
AmatoCast, episódio 61
Laser Íntimo e Ninfoplastia: Tudo Sobre Saúde Feminina
Neste episódio
A Dra. Priscila Beatriz Silvério, ginecologista e mastologista, fala sobre ginecologia estética e regenerativa, com foco em laser íntimo e ninfoplastia, que é a redução dos pequenos lábios. Ela conta que muitas mulheres convivem por anos com desconforto ao usar certas roupas ou praticar esportes, como andar de bicicleta, sem saber a quem recorrer, e que essas queixas às vezes são desvalorizadas. O episódio discute indicações, impacto na autoestima e cuidados após os procedimentos.
Assista
Sobre o episódio
Você sabia que o Brasil é referência mundial em cirurgias íntimas? No episódio 61 do Amato Podcast, mergulhamos de cabeça em um tema pouco falado, mas de extrema relevância: a saúde feminina e suas inovações. Com a presença da Dra. Priscila Beatriz Silvério, uma ginecologista e mastologista, descubra tudo sobre laser íntimo e ninfoplastia. Leticia Miyamoto conduz a conversa aprofundando cada detalhe sobre as técnicas avançadas que estão transformando vidas. Quer saber como esses procedimentos podem impactar a autoestima e a qualidade de vida? Ou como o Brasil se destaca globalmente na ginecologia estética? Esse episódio vai te surpreender com insights incríveis, desde os tratamentos mais procurados até como funcionam os cuidados pós-procedimento. Traga suas dúvidas, desvende mitos e explore como prevenir problemas no futuro. Não perca essa oportunidade de enriquecer seu conhecimento sobre saúde feminina de uma forma inovadora e instigante!
Junte-se a nós nessa jornada e descubra novas perspectivas sobre a ginecologia regenerativa. Transforme sua visão sobre cuidados íntimos e empodere-se com informações confiáveis e baseadas em ciência.
Data de publicação:
08/01/2025
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Descubra tudo sobre como a ginecologia estética e regenerativa pode transformar sua saúde e bem-estar no nosso mais recente episódio! Com a presença especial da Dra. Priscila Beatriz Silvério, abordamos tratamentos como o uso de laser íntimo e ninfoplastia. Este é o momento de se informar e cuidar de você mesma com segurança. Não perca tempo, inscreva-se no nosso canal no YouTube e ative o sininho para não perder nenhum conteúdo: https://bio.amato.io/youtube. E se já está encantada com os temas, considere participar do nosso clube de canais para acesso a conteúdos exclusivos: https://www.youtube.com/channel/UC9VhtuZ-YIL9vwNJRIq2XhA/join. Sua saúde merece o melhor!
No episódio mais recente do Amato Podcast, o tema abordado foi a ginecologia estética e regenerativa, com a participação da Dra. Priscila Beatriz Silvério, ginecologista e mastologista. A doutora compartilhou sua trajetória pessoal na escolha de sua carreira médica e explicou como a especialidade de ginecologia estética pode impactar positivamente a qualidade de vida das mulheres. Ela destacou as diferenças entre procedimentos estéticos e tratamentos regenerativos que podem auxiliar desde problemas estéticos até questões funcionais como o ressecamento vaginal associado à menopausa. Durante a conversa, a doutora também mencionou que o Brasil é um líder mundial em cirurgias estéticas íntimas, e que há um crescente interesse de pacientes em procedimentos minimamente invasivos, como o uso de laser e preenchimentos. Além disso, ela esclareceu dúvidas comuns sobre esses tratamentos, discutiu suas indicações, contraindicações e cuidados pós-operatórios, e ressaltou a importância de buscar profissionais qualificados para realizar esses procedimentos. O episódio reforça o impacto positivo desses tratamentos na saúde física e emocional das mulheres, incentivando a busca por informações seguras e profissionais competentes.
– Dra. Priscila Beatriz Silvério: Ginecologista e Mastologista
A Dra. Priscila ofereceu insights valiosos sobre ginecologia estética e regenerativa, demonstrando grande conhecimento e paixão pelo tema. Sua experiência enriqueceu a discussão sobre qualidade de vida e procedimentos inovadores. [Instagram: @doutorapriscilabeatriz]
– Leticia Miyamoto: Jornalista e Apresentadora do AmatoCast
Leticia conduziu a conversa de forma envolvente e informativa, garantindo que tópicos relevantes fossem abordados de maneira clara para o público. [Instagram: @aleticiamiyamoto]
0:00:00 Apresentação da Dra. Priscila: Ginecologia Estética
0:02:24 Da Reumatologia à Ginecologia: A Jornada da Dra. Priscila
0:12:09 Entenda o Ressecamento na Menopausa e Amamentação
0:12:21 Tratamentos Locais para a Saúde Vaginal na Menopausa
0:14:35 Alívio e Regeneração: Laser para Saúde Vaginal
0:14:50 Regeneração Íntima: Mais que Estética, Qualidade de Vida
0:35:39 Cuidados Pós-Preenchimento: O Que Evitar e Fazer
0:36:28 Ninfoplastia: Cuidados Essenciais no Pós-operatório
0:38:01 Gerenciando a Dor e Cobertura de Convênios na Ninfoplastia
0:46:58 Segurança da Ninfoplastia: Mitos e Verdades
0:49:30 Desvendando a Ninfoplastia: Mitos e Realidades
No episódio 61 do Amato Podcast, o foco foi a saúde feminina, especificamente a ginecologia estética e regenerativa, com insights valiosos da Dra. Priscila Beatriz Silvério, renomada ginecologista e mastologista. Durante a discussão, a doutora compartilhou detalhes de sua jornada profissional e o impacto da ginecologia estética na melhoria da qualidade de vida das mulheres. Ela destacou a importância de procedimentos como a ninfoplastia e tratamentos a laser para saúde vaginal e bem-estar, essenciais no tratamento do ressecamento vaginal decorrente da menopausa e outros desconfortos íntimos. O Brasil se posiciona como um líder global em cirurgia estética íntima, refletindo o crescente interesse em soluções minimamente invasivas, como laser íntimo e preenchimentos, para promover a saúde sexual feminina. O episódio também esclareceu dúvidas frequentes sobre cirurgias íntimas, incluindo suas indicações, contraindicações e cuidados pós-operatórios, além de ressaltar a importância de escolher profissionais qualificados para esses tratamentos. Estes avanços em medicina não só melhoram a saúde física, mas também a saúde mental das pacientes, enfatizando o crucial papel da saúde preventiva e da medicina avançada no apoio ao bem-estar feminino.
No episódio 61 do Amato Podcast, foi explorado o fascinante campo da ginecologia estética e regenerativa, com especial enfoque na saúde feminina, ao receber a Dra. Priscila Beatriz Silvério, renomada ginecologista e mastologista. A doutora compartilhou sua experiência e insights sobre como procedimentos como ninfoplastia e o uso de laser íntimo não apenas melhoram a estética, mas também promovem o bem-estar e a saúde da mulher em várias etapas da vida, especialmente durante a menopausa, onde o tratamento minimiza o ressecamento vaginal. O Brasil, como líder em cirurgias estéticas íntimas, vê um crescente interesse pelos métodos minimamente invasivos, realçando a importância da saúde coletiva e da busca constante por um bem-estar físico e emocional. Destaca-se, também, a primazia de procurar profissionais qualificados para esses procedimentos, a fim de garantir não apenas um resultado estético satisfatório, mas, sobretudo, a manutenção e melhoria da saúde e bem-estar da paciente. Esse podcast ilustra como a ginecologia estética vai além da aparência, ampliando a discussão sobre saúde mental e prevenção, fundamentais para o bem-estar social e individual das mulheres.
Transcrição
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós recebemos convidados especiais para falarmos sobre temas, alguns que vocês pediram aqui nos comentários e a gente sempre reforça para vocês ainda mandarem sugestões, ideias aqui para a gente.
No último episódio nós recebemos um nutricionista para falar sobre a ligação do lipedema, que é um assunto também muito comentado aqui no AmatoCast, com de fato o papel da nutrição. Antes nós recebemos um especialista para falar sobre a segurança do ato anestésico, então tudo que envolve o processo ali da anestesia durante os procedimentos cirúrgicos. Foi bastante interessante, tem todos os links para vocês acompanharem.
