
AmatoCast, episódio 68
Tênis de Mesa: O Esporte Que Pode Transformar Sua Saúde – Com Cazuo Matsumoto
Neste episódio
O ex-mesatenista olímpico Cazuo Matsumoto conta sua trajetória no esporte, com três Olimpíadas e 13 Mundiais, e fala dos benefícios do tênis de mesa para a saúde, como coordenação motora, concentração e gasto calórico. O episódio também menciona efeitos positivos em pessoas com Parkinson e Alzheimer, explica a diferença entre tênis de mesa e pingue-pongue e as regras básicas. Ele conta que seus clubes reúnem alunos de todas as idades, a maioria em busca de exercício e qualidade de vida.
Sobre o episódio
Neste episódio do Amatocast, Letícia Miyamoto recebe o ex-mesatenista olímpico Cazuo Matsumoto para uma conversa sobre saúde e tênis de mesa. Cazuo compartilha sua trajetória no esporte, desde o início aos 7 anos até sua carreira internacional, incluindo participações em três Olimpíadas e 13 Mundiais.
O episódio destaca os benefícios do tênis de mesa para a saúde, incluindo melhora na coordenação motora, concentração, queima calórica e impacto positivo em doenças como Parkinson e Alzheimer. Cazuo também explica a diferença entre tênis de mesa e pingue-pongue, as principais regras do esporte e dá dicas para quem quer começar, seja para lazer ou para alto rendimento.
Além disso, ele fala sobre sua experiência como treinador e como o esporte influencia na disciplina, foco e desenvolvimento pessoal dos praticantes.
Transcrição
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um Amatocast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios, nós recebemos convidados especiais para falar sobre o problema da saúde do Brasil e, antes, sobre tudo que envolve o joelho.
Hoje, novamente, nós recebemos um convidado especial, desta vez, o mesatenista brasileiro Cazuo Matsumoto. E hoje, como vocês já imaginam, o episódio é para falar sobre saúde e tênis de mesa. Então, antes de dar as boas-vindas aqui para o nosso convidado especial, eu vou apresentar um pouquinho, contextualizar o currículo do nosso convidado de hoje.
Cazuo Matsumoto é um mesatenista brasileiro. Chegou a ser o número 45 do mundo em 2013. Foi para três Olimpíadas, 13 Mundiais, ficou 11 temporadas na Europa e, hoje, tem dois clubes de tênis de mesa.
Que, aliás, um dos alunos é o doutor Alexandre Amato, aqui em nosso cirurgião vascular. Já vou dar as boas-vindas e perguntar sobre essa amizade. Bem-vindo, Cazuo
Muito obrigado pelo convite. Obrigado pela oportunidade. Obrigado, Alexandre.
E pode fazer todas as perguntas que vocês quiserem, que eu vou estar disponível. Como que foi isso, o doutor Alexandre sempre se interessou pelo tênis de mesa? Porque aqui ele participa muito do Amatocast. Foi uma curiosidade para mim, inclusive, saber que ele tem interesse no tênis de mesa.
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Então, são alunos diferentes. Imagino que você tem todos os perfis. Sim.
Então, o Alexandre me procurou pelo Instagram, ele me mandou uma mensagem. Eu até achei que era alguma pegadinha, porque eu falei, nossa, a pessoa quer que eu vá dar aula na casa dele. Mas, depois, eu procurei pesquisar um pouquinho sobre ele e falei, nossa, eu acho que vou tentar estar na casa dele para dar aula.
E deu muito certo. Estou indo há quase dois anos. Vou toda segunda-feira.
E o Alexandre é muito dedicado. É bem legal dar aula para ele, porque ele se empenha bastante. Ele comprou até um robô que lança bolas para ele poder treinar mais.
Ele está treinando lá no Paulistano também, jogando vários torneios durante o ano para sempre ir evoluindo. Mas eu fico muito feliz de ter um aluno como ele. E no nosso clube a gente tem de todas as idades, desde os cinco anos até oitenta e poucos anos.
Nossa, que legal. Isso que eu ia perguntar, inclusive. O perfil, a gente vai chegar lá para entender como funciona todas as idades.
Pelo jeito, sim. Já estão aptas para praticar o tênis de mesa. Mas, antes, eu quero saber um pouquinho da sua trajetória nesse esporte, que é considerado... Claro, tem muita gente que fica em dúvida entre tênis de mesa e ping-pong.
É a mesma coisa? Não é a mesma coisa. De início, sim. Mas o ping-pong seria aquela brincadeira de escola.
São materiais diferentes. Então, geralmente, o ping-pong a gente usa mais a raquete de madeira. Não tem uma regra específica.
Mas a gente tem uma federação só para o ping-pong também, aqui no Brasil, e uma só para o tênis de mesa. Mas a grande diferença seria o material e as regras. O tênis de mesa é um esporte olímpico.
A gente tem as borrachas, que a borracha é onde a gente consegue colocar o efeito na bola. E o ping-pong é só a madeira, que é mais a batida para trocar a bola. Então, a grande diferença seria os materiais e a regra.
Entendi. Na escola, na época do ensino médio, você já gostava dessa parte mais informal do ping-pong? Como foi a sua trajetória aí na escola? Na verdade, eu comecei com sete anos. Nossa! Foi bem novo.
Quando eu era novo, eu fazia vários cursos, que meus pais sempre pensaram em me dar várias oportunidades. Então, eu fiz aula de japonês, fiz aula de kendo, de judô, fiz natação fora da escola. Fiz kumon também.
E eu tinha dois dias livres no período da tarde. E um dia, minha irmã queria fazer inscrição para o vôlei num clube que era perto de casa. E naquele momento, eu estava tendo aula de tênis de mesa.
E a professora me viu de longe, veio conversar com a minha mãe, e aí eu comecei o tênis de mesa. E com o tempo, eu comecei a jogar melhor do que os outros esportes e eu acabei decidindo optar mais para o tênis de mesa. Entendi.
Aí acabou ficando só nesse. Isso. E como é que foi essa trajetória de Olimpíada, Mundial? Você começou com quantos anos, assim, a realmente ficar profissional? É, foi bem longo, hein? São 32 anos aí de carreira.
E com 14 para 15 anos que eu decidi realmente que eu queria viver tênis de mesa. Foi um período que meu pai tinha perdido o emprego, então foi um momento muito difícil em casa. E eu precisava decidir se eu iria continuar jogando ou, de repente, trabalhar.
Mas eu parei e pensei, a única coisa que eu fazia realmente bem na minha vida era jogar tênis de mesa. Então eu falei, acho que eu vou colocar todas as minhas fichas nisso e ir acreditando que eu poderia viver. Naquela época, acho que não tinha ninguém que vivia.
