenagem, até 48, 72 horas depois. Então, é um efeito que perdura, né? Então, é possível você atender duas vezes por semana, e quando as pacientes já estão algum tempo comigo, elas vêm uma vez por semana e vão fazendo manutenção semanal. E aí, chega em determinado momento que elas já conhecem muito o corpo, que elas já chegaram num estágio muito bom de tratamento, e aí elas às vezes vêm de 15 em 15 dias, aí começa a vir mensalmente.

Então, a gente vai planejando juntos, porque não é uma paciente que eu acho que tem que ser dependente do serviço o resto da vida, né? É uma paciente que eu gosto de desmamar, que eu gosto de ensinar como ela se virar sozinha. Então, é uma paciente que a gente vai fazendo manutenção até que ela não precise mais da fisioterapia. Entendi.

Aquela regularidade ali, pelo menos, né? Isso, isso. Mas é um processo, e as pessoas têm que entender que esse processo leva tempo, né? E às vezes começa a melhorar também, imagino, e aí começa a abrir mão de alguma coisa, aí volta com alguns hábitos, acha que curou. E a gente já falou que lipedema, nos outros episódios, não é algo que se cure, de fato, né? É controlável.

E agora, lipedema e linfedema. Qual que é a diferença dos dois? O tratamento também muda? Muda. Na verdade, as pacientes ouvem muito isso de alguns médicos quando elas buscam até entender o que acontece nas pernas, né? Mas o que é basicamente o linfedema? O linfedema, como eu disse pra você lá, o lipedema, ele tem uma questão funcional do sistema linfático, uma lentificação, enfim.

O linfedema, ele tem uma lesão linfática. Então, o linfedema é aquela paciente, por exemplo, que precisou retirar gânglios por alguma cirurgia específica, ou ela sofreu um acidente de tiramento do sistema linfático, lesão linfática, enfim. Ela tem uma lesão do sistema linfático.

Normalmente essa lesão, ela é unilateral, então você tem um membro que fica super inchado e o outro não, o que não acontece no lipedema, porque no lipedema você tem proporcionalmente igual, por exemplo, as duas pernas ou as duas panturrilhas, né? No linfedema, o pé participa do inchaço, o que não acontece no lipedema. Então, no lipedema, o inchaço vai até o tornozelo. É como se tivesse uma tornozeleira e o pé é fino.

Então, o linfedema, ela é toda inchada. Então você tem alguns testes que você consegue fazer no pé da paciente e você verifica o edema, o excesso de água naquele pé. Então essa é a diferença básica entre o lipedema e o linfedema.

E aí para o linfedema o tratamento é um pouco diferente. As compressões são muito mais necessárias, os enfaixamentos são muito mais necessários, a utilização real e a indicação absoluta de utilizar, por exemplo, as meias de compressão, porque você tem uma deficiência do sistema, você tem uma lesão do sistema e você precisa de algo externo para ajudar a esse líquido não acumular. E também precisa de um direcionamento ali primeiro médico para depois começar a fisioterapia, porque imagino que as pessoas possam confundir também, né? Sim, muita gente confunde.

E o linfedema é muito importante que o médico, principalmente vascular, da especialidade vascular, acompanhe essa paciente, porque a paciente com linfedema pode ter uma série de complicações, complicações na pele, enfim. Então é importante o acompanhamento vascular com frequência para as pacientes que têm linfedema. É considerado mais grave, mais difícil? É um tratamento mais difícil, mas talvez ele não seja, a paciente não tenha tanta dor quanto a paciente com lipedema, né? São doenças bem diferentes, na verdade, né? De causas diferentes.

Então não dá para se comparar, apesar de tanta gente se confundir. Esteticamente é parecido? Como fica? O linfedema, ele fica como se fosse tudo muito inchado. Sabe aquela perna muito grande de elefantias e assim? O lipedema, você tem aspecto mais de casca de laranja, é uma perna grande.

Como se fosse uma celulite. É isso, é isso. As pessoas também imaginam que confundem a celulite com o lipedema.

Tá acontecendo demais isso agora, né? Depois que o assunto ficou mais em alta. É, e daí acha que qualquer celulite é lipedema também, né? Então, assim, por isso que é importante você passar com alguém especialista para você conseguir entender. Até porque se for uma celulite mesmo, você consegue um rumo diferente de tratamento, né? Essas pacientes que têm só a celulite, elas não têm histórico de dor associada, de sensação de peso nas pernas, de roxos frequentes.