Hoje a gente recebe outra convidada especial, ela já esteve uma vez aqui comigo no AmatoCast, foi um papo muito legal mesmo, a gente vai deixar o link para quem quiser retomar ali no assunto, mas hoje depois de um certo tempo ela volta aqui até o AmatoCast, que é a doutora Priscila Beatriz. Ela é médica ginecologista e também é especialista nesse assunto que a gente vai falar agora, que é ginecologia estética e regenerativa. E eu vou apresentar a nossa convidada de hoje, o currículo que a gente sempre cita aqui para vocês.
Continuar lendo a transcrição
A doutora Priscila Beatriz Silvério é médica ginecologista e mastologista, formada pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Certificada em reconstrução mamária pela Sociedade Brasileira de Mastologia e tem título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela FEBRASGO e também de mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Ai, a foto já apareceu.
Além disso, também é parceira e atende aqui no Instituto Amato. Bem-vinda mais uma vez, doutora. Obrigada, obrigada pelo convite.
É sempre um prazer participar aqui do podcast. Para quem acompanhou o último episódio, a gente explicou o motivo aqui da tela. Olha só, a gente apresentando o currículo, fizeram como se fosse uma... Podia fazer uma caricatura, né? Podia.
Porque é tão inteligente, é uma inteligência de fato artificial que escuta tudo que a gente está falando e vai fazendo uma imagem conforme o tema, o assunto aqui do dia. Então, ainda a gente está fazendo um teste, é a segunda vez que a gente usa. Vamos ver se ele vai conseguir acompanhar de fato o que a gente vai citando.
E doutora, eu queria saber que da outra vez a gente não teve tempo de comentar sobre isso. Você sempre quis ser médica, sempre quis ser ginecologista. Como que foi isso? É bem interessante, porque assim, eu sou a única médica da família, né? E desde que eu me conheço por gente, eu falo que eu quero ser médica.
Queria cuidar de pessoas. Então, sempre falei. Minha mãe fala desde pequenininha e a gente não sabe por que o motivo, assim.
E fui alimentando esse sonho. Mas eu lembro quando eu estava chegando perto ali do final para entrar para o ensino médio, eu fui fazer teste vocacional, porque eu falava, será mesmo que eu quero ser médica? É tão difícil, né? Passar no vestibular. Aí fiz teste vocacional e deu que era isso mesmo e fui fazer.
E aí entrei na faculdade, entrei sem saber em que especialidade. Mas eu falava que eu não ia fazer ginecologia de jeito nenhum. E durante a faculdade pensei em fazer psiquiatria, reumatologia, tudo quanto é coisa.
E aí quando foi chegando no final, eu queria alguma especialidade que fosse clínica e cirúrgica, que eu tivesse tanto a parte de atendimento quanto a parte de cirurgia. E até o finalzinho eu fiquei entre ginecologia, fazer cirurgia geral. Gostava muito de cirurgia plástica.
Mas no fim acabei indo para ginecologia e depois fiz mastologia também. E uma certa época da vida eu pensei, acho que eu vou ficar sendo só mastologista. Mas depois eu fiquei fazendo atendimento de ginecologia no consultório.
A gente cria um vínculo muito gostoso com a paciente. Eu já tenho pacientes que estão comigo há 10 anos, desde que eu comecei a atender consultório. Então a gente vai virando até amiga da paciente, sabe? A vida toda.
Então eu gosto dessa parte de ser a médica da paciente, da vida. E depois acabei indo para a parte da regenerativa estética, que é uma paixão mais nova e que eu consigo ajudar a trazer qualidade de vida para os pacientes. Então essa é a história e a minha trajetória da ginecologia para a mastologia e abraçar as duas coisas e ir para essa parte estética.
E teve alguma especialidade que você chegou a cogitar fazer que seja muito diferente do que você faz? A reumatologia. Eu lembro que eu achava muito interessante. Eu cheguei a fazer liga de reumatologia, porque na faculdade existem as ligas, que são grupos.
Por exemplo, tinha a professora de reumatologia, a doutora Vera Schenfel. Ela era a coordenadora da liga. Então a gente tinha aulas depois do horário da faculdade, tinha atendimentos.
Então é uma maneira de a gente entrar em contato com a especialidade e entender se a gente quer mesmo fazer ou não. E eu lembro que fazendo essa liga de reumatologia, eu vi que eu não gostava, porque são pacientes crônicos. Então que tem artrite reumatóide e que você trata, vai lá, dá várias medicações, o paciente volta.
Ah, e aí melhorou? Ah, não, não melhorei. Aí eu vi e falei, ah, poxa, acho que não é o que eu quero. Então foi isso.
Eu devia estar no terceiro, quarto ano da faculdade. Eu já falei, não, isso eu não quero. E a ginecologia foi uma paixão que foi aparecendo, que eu falava, ai credo, muita gente fala, que nojo você ficar trabalhando com isso, vendo isso todo dia.
E realmente, antes de conhecer, eu pensava assim, mas depois conhecendo é uma especialidade muito ampla. A gente consegue fazer só consultório, se quiser, consegue ir só para a parte de obstetrícia ou a parte de cirurgia pélvica ou ir para a parte de mama. Tanto que hoje em dia eu não faço cirurgia da parte pélvica.
As cirurgias que eu faço são ou de mama ou a parte da parte estética, da ninfoplastia. Então a gente consegue ir nichando e dentro da mastologia também eu posso fazer cirurgia, eu posso ir para a parte de imagem, fazer ultrassom, fazer biópsia, que inclusive eu faço isso também. Então a gente tem uma gama grande de coisas que consegue fazer.
Legal, inclusive que eu citei o nosso outro episódio, já faz tempo, eu fui procurar aqui para resgatar seu currículo e estava lá no começo, quando eu comecei a apresentar. Olha, eu acho que isso foi em abril, maio de 2023, não foi? Não, foi esse ano. Foi porque eu tive neném em janeiro.
Eu lembro que não fazia muito tempo que eu tinha tido neném. Mas parece que faz bastante então, né? Nossa, viveu muita coisa nesses meses. Foi no começo do ano, eu não lembro direitinho qual mês que foi.
Isso, e aí como você citou da mastologia, eu já vou aproveitar e falar para o pessoal que o último episódio que a gente fez foi justamente sobre essa parte que envolve o câncer, o câncer de mama, sobre nódulos, sobre o diagnóstico, sobre também como que pode ser feita a reconstrução mamária, a gente citou também. Bom, então hoje antes de começar aqui nosso tema de fato do episódio, eu só vou lembrar vocês que agora a gente tem uma novidade aqui para o Amatocast, que é o patrocínio do Laboratório Origem. É especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa.
O foco da Origem é qualidade de vida e prevenção. Doutora, agora vamos lá para o assunto de fato. Eu trouxe um dado aqui que mostra, que inclusive chama a atenção, acho que muita gente que veio acompanhar ou tem interesse ou ficou até curioso pelo assunto, né? Não sabe o que envolve a cirurgia estética, íntima.
E eu vi que o Brasil, o levantamento foi feito pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. Mostra que o Brasil é o país líder mundial nesse tipo de cirurgia. Bastante gente que costuma procurar? Sim.
Inclusive o Brasil é referência mundial. Então, os especialistas aqui do Brasil vão dar cursos, vão dar aulas em congressos internacionais. Então, a gente tem aí a BGREF, a BCGIN, que é a Associação Brasileira de Ginecologia Regenerativa, que é o grupo dos professores, das pessoas que acabam estudando mais essa parte.
E realmente o Brasil é referência. A gente tem muito essa coisa estética aqui no Brasil, né? Então, acaba que estuda-se muito, existem técnicas cirúrgicas que foram desenvolvidas por brasileiras. Brasileiras, mulheres.
Que legal, porque conhece mais também. Exatamente, nada melhor do que uma mulher para conhecer a parte da anatomia íntima, né? Mas realmente é algo que vem crescendo e que tem se falado mais. Até hoje ainda existe um preconceito.