Acho que tinha um atleta só, que era o Goiama, que vivia do tênis de mesa, mas todos os outros acabavam optando pelo estudo e outra carreira, né, além do tênis de mesa. Mas hoje é uma realidade, tem várias pessoas que conseguem viver tênis de mesa, principalmente como técnico, né? Mas tem vários jogadores que estão na Europa e conseguem viver, né? Então o meu caminho foi esse, pensando em ir para a Europa, tentando melhorar o meu nível, melhorar o ranking mundial para poder viver tênis de mesa, né? Entendi. E hoje você trabalha com seus clubes só? Isso, agora eu já estou aposentado, parei em 2017 e agora eu estou só como técnico barra empresário.
Entendi, para passar para as outras pessoas. Isso. Então, Cazu, antes da gente ir direto ao ponto, eu vou citar, para quem já acompanha aqui o Amatocast, sabe, mas para quem é novo, agora a gente tem um patrocínio aqui para o nosso canal, que é da Sigvares, que oferece meias de compressão para todos os momentos da sua vida.
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Sigvares Go. Cazu, então agora voltando aqui, indo direto para o nosso tema de hoje, que é saúde e tênis de mesa, dá para ligar os dois pontos, dá e muito, né, porque tem vários benefícios. Quando eu estava pesquisando aqui para fazer o nosso episódio de hoje, eu vi que não só a melhora de coordenação motora, mas até a parte física mesmo ali, externa, né, consegue ajudar para quem pratica o esporte.
O que você pode citar sobre esses benefícios? Quais são os principais no esporte? Acho que tem muitos. Eu acho que depende muito da faixa etária, né, se a gente for pegar para crianças, a gente vai começar na parte de coordenação motora, disciplina, respeito. Fora que a gente está num momento que as crianças ficam muito no celular, não querem fazer mais atividade física.
E para quem é adulto, muitos não gostam de ir para a academia, acabam optando pelo tênis de mesa, então é meio que uma diversão com o exercício físico, inclusive o Alexandre foi um desses aí. E para quem é mais idoso, tem várias pesquisas falando que ajuda muito no Alzheimer, tratamento de Alzheimer. A gente tem vários alunos que têm Parkinson, inclusive a gente tem uma parceria com o Instituto lá de Parkinson.
Legal. Um dos meus tios, na verdade, treina lá e o tio da minha esposa também. Depois eu posso citar alguns exemplos que aconteceu, que foi bem atípico.
Mas eu acho que para cada faixa etária tem um tipo de benefício, né? Mas eu acho que o principal é a concentração, que ajuda muito no dia a dia. A maioria dos alunos fala muito sobre isso, que o treino de tênis de mesa ajudou na parte dos estudos ou para a parte profissional. Eu acho que isso foi o anônimo em todas as idades.
Com certeza. Então, Cazu, você também vê o exercício físico como parte da prática, né? Porque as pessoas imaginam que a coordenação motora está muito envolvida, porque é nítido que tem muita coordenação motora envolvida, mas a parte física que é o que mais chama a atenção entre os benefícios. Sim, com certeza.
A gente tem vários alunos que levam várias camisetas durante o treino, que suam muito. Inclusive o Alexandre sempre monitora o treino dele para ver os batimentos cardíacos e quantas calorias ele perde, que dá em média de 500, 600 calorias por treino. Isso é um treino de uma hora.
Então, é nítido que o tênis de mesa queima muita caloria, é um exercício muito intenso. E cada vez que você vai melhorando, fica mais difícil ainda. Sim.
E você vê mais criança ou mais... Entre aquela idade, né? Entre 20, 50 anos, que é mais uma idade normal, digamos, que não chama tanta atenção, mas entre as crianças e os mais idosos, quem que você vê que mais procura a prática lá nos seus clubes? Nossa, é bem difícil. Hoje em dia está bem homogêneo. A gente tem, nos 400 alunos que a gente tem, um médio de 80 a 90 que são da terceira idade, e acima de 50 anos.
Acho que uns 200 alunos estão ali na faixa dos 20, aos 45 mais ou menos. E o resto são crianças. Então, acho que está bem dividido.
Mas eu acho que os adultos são os que procuram mais. Eles já jogaram quando eram novos e acabam procurando o tênis de mesa como opção de exercício físico. E a maioria das pessoas procuram ali para realmente só uma prática, para ter uma qualidade de vida melhor, fazer um exercício físico, ou tem gente que procura profissionalmente também? A maioria é para exercício físico, mas a gente tem um grupo, que a gente chama de grupo da elite.
A gente tem cerca de 30 alunos hoje que são focados realmente para campeonato brasileiro, paulista, seleção brasileira. Então é um grupo à parte que a gente tem para as crianças que realmente pensam em se dedicar ao tênis de mesa. Mas de início, todo mundo vai para fazer atividade física ou porque o filho está muito tempo em casa no celular, no videogame.
Só que depois de um tempo que vai vendo um tênis de mesa que tem essa aptidão, que tem essa habilidade, aí os pais começam a procurar por níveis mais fortes dentro do nosso clube. Então a gente tem meio que uma escadinha de iniciação, tem intermediário e a gente tem o avançado também. Ah, legal.
E para quem busca esse lado mais profissional tem algumas características do esporte, como por exemplo ser um esporte que é individual, que é muito difícil, um esporte individual. Um biotipo também, que a pessoa não precisa ter exatamente um biotipo ou precisa? Não, aqui pode ser baixo, magro, alto e não importa, porque cada um vai ter uma característica e um ponto forte. Geralmente quem é mais baixo ele tem que ser um pouco mais rápido.
A pessoa mais alta ela vai ter envergadura maior para chegar mais próximo das bolas. Às vezes a pessoa que é um pouco mais forte ela vai ter mais potência na bola, consegue colocar mais efeito. Então cada um vai ter uma característica e isso vai servir de uma arma na hora que ela vai jogar.
E entre as melhores habilidades você considera a rapidez, está em um nível melhor do que a força, por exemplo quais são os que você considera que realmente pode ajudar na prática do esporte? Eu acho que a maior habilidade seria o mental, na verdade. É você conseguir utilizar as suas armas no momento certo. Então a gente tem muitos alunos que chegaram a jogar xadrez que ajudou muito para o terinho de mesa, questão de estratégia, questão de foco também, de prestar atenção, acho que essa seria a maior qualidade de todas.
Tem a parte motora também, a coordenação, mas eu olhando de fora, depois de todos esses anos, essa parte mental é a mais importante de todas. Porque isso às vezes já vem de casa dos pais saberem educar a criança, de ter responsabilidade, então ela já vem com uma cabeça diferente para o alto nível, para o alto rendimento. Tem crianças hoje que são muito mais maduras do que o normal, de 10 anos, 15 anos.
