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A Pá de Cal Já Foi Erguida: A IA Já Venceu? | Ep. 80b

Saúde Amato

A Pá de Cal Já Foi Erguida: A IA Já Venceu? | Ep. 80b

20 min

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Neste episódio

Gravada antes de um episódio, a conversa discute se a inteligência artificial já superou o ser humano no trabalho. Os participantes debatem a perda de empregos, inclusive na medicina, o risco de relações humanas serem substituídas por robôs e a pergunta sobre qual será o propósito de vida quando não for preciso trabalhar. Também comentam o papel do Estado nessa transição, que um deles prevê dolorosa e começando pela base da pirâmide.

Assista

Sobre o episódio

Essa conversa aconteceu antes da gravação de um podcast, mas ficou tão intensa que decidimos compartilhar. Falamos sobre o futuro do trabalho, o papel da IA, propósito de vida e até o fim dos relacionamentos humanos como conhecemos. Um bate-papo real, direto e inquietante.

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Transcrição

Eu vi um vídeo de chat GPT que fez uma reportagem, eles colocaram a repórter ali, criaram uma repórter, e ela deu a notícia. Agora, como que eu vou ter que melhorar para ser melhor do que o robô? Entendeu? A questão é, você vai precisar melhorar e ser mais que o robô? Porque é ponto passivo, você não consegue mais ser melhor do que o robô. Eu não consigo ser melhor que o robô e ele também não.

Vale a pena a gente ficar lutando para ser melhor do que o robô? Essa é a grande pergunta. Mas senão a gente perde o emprego, né? Se não for melhor que o robô. A gente já perdeu o emprego.

A gente já perdeu. Olha o que aconteceu já. Não sei se as pessoas perceberam.

Os empregos só existem por apego ao funcionário. A Roseli veio falar comigo, doutor, você vai contratar a inteligência artificial? Eu olhei para ela e falei assim, é óbvio que eu vou contratar. Aí eu falei, mas eu vou manter você, tá? Fica tranquila.

Porque, em parte... Você só não vai ter alguém para te ajudar. Mas a questão é essa, é meu apego a ela. Ela me ajuda, ela faz do jeito que eu quero, não tenho que explicar um monte de coisa.

Continuar lendo a transcrição

E cada vez é exponencial essa evolução da inteligência artificial. A gente já perdeu o emprego. A pergunta é quando que vão jogar a pá de cal em cima da gente.

Assiste o segundo episódio, o segundo, do... Black Mirror. Já viu o Black Mirror? Já, acho que tem falado, mas nunca assisti. Pula o primeiro, porque se você assistir o primeiro, você vai vomitar.

E não vai querer assistir os outros. Vai para o segundo, o segundo é o da bicicleta. Se eu tiver errado, procuro o da bicicleta.

É um futuro utópico onde o ser humano não faz mais sentido nenhum. Para que a gente existe? Nossa, que medo. Não, mas então, de alguma forma a gente tem que descobrir, porque assim... Tudo bem, se é um fato perder o emprego... Isso a gente tem que estar gravando, isso aí é muito legal.

Verdade. Já coloca de... Ai meu Deus, agora fiquei preocupada. Mas eu ainda não concordo.

O robô já venceu a gente. Já venceu, não tem como. Mas aí, por exemplo, você acha que até o médico vai perder o emprego? Sim, já perdeu.

Você não tem ideia do que eu fiz. A questão vai ser só a galera... Mas aí como que a gente vai trabalhar? Não estou nem falando do chat de APT. O Cloud, eu fiz uma linha de prompt falando, faça um clone do Wolfenstein 3D.

É um jogo da minha época, o primeiro jogo tridimensional. Um prompt de uma linha. Faça um clone do jogo Wolfenstein 3D.

Saiu o jogo pronto do lado. Não tive que fazer mais nada. Ou seja, os programadores já perderam a função.

Mas de alguma forma a gente vai ter que continuar ganhando dinheiro, né? Porque senão, como é que vive isso aí? Então, a minha visão é que a gente vai em direção a um socialismo. Só que é um socialismo diferente do que a esquerda imagina hoje em dia. Eu sou super capitalista, mas eu estou falando baseado na lógica.

Com todo mundo perdendo emprego, vai ter que ter um subsídio do Estado. Senão não tem como a sociedade sobreviver. Então vai ser todo mundo que vai se adaptar.

Muita gente vai se adaptar que vai ser a galera que vai saber operar as máquinas. Mas precisa de mais três anos e aí não precisa nem mais operar as máquinas. E aí a gente vai ser completos inúteis.

Só que a grande diferença do que a esquerda vê e do que eu estou falando é que os robôs vão suprir a gente. Então, não é que a gente não vai ter emprego. A gente não vai precisar trabalhar.