A hora que alguém fala, ai, eu vou fazer uma cirurgia estética, vou fazer uma ninfoplastia, uma redução dos pequenos lábios. É muito comum as pacientes chegarem para mim e falarem, ai, eu comentei com uma amiga, ou mesmo comentei com o meu parceiro. E a pessoa, ai, imagina, para que você vai mexer nisso? Ninguém vai ver.
Gente, a pessoa vai se ver, né? Ela tem um desconforto, e muitas vezes elas passam a vida toda tendo um desconforto. Então, dói dependendo da roupa que coloca, ou vai fazer um esporte, né? Eu tive uma paciente que ela falava que ela gostava muito de andar de bicicleta. Então, pegava domingo, ficava a manhã toda andando de bicicleta.
Ai, no dia seguinte, ela ficava toda adolorida, com açadura. Então, ela chegou e falou, nossa, eu não sabia quem recorrer. Porque como é uma coisa que não é todo ginecologista que faz, muitas vezes as mulheres não sabem nem para onde ir.
Ou, às vezes, elas até relatam para o ginecologista e ele fala, ah, não. Tem alguns ginecologistas que por não fazerem, também falam, ah, não, isso é besteira, desmerece a queixa da paciente. E ela acaba ficando inibida.
Ou pensar, será que é com o cirurgião plástico que eu vou, e também não é todo cirurgião plástico que faz. Então, muitas vezes elas ficam perdidas, não sabem para onde ir. E aí, a hora que elas descobrem que eu faço, elas falam, nossa, doutora, que bom, agora eu vou poder resolver esse meu problema.
E parece mais simples até do que realmente algumas pessoas imaginam, né? Sim, exatamente. Então, assim, no caso da linfoplastia, que é a redução dos lábios internos, ali, ou pequenos lábios, é uma cirurgia que a gente consegue fazer com anestesia local. Nossa! A gente faz com laser, hoje em dia.
Dá para fazer em centro cirúrgico, com bisturi elétrico, mas com o laser, que é uma técnica mais nova, a gente tem uma recuperação melhor, porque eu faço anestesia local, faço o corte com o laser, com o próprio laser, a gente já queima os vazios, faz a cautelização, então, o laser já ajuda na recuperação, na regeneração também. Então, a gente tem uma recuperação mais rápida, com menos inchaço, então, e a paciente chega, a gente faz o procedimento, ela vai para casa, ela não precisa ficar internada por conta disso. Então, as técnicas mais novas, elas simplificaram esse procedimento, né? E agora, a parte da regeneração, né? O que envolve a regeneração? É tanto a parte estética, como algum problema, por exemplo, crônico, que a pessoa já teve desde sempre, ou que adquiriu com o tempo, por uma queimadura, enfim, o que é a regeneração de fato? A regeneração, principalmente, foca nas mulheres que estão aí na fase da transição menopausal, né? Perto da menopausa.
Então, a menopausa aí é a última menstruação da mulher, e quando a gente entra nessa fase chegando perto da menopausa, a gente tem queda dos nossos hormônios, principalmente do estrogênio, e com essa queda dos hormônios, acaba tendo um ressecamento da parede vaginal. Então, a vagina da mulher que está menstruando, é uma vagina com várias camadas de células, é uma parede vaginal cheia de rugosidade, fofinha, né? Preparada para ir para a relação sexual. Quando a gente tem a queda hormonal, que acontece principalmente na transição menopausal, mas, por exemplo, em mulheres que estão amamentando, isso também acaba acontecendo, a gente tem um ressecamento.
Então, aquela parede vaginal fofinha, ela fica mais estreita, com menos camadas de células, produz menos secreção. Então, isso acaba trazendo consequências. Então, dor para ter relação, redução da lubrificação, infecções urinárias de repetição, porque ali a gente tem bexiga, vagina, intestino, está tudo perto uma coisa da outra.
Quando eu tenho essa redução dos hormônios, eu acabo tendo esses sintomas que a gente chama de síndrome genitourinária da menopausa. E como que a gente pode melhorar? Como o problema é por queda de hormônio, se eu devolver o hormônio, eu consigo melhorar. Então, a reposição hormonal sistêmica, né? Em gel, em comprimido, ela até ajuda a melhorar, mas essa parte da síndrome genitourinária, o que melhora mesmo são tratamentos locais.
Então, a gente pode fazer o tratamento local com um creme à base de hormônios, ou creme sem hormônios, dependendo se a paciente tem alguma contraindicação. Existem as tecnologias, né? Então, a gente tem aí a radiofrequência, o laser, o que eu acabo fazendo é o laser. Então, quando eu faço o laser, né? Lembra que eu falei a parede vaginal da mulher que está menstruando, é uma parede fofinha, produz bastante secreção.
Quando eu faço a aplicação do laser, o laser, ele tem um... O laser que faz íntimo, né? Vaginal, ele é um cilindro que a gente vai aplicando o laser por toda a parede vaginal, né? Não por toda, a gente aplica em algumas partes, sim, outras não. E onde eu apliquei o laser, faz como se fosse uma queimadura. E o tecido bom que ficou em volta, ele vai ajudar a regenerar essa parte onde fez a queimadura.
E com isso, tem estímulo de produção de colágeno, de elastina. Então, eu faço uma regeneração dessa parede vaginal. Tem até algumas pessoas que chamam aí de um rejuvenescimento da parede vaginal.
Eu não gosto desse tema rejuvenescimento, né? Porque você dá aí a falsa impressão que você vai voltar a ter 20 anos. Não, não vai voltar a ter 20 anos. Mas eu consigo pelo menos melhorar essa parede vaginal, melhorar essa saúde vaginal, né? Que vai melhorar tanto para a mulher ter relação sexual, quanto para evitar de ter essas infecções urinárias de repetição.
Tem mulher que tem sensação de ardor, de queimação, né? Então, mesmo que ela não tenha vida sexual, essa regeneração vai ajudar a saúde vaginal como um todo. Então, o laser, a radiofrequência, é uma das técnicas que a gente usa para regeneração. Existem aí também, tem mulheres que têm flacidez na região íntima.
Então, a gente pode fazer bioestimuladores. Então, como a gente faz bioestimulador no rosto, né? Para melhorar a qualidade da pele, eu posso fazer na região ali dos grandes lábios, da vulva. Eu posso fazer preenchedores.
Então, às vezes, por conta aí da idade ou por perdas de peso, né? Então, às vezes, mulheres que emagrecem, engordam, fez bariátrica, fica ali com uma sensação de ter reduzido o volume. A gente pode repor esse volume com preenchimento. Então, existem também preenchimentos para melhorar essa questão da lubrificação vaginal, para tratamento de fissuras.
Então, às vezes, tem mulheres que, por conta principalmente de ressecamento, na hora que vai ter relação, forma uns pequenos machucados que a gente chama de fissura, que são muito dolorosos e que a gente pode tratar com a medicina, com a ginecologia regenerativa também. Legal. E a gente fala muito, às vezes, as pessoas associam essa questão de regeneração, né? O título do nosso episódio é Ginecologia Estética e Regeneração.
Mas, quando pensa em regeneração, pensa só em algo estético. Você já deu alguns exemplos agora que nem sempre é estético, né? Às vezes, essa fissura causa dor, como você usou de exemplo. Mas, na lista, eu vi que, inclusive, por exemplo, incontinência urinária era uma das coisas que aparecia, que entra nessa lista, que pode ser tratado com a regeneração.
A sensação de cocer até apareceu, queimação, enfim, a lista é infinita, se a gente for citar. Então, coisas que as pessoas acreditam que, às vezes, nem tem uma forma de tratamento, já aprendeu a conviver com aquilo, pode ser tratado com esse tipo de ação aqui, doutora. Sim.
Não, não é somente estética, tanto que, quando a gente combinou qual vai ser o tema, eu falei estética e regenerativa. Porque grande parte das queixas, ela é realmente funcional, né? Então, você pega uma mulher que, hoje em dia, a nossa expectativa de vida é em torno de 80 anos. A mulher entra na menopausa entre 45 e 55, vamos por em torno de 50.
Então, a gente vai viver menopausada uns 30, 40 anos. Não adianta só viver, a gente tem que viver com qualidade. Então, eu consigo devolver qualidade de vida para essas mulheres, né? Isso é uma coisa que me levou a essa área.