Ao mesmo tempo, tem crianças que são totalmente o oposto. Então quando elas chegam para treinar com a gente, algumas a gente nem precisa falar nada, que ela já está lá pronta para treinar, já trouxe sua água, trouxe a toalha, elas são bem mais responsáveis. Então quando você explica alguma coisa, ela consegue absorver e entender muito mais rápido que as outras.
Sendo que essas outras a gente vai ter que educar para chegar no horário, para trazer a toalha, para trazer a água. Então esse tempo que ela perde para a gente educar ela nessa parte, essa outra criança já evoluiu muito mais rápido. Por isso que eu digo que a maior habilidade hoje seria essa parte mental, não tanto a motora.
Porque a gente já viu várias crianças com habilidade de feeling, que a gente fala de toque de bola, mas ela é preguiçosa, ela não tem essa força de vontade para querer evoluir, não tem essa disciplina. Então é um conjunto de coisas que precisa ter para chegar em um alto rendimento. Legal, então acaba ajudando na formação também da pessoa.
Com certeza. Eu posso dar vários exemplos. Aqui a gente teve a primeira leva de alunos de alto rendimento que eu tive.
Tem alguns que foram para a Europa, tem alguns que tem bolsa nos Estados Unidos, vários tiveram bolsa atleta, que é uma bolsa do governo, que é um incentivo a partir dos 14 anos. Vários foram campeões brasileiros, paulistas. Então a gente pensa em primeiro educar eles para a vida e consequentemente ter um resultado na mesa.
Mas tudo está ligado e com certeza vai abrir muitas portas para todos eles através do tênis de mesa. Com certeza. E em questão dessa disciplina, agora já entrando na parte mais técnica do esporte, as regras são difíceis? O que você pode citar aí para a gente? Porque para quem joga, igual você falou, da diferença entre o pingue-pongue e o tênis de mesa.
O pingue-pongue parece muito simples, é só jogar a bolinha para o outro lado e passar daquela rede. Então eu já joguei várias vezes e sempre tive essa ideia de que era só atravessar ali a rede e o ponto está feito. Ou a pessoa não conseguir bater de volta.
Mas quais são as regras do tênis de mesa ali para quem busca o profissional? Tem muitas regras. Começando pela pontuação, são dois saques de cada. Hoje no torneio internacional são melhor de 5 sets, precisa ganhar 3 sets de 11 pontos.
Se chegar no 10x10 aí vai a 2, 12x10, 13x11, 14x12. Sempre dois saques alternados. Antigamente a gente jogava no torneio internacional até melhor de 7 sets, mas a cada ano a Federação Internacional acaba mudando um pouquinho a regra.
Mas o básico do jogo seria isso. Na hora dos saques, você pode sacar em qualquer lugar. No jogo em dupla, é obrigatório sacar da direita para a direita, sempre cruzando.
Se não cruzar, você perde o ponto. Mas o mais difícil é a regra do saque, que é onde muita gente acaba pecando ou tem muita gente que tem dúvida. Então começa pela palma da mão.
Quando a gente coloca a bolinha, a gente não pode deixar a palma da mão fechada, a bolinha tem que estar sempre no meio da palma. Atrás da mesa, a gente não pode arremessar a bolinha com a mão embaixo da mesa, nem em cima da mesa. E quando a gente arremessa a bolinha, tem que ter pelo menos 16cm acima da palma da mão.
Sempre na linha vertical. Se eu jogar para trás, eu também não posso. E eu não posso esconder a bola.
Então se eu colocar o meu corpo na frente ou qualquer coisa na frente, qualquer uma dessas regras que eu infringir, eu perco o ponto. Nossa, é muito específico a parte do saque, eu achando que era só atravessar ali. Por isso que às vezes acaba tendo muitas polêmicas em torneio.
Eu já vi uma atleta olímpica, campeã olímpica, na final das Olimpíadas, ela perdeu seis pontos de saque. E ficou... Nossa, criou uma polêmica nessa época de... Nossa, está certo? Está errado? Na minha opinião, a árbitra no final, ela queria se aparecer um pouquinho e foi muito ao pé da letra. Mas como tem muitas regras, é difícil todo mundo respeitar exatamente certinho.
Por isso que depende muito do árbitro que tiver no momento do jogo. Bom, e agora você falou que depende muito da questão da raquete, da bolinha e tudo. Qual que é a diferença? Porque pra gente é tudo... Pra quem não é especialista, não é realmente desse esporte, acha que é tudo igual.
Qual que é a diferença entre as raquetes, as bolinhas? Isso pra quem está... Esqueci de trazer minha raquete. Pra quem está, não tem problema. Mas todo mundo já sabe como funciona, né? Já sabe como é que é a raquete.
Como que as pessoas podem... Pra quem está buscando assim, só pra qualidade de vida, isso influencia também ou não? Só no nível profissional? É, mas no nível profissional. A gente indica a mudança do material pra quem já treina há mais de dois anos, pra quem realmente quer se dedicar, competir. Agora pra quem está pensando só na saúde e no esporte físico, não tem problema.
Daria pra começar com uma raquete de iniciante. Tem umas que você acha em loja de esportes também. Mas o meu sogro, ele tem uma loja especializada só de tênis de mesa.
Então pra quem quiser comprar também, essa da Jota Jota Armada. Ah, legal. Ele representa a Butterfly, que é uma das maiores marcas do mundo.
Então sempre que a gente tem nossos alunos, a gente tem desde a iniciação até o alto rendimento, até o profissional pra poder indicar pros nossos alunos. E a bolinha tá dentro das regras também. Tem peso, certo, tudo isso? Tem.
O peso em si, a maioria vai ter 50 gramas, mas às vezes varia um pouquinho por conta do material. Agora o material todo é feito de plástico da bola, ela tem 40 milímetros de diâmetro, mas às vezes tem umas bolinhas que são um pouquinho mais grossas, mais finas, então varia um pouquinho o peso. Mas todas são feitas de plástico e com 40 milímetros.
Entendi. E agora beat tênis, tem alguma... você também já teve alguma... algum... eu ia falar paciente, porque eu tô acostumada a falar com o médico. Algum aluno que gosta também dos dois, tem uma relação na prática das regras ou não? De beat tênis eu não sei direito a regra, então não sei te falar, mas a gente já teve vários alunos que fazem os dois esportes, eles gostam, porque no final são ambientes diferentes e eu acho que quem gosta de esporte com raquete acaba testando vários esportes.