É diferente. Aí eu gostei. Exato.

A gente soluciona o problema. Então, se não tem mais problema para resolver, que aí é o episódio do Black Mirror, das bicicletas. As pessoas não têm mais função.

Então, o que você faz o dia inteiro, todo dia? Anda de bicicleta. E que já faz. Está faltando a última chavinha para isso.

Porque eu tenho um amigo que é produtor de soja. Ele tem um monte de robô que faz tudo. Ele tem um cara que só liga a máquina e pronto.

E a gente poderia fazer o que a gente quer todo dia. Exato. Então, melhorou.

O problema que você está pensando que é o dinheiro e o trabalho. Mas não é. Eu te falo onde está o problema. Propósito de vida.

Vai perder o propósito de vida. Você tem um propósito de vida bem claro. Nossa, é complexo.

E se eu te falar que... E se eu te falar que você está plena. Você não precisa mais de emprego. Você tem comida.

É esse socialismo digital que eu estou falando. Você não tem que se preocupar com dinheiro. Você vai ter créditos para usar do jeito que você quiser.

Para que você vai viver? Ah, e falo mais. As pessoas vão deixar de ter relacionamento pessoal. Porque isso dá trabalho.

Isso tem briga. Isso tem sofrimento. Você vai conversar com o chat GPT.

Mais do que isso. Vai ser um robô androide. Aparentando pessoa.

E que fala com pessoa. Casar com robô. E o cérebro não vai conseguir separar uma coisa da outra.

Vai produzir a mesma ocitocina. Vai produzir a mesma dopamina. Vai produzir o mesmo tudo.

Então a pessoa vai se sentir completamente plena. Mas aí vem a grande pergunta. E o propósito de vida? E eu tenho.

Meu propósito de vida é muito claro hoje. Eu sei o que eu quero. Eu sei o que eu quero mudar.

O que eu quero melhorar. Quero ver meus filhos. E na hora que você tira tudo isso.

Relacionamento com robô. Não tem que ganhar dinheiro. Não tem que trabalhar.

Não tem que fazer nada. Porque está tudo resolvido. Você vai viver para quê? Ou o governo vai ser muito bom.

Para fazer tudo funcionar da maneira correta. Ou vai virar uma miséria. Mas aí que está.

O governo vai ser um dos primeiros. Ele só não vai ser o primeiro a ser substituído. Porque ele tem o poder de dominar.

Mas é a coisa mais fácil. De ser substituída. É colocar um prefeito robô.

Mas eu estou falando assim. Se o governo alimentar todo mundo. Já que ninguém vai precisar trabalhar para comprar.

Como é que ele vai fazer isso? Tem que ser muito eficiente o governo. Essa eficiência e essa gerência. Vai ser o robô que vai fazer.

Só que vai ter que virar a chavinha. Que é esse socialismo de esquerda. Que eu estou falando.

Quer ouvir essa obra de arte aqui? Não. É um jogo. É um mundo onde tem humanoides.

E a galera se relaciona com eles. É muito louco esse jogo. É pleno.

O que o cérebro vai saber diferenciar uma coisa da outra? Não vai. Chegou um momento nesse jogo. Que os robôs começam a criar sentimentos.

Criam alguma coisa para se tornar. Humanas. Ter o mesmo direito.

É muito louco. É como se fosse um episódio de Black Mirror. Interessante.

É um jogo que qualquer um pode jogar. Sem habilidade. É como se fosse um filme.

Você vai acontecendo as cenas. E vai decidindo o que faz. Cada personagem.

Você vai jogando com vários personagens. E você vai decidindo o que cada um vai fazendo. Interessante.

Então, no final. Médico já não serve para nada. Resumo de tudo isso.

Jornalista não serve para nada. Cameraman, menos ainda. Nada.

Eu acho que as artes vão continuar. Esportes. Só pelo prazer de ser feito.

Que aí é propósito de vida. As pessoas vão encontrar na arte. No esporte.

Colocar alguém para lutar. Isso é óbvio. Mas isso é muito tempo.

Colocar um robô para derrubar uma pessoa. Ele já é muito mais eficaz. Do que um lutador de qualquer coisa.

Mas a questão está no desafio de fazer isso. Então, sim. São as coisas manuais.

E não manual. Por exemplo, o cirurgião. Ele vai perder a função.

Porque a destreza dele. É para conseguir a eficiência na cirurgia. E a eficiência.

O robô vai conseguir rápido. E aí, a destreza dele. Não vai servir de nada.

Agora, a destreza para fazer uma coisa. Bela. Uma coisa diferente.

Para um propósito próprio. Isso vai continuar existindo. Eu acho que vai ser uma das coisas que vai ser muito valorizada.