Porque eu acho isso maravilhoso, você conseguir melhorar essa parte. Então, assim, é muito mais do que estética. Existem coisas estéticas? Até existem, né? Um lado tá maior que o outro, me incomoda, né? Mas a gente trata muita coisa que, realmente, é devolver qualidade de vida.
Que nem em relação à incontinência urinária. Muitas vezes, a perda urinária pode acontecer na pós-menopausa. Também pela flacidez da parede vaginal.
Então, como eu te falei, a gente tem a bexiga, o útero tá do lado, a vagina tá do lado. Então, se eu tenho flacidez ali da parede vaginal, eu posso ter perda urinária. Então, um dos tratamentos possíveis não é o melhor tratamento.
Quando eu tenho grandes perdas urinárias, às vezes tem que investigar qual é o tipo. Às vezes precisa operar, às vezes fisioterapia é uma boa opção. Mas perdas urinárias leves, amoderadas, o laser íntimo pode ser uma solução.
Porque eu consigo melhorar a qualidade dessa parede vaginal e fazer essa mulher parar de perder a urina. Então, essa coisa que você falou, a sensação de coceira, de queimação, isso é muito comum na mulher menopausada, né? Essa semana mesmo, eu atendi uma paciente que tava aí na casa dos seus 70 anos, já menopausada há muitos anos, mais de 20 anos, e nunca fez nenhum tratamento. Então, assim, ela tava com um ressecamento absurdo.
Porque também tem isso, quanto antes você começar a tratar, melhor. Uma coisa é eu tratar uma mulher que está agora, tá com 50 anos e tá começando a falhar a menstruação. A outra é eu tratar uma com 70.
Porque o ressecamento já tá estabelecido há muito tempo. Então, às vezes eu preciso de mais sessões pra conseguir trazer uma melhor qualidade aí pra ela. Sim.
E doutora, essa parte da regeneração, a própria palavra diz, né? De regenerar algo que aconteceu ali com o tempo, né? Enfim, ou algo adquirido, né? Que a gente até citou como exemplo. Mas tem uma forma também de prevenção que tá começando a acontecer para as meninas mais novas, as mulheres, não meninas, né? Meninas a gente parece que tá falando de adolescente. Mas assim, as mulheres mais novas, as jovens mesmo, de uma forma de chegar nessa fase da menopausa com uma qualidade de vida melhor nesse sentido? Sim, isso é possível.
É claro, eu não vou fazer um laser íntimo numa moça de 20 anos. Mas, às vezes, uma mulher que tá aí na fase dos seus 40 e poucos anos, a gente já pode fazer de forma a estimular aí o colágeno dessa região, assim como a gente faz preventivo proposto. Então, a gente poderia fazer? Sim, né? Então, às vezes, eu tenho pacientes que estão aí nessa casa dos 40 e poucos anos, que elas chegam, e muitas vezes elas me viram falando no Instagram sobre o laser, chega e fala, olha, eu queria fazer esse tratamento, porque às vezes tem, ah, eu tô sentindo lá um pouquinho de frouxidão, nem tem uma queixa muito importante, mas fala, ah, eu já quero fazer, porque eu não quero que isso evolua.
Então, isso é totalmente factível, assim, de fazer. Não para aquelas mulheres, por exemplo, de 30 anos, porque hoje o Botox, né, fazendo uma relação ali com o que é mais visual para as pessoas. Tem gente que faz já com menos de 30 anos, né, faz com 30, começa com uma frequência maior.
Nessa questão da ginecologia, seria um pouquinho mais? Olha, não existe assim, oh, é proibido fazer na mulher mais jovem, tá? Mas eu poderia fazer numa mulher de 30, por exemplo, vou até contar uma história de uma paciente minha, que ela tem 30 e poucos anos, e a queixa dela, que inclusive é uma das indicações do laser íntimo, era candidias de repetição. Então ela, nossa, já tinha feito inúmeros tratamentos, e aí ela chegou para mim e eu falei, olha, eu já tinha tratado ela de diversas formas, eu falei, vamos tentar fazer o laser, porque fazendo o laser a gente consegue melhorar a flora vaginal. Fizemos o laser, né, o tratamento do laser geralmente são três sessões, a gente faz por intervalos aí de 30 dias entre cada uma, mais ou menos, e depois uma sessão anual de manutenção.
Fizemos as três sessões, né, depois da primeira sessão, quando ela voltou para a segunda, ela, doutora, amei esse tratamento. Eu sei que o objetivo não era esse, mas eu achei que ficou melhor para ter relação, eu achei, meu parceiro achou também, então a gente teve um ganho secundário, né, de ter um efeito tightening, né, de dar uma ajustada assim, né, então ela teve esse efeito, então a gente poderia fazer em alguém, ó, eu quero fazer para ver se eu consigo dar uma ajustada, poderia, né, acaba que quem acaba procurando mais no consultório são realmente as mulheres que estão aí na fase do, perto da menopausa, tá, mas uma mulher mais jovem que, ah, eu gostaria de repente tentar ficar um pouquinho mais justa, a gente consegue. E isso da candidíase de repetição é muito interessante, porque, nossa, é muito comum escutar falar, né, disso, de pessoas que fizeram vários tipos de tratamento, não conseguiram ter uma melhora, então se tem essa possibilidade de tratar com esse tipo de procedimento, é algo que não está sendo muito comentado e que precisa ter esse destaque, né.
Sim, com certeza, a candidíase de repetição é um desafio, né, porque a candida é um fungo que vive no nosso organismo, então às vezes aí algum desequilíbrio de flora vaginal, né, é muito comum, tomou antibiótico e depois acaba desenvolvendo a candidíase, porque aí você toma antibiótico, ele vai matar a bactéria que você está com infecção, mas mata bactérias que são nossas amigas, que estão ali na nossa flora vaginal, e aí é muito comum, né, tomou antibiótico, teve candidíase depois. E tem mulheres que, assim, qualquer, eu lembro uma vez uma paciente falou assim, nossa, se eu ver uma formiga morrer, eu já tenho candidíase, porque qualquer desequilíbrio, assim, da parte mesmo emocional, ela tinha candidíase. Então às vezes a gente faz tratamento com medicamento em uso prolongado, uso de probióticos, existem vacinas, né, então a gente administra o antígeno, eu dou ali alguns pedacinhos de candida para estimular o sistema imunológico daquela mulher, é um tratamento possível, e o laser íntimo é um tratamento possível, né.
As pacientes que eu fiz, a gente teve um resultado bem legal, de realmente parar de ter as crises depois de ter feito o tratamento. Muito legal. Quando fala também desse assunto, né, envolvendo laser e tudo mais, eu imagino que quem, até pelo nome, antes de pesquisar, a gente sempre faz um resumo aqui do assunto, né, para a gente saber mais ou menos o que a gente pode citar, para não esquecer alguns temas, as pessoas ligam também essa questão da regeneração com aquela cirurgia para retomar o imen, né, de se tornar virgem de novo.
Isso de fato entra nesse assunto, doutora, existe isso, como que funciona? Existe, assim, já tive pacientes que procuraram, que no fim acabaram não fazendo, mas a gente poderia, né, porque o imen é uma membrana que recobre ali a nossa entrada da vagina, né, e que rompe, né, quando começa a ter relação, e às vezes tem mulheres que procuram, né, tem algumas religiões aí que a mulher tem que casar virgem, né, então, ou também às vezes quer dar de presente para o marido, né, já está casada há muito tempo, mas sim, entraria nessa parte da estética, assim, mas não é uma coisa que eu vejo muita procura, não, eu tive uma ou duas pacientes que procuraram, que no fim acabaram não fazendo. Mas é com laser também que faz? Até pode ser feito, porque você tem que tentar mobilizar ali algum tecido ao redor para você conseguir retomar essa membrana, né, mas dá para fazer, sim. Tá, agora, então, falando um pouquinho dos procedimentos, que eu acho que alguém que, algumas pessoas que possam ter procurado o episódio, né, que estão acompanhando, querem saber de algum procedimento específico, o mais procurado é o laser, o mais comum? Sim, o laser é o mais procurado, porque é o que acaba tendo mais essa questão da parte, não só estética, né, porque as mulheres procuram principalmente pela parte de regenerativa, de melhorar a qualidade de vida, então, é o que tem mais procura.