O único que eu não testei ainda foi o beat tênis, mas eu joguei o pickleball, que tá crescendo bastante. O badminton também eu já testei, a gente tem squash, tem vários esportes de raquete, mas eles estão muito próximos um do outro, só que com regras diferentes. Inclusive o tênis normal, porque eu falei do beat tênis, mas acho que os três que são mais ali, mais feitos pelas pessoas é o tênis normal, o beat tênis, que agora tá muito em alto, todo mundo fala aquelas quadras e tudo mais, que até virou mesmo um estilo de vida para quem gosta e o tênis de mesa, que acaba sendo um pouco mais, eu imagino que seja mais simples, porque não precisa de uma quadra, não precisa de um espaço assim, mais pessoas jogando, mas também tem muitas regras que você disse que as pessoas desconhecem, mas tem de fato para quem quer seguir ali no profissional.
Exato, eu acho que o tênis ele é bem divulgado e também tem, a gente fala que o tênis de mesa é o primo pobre, o tênis é o primo rico, que muita gente usa o tênis para fazer o networking também, acaba tendo muitos empresários jogando tênis e o tênis de mesa é meio que o polvão, tem vários lugares, tem na praça, tem no às vezes no SESC, então tem vários lugares que tem mesa e todo mundo consegue jogar. A parte ruim é que os torneios assim não são muito divulgados, mas eu acho que todo mundo aqui no Brasil, pelo menos 90% já brincou de ping pong de alguma forma, ou em algum hotel resort, ou na escola, é bem conhecido, mas não é tão divulgado quanto os outros esportes. E para quem falar, vou até falar para você, confunde ali a palavra do ping pong, para quem é mesadenista de fato é uma ofensa? Para mim não, acho que quando era novo até sentia um pouquinho, porque eu me dedicava bastante, então falava, caramba, estou me dedicando bastante, a pessoa fala que é ping pong como se fosse nada assim, mas hoje se a pessoa fala ping pong, quer dizer que ela tem uma ideia do que é o esporte, porque antigamente falava tênis de mesa e falavam, o que é isso? Muita gente não sabia, mas hoje em dia se a pessoa fala ping pong em tênis de mesa, é bom que pelo menos ela conhece, já ouviu falar de alguma forma, ouviu na televisão, ou já jogou, e isso no final é gratificante para a gente que está no esporte.
Sim, tem alguma coisa que é proibida na prática, entre as regras? Até você tinha falado de dupla, mas dupla que você diz é cada um de um lado. Isso, ficam duas pessoas de cada lado. Não tem nenhuma forma que jogam duas pessoas do mesmo lado.
Tem, tem a dupla, fica duas aqui e duas aí. Ah, esse é bem difícil de ver. Na época até eu perguntei do seu histórico no esporte, eu fui da atlética da faculdade e na época o tênis de mesa também estava ali entre as modalidades, eu fiz puc os jogos eram a juca que reunia a faculdade de comunicação que eu fiz jornalismo, então o tênis de mesa era uma das modalidades e era super legal, mas era individual, não tinha a opção de dupla, por isso que eu fiquei na dúvida se tinha de fato ou não.
Você considera mais fácil ou mais difícil? Eu gosto muito, tanto é que eu fiquei em quinto no mundial de dupla, eu esqueci de comentar, mas por pouco a gente não ganhou uma medalha no mundial também. Isso que a gente treinava pouco dupla, a gente quase não treinou, a gente focava muito mais em individual, mas eu acho que depende muito do estilo e do seu parceiro ter que estar entrosado, é parecido com o tênis. E tem muita gente que no tênis, por exemplo, que joga muito bem dupla, mas não joga bem no individual e vice-versa.
E no tênis de mesa é parecido. Eu já vi várias pessoas jogando super bem na dupla, porque ela treina realmente só dupla, que muda muito a estratégia de jogo. Porque cada um vai rebater uma vez.
Então, se eu mandar uma bola que não volte boa para o meu parceiro, não adianta, se eu jogar como se fosse individual, às vezes uma bola que volta boa para mim, não seria boa para o meu parceiro. Então, a gente tem que estar bem entrosado. Fora essa parte do saque que eu falei, que é sempre obrigatório sacar da direita para a direita.
Então, para quem é canhoto, leva muita vantagem nessa formação. Inclusive, eu sou canhoto. Então, isso gera um pouquinho mais fácil.
É que tem um lado bom e ruim, que foi o que você disse. Imagino que tem gente que gosta dessa parte individual do esporte. Então, eu imagino que seja uma dificuldade lidar com isso, de pensar também na forma que o colega, a pessoa que está jogando, que a dupla, de fato, vai conseguir fazer da melhor forma para não prejudicar na pontuação.
Sim. Inclusive, a gente tem um número hoje do Brasil, que se chama Hugo Calderano. Se não me engano, ele está em sexto do ranking mundial, mas ele chegou a ser terceiro do ranking mundial.
E até a última Olimpíada, ele não jogava dupla. Ele estava só no individual, para ele focar no individual. E a partir desse ano, ele começou a jogar dupla mista com a namorada dele, que a namorada dele está em top 20 do mundo também.
E eles começaram a jogar dupla mista para tentar medalha nas próximas Olimpíadas. Mas, até então, ele tinha o foco muito no individual. E agora ele está tendo que mudar um pouquinho o jeito de jogar por conta da dupla.
Que legal. E você, como professor que tem ali o clube, você inclusive dá aula de fato, não é só o proprietário do clube. Tem alguma dica que você daria para melhorar a técnica, a precisão, a velocidade da bolinha? A velocidade conta muito para quem quer realmente evoluir no esporte? A velocidade ajuda, mas acho que o que é primordial no tênis de mesa é o efeito.
Como eu falei no começo, no tênis de mesa a gente tem a diferença do material, a gente tem a borracha, que é onde a gente gera o efeito na bolinha. Então, mesmo para quem é um pouco mais velho, não tem tanta velocidade, se ela aprender a colocar o efeito na bola, ela consegue neutralizar a velocidade. Então, às vezes uma pessoa que é muito rápida vai ter vantagem com a velocidade, mas o outro, às vezes, não é tão rápido, mas se ela aprender a colocar o efeito, ela consegue neutralizar.
Então, uma das técnicas é saber utilizar esse efeito, principalmente na hora do saque ou durante a troca de bola também. Se a pessoa domina esse efeito, ela leva muita vantagem. E é mais pela posição da raquete mesmo que a pessoa joga? É, um pouco do ângulo, do toque da bola que você faz.
Por isso que aqui depende muito do dia que você está. Eu falo bastante com o Alexandre sobre isso, porque ele vem treinando há dois anos, ele joga na categoria D do nosso ranking que a gente faz no clube, e ele está sempre no quase, sabe? Só que nível técnico ele já tem. O que falta é ele encaixar a técnica certa no momento certo e também estar bem no dia.
Porque a cada dia que a gente acorda, pro tênis de mesa, principalmente, muda muito o toque da mão, porque a bolinha é muito leve. Então, se você estiver com o braço cansado, imagina que você foi para a academia e depois você vai jogar. Você não consegue imprimir a força direito, você não vai sentir direito o toque da bola.