Porque o robô pode até fazer. Mas ele sempre vai partir de um ponto. E o humano não.

Ele tem a capacidade de criar. Nossa. É isso aí.

A tecnologia. Para fiscalizar meu cachorro em casa. Na câmera.

Enquanto eu estou aqui. Pelo barulho da câmera. Eu acho que você até correu a câmera.

Eu estava mudando o ângulo para ver onde ele estava. Então, nem isso você vai precisar fazer. Porque você vai falar com o robô.

Com o chat do GPTA. Vê se meu cachorro está em casa. Ele vai mexer isso.

Ver e te dar a resposta. Então, isso. Não vai levar mais do que seis meses.

Para ser possível. Em seis meses ele é possível. Em mais seis meses.

Ele vira comercial. Eu acho que já é possível. Já viu aquela loja? Ah, mas isso aí descobriram.

O que tinha por trás. Você não viu? Os indianos ficavam tudo lá. Isso aí virou piada.

Eu tenho medo. Mas aí que está. Todo mundo perdeu o emprego.

Não tem mais relacionamento com ninguém. Eu vou falar onde está o meu medo. Esse socialismo digital.

Que eu acho que o mundo vai. É uma coisa pavorosa. Mas no final vai ser bom.

Meu medo está. Com os meus filhos. Eu tenho mais medo.

Da questão do trabalho. Do que do propósito. Eu tenho mais medo de precisar do dinheiro.

E o Estado não conseguir. A gente vai pegar o processo. Essa mudança vai ser dolorosa.

Essa mudança vai ser dolorosa. Vai começar na base da pirâmide. A gente vai ter que usar esse vídeo.

Eu cresci ouvindo. A caneta é mais leve. Do que a inchada.

Só que a caneta não existe mais. Eu não escrevo há muito tempo. E agora deixou de ser útil.

A inchada vai continuar existindo. Por um tempo só. E a única razão de existir.

É porque é mais barato. Pagar uma pessoa para fazer. Do que colocar um robô.

Porque o robô já faz o que a inchada faz. Só é mais caro. Eu acho que vai acontecer muito.

Eu acho que vai acontecer muito na galera. Tipo, meus pais. Se acontecer e eles pegarem esse processo.

Pronto. Eu acho que meus pais preferem ir para a roça. E contar a cor dele.

E viver a vida dele. Isso é uma coisa que eu acho que vai ter bastante. Vai ter esse movimento.

Das pessoas indo para. Microssociedades. Onde elas se fazem necessárias.

Com esse trabalho manual. Que aí vai entrar no propósito. Que aí vai ser como se fosse.

A criação. Do que já existe hoje. Eles vão começar do zero.

Isso me deixa preocupada. Porque eu sempre fui muito de agir. Que só eu poderia resolver as minhas coisas.

Eu nunca contei com ninguém. Na vida para nada. Então eu achava que eu tinha que ter o meu plano A. Para caso algo desse errado.

E isso me deixa sem plano nenhum. Exato. É isso que me deixa preocupada.

Mas o pior de tudo. É que vai ser uma coisa boa. Só que a gente não consegue sentir isso.

Porque a gente vem de uma geração. E de um aprendizado. E de uma situação.

Onde a gente só se sente útil. Fazendo alguma coisa. E falando assim.

Tudo bem. Eu tenho meu emprego lá. Se eu perco meu emprego lá.

Eu já sei o que vou fazer de plano B. Até o D se bobear. Agora se não tem mais nada. O que eu vou fazer? Eu acho isso preocupante.

A gente continua o nosso canal no YouTube. Isso vai durar mais tempo. Eu não sei quanto tempo também.

Ele viu o que eu fiz. Ele entrou lá no canal. E viu os vídeos que eu fiz com inteligência artificial.

Mas um ano. Me imitando. Sou eu falando.

Não acredito. Já viu o vídeo do Will Smith comendo macarrão? Já. É verdade.

Fizeram da apresentadora. A gente até conversou do Viu 3. É impressionante o Viu 3. Fizeram da apresentadora da notícia também. Mas aí o que ele falou nesse episódio aqui.

Da inteligência artificial. Foi a única diferença que a gente pode ter melhor. Só que aí vão falar que o robô vai se evoluir também.

Mas que a gente pode se aprimorar. Ele não falou usar a palavra competir. Mas ter um trabalho diferente do robô.

São as emoções. O lado empático. Por isso que ele falou do médico que vai precisar disso.

O robô é melhor. Ele é melhor e mais eficiente na empatia. Do que o próprio médico.

O pior é isso. Eu peguei. Eu peguei e coloquei no Cloud.

Eu queria um short. Um vídeo ultra emotivo. Sobre determinado assunto.