Enfim, minha perna piorou muito quando eu engravidei. É diferente, a história é diferente, né? O curso é diferente. É, inclusive tinha viralizado nas redes sociais.

O doutor Alexandre falou sobre isso nas dele também. Sobre um teste que era do TikTok, inclusive, não tem problema a gente citar, que mostrava como as pessoas podem identificar se tem lipedema ou não numa consulta ali sozinha, né? Consulta, um teste em casa. Uma pré-consulta sozinha.

E aí você tinha que apertar a pele, assim, principalmente da panturrilha, e se formasse aquele aspecto de casca de laranja com várias celulites assim, era um sinal que tinha. Só que aí depois eu fui falar com o doutor Alexandre e ele falou que isso não tem nada a ver, porque, por exemplo, se eu for fazer, ele falou que ele até tinha feito um teste. Ah, você praticamente parece que não tem, né? Teria que fazer alguns testes mais específicos, mas parece que não.

E se eu apertar a pele assim, acaba ficando dessa forma. Então, não necessariamente é um sinal de lipedema, né? Tem que tomar cuidado com essas coisas da internet. Mas é isso que eu falei, assim, muita coisa viraliza, muita coisa fica moda e a gente precisa tomar cuidado.

Meia de compressão você costuma indicar para as pacientes? É um tema que eu queria citar. Ah, sim. As pacientes com lipedema, elas não têm indicação absoluta da compressão igual às pacientes com linfedema.

Mas sim, a meia de compressão costuma ajudar muito a aliviar essa sensação de peso nas pernas ao final do dia. Aí a gente precisa pensar em muitas variáveis, que é onde essa pessoa mora, porque se ela mora num lugar muito quente ela não vai, não adianta eu falar para ela usar, porque ela não vai aguentar usar. Quais as atividades que ela faz, atividade laboral mesmo, para entender se ela vai conseguir utilizar ou não.

Mas sim, as meias são interessantes, ajudam a diminuir o cansaço no final do dia, mas tem funcionado muito bem também algumas leggings de compressão que as pacientes têm usado, porque o que acontece com a paciente de lipedema é que muitas das meias são meias que são em formato circular. Então a costura dela, da meia, é assim. Dependendo do tamanho da perna, essa meia vai fazer garrote.

Garrote seria apertar em algum lugar específico, porque tem muita dobra de gordura na perna. E esses garrotes são muito prejudiciais para a circulação. E aí a meia acaba sendo um problema.

Então é pior você usar do que você não usar. Existem outros tipos de malha, por exemplo, as malhas planas, que a costura é assim, ela não é circular. Faz menos garrote.

Então assim, mesmo a indicação da compressão, ela precisa ser por um profissional, porque às vezes não vale a pena você indicar uma meia de compressão para uma paciente que em determinado estágio vai piorar, por exemplo, fazendo garrote na perna dessa paciente. E aí às vezes as leggings, elas entram fazendo essa compressão desde a cintura, né? Então ela vem comprimindo culote, coxa, e não faz tanto garrote quanto a meia. Então assim, tem muitas possibilidades.

Mariana, aproveitando esse tema que a gente está falando agora, eu quero citar também as Sigvares, que é um dos nossos colaboradores aqui do Amatocast, que eles oferecem meias de compressão para quem teve o diagnóstico de lipedema ou linfedema, ou qualquer outra situação relacionada à qualidade de vida, pode também acompanhar. A gente vai deixar o link aqui de acesso para vocês e vai rodar um videozinho agora rapidinho para vocês entenderem melhor como funciona antes de ir para o nosso próximo bloco aqui do Amatocast. As Sigvares possui opções de meias de compressão graduada para todos os momentos da sua vida.

Transparência. Elegância. Elasticidade.

Conforto. Ampla tabela de medidas. Variedade de modelos e cores.

Diversos modelos. Panturrilha, meia-coxa, meia-calça. Meias femininas.

Meias masculinas. Meias esportivas. Linha especialidades para tratamento de doenças venosas e linfáticas.

Compressão pneumática para tratar edemas e prevenir coágulo sanguíneo. Sigvares Go. Então, Mariana, agora a gente vai falar sobre um quadro que se chama Mitos e Verdades, que as pessoas costumam procurar bastante sobre um tema que a gente traz, então são os Trendy Topics, as perguntas mais feitas relacionadas a esse assunto específico que a gente está trazendo aqui hoje.