Então, a cada dia dá muita diferença. Para quem treina todos os dias, essa diferença diminui, mas imagina para ele que treina segunda-feira e ele for jogar no domingo. No domingo, ele já não tinha a mesma sensação do toque de bola.
Então, ele vai ter que bater muita bola no dia, aquecer bem, para ele conseguir lembrar, ter essa memória motora do toque da bola, para ele poder jogar bem. Por isso que no torneio, acabou oscilando bastante, mas eu converso com ele e falo no nível técnico, você já tem, só falta estar bem no dia. Sim, unir todas as coisas.
E você que já está nesse outro patamar, no profissional, você avalia que essa parte psicológica, mental ali, se às vezes você está passando por um problema, um problema pessoal, isso influencia no esporte, no desempenho? Com certeza. Eu acho que aqui o tênis de mesa, talvez seja 70% até mais de parte mental e quando eu falo parte mental, não é só você estar focado, concentrado, tem a parte de pensamentos positivos e negativos, às vezes você erra uma bola de besteira e você fica nervoso, fica bravo, isso você perde dois, três pontos em seguida, às vezes você está pensando no futuro que você vai ganhar o jogo, você está perto de ganhar e você não está no presente, às vezes o emocional, você brigou com a namorada, ou com o amigo, com o pai, você chega lá com a cabeça agitada e não consegue prestar atenção no jogo, ansiedade antes de entrar na mesa também, então são vários fatores que contribuem para essa parte mental, por isso que é tão difícil de controlar na hora do jogo e não tem um parceiro para você falar, hoje eu estou ruim, joga aí você, você contra você e tem um adversário também. Então mesmo no dia que você está super bem, de repente o seu adversário está melhor, você não consegue enxergar o jogo, não enxerga o que ele está fazendo, mesmo assim você pode ter treinado super bem a semana inteira, por meses, mas naquele dia você não está bem e pode acontecer de jogar mal.
Não sei se você chegou a ver, teve uma polêmica na internet, eu cheguei a fazer uma reportagem sobre isso, da tenista que ela viu um stalker, não ia falar plateia, é plateia que fala mesmo, e ela pediu para o árbitro, de tênis também é essa palavra? Sim, sim. E ela foi avisar que ela tinha reconhecido o homem lá na plateia e que ela queria interromper o jogo, e aí quando ela começou a falar, ela começou a chorar, perdeu o jogo, aí na internet todo mundo dizia que o jogo deveria ser cancelado, ou pelo menos adiado, porque ela estava claramente desestabilizada para continuar a partida. Então é um exemplo de que realmente naquele momento, não sei se ela ganharia se aquilo não tivesse acontecido, mas que com certeza deve ter afetado, ainda mais para ela ter chorado, para ela ter ficado muito nervosa, era nítido que ela ficou desestabilizada com aquela situação, então é um exemplo.
Um jogo que é individual, qualquer coisa pode dificultar, alterar a concentração da pessoa. O que eu mais vejo em torneios são os pais, na verdade. Às vezes a criança está lá, o pai fica aflito porque às vezes a criança começa a errar e começa a entrar em desespero, a criança começa a procurar pelos pais.
Só que a hora que ela começa a procurar pelos pais, ela não vê mais o que está acontecendo no jogo. E eu já vi vários casos dos pais levarem a criança para o torneio e ficarem do lado de fora assistindo para não atrapalhar o filho. E vários que ficam lá e acabam atrapalhando também, então nesse caso foi o cara que estava na plateia, mas o que eu mais vejo são os pais.
As crianças, isso acontece bastante. E eu tenho um filho de dois anos, então isso vai me servir de exemplo porque no futuro tem chance de acontecer comigo. Ele vai jogar? Vai colocar para jogar também? Não tem jeito.
Eu jogo há 32 anos, minha esposa também foi para a Olimpíada. Que legal, eu ia perguntar isso. O tio dele foi formado lá nos Estados Unidos, casado de bolsa e tênis de mesa, também foi da seleção.
E hoje ele toma conta de um clube lá nos Estados Unidos. Nossa, família inteira, então. Minha sogra é do vôlei, meu pai era faixa preta de judô e o meu sogro vem de material também, está no tênis de mesa há uns 50 anos.
Nossa, não tem como escapar. Acho que não tem como escapar. Só vai crescer mais um pouquinho e vai começar.
Mas já começou. Já? Que idade você recomenda para já iniciar, para quem tem interesse? Quanto antes, meu filho está com dois anos, só que desde um ano ele já pegava raquete e ficava brincando em casa, pelo menos para ele segurar raquete, ter noção de bolinha. Ele não chegava a rebater tanto, mas foi passando um tempo, ele batia no chão, na bolinha, nas bolas, até bola grande.
E com o tempo a gente foi mudando um pouquinho o desafio. Hoje ele já consegue rebater quando a gente pinga na mesa. Nossa, com dois aninhos.
Com dois anos. E ele gosta muito, é algo que a gente meio que forçou, né? A gente deu raquete para ele, mas ele que tomou a iniciativa de pegar e começar a jogar. Pelo menos uma vez por semana a gente leva ele lá no clube, ele ainda não tem altura para chegar na mesa.
É o mascote ainda. Mas a gente tenta fazer vários exercícios que ele consiga rebater, mesmo no chão, para ele ir pegando noção de toque de bola. E eu vi um técnico de tênis fazendo a mesma coisa com raquete de tênis de mesa para o tênis, na verdade.
Porque a raquete de tênis é muito mais pesada. Então eles pegaram a raquete de tênis de mesa, que é mais leve, para ele pegar a coordenação motora, tempo de bola para ele entrar no tênis depois. Que legal.
E para quem gosta, para quem tem interesse ou está acompanhando aqui, porque às vezes está pensando em começar no esporte pela qualidade de vida e não para ir para o lado profissional, quais são as suas dicas, assim, questão de constância, de tem que deixar de fazer alguma coisa ou não, tem que pegar firme em mais algum ponto específico? Para quem quer melhorar a coordenação motora, que você disse, até a parte física, enfim, para quem quer focar nisso? Eu acho que pelo menos umas duas vezes por semana acho que seria bom, mas uma vez por semana acho que é pouco, porque até chegar a outra semana, você acaba esquecendo os exercícios, a parte técnica. Então entre duas, três vezes por semana, se possível, acho que é muito bom para conseguir melhorar a técnica e muitos acabam treinando mais, na verdade. Começa a gostar, né? Já tive um aluno que começou uma vez por semana, hoje ele já vai cinco, joga quase todo final de semana algum torneio e está super empolgado, já faz alguns anos.