A parte de preenchedores é a parte que ainda as pessoas nem sabem que existe, então, muitas vezes assim, quando eu falo sobre isso no Instagram, é comum aí vir várias perguntas, é, nossa, eu nem sabia que isso existia, né, eu acho que ainda rola bastante preconceito nessa parte do preenchimento, justamente por aquilo que eu falei, né, lá no começo, é, ah, mas para que você vai mexer na parte estética disso que ninguém vê, né, às vezes a pessoa vê, né, às vezes tem paciente que chega para fazer o preenchimento e fala, ah, eu falei para o meu marido, ele fala, ah, mas não precisa, eu gosto de você desse jeito, mas eu quero me sentir melhor, me olhar na hora de me tocar, né, então, acho que ainda a gente precisa caminhar mais para, porque tudo bem fazer no rosto, né, que nem uma vez eu vi uma colega falando, né, a pessoa vai, se ela tem um nariz um pouco maior, fala que vai fazer plástica, ninguém fala nada, ah, tudo bem, legal, só ia operar teu nariz, agora, se ela tem ali um grande lábio maior que o outro, que ela acha feio, que a incomoda e ela fala que vai operar, aí é besteira, é, por quê? Só porque é na área íntima, né, então, acho que a gente ainda tem muito a discutir a respeito, sabe? E aí, então, o preenchimento é mais para a questão da, quando já está com a palavra que a gente tinha usado, que com o tempo vai ficando um pouco mais flácido. Flácido, perda de volume, tá, então, na parte de preenchedores, o que a gente tem principal? A gente tem os bioestimuladores, então, às vezes, o problema não é que falta recheio, o problema, pensa num travesseiro, às vezes, assim, é a fronha está muito esticada, então, não adianta eu encher de recheio, que a fronha vai continuar ruim, então, às vezes, eu preciso tratar aquela pele, então, a gente faz um bioestimulador ou o próprio laser, ele também estimula o colágeno, ele ajuda a dar esse efeito aí de melhorar a elasticidade dessa pele, então, muitas vezes, a gente tem que tratar a flacidez primeiro, depois que eu tratei, veja, olha, ainda está faltando volume, aí, com o uso de ácido hialurônico, eu consigo preencher volume, consigo colocar realmente o recheio, tá, existe também o preenchedor para usar para fissuras, como eu te falei, então, faz aquele machucadinho ali na entradinha da vagina, eu aplico ali um tipo de preenchedor, que ele, na verdade, ele vai ajudar a hidratar a região, então, eu aplico um tipo, porque o ácido hialurônico, ele tem várias reticulações que a gente fala, então, é o mesmo ácido hialurônico, mas ele tem, como que eu posso explicar, durezas diferentes, então, esse ácido hialurônico que eu aplico para fissura, ele é não reticulado, porque ele é bem molinho, ele é para puxar água, para hidratar a região, o que eu faço realmente para dar volume, ele é mais durinho, porque eu quero que fique mais gordinho, eu quero volume, tem alguns outros que é para dar contorno, então, existem vários tipos, e aí a gente escolhe ali qual que a gente vai usar para a região. Entendi, legal, e tudo isso, todas essas técnicas que a gente citou até agora, elas são temporárias, digamos assim, a pessoa precisa fazer uma manutenção ali, ou é algo definitivo? Não, é tudo temporário, por exemplo, o laser, se a gente pensar que o ressecamento é pela falta de hormônio, pelo ressecamento da menopausa, isso não vai melhorar sozinho, então, eu vou lá, estimulo o colágeno, mas assim, no dia seguinte, o corpo já está degradando, então, a gente, no caso do laser, a gente fala para fazer uma sessão anual de manutenção, porque se a mulher fez as três sessões e nunca mais fizer nada, em cerca de dois anos ela perdeu todo o benefício que ela ganhou, em relação aos preenchedores, que nem quando a gente faz preenchimento no rosto, a duração aí é em torno de seis a oito meses, a mesma coisa, o bioestimulador já dura um pouquinho mais, um ano, um ano e meio, então, isso é avisado que é temporário, né? Acaba tendo que ir fazendo uma manutenção aí ao longo do tempo.
É, porque faz sentido, né? Igual fazendo a relação com o rosto ali, né? O Botox que as pessoas colocam, se no rosto precisa da manutenção, por que que não ia precisar na região íntima, né? Sim. Nesse sentido. Agora, a redução dos lábios, que as pessoas costumam também procurar bastante, né? Que é uma das mais, está no top três ou cinco aí, dos mais procurados.
Tem como fazer sem cirurgia também? Não. A redução sem cirurgia não tem como fazer. O que dá pra gente fazer, às vezes, é mascarar.
Então, às vezes, a mulher tem o pequeno lábio um pouco mais proeminente e tem o grande lábio mais murcho, né? Com menos volume. Então, às vezes, a gente fazer um preenchimento ali no grande lábio, eu disfarço esse pequeno lábio que está maior. Então, eu tenho uma paciente que mora fora do Brasil e ela tem vontade de fazer a nifoplastia, mas sempre ela vem pra cá e fica pouquinho tempo, né? Não dá tempo de fazer a recuperação.
Então, a gente já fez umas duas vezes o preenchimento, porque pelo menos ela disfarça um pouquinho. Eu aumento o volume do grande lábio, eu deixo o pequeno lábio menos proeminente. Mas o tratamento em si, pra reduzir, não tem jeito.
Ele é cirúrgico mesmo. Tá. A maioria desses que a gente citou, acaba sendo tratamento até pro, por exemplo, o bioestimulador, o laser, não é considerado cirúrgico isso, né? Não.
Isso não é cirúrgico, é um tratamento ambulatorial. Então, que nem o laser, a paciente chega, a gente faz um anestésico na parte externa, ou ela faz em casa, ou a gente faz lá no consultório e espera uma meia horinha. Porque assim, a parte interna não dói, porque a parte interna lá do fundo da vagina não tem inervação pra dor.
Quando a gente vai chegando na entradinha, aí a paciente começa a sentir um calorzinho, esquentar um pouco. Mas a parte externa é pele. Então, se eu queimar aqui, a pele vai doer.
Então, a gente aplica o anestésico na parte externa. E o anestésico é pomada? Pomada. Não é anestesia com agulha? Não, é pomada.
Pro laser, é pomada. Os outros procedimentos, né? Então, o bioestimulador, o preenchimento, aí a gente faz um anestésico com agulha. Então, eu peço pra paciente passar uma pomadinha, pelo menos pra ela não sentir tanto a parte da entradinha da agulha.
Mas é uma picadinha, é um botãozinho anestésico que a gente faz. E o que a gente aplica, ali a gente compra a seringa do lássio aneurônico. Geralmente, eu já compro um que já vem com anestésico.
Então, isso faz com que seja menos doloroso também. O bioestimulador, ele é um pozinho que a gente precisa misturar. Então, a gente acaba colocando um pouco de anestésico junto também.
Mas todos esses procedimentos, a paciente chega, faz e vai pra casa. A ninfoplastia, quando a gente faz em consultório, também passa uma pomadinha externa, mas precisa fazer a anestesia mesmo com agulhinha. E também, fazemos o procedimento, a paciente pode ir embora.
Nenhum desses tem internação da paciente ou precisa obrigatoriamente ser em hospital, por exemplo? Não. Às vezes, a paciente prefere. Ou, às vezes, assim, é uma cirurgia maior, é uma ninfoplastia muito grande.
Ou a paciente tem muito baixa tolerância à dor. Fala, eu não quero ver nada, nem a picadinha eu tolero. Então, tem casos que a gente acaba levando para o centro cirúrgico.
Envolve um anestesista. Envolve um anestesista. Inclusive, aqui no Instituto, a gente consegue fazer, que a gente tem o centro cirúrgico.
Então, as pacientes que não toleram ou não querem, às vezes, falam, eu quero dormir, não quero ficar acordado. É, já vi gente que até para tirar o síndrome de anestesia geral. Então, tem para tudo, né? Sim, tem.