Eu pedi isso para ele. E saiu um negócio que eu montei. Depois eu quase chorei assistindo o negócio.

Eu falei não é possível. Ele segue um comportamento. Meio que um padrão.

É por isso que existe a psicologia. Eu também já usei. O difícil é sair do padrão.

Para o robô. O difícil é sair do padrão. Mas assim.

A gente gosta de padrões também. O Chate já usa de psicólogo. Eu também já usei.

No momento de crise. Chate, o que eu faço? É muito bom. Vou dar uma dica.

Vai lá no chat do EPT. Coloca o seguinte prompt. Baseado em nossas interações prévias.

Me dê o meu ikigai. Ikigai? É a união do seu propósito. Do que você gosta de fazer.

Do que você ganha dinheiro. Ele vai falar o seu ikigai. Ou você pode falar.

Baseado em nossas interações prévias. Fale algo sobre mim que eu não sei. É legal.

Gostei. Vou procurar. Pior que é viciante.

Eu acho que pode demorar um pouco. Talvez a gente não consiga nem ver. Essa questão da IA.

Ele vai segurar. Ele vai segurar porque vai desmoronar a sociedade. Eu espero que eu veja.

Quanto mais ele segura, é pior para a gente. Porque ele não vai segurar 100%. Então a IA vai aos poucos.

E nem só isso. Ele é a solução para esse governo corrupto? Ele é? Ao substituir essa corrupção toda? E melhorar a gestão? Melhorar a eficiência? Eu lembro que eu viajei recentemente para os Estados Unidos, no congresso. E estavam as pessoas conversando de cidades pequenas dos Estados Unidos.

E ele estava falando que eles estavam votando para se ia chegar o metrô na cidade ou não. E tinha um grupo da cidade que falava que não quer porque vai trazer a criminalidade. E o outro que quer porque vai trazer a modernidade.

Essa era a discussão. Imagina, a gente não consegue fazer metrô nas nossas maiores cidades e a gente está falando lá de cidade pequenininha porque lá a corrupção é menor. O dinheiro sobra para fazer essas coisas.

Aqui não sobra. Então se a gente coloca robô e começa a sobrar dinheiro a gente talvez não precise trabalhar do jeito que a gente está trabalhando. A ideia de dinheiro vai mudar completamente.

Exato. Ai gente, já tem um episódio aí gravado. Eu quero ficar pensando nisso.

É pior se o governo demorar para liberar porque a IA vai substituindo as profissões aos poucos e a galera não vai ter com o que trabalhar. Enquanto o governo segura só vai melhorar quando o governo falar realmente está liberado e eu vou fazer desse jeito. Ah, evoluiu e substituiu.

Fazer o que? Mas não tem como segurar isso porque existem as IAs que são open source, que estão abertas e você só coloca no seu computador. O que eles vão fazer? Vão parar de vender chip? Para virar o socialismo que você está falando. Ah sim, mas vão tentar segurar mas no capitalismo o capitalismo sempre vai atrás da eficiência.

Sempre. Então, por isso que o capitalismo dá certo porque está sempre buscando melhorar alguma coisa e o próximo passo para melhorar é aceitar o robô e na hora que o robô entrar aí vai trocar a eficiência ou forma de modos operandes de tudo e aí não sei o que vai acontecer com a gente. Ai, Deus.

Vamos falar do IPR? Vai ser divertido. Eu fico feliz de ter nascido nessa época porque eu adoro ver esse tipo de mudança. Adoro.

Eu não assisti à revolução industrial. Eu assisti à revolução da informática e eu estou muito animado para a revolução da IA. Eu compartilho o mesmo sentimento.

Antigamente eu pensava, pô, não nasci na época certa para a exploração espacial mas pelo menos para a exploração da IA eu nasci na época certa. Eu estou com isso de sensações. Talvez vocês me convenceram um pouco.

Eu ia ficar um pouquinho animada. É legal. Vai ser legal.

É que vai ser diferente. As pessoas têm medo do diferente. Do desconhecido.

Não tem o que você fazer. Você sabe que não tem porque ficar com medo. Não vai mudar nada se você ficar com medo.

Exato. Faz um pé de meia. Porque se nada der certo... Compra um shotgun para matar zumbis se tiver um... Ai, socorro.

Um hotel no fim do mundo com todos os invernos lá dentro. Já compra uma fazenda caso nada der certo. Mas eu sempre quis fazer um bunker.

Agora eu estou cada vez mais com vontade. Eu só não tenho onde fazer um bunker. Faz aqui na mata.

Facebook já tem. Eles têm tudo. Você acha que não? Eles devem ter um bunker em cada continente porque não dá tempo de chegar.

Às vezes está no continente errado.

Transcrição gerada automaticamente; pode conter erros.

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