Como não tinha nada específico também sobre lipedema com a fisioterapia, eu trouxe sobre a sua especialidade, que também são dúvidas interessantes, que eu imagino que em algum momento da vida alguém já pode ter pensado. Então, a primeira é, a fisioterapia é o mesmo que massagem? Não. Até tem uma piada interna, né? Na época da faculdade, que você entra na faculdade de fisioterapia, e as pessoas falam que fisioterapeuta não é massagista.

Porque às vezes você fala, ah, eu estou fazendo fisioterapia. Nossa, faz uma massagem. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, né? A massagem, ela vai tratar uma questão específica muscular, uma massagem relaxante, vai soltar a musculatura, a fisioterapia vai muito além disso.

A massagem, ela está incluída em algum dos artifícios que a gente pode utilizar. Mas a gente não faz só massagem. Imagina que a família inteira ficou te pedindo, né? Exatamente.

Fisioterapeuta só intervém em problemas musculares? Não. Hoje em dia, a gente tem cada vez mais especialidades, até a gente, falando aqui de lipedema, você sabe que é muito mais vascular do que muscular, né? Então, a fisioterapia hoje, ela tem especialidade respiratória, quem está dentro do hospital, está cuidando do paciente da respiração, da mobilização de fluidos, tem a fisioterapia neurológica para os pacientes que têm lesões neurológicas, tem a fisioterapia musculoesquelética para aqueles pacientes que têm lesões ósseas ou musculares, mas enfim, a gente tem muitas especialidades, acho que mais de 20 especialidades da fisioterapia. Então, não trata só de músculo.

Imagino que algumas que as pessoas nem imaginam que podem acabar melhorando, curando ali com o tratamento. Fisioterapia pélvica, que tem crescido muito, as pacientes que fazem acompanhamento para parto, pós-parto, insuficiência urinária, enfim, tem muitas possibilidades. Legal.

Agora, fisioterapia dói? Essa a gente já perguntou no início, mas estava no top 5 aqui das perguntas. Não. Fisioterapia não dói, não deve doer.

É claro que... Por que as pessoas perguntam muito? Se você pega um paciente totalmente fora do mundo lipedema, tá? Se você pega um paciente que fez uma cirurgia de LCA, de ligamento cruzado lá do joelho, ele sai da cirurgia numa determinada posição do joelho, e você precisa ganhar amplitude de movimento. Então, é um joelho que precisa dobrar completamente, que não dobra mais. É claro que em determinado momento do pós-operatório, você vai forçar o movimento, porque precisa ganhar o movimento.

Mas aí, são situações específicas. No geral, por exemplo, o atleta, fisioterapia do atleta normalmente dói. Por quê? Porque eles precisam soltar a musculatura, porque são uma série de manipulações e procedimentos que vão incomodar.

Mas, no geral, não pode-se associar a fisioterapia a dor. Porque tem muita gente que vai pra fisioterapia pra tratar dor. Então, não tem como, ah, a fisioterapia dói, só funciona se doer.

Não. É que às vezes o pessoal acha que precisa sentir dor, né? Pra tá fazendo efeito ali. Alterações psicológicas podem causar dores motoras? Sim.

Esse assunto é cada vez mais discutido, que são as dores psicosomáticas. Então, são conexões que cada vez se estuda mais, conexões cerebrais que estão relacionadas com a sensação de dor. Essa sensação de dor é muito individual.

Então, às vezes a minha dor 10, quando a gente fala de uma escala de dor de 0 a 10, é muito diferente da sua dor 10. Principalmente de homem pra mulher, né? Totalmente, né? Porque dor 10 no homem é bem mais fácil de acontecer do que na mulher. Mas, enfim.

Então, é muito individual essa sensação e depende muito de vários aspectos. A gente chama de tratamento de dor biopsicosocial. Então, aquela pessoa que tá sentindo dor, principalmente as dores crônicas, e aí eu tô saindo totalmente do tema lipedema, tá? Ela tem um indivíduo, o bio, ela tem um indivíduo que tá inserido naquela sociedade, então é, por exemplo, vou dar um exemplo esdrúxulo.

É uma pessoa que tá com dor, tá afastada pelo INSS e não quer voltar a trabalhar. A dor dela vai melhorar ou não vai? É tipo isso, tá? Então, é uma pessoa que tá inserida num contexto social. Então, essa avaliação é biopsicosocial, porque também é uma paciente, outro exemplo esdrúxulo, uma paciente que tem muita dor e que ela enxerga um cuidado a mais da família porque ela tá sentindo dor.