E já nessa parte, tanto da anestesia como do próprio procedimento, tem alguma contraindicação que exclui a possibilidade da pessoa fazer esse tipo de procedimento, esses procedimentos? Todos esses aqui que a gente conversou? Isso, em geral. Se tiver que citar algum específico, né? Mas eu cito mais desses mais procurados, né? O laser. Assim, estar com alguma infecção ativa.
Então, por exemplo, descobriu hoje que está com infecção urinária. A gente não faz. Ah, estou tratando, já tomou alguns dias de antibiótico.
Tudo bem, dá para fazer. Está com uma lesão, algo machucado ali na vagina, a gente também não faz. E estar menstruada.
Porque o laser, ele, o laser que eu faço é o laser de CO2. Então, ele tem, ele é atraído pela água. Então, a mulher não pode estar menstruada, porque senão o laser vai ficar ali no sangue, ao invés de ir para a parede vaginal.
Então, a gente, tanto que antes de começar o procedimento, a gente seca a vagina para conseguir absorver o máximo possível do laser, tá? Então, estar com alguma infecção ativa. Quem tem, assim, alguma doença reumatológica, a gente toma cuidado também, né? Histórico de herpes não é contraindicação, mas a gente faz uma profilaxia. Então, eu uso um medicamento ali para herpes, para evitar que a pessoa desenvolva, né? Porque como a gente, a gente pode diminuir a imunidade ali local, né? Porque eu fiz ali uma queimadura, digamos, né? Então, a gente faz um tratamento prévio.
Mas basicamente são isso, assim, a gente não tem grandes contraindicações, não. E você fala de vida normal, né? Que a pessoa vai embora para casa, no sentido até de, na higiene, ali, íntima, em relação ao sexual, continua a mesma coisa também? Volta para casa e já... Aí depende do procedimento, né? Então, por exemplo, o laser íntimo. Eu peço para os pacientes ficarem aí 5 a 7 dias sem ter relação depois, porque fica mais sensível, né? A gente aplica ali uma pomadinha externa para amenizar a sensação de queimadura, uma outra pomadinha interna.
Pode, às vezes, ficar tendo um certo corrimento meio rosado pós-procedimento. Mas, assim, posso sair do laser e ir para a academia? Pode. A gente só evita esse repouso da atividade sexual.
Em relação ao preenchedor, né? Então, evitar coisas que amassem o lugar. Então, assim, ah, eu fiz o preenchimento hoje e amanhã eu vou fazer uma volta de bike e vou ficar o dia inteiro na bike. É melhor não, né? Então, peço para evitar coisas ali que amassem a região por uma semana.
Em relação a evitar por uns dois dias, mais ou menos, o bioestimulador. É importante fazer uma massagem, porque a gente aplica, né? O que é o bioestimulador? A gente aplica uma substância que eu espalho ali bem na pele da região e que vai estimular ali, vai puxar água, vai estimular a produção de colágeno também. Então, é importante uma massagem.
A gente fala que é tipo montar dinheiro para a gente fazer a massagem por uns cinco dias, que eu explico direitinho. E, assim, de atividade sexual, uns dois dias. Mas também, ah, posso sair da aplicação e ir para a academia? Pode.
Posso ir trabalhar? Pode. A ninfoplastia já é outra coisa, né? O que é importante na ninfoplastia? São os dois, três primeiros dias pós-operatórios. Então, é uma cirurgia, né? Um procedimento que sangra muito pouco.
É rápido. Então, é 40 minutos, uma hora. Só que o que eu peço para o paciente? Dois, três primeiros dias.
Ficar em um repouso bem importante. Não é um repouso absoluto. Ah, não posso levantar? Pode, mas levantar para fazer... Levantar o mínimo possível, né? E fazer muita compressa de gelo.
Então, a compressa de gelo vai ajudar tanto para analgesia, para melhorar de dor, quanto para evitar que enche. Eu falo que quando a gente faz a ninfoplastia, fica feio para ficar bonito depois. Porque, na hora, fica um pouco inchado, tem ponto, né? Então, eu peço ali, dois, três primeiros dias, ficar bem quietinha.
Depois, ir retomando. Então, geralmente, eu gosto de operar de sexta-feira, porque aí a pessoa tem o sábado e domingo para ficar em casa. E segunda, retoma ali sua rotina.
Se puder ser uma rotina não muito pesada, de ficar em pé o dia inteiro é melhor. Então, nessa primeira semana aí, se conseguir fazer alguns repousos durante o dia é legal. Mas, assim, atividade física, atividade sexual, eu peço 30 dias de repouso.
Claro, assim, está recuperando super bem. Com duas semanas, dá para liberar para fazer uma esteira, um membro superior? Dá. Mas, atividade sexual, eu peço 30 dias mesmo.
Que é o mais, assim, considerado invasivo, digamos, de todos os procedimentos. Sim, porque a gente corta, né? Tem ponto. Então, tem que estar bem cicatrizadinho.
Então, eu peço para segurar aí por esses dias. E dor em geral, doutora? Porque eu imagino que só de ouvir falar assim já dá uma certa afliçãozinha, né? As pessoas que estão interessadas em fazer devem estar preocupadas com isso. Tem uma dor que é... Como é esse nível de dor que as pacientes costumam falar? Dor é muito individual.
Eu já tive paciente que falou nossa, meu Deus, foi terrível, o primeiro dia foi horrível, mas a partir do segundo eu estava ótimo. Tive paciente que falou, nossa, super tranquilo. O que eu faço? Eu deixo bastante medicamento para a dor.
Então, eu deixo, falo, já sai daqui, já toma o remedinho, já faz o gelinho, né? Então, eu... A dor, os dois, três primeiros dias é mais incômodo. E depois vai melhorando. Mas, no geral, não é uma coisa que é muito absurda, não.
Se seguir as recomendações que eu faço, geralmente é legal. Outra coisa que eu peço para evitar usar papel higiênico nos primeiros dias. Então, principalmente se for fazer número dois, se lavar com chuveirinho ou usar lencinho umedecido, porque o papel higiênico acaba sendo meio agressivo, né? Então, se lavar bem, eu recomendo o uso de um óleo de avocado ionizado que ele ajuda também para cicatrização.
Geralmente, eu até dou de presente para as pacientes. Então, é isso, assim. E aí, vai de cada... Igual a tatuagem, né? Tem gente que morre para fazer e tem outras que a gente faz no corpo interno no mesmo dia e não liga, né? Sim.
Doutora, uma dúvida que pode ser também a dúvida de outras pessoas, antes da gente ir para o mitos e verdades, eu separei algumas coisas da própria ninfoplastia e outras, geral, de procedimentos que envolvem a ginecologia estética e regenerativa. Convênio, esses procedimentos são cobertos de alguma forma? Tem alguma forma de provar que isso pode ter uma... Pode afetar o lado mental daquela paciente, algo psicológico nesse sentido, e aí o convênio pode cobrir? Ou tudo isso, dessa parte estética e regenerativa, acaba sendo um atendimento privado, particular? Preenchedor, né? Preenchedor, bioestimulador, isso aí é estético. O que nem na Dermato, né? Nunca vi ninguém pedir para convênio essa parte.
A parte do laser também é considerado estético. Eu tive uma paciente, que inclusive, assim, essa paciente que me estimulou a começar realmente a fazer essa parte do laser, da regenerativa. É bem interessante essa história, porque eu fiz o meu curso, o primeiro curso de ginecologia regenerativa e estética, que era até um curso que chamava cosmetoginecologia, foi em 2018.
E eu fiz, achei super legal, mas acabei não colocando em prática. E aí, essa minha paciente, isso deve fazer uns 3 anos, 4, por aí. Uma moça jovem, que teve câncer de mama com 30 e poucos anos, e ela evoluiu com... Ela ficou menopausada, porque por conta do tratamento do câncer de mama, os oncologistas prescrevem medicamentos para realmente induzir uma menopausa para os medicamentos do câncer fazerem mais efeito.
Então, essa paciente, ela entrou na menopausa com 30 e poucos anos, e ela evoluiu com ressecamento absurdo. Ela falou, doutora, eu não conseguia nem ter um encontro com alguém, porque só de pensar na possibilidade de ter relação, eu já ficava travada. Então, ela teve uma questão psicológica muito importante por conta desse ressecamento.