É porque é um esporte que é muito difícil. Olhando de fora, assim, o ping pong parece que é só batida, mas como envolve o efeito, tem essa parte mental, tem a coordenação motora, cada vez que você vai jogando, você vê o quão difícil é. E mesmo para mim, depois de 32 anos, a cada aluno que eu tenho diferente, eu vejo qual a dificuldade, porque vai entrar biotipo diferente. Para o Alexandre, eu tenho que pensar de um jeito para ensinar ele, de acordo com o biotipo dele, com o estilo de jogo dele e de acordo com os adversários que ele vai enfrentar.
Então é um tipo de treino específico para ele. Se eu pegar uma criança, já é um treino totalmente diferente. As técnicas são parecidas, mas o jeito de treinar já muda totalmente.
Então, para quem está dando aula, se ele não conseguir enxergar isso, fica um pouco mais difícil de ter evolução com os alunos. Mas para quem não pensa muito em alto rendimento, duas, três vezes por semana está ótimo. E no nosso clube, a gente tem muito costume de unir as pessoas.
A gente faz vários eventos para ter algo mais também, além da mesa. A gente tem um torneio que a gente chama de Torneio Master, que é acima de 45 anos. Eles levam um bolo no começo do torneio e vira um café da manhã, meio que uma confraternização junto com um tênis de mesa.
Já vira aquela questão social, né? Isso, isso. Exato. Então, para o pessoal mais velho, é muito bom que eles conseguiram se reunir.
Vários vão para o karaoke às vezes, vão para o restaurante depois do treino. Então, não foi só a parte física que vai melhorar na vida deles. Você chegou a citar a questão do Parkinson ali, né? Tem Parkinson e são seus alunos, é isso? Sim, sim.
A gente tem 4 a 5 alunos com Parkinson e temos uma parceria com o Instituto Parkinson também. E acaba ajudando na condição da doença, nos efeitos? Não tem nada 100% comprovado, mas o que a gente percebeu é que ele retarda um pouco o processo. O tio da minha esposa, na verdade, minha esposa, meu sogro começou por causa desse tio.
E ele tem o Parkinson, que é o que fica parado, né? Pelo que entendi, tem dois tipos, né? O que a gente acaba tremendo e o que a gente fica mais parado. E ele não saía da cadeira nem para ir para o banheiro, sabe? O filho dele tinha que ajudar sempre, precisava sempre de alguém para auxiliar, para fazer qualquer coisa. Quando ele chegou no nosso clube, ele chegava de andador, assim, com muita dificuldade e ele colocava o andador no canto e saia andando, assim, sozinho.
Fazia o exercício de aquecimento, andava, chegava na mesa, batia a bola, ficava uma hora e meia. Aí ele saía, quando ele pegava o andador, botava o pé para fora do clube, ele já travava. Nossa.
Então, não sei qual a explicação para isso, com certeza é algo na cabeça dele, mas quando ele está em casa, ele fica muito parado. Mas a hora que ele entra no clube, lá que ele começa a jogar, parece que ele esquece de tudo e ele consegue jogar super bem. E no clube a gente já viu vários casos assim, então eu não sei se teria uma melhora, mas com certeza ele ajuda a retardar um pouco o processo.
Sim. E você considera que tem mais benefícios físicos ou mais, para quem não tem nenhuma condição, não tem nenhuma questão de saúde, nenhuma doença, mais benefícios físicos ou mais benefícios mentais, no sentido até de coordenação motora? Eu acho que depende muito da pessoa, do que ela está precisando naquele momento, e cada um vai vir com um tipo de pensamento, que tem muitos filhos que já olham os pais que estão mais sedentários, que ficam mais em casa e eles já falam, ó, rapaz, você podia começar a jogar o tênis de mesa. Não só para o exercício físico, mas para a parte social também, inclusive meu pai é um deles, meu pai está com 78 anos e eu, desde que eu abri o clube, eu queria fazer de tudo para montar um grupo para poder colocar ele, porque era muito difícil, antes que eu tinha mais adulto, então era difícil colocar o meu pai com 70 e poucos anos junto com os adultos, mas a partir do momento que a gente começou a criar esses grupos da terceira idade, nossa, para ele foi ótimo, ele vai quatro vezes por semana, e ele está com 78 e está super bem, ele vai correr São Silvestre todo ano ainda, todo dia ele fala, não, eu acordo, faço flexão para me preparar para o treino, ele está super bem, e ele disputa vários torneios que a gente tem durante esse domingo, inclusive a gente tem um torneio, ele acabou de mandar mensagem, ele falou, posso me inscrever para jogar, então ele está, mesmo com 78, ele procura melhorar ainda no tênis de mesa, e ele sabe que é possível, mesmo tendo um pouco de dificuldade na parte física, que ele não tem tanta mobilidade igual antes, mas ele consegue compensar naquela parte do efeito que eu falei, então eu acho que para cada idade assim, o tênis de mesa vai servir de uma forma, o pessoal que é mais adulto, ele realmente procura mais a parte física, a parte da saúde, o pessoal mais novo, as crianças, os pais procuram muito essa parte de disciplina, educação, de socializar com as outras crianças, porque muitos que chegam lá, às vezes não tem o costume de conversar, às vezes a gente chama, pergunta, eles só respondem com a cabeça, ou falam sim e não, não tem esse costume de conversar, e depois de estar junto no tênis de mesa, fica num grupo, eles começam a se sentir, ficam mais soltos também, e acabam conversando, interagindo com as outras crianças.
Muito legal isso, e você falou da flexão, que seu pai costuma fazer para se preparar para o torneio, a parte do braço ser um pouco mais forte, mais resistente, isso influencia no desempenho também? Sim, o tênis de mesa, como a gente usa um braço só, a gente acaba até ficando um pouco descompensado, na época que eu estava treinando mais, eu acabava fazendo exercícios de compensação, para não ficar com um lado muito mais forte que o outro, mas o braço influencia bastante, o braço, o ombro, tanto é que a maior lesão que os atletas têm é no ombro. Isso também era uma das minhas perguntas, em questão de lesão mesmo, de alguma consequência do esporte, o que você considera que acaba sendo mais importante, que acaba acontecendo mais, é lesão no ombro? Pelo menos o que eu mais vejo é no ombro, mas para as crianças, por conta do crescimento também, eu vejo muito o joelho, eu tenho lesão em tudo, praticamente, com 32 anos jogando, tive lesão no joelho, no tendão de aquiles, no ombro, então eu tenho que fazer fortalecimento, se eu quiser continuar jogando, eu tenho que fazer fortalecimento toda semana. Tem algum impedimento para quem tem de fato já algum problema no ombro de antes, não pode jogar o tênis de mesa, para quem tem algum problema mais sério no joelho? Não, acho que só se for jogar em alto nível, assim, é um pouco mais complicado, mas só para jogar o tênis de mesa, tem alternativas para você poder treinar e evoluir sem ter tanto impacto, sem ter tanta força assim também.
