Neste episódio
O Dr. Alexandre Amato explica o que é a espuma densa usada no tratamento de varizes e qual a posição dessa técnica em relação a outras formas de tratamento venoso. Segundo o episódio, a técnica da espuma existe há muito tempo, mas voltou a ganhar destaque recentemente. Por isso, ele reforça a importância de conhecer as vantagens e as desvantagens desse tratamento.
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Sobre o episódio
Dr Alexandre Amato (CRM 108651) explica o que é a espuma densa no tratamento de varizes e qual é a situação dessa técnica perante outras para tratamento venoso. A técnica da espuma para tratamento de veias varicosas existe há muito tempo, mas recentemente voltou “à moda”, por isso é importante lembrar as vantagens e desvantagens desse tratamento.
Transcrição
Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e vou falar hoje sobre varizes e espuma. Então, espuma é um procedimento que não é clínico, tratamento clínico de varizes, e que não é cirúrgico também. A espuma é uma substância, alguns chamam de espuma densa, mas é uma substância chamada polidocanol, que ela vem em forma líquida e que, através da técnica de Tessari e outras técnicas, a gente transforma esse líquido numa espuma, como se fosse um detergente. Essa espuma, ela é injetada nas veias que estão doentes, dilatadas e tortuosas, como varizes, veias varicosas, reticulares, colaterais e tributárias insuficientes. A espuma, ela é capaz de destruir o télio, a parte interna dessa veia, e vai causar uma trombose naquele local, uma trombose bem delimitada, localizada aonde o médico deseja.
Obviamente, aonde consegue fazer o ultrassom e acompanhar onde essa espuma está entrando e passando. A questão é, a espuma é uma técnica secundária de tratamento de varizes, não é uma técnica primária. Por que ela não é primária? Primeiro, tem uma taxa de oclusão mais baixa do que as outras técnicas, então em torno de 80%. É necessário alguns procedimentos para chegar a uma resolução da veia, ou seja, a veia fechar definitivamente. E nesse meio do caminho, a espuma, ela vai causar tromboflebite no local em que ela foi injetada. Essa tromboflebite, ela é esperada, mas ela pode também causar uma trombose, uma tromboflebite num local não esperado. Então, a espuma, ela é uma técnica que pode e deve ser utilizada nas situações em que as técnicas primárias, como as termoblações, não são possíveis.
Algum paciente, por exemplo, que tem alguma limitação para a realização da cirurgia. Então, a espuma é uma boa técnica com limitações e que deve ser utilizada nos casos bem definidos. Então, consulte o seu cirurgião vascular para saber se no seu caso é ou não indicado a realização de espuma. Ajude-nos a continuar com esse canal. Curta nosso vídeo. Compartilhe. Muito obrigado.
Transcrição gerada automaticamente; pode conter erros.
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