E ela entrou na justiça, com o convênio dela, pedindo o tratamento. E ela conseguiu. E a gente fez o tratamento dela, quem pagou, pra mim, foi o convênio.
Mas foi o único caso. Então, assim, a princípio, os convênios não cobrem. Como que isso vai ser futuramente, a gente não sabe.
Mas realmente, tem mulheres que, que nem eu falei, assim, né, quando a gente tem a questão do ressecamento da menopausa, a gente pode usar cremes hormonais. Que é o tratamento de escolha, tá? O primeiro tratamento. Mas tem mulheres que não melhoram.
Tem mulher que geralmente, elas se enchem de ficar tendo que, porque o creme, você tem que usar duas vezes por semana pra sempre. Você usar creme vaginal é chato, fica vazando na calcinha. Então, tem mulher que a maioria acaba não aderindo.
Fala, ai, doutora, eu usei um pouquinho e parei. Então, tem mulher que não gosta. Mas tem mulher que não melhora.
Então, às vezes, o laser é a única alternativa pra eu tratar essa mulher. Então, mas a princípio, os convênios não cobrem. A ninfoplastia, a gente consegue pedir reembolso.
Mas, às vezes, assim, é tão pouquinho que o convênio reembolsa, que às vezes é mais interessante a mulher pegar a nota fiscal do procedimento e pedir a dedução do imposto de renda. Que é o que eu acabo orientando as minhas pacientes, geralmente. Entendi.
É, porque acaba sendo, eu não sei se, como que é o atendimento desse tipo de procedimento no SUS, por exemplo. Deve existir, mas não dos procedimentos laser, eu quero dizer da ninfoplastia. Deve existir, mas deve ser algo mais demorado, talvez.
Procedimento mais lento, nesse sentido. Eu acredito que sim. Porque, assim, olha, eu, durante a minha formação de residência, acho que eu vi, assim, duas ou três, uma coisa que é bem escasso mesmo, né? O laser, já tem protocolos de pesquisa, né? Que nem eu sei que lá na Unifesp, onde eu me formei, eu sei que tem o laser lá, mas eu entendo que ele está sendo usado para pesquisa, a princípio.
Então, quem sabe futuramente, né, a gente consiga. Mas, infelizmente, é uma coisa que ainda é acessível para poucas, né? É, e que acaba ajudando tanto, né? Pode ser uma, entrar no protocolo mesmo de tratamento, né? Sim, não, o benefício, assim, é muito gratificante, tá? Porque a melhora é progressiva, né? Então, como eu te falei, são três sessões. Mas, assim, a paciente volta depois do primeiro, ela já melhorou.
Depois do segundo, depois do terceiro, então é somatório, né? Esses dias eu recebi um feedback de uma paciente que foi pós-câncer de mama também. Ela teve câncer de mama, me procurou porque realmente não estava conseguindo ter relação com o marido, estava muito complicado. E a gente fez as três sessões, e no final da terceira eu falei, e aí, né? Eu falei, doutora, eu não tive coragem ainda, eu ainda estou com medo.
Falei, eu vou te dar um presente. Eu tinha recebido umas amostras de lubrificante. Falei, ó, leva esse lubrificante.
Falei, pode usar lubrificante, não tem problema nenhum. E depois você me conta. E esses dias ela me mandou no Instagram, ela falou, doutora, muito obrigada pelo presente.
Eu falei, nossa, a minha vida mudou depois do tratamento. Assim, você muda a vida da pessoa. Imagina, uma mulher de quarenta e poucos anos que não consegue ter relação com o marido.
É, isso muda a vida, né? Realmente. Muda a vida, assim, é muito legal, assim, eu adoro. E é um conjunto, né? Isso que entra na parte estética, entra na parte mental, psicológica da paciente.
A relação com o marido, como que eles vão lidar com isso também, envolve muita coisa, né? Não, e é assim, entra num círculo vicioso, porque a mulher às vezes já não está com muita vontade de ter relação, porque está abalada pelo tratamento, por tudo que está acontecendo. Aí ela vai ter relação e dói. Aí é que ela não quer mesmo ter.
Eu falo, não, eu não vou ter relação, vai doer, pra que eu vou fazer isso? Então vai ficando, né? E aí, a hora que você devolve isso, aí vira um círculo virtuoso. É. Que aí, assim, nossa, tá legal, tá gostoso e vai. Sim, que aí está passando pelo problema entre aspas, é, não tem como falar que não é, né? Do tratamento da doença, do câncer, aí se vê com essa dor, aí acredita que isso pode causar um afastamento no relacionamento amoroso mesmo ali entre ela e o marido e aí já vai virando realmente uma bola de neve, né? Sim.
Tudo. E é importante falar isso, né? Até se você conhece alguém que está passando aí por tratamento de câncer de mama, falar que existe esse tratamento. Porque às vezes as mulheres demoram anos pra procurar.
Ou mesmo quem está aí menopausada sofrendo, vai procurar depois que já está com um ressecamento intenso. Sim. E que, não que não vá melhorar, melhora também.
Mas, quanto menos alteração a gente tem, melhores são os resultados que a gente consegue. Isso, não, é muito legal mesmo. Agora eu vou entrar no mitos e verdades, porque o tempo passa rápido, eu nem vejo.
Quando eu olho no relógio, eu até me assusto. Então, o primeiro da ninfoplastia, que eu olhei aqui as dúvidas mais comuns, que é o trend topics das redes sociais, normalmente é o Twitter, que não é mais Twitter, né? É o X, é. E aí a inteligência artificial reúne as dúvidas mais comuns que as pessoas vão procurar lá no Google. Então, o primeiro é, ninfoplastia é puramente por razões estéticas? De forma alguma.
Que é o que a gente falou várias vezes. De forma alguma. Eu diria que a grande maioria tem algum componente funcional.
É isso, incomoda na roupa, incomoda pra fazer algum esporte, incomoda pra ter relação, às vezes fica aquele negócio comprido, atrapalha, dói. Ninfoplastia é um procedimento arriscado? Não. É um procedimento relativamente simples, como eu falei, é rápido, a gente usa uma quantidade bem pequena de anestésico, é um procedimento bem tranquilo de ser feito.
Tanto que a gente tem segurança pra fazer no consultório, né? Sim. Ah, e só um detalhe, é importante a gente destacar, tem às vezes esteticista que faz esse tipo de procedimento, é importante que as pacientes que estejam interessadas procurem realmente a especialidade médica pra isso. Sim, sim.
Tem alguma outra especialidade que você acredita que seja apta pra esse procedimento? Olha, não, eu acho que o médico, e principalmente o ginecologista, que a gente atua ali naquela área, é claro, tem dermatos que fazem muito bem também, não vou falar mal, pelo amor de Deus, né? Mas eu acho que o ginecologista, né, e a gente, a paciente já tá ali com a gente, né? Então muitas pacientes, já eram minhas pacientes, e elas começam a contar queixa e a gente acaba resolvendo ali, né? A gente vê muito esteticista oferecendo aquelas clínicas mesmo de estética, né? Que são biomédicos que às vezes trabalham lá, e a gente acaba citando, parece que às vezes, até teve uma vez que a gente trouxe um episódio só sobre isso, sobre a relação dos não médicos com os procedimentos. Não é falando mal das outras especialidades, né? Mas é só pra diferenciar o que pode e o que não pode, o que é seguro e o que não é, nesse sentido, né? Eu acho que a principal questão de você fazer um procedimento desses, né? Que é um procedimento invasivo com o não médico, é ele vai saber tratar complicação? Porque fazer o procedimento é treino. Então a pessoa treina ali, faz várias vezes, ela vai saber fazer, mas ela vai saber tratar complicação? Eu acho que essa é a principal... Já responde tudo, né? Na dúvida de se... Eu vou deixar no ar essa pergunta aí.
Já responde quando você tiver com uma dúvida, né? A labioplastia afeta a sensibilidade sexual? Ah, essa pergunta é campeã, né? Assim, toda vez que a gente opera alguma coisa, logo que opera, a sensibilidade fica alterada, tá? Mas depois, ao longo do tempo, não. Então, não é uma cirurgia que a gente mexa na parte da sensibilidade. E, principalmente, às vezes a gente mexe também no capuz do clitóris.