A dor dela vai melhorar? Isso é comum, né? É. Então, assim, muito comum questões psicológicas, questões sociais estarem envolvidas nas sensações de dor, né? Tanto é que tem um monte de medicamento hoje que bloqueia determinados circuitos específicos. Então, é muito comum. Eu imagino até, eu não sei se entra nessa, nisso que a gente tá falando, mas até eu já senti isso, de você sentir uma dor muito específica, você tá no hospital e parece que você chega e a dor melhora, assim que você pisa no hospital.

E aí você volta pra casa e a dor volta assim que você pisa de novo em casa. É, muito a cabeça, a cabeça, a gente precisa e cada vez mais a gente precisa controlar, né? Os pensamentos, os sentimentos, né? Eu que tenho filho pequeno, a gente fala muito de ensinar a criança a sentir, ensinar a criança a reconhecer, porque senão, né, tem tudo a ver. Sim.

Só quem está lesionado pode fazer fisioterapia? Não. A fisioterapia, de início, as pessoas acham que ela vai tratar alguma lesão, mas hoje a gente tem muita área da fisioterapia que trata, que trata não, tem muita área da fisioterapia que previne. Então, por exemplo, a mais famosa de todas hoje é a ergonomia.

Então, hoje as grandes empresas, todas elas, é lei, elas têm um fisioterapeuta dentro da empresa, olhando aquele funcionário, como ele está sentado, como ele está apoiado, se a tela do computador está na altura correta, tudo isso é um tratamento preventivo pra que aquela pessoa não tenha futuras dores que podem acontecer. Então, a fisioterapia hoje atua amplamente também pra prevenção de lesão. Dentro de um time de futebol, você tem um fisioterapeuta que está lá previnindo determinadas, eles vão fazer um teste isocinético da perna daquele atleta e tem um desequilíbrio muscular, a fisioterapia atua pra prevenir que haja uma lesão naquele joelho.

Então, não tratamos só lesões, a gente pode sim fazer a prevenção. Legal. Agora, bebês podem fazer fisioterapia? Sim, sim.

E aí é uma área da fisioterapia que é a fisioterapia pediátrica, né? É uma especialidade muito específica. Toda vez que você se forma em fisioterapia, você se forma como um generalista e aí você procura a sua área de atuação e você vai fazer uma formação específica através de pós-graduação, de mestrado, especialização, no que você quer. Então, sim, tem muito fisioterapeuta que atua com bebês e aí tanto atuação motora, bebês que tem algumas síndromes específicas, quanto atuação respiratória, são aqueles bebezinhos que precisam de suporte respiratório, tipo aspirar o catarrinho, essas coisas.

Ai, que legal. É. Fofinho. É. Agora mudou completamente.

Fisioterapia é para idosos? Também é para idosos, né? Mas fisioterapia é pra todos. Eu entendo que a minha especialidade, ela tá cada vez mais sendo procurada, porque as pessoas têm conhecido cada vez mais a fisioterapia pra se prevenir de determinados. É claro que os idosos, eles chegam na fisioterapia ou porque eles têm dor ou porque eles não querem ter dor.

Então existe a fisioterapia pra idosos, mas todo mundo pode fazer fisioterapia, dependendo do que você procura. Tinha muito pensamento que só quando a pessoa começa a ficar mais idosa que começa a procurar um fisioterapeuta. Que vai se cuidar, né? Que era muito mais comum fisioterapia pra idosos do que pras outras idades.

Eu acho que cada vez mais a gente atende novinhos, né? Ah, e sempre tem alguma, igual você falou de, ah, tem fisioterapeuta que fica dentro da empresa pra ver se a altura do computador tá certa. É muito comum ver as pessoas novas realmente reclamando dessas queixas, né? Dessas situações, assim, de, ah, não trabalha, a posição que fica, que ali tá todos os dias fazendo a mesma coisa, enfim. Tem de nicho também a de fisioterapia.

É o que a gente mais... E o celular, né? Hoje em dia é o dia inteiro aqui, né? E aí as pessoas começam a ter umas dores aqui. Nossa, mas eu não faço nada. Não, você faz? Você fica o dia inteiro? Aí vem aquele relatório do uso diário ali do celular 12 horas.

Entendeu? Tirando a hora que dorme, quase que não fica, sei lá. A gente criou hábitos e principalmente depois da pandemia que estão desenvolvendo muitas lesões, muitas queixas que não se tinha antes, né? Às vezes as pessoas normalizam só, né? A dor ali na vida. Fala que, ah, já não tem mais como... Ah, eu trabalho todo dia sentado em frente ao computador, então me adoro nas costas, é por causa disso e não tenho o que fazer e é isso, né? E aí outra coisa que acho legal a gente falar aqui é que cada vez mais a gente estuda quanto mais você tem, por exemplo, dor nas costas, que foi o exemplo que você deu.