Você conseguiu desenvolver os dois braços para jogar ou sempre foi um só? Acho que foi só um, mas eu consigo jogar com o outro também, consigo brincar um pouquinho, mas... Se precisar ali numa emergência? Ah sim, mas em alto nível, assim, é um pouco mais difícil, mas já aconteceu em vários jogos, de vários atletas assim, trocarem de mão no meio do ponto, isso em um campeonato mundial, as vezes acontece bastante. Pode mudar? Pode, pode. O que a gente não pode é segurar a raquete com as duas mãos ao mesmo tempo.
Tem o rapaz, o Calderano, as vezes ele faz o movimento com as duas mãos, mas ele está segurando a raquete só com uma mão, você não pode segurar com as duas. A parte ali do, como é que chama? Do cabo. É, da madeira, né? É madeira mesmo? Sempre madeira, né? Entendi, tem que trocar só segurando por cima.
Isso, você pode segurar aqui e depois você troca e pode bater com a outra. Isso não tem problema. É comum trocar? Eu já vi bastante gente fazendo já, principalmente quando você está em uma bola que está muito longe e não dá tempo de você voltar aqui, fica muito mais fácil você fazer isso, né? Você troca de mão e bate com a outra.
Entendi, pode ser uma técnica também para fazer o outro errar? De repente, sim. É tudo uma estratégia, né? Sim. E nas empresas também começou a ter, né, bastante, inclusive, até quando eu estava pesquisando, eu vi alguns exemplos, eu já lembrava que o Google tinha, mas o Google acho que é o melhor exemplo, né? Que tem ali para os funcionários no momento do intervalo, né, do descanso e acaba sendo muito usado, né? Não é que fica ali parado, não.
As pessoas gostam muito de jogar. Sim. Inclusive, você falou do Google, eu ia falar exatamente isso.
Eu tenho um aluno que é bicampeão do Google. Nossa! Tem campeonato lá? Tem campeonato. Inclusive, não sei se ele voltou, mas ele estava nos Estados Unidos, né, a trabalho do Google, só que ele levou raquete.
Eu falei para ele, já leva raquete? Não, eu já desafiei o cara do Google dos Estados Unidos, já. Inclusive, quando ele foi lá, eles contrataram alguns da seleção do Canadá e dos Estados Unidos para dar aula no Google de tênis de mesa. Bem nessa, acho que foi semana passada que ele estava lá e um dos motivos dele treinar, ele é um dos caras que eu falei que começou uma vez semana, de repente estava três, de repente estava cinco disputando todos os torneios porque ele também tinha o foco em ganhar esse torneio do Google e lá no nosso clube a gente tem três alunos que trabalham no Google.
E eles treinam para ganhar esse torneio do Google mesmo. O Google colocou, né, tem gente que fala o Google, tem gente que fala a Google, mas enfim, a empresa colocou não só o tênis de mesa, mas várias outras questões assim, eu sei que eles disponibilizam bebidas lá, né, de forma gratuita que fica lá para os funcionários nesse momento de descanso, então são vários exemplos que começaram a usar dessa forma de descanso da interação social ali, da pessoa ser mais determinada, justamente por querer melhorar em algo, aí eu vi que a Ambev também colocou e aquela SAP, que é a multinacional de tecnologia, tem gente que fala de CIP, né, alguma coisa assim, mas normalmente é SAP que o pessoal fala. Acho que o Google e a Ambev são no Brasil pelo menos os mais conhecidos, que colocaram não só o tênis de mesa, mas várias outras práticas.
Acho que eles perceberam que o tênis de mesa ajudou muito no dia a dia, né, para ele meio que se desconectar um pouco do trabalho, para ele poder voltar meio que dar uma resetada na pessoa e voltar 100% para o trabalho, né, que às vezes a pessoa fica muito bitolada assim no serviço e acaba não rendendo o que deveria, né, então acho que foi uma alternativa que eles fizeram para ter isso e já juntando a prática do esporte, né, fazendo exercício físico, ajudando na parte mental, para eles poderem ter um rendimento maior no trabalho. Sim, e quem quer começar, assim, você acha que a questão das vezes na semana, você já falou de duas a três vezes, né, que é o ideal, mas precisa de algum tipo de preparo antes, você acha que a pessoa deve estar um pouco mais saudável ali com o próprio corpo para poder iniciar de fato um esporte ou não? Para quem não quer pensar em alto rendimento, começou, teve a vontade e já pode iniciar de fato. Acho que qualquer um pode ver, desde que esteja bem vestido, né, a gente já teve uma pessoa que veio fazer uma aula experimental, que ela veio de sandália, veio de salto alto, tem pessoa que veio de calça jeans.
Salto alto? Já teve? E aí sempre, na nossa cabeça, a gente não imaginaria que teriam pessoas assim, mas hoje a gente criou um texto lá para responder para as pessoas, ó, venham com tênis de esporte, com shorts, ou com uma roupa mais confortável, uma roupa para esporte, porque a gente viu que tinha pessoas que não imaginavam, que eles olhavam pingue-pongue e falavam, ah, eu posso ir de qualquer jeito, né, mas quando eles começam a ver que tem movimentação, que tem muito mais parte física, não fica só parado, aí eles entenderam que a roupa não estava tão apropriada, mas aconteceu bastante já. Tem uniforme lá agora ou não? É, agora a gente tem essa camiseta do clube, todo aluno ganha uma dessa, mas a gente sempre recomenda que a pessoa vá de shorts ou com uma roupa mais confortável. Não necessariamente precisa usar o uniforme, mas que tenha ali uma roupa mais adequada.
Exato, exato. Tênis, tem algum específico que precisa usar ou não? É, a gente tem um tênis de mesa específico, que ele é um pouquinho mais baixo, né, ele é mais emborrachado, assim, mas isso é mais para um alto rendimento, para quem é mais profissional, para quem está iniciando não tem problema, sendo um tênis de esporte está bom, né, só não dá para ir com salto alto, né. Salto alto foi demais essa, né? Ela já ia para o trabalho depois.