Então a gente tem ali uma pele que recobre o clitóris. Então, muitas vezes, o paciente vem com a queixa dos pequenos lábios, mas eu vejo que tem um excesso de pele ali no capuz também. Tanto que, muitas vezes, mandam direto.
Ai, quanto custa? Eu falo, não, eu tenho que te avaliar pra ver o que você precisa. Porque, às vezes, o paciente fala, eu só quero tirar essa pelinha. Eu falo, tá bom, se eu tirar essa pelinha aqui, você vai ficar incomodada com isso aqui.
Ai, nossa, é verdade, eu não tinha pensado nisso. Então, a gente faz de modo a que fique harmonioso. Então, quando a gente mexe ali no capuz do clitóris, eu não vou mexer na sensibilidade.
E mesmo quando faz a cirurgia de redução do clitóris, a gente tem o cuidado de isolar a parte dos nervos e dos vasos pra gente não afetar a sensibilidade. Então, não afeta. Nas primeiras vezes que vai ter relação, pode ficar um pouquinho mais sensível, mas é que nem quando você opera alguma outra parte do corpo.
Porque a cicatriz fica esquisita no começo, mas depois volta ao normal. Tá, já responde, inclusive, as duas próximas. A primeira é... Eu falo muito, desculpa.
Não, mas é acaba respondendo, é mais específico. Ninfoplastia, um procedimento caro e inacessível, acaba saindo de pessoa pra pessoa, né? O valor... Valia o valor, né? Tem procedimentos que são bem simples, a gente não precisa cobrar um valor mais alto, outros são mais trabalhosos. Então, é... Manda um direct aí que a gente conversa.
Porque as pessoas têm mania de querer... Igual loja de roupa, né? Quando manda... Quando a pessoa aposta e ele não tem o valor, manda lá embaixo. Qual o valor? E aí manda pro médico, né? Quanto é? Ninfoplastia é um procedimento padronizado? Que é o que a gente acabou de falar aqui. Eu falo que é artesanal a cirurgia, né? Porque eu avalio ali... Claro, a técnica é semelhante ao que eu vou fazer, mas às vezes é isso, ó, eu vou tirar só um pouquinho, às vezes eu tiro um pedaço do lado do outro eu não tiro, mas eu faço ali, eu aplico o laser pra só reduzir um pouquinho a pele, então é artesanal.
Sim. Agora, mitos e verdades entram no geral aqui de tratamentos íntimos. Causa câncer? Esse tava no top 1, mas procurar... Não, não.
Esse é mito. A pessoa tem medo de câncer de tudo, né? Às vezes até... Ah, tomar chá verde causa câncer? É sempre a pergunta que mais aparece. Mas eu acho muito interessante, né? Que as pessoas, elas têm medo, ah, hormônio.
Ah, hormônio da câncer. Mas assim, ninguém tem medo de estar acima do peso, de beber pra caramba, de comer hambúrguer toda hora, né? Então, é muito interessante. O estilo de vida é a coisa mais importante pra evitar câncer.
As outras coisas são, claro, tem outras coisas importantes também, mas manter-se num peso adequado é super importante pra reduzir risco de câncer. Tratamentos íntimos são dolorosos e invasivos? Não, assim, eu falo pras pazer, não vou falar que não dói nada, tá? Mas a gente faz o anestésico, né? De forma a ser o menos... Incomodar o menos possível, tá? Não. E invasivo? Não.
Engraçadas são as perguntas que eles mais procuram, porque é aquilo que a gente falou. Eu tinha certeza que a pergunta da Dora ia estar no top 3 aí, das mais procuradas. Não, e é que é meio aflitivo pensar em, ah, mas vai por uma agulha aqui nessa região, né? Realmente é uma região sensível.
Podem ser feitos somente na menopausa? Não. É aquilo que a gente diz até com prevenção. Sim.
Por exemplo, uma das indicações do laser é pra mulher que tá amamentando. Tem mulher que tem muito ressecamento na amamentação. Então a gente pode melhorar isso com o laser íntimo.
E não tem nenhum problema fazer na gravidez? Na gravidez a gente não faz. Teoricamente não teria problema. Porque é local o tratamento.
Só que não existe estudo com grávida e ninguém nunca vai fazer esse estudo. Então na dúvida a gente não aplica. Mas, por exemplo, eu aplicar em alguém não tem problema.
Eu apliquei durante a gestação, eu continuei fazendo laser nas minhas pacientes. Então eu ser a médica que aplica sim, mas fazer em mim, não. Melhora a autoestima e confiança? Com certeza.
Com certeza, sim. É uma coisa que uma coisa que pra outra pessoa, né? Ah, mas que besteira. Pra quem tem aquela queijo se você melhorar aquilo, nossa, você muda a vida da pessoa.
E é, o que vai de cada um também. O que é prioridade? O que a pessoa realmente se incomoda ou não? Não é outra pessoa que tem que julgar o que que tá acontecendo. Ninguém tá dentro de você, né? Só você mesmo.
Quem convive com os seus sentimentos eu convivo com os meus e você com os seus. A paciente com os dela. Exatamente.
Aumenta a qualidade de vida? Com certeza. A gente pode falar em geral, né? Sim, sim. Isso é uma verdade, verdade verdadeira.
Até da questão da atividade física, que a gente tava falando, né? Da bicicleta ali, que a paciente quer fazer e não pode. Não que sente o incômodo, né? Sente o incômodo, sim, melhor corrida, qualquer coisa que cause atrito, né? Porque a roupa de ginástica, ela é justa. Então se eu tiver uma proeminência ali vai atrapalhar.
Exatamente. Agora o último, são poucos os efeitos colaterais? Sim. São poucos, né? O que a gente pode ter, às vezes, é ter alguma queimadura, de repente não ajustou o aparelho ali, porque a gente ajusta de acordo com a idade da paciente qual que é o efeito que a gente quer eu diria algum tipo de queimadura ou vai, fez a aplicação do preenchedor alguma assimetria ou foi demais, né? Às vezes a gente não viu ali o Lucas Luco que fez a hormonização e não quis mais, né? E tem a enzima que a gente pode aplicar e tirar.
É reversível? Sim, é reversível. No caso dos preenchedores. Dificilmente a pessoa vai querer tirar, né? Não, geralmente elas querem pôr mais.
Às vezes a paciente volta, doutora, põe mais um pouquinho. Não, mas põe mais um pouquinho. Tá bom, vamos colocar.
É, dificilmente vai ser ruim, né? Sim. Foi um papo muito esclarecedor. Doutora, eu vou pedir pra você passar as suas redes sociais pra quem quiser tirar alguma dúvida relacionada a esse tema ou outro tema, pode comentar aqui também no nosso vídeo pra gente trazer de novo.
Doutora, eu tenho que voltar mais rápido agora, hein? Vou esperar quase um ano. Exatamente, porque tem muito tema que já vem na cabeça pra gente citar, pra gente fazer um episódio só sobre isso e o pessoal também pode comentar aqui ou nas redes sociais da doutora Priscila pra trazer sugestões ou dúvidas desse tema, né? Ou quiser te procurar pra saber mais detalhes sobre isso, qual é a rede social? Bom, o que eu mais acabo usando é o Instagram, é arroba doutora Priscila Beatriz, Beatriz com Z. Então, se ficou alguma dúvida, mande aqui nos comentários que eu vou olhar, tá bom? E se quiser me mandar a direct também, a gente conversa por lá. E aí, o pessoal ou comenta lá pra você ou também pode comentar aqui no nosso vídeo.
Muito obrigada pela sua participação e até o próximo episódio. Obrigada, até a próxima. Obrigada a você também pela participação aqui no AmatoCast, como a gente já citou, reforçando, não deixe de curtir, comentar, compartilhar com quem pode se interessar por esse assunto e mandar sugestões que é muito importante aqui pra que a gente tenha um ano inteiro de 2025 com assuntos interessantes que vocês estão procurando saber.
Pra quem, às vezes, está acompanhando esse vídeo até mais pra frente, nem outro ano mais pra frente, pode também mandar sugestões aí pra gente. Obrigada e até a próxima. Tchau!
Transcrição gerada automaticamente; pode conter erros.
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