Ah, eu sento no computador 12 horas por dia eu tenho dor nas costas, fazer o quê? Quanto mais a gente se movimenta menos a gente vai sentir dor. Então aquela coisa de que, ah, eu preciso fazer repouso pra melhorar isso tá muito em baixa. Porque cada vez mais a gente estuda que é preciso se movimentar, o corpo precisa de movimento, precisa ficar em pé pra a dor melhorar, né? Então, enfim, é estilo de vida.

É, tá ficando mais cada vez mais famoso, né? O estilo de vida saudável pras pessoas mais novas, até você tem em outro episódio também que eu vejo da minha idade, assim, da minha faixa etária tá na moda ter esse estilo de vida saudável de você gostar de correr de ter uma boa alimentação corrida tá bem famoso, inclusive, né? Mas aí é um tema polêmico pra fisioterapeuta inclusive, acho que a gente pode fazer um episódio só sobre a corrida, inclusive. Por mim? Tá, tô dentro. Você precisa de um médico para ver um fisioterapeuta? Então, isso é, como eu disse antes, nós temos dentro do conselho autonomia pra atender o paciente sem que o médico veja, tá? Mas se essa pessoa vai utilizar qualquer sistema de saúde, seja ele SUS, então, por exemplo, como eu falei pra você trabalhei nove anos no hospital das clínicas, eu tava dentro do SUS todo mundo passava pro médico pra ir pra fisioterapia.

Então, seja SUS seja convênio você precisa de um encaminhamento médico pra você conseguir fazer a fisioterapia. Os resultados da fisioterapia são lentos? Depende, né? Não necessariamente, né? Então, depende do que você tá buscando, é muito genérico a gente falar da fisioterapia, né? Então, o que que você tá buscando? É melhorar a dor? É melhorar uma lesão muscular? Porque assim, se for uma lesão de tendão, uma lesão muscular, você tem que respeitar o período de recuperação daquele tecido que tá lesionado, e às vezes o período de recuperação é maior do que você gostaria, mas não necessariamente pra tudo funciona assim, né? Então, depende muito do que você busca. Certo.

Agora, a última pergunta é, a fisioterapia não é eficaz pra dor crônica? Do contrário, a fisioterapia é muito eficaz pra dor crônica, como eu já mencionei aqui, são muitos estudos hoje sobre dor crônica, e cada vez mais a gente entende que são muitos aspectos envolvidos na dor crônica. É o biopsíquio social que tá envolvido na sensação da dor, quando essa dor se torna crônica. Então, a fisioterapia, ela ajuda muito dentro da atuação da dor crônica, e aí junto com o médico que vai entrar com o medicamento, muitas das vezes com o psicólogo que vai precisar intervir de alguma outra maneira, mas sim, tratamos dor crônica, e temos sucesso.

Legal, foi muito esclarecedor, inclusive, se alguém ficou com alguma dúvida específica sobre esse tema, eu vou pedir pra encaminhar pra Mariana Milazotto, a nossa especialista aqui de hoje, pelas redes sociais dela, pode encaminhar, pode comentar aqui nos nossos, nesse vídeo, ou também em outro, se vocês têm alguma sugestão pra gente trazer de novo a nossa especialista aqui, a nossa fisioterapeuta, mas eu vou pedir pra você passar suas redes sociais, pra se alguém quiser algo ali já, direto com você, tirar dúvida. Então, Instagram e YouTube é Mari Milazotto, Mari só, sem Mariana, e o Milazotto tem dois Z's e dois T's. Legal, muito obrigada pela sua participação aqui no Amatorcast.

E a gente vai deixar todos os links que a gente já citou pra vocês, inclusive aqui então, do curso, pra quem tiver interesse, né, o link de acesso, tem o QR Code aqui que ela tinha citado pra gente, e aí vocês podem mandar também pelas redes sociais da Mariana. Obrigada mais uma vez. Obrigada a você.

Obrigada a você pela sua participação aqui no Amatorcast, conto com a sua participação também no nosso próximo episódio. Não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante pra que a gente seja cada vez mais visto, nossos assuntos aqui relacionados à qualidade de vida, e também pode mandar dúvidas, como eu citei, diretamente pras redes sociais da Mariana. Obrigada, até a próxima.

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