Já quis aproveitar, né, o caminho. Bom, agora eu vou falar alguns mitos e verdades, você que nunca participou aqui da MotoCast, a gente tem um quadro que a gente sempre, quando começa já a finalizar, nos últimos dez minutinhos aqui da nossa conversa, é o que tem de mais falado nas redes sociais, na internet, o que as pessoas procuram sobre esse assunto, sabe, quando você vai dar aquela busca no Google, colocar tênis de mesa e aparecem as perguntas ali, o trending topics. Então, o primeiro que eu separei foi, é melhor usar força ao invés de técnicas para ganhar pontos? Com certeza técnica, ainda mais, como eu expliquei, que a bolinha é bem leve, se a gente colocar muita força na bola, ela vai bem longe, então, tem gente que quer ter mais potência na hora do golpe, mas acho que é simplesmente colocar força, e não, se você aprender a técnica correta, às vezes você não faz força nenhuma e você consegue ter muita potência no seu golpe, né? Sim, e técnica já entra naquela questão mental que você já disse também, de estratégia, da pessoa estar bem emocionalmente, perde um ponto e às vezes se desequilibra ali, né? Eu mesma que não jogava profissionalmente na faculdade, quando tinha alguma coisa que eu citei lá da atlética, faltava alguém e tinha que substituir, pois é, tive que substituir até no tênis de mesa, sem saber a regra de nenhuma, era só assim, se eu perdia pontos, eu não sabia porquê, mas quando faltava para não dar aquele W.O. lá, tinha que ir alguém da atlética.
E às vezes quando você começa a achar que está ganhando, começa a perder, já tem aquele descontrole emocional, que eu acho que isso é para tudo na vida, né? Sim, é muito difícil, e a dificuldade do tênis de mesa maior é o tempo, que o jogo é muito rápido. Então, às vezes na nossa vida normal acontece um problema, você ainda tem um tempo para achar uma solução, para reagir, mas ali é questão de segundos que você precisa decidir, se controlar, pensar no que você vai fazer no próximo ponto, por isso que é muito difícil. Ontem, na verdade, eu tive uma aula com o Alexandre, e ele jogou no domingo o torneio.
E a cada torneio a gente faz meio que uma análise do que foi bom, o que foi ruim, o que aconteceu, e sempre, sempre acontece alguma coisa assim, externa, que acaba atrapalhando ele. Só que aí eu falo, você tem que achar uma solução, sabe? Porque teve um menino que reclamou um pouco do saque dele, aí eu falei, meu, você podia falar do saque do menino também, e falar com o árbitro, achar uma solução, mas nessa hora ele ficou quieto e ele isso, só que ele ficou nervoso, e isso atrapalhou ele. Então você vê que era um detalhezinho que ele era mais forte que o menino e acabou perdendo.
Mas isso sempre acontece durante o torneio, ou da gente dormir mal e estar mal no dia, qualquer coisa pode interferir se a gente não estiver com uma cabeça boa, e como eu falei, é um jogo muito rápido, um ponto às vezes dura 3, 5 segundos no máximo, e às vezes você tem 10 segundos ou 5 para você se recuperar até o próximo ponto. Porque dependendo do torneio, o árbitro até chama para não enrolar muito, mas como a gente tem pouco tempo para decidir, esse que é o problema, né? Se você começa a ficar nervoso e tem algum problema, você vai demorar, que é 1 minuto, às vezes 2 minutos para você se acalmar, entender a situação. Até aí já vários pontos foram perdidos.
Quanto tempo tem um jogo total? Na média de 25 minutos, 20, 25 minutos, dependendo do nível da pessoa. Isso num jogo que é mais disputado, se for 11 a 5, 11 a 4, se for 3 a 0, às vezes dura 10, 15 minutos. Então depende muito do jogo.
Mas a cada ponto dura 3 segundos, um 7 às vezes vai 3 minutos, 4 minutos. Para quem não é profissional também, de 20, 25 minutos? Sim, se o jogo for disputado, acho que isso depende muito do andar do jogo. Se está um jogo bem disputado, se vai para o 10 a 10 também, acaba demorando mais.
E essa questão emocional que você citou, que eu ia esquecer de citar, eu vejo em tudo que eu falei, até na questão profissional isso acaba ajudando, porque o objetivo era a gente falar da relação da saúde com a prática do tênis de mesa, com o esporte. E até no lado profissional, como por exemplo, às vezes realmente aconteceu alguma coisa na vida pessoal, não dormi bem, que foi o exemplo que você citou, na minha profissão, que é entrar ao vivo, falar ali, passar uma notícia, eu sinto que influencia. Então para quem às vezes está bem no podcast para buscar, nossa, o que eu vou ter de benefício para a minha saúde? Eu acho que isso é um exemplo muito bom para você.
Até no seu trabalho você pode ver um benefício, quando você está bem ali emocionalmente, consegue se controlar melhor nesses esportes que trazem mais isso, não só a parte ali, na adrenalina da ação. Isso te dá um autoconhecimento também. O esporte ajuda muito nessa parte de você aprender a se cuidar, ainda mais para quem quer competir, você quer estar bem no dia, e se você perde, você fala, meu, o que aconteceu? O que deu errado nesse dia? Aí se ela começa a parar para pensar, fala, putz, eu me alimentei muito mal.
Já teve gente que foi comer feijoada depois do torneio. Eu tive um aluno que ele falou que jogou super mal. A primeira coisa que eu perguntei foi, você dormiu bem? Aí ele falou, ontem a gente foi num barzinho para ir se beber.
Eu falei, não, só uma cerveja. Já começou mal aí. Falei, o que você comeu no dia? Ah, eu comi dois pastéis.
Então eu não consigo nem saber se é um problema técnico ou não, porque se ele tivesse dormido bem, se alimentado bem, a chance dele jogar bem seria muito maior. E depois disso ele começou a se controlar muito mais, principalmente quando estava chegando perto do torneio. Isso que ele não é profissional, ele é amador, mas o tênis de mesa ajudou ele a ter esse autoconhecimento, esse controle, saber quantas horas ele precisa dormir para ele estar bem no dia.
Tudo isso vai influenciar no dia do jogo. Sim, com certeza. Então a próxima pergunta é, tênis de mesa não é um bom exercício físico? Vixe, isso daí eu não consigo nem responder.
É muito bom. Acho que principalmente para quem não gosta muito de ir na academia, acho que o tênis de mesa é uma ótima opção para exercício físico. E aí você falou que chega a gastar mil calorias em um treino.
Ah, já gastei mais, eu acho. Mas o Alexandre lá que eu comentei, ele sempre mede, vai de 500, 600 calorias em uma hora. Isso que eu nem puxo tanto a parte física com ele, porque a gente acaba fazendo uns 20 minutos mais a parte física, mais cardio, e os outros 40 a gente treina mais estratégia de jogo, outras partes técnicas.
Agora se eu pegasse ele uma hora para fazer a parte física, daria para chegar a 800, a mil calorias, eu acho. Nossa, às vezes é mais do que gastar em uma aula de musculação mesmo. Ah, sim.
Acho que sim. O que eu calculava na minha, eu gastava menos, em uma hora. Claro que os exercícios vão ficando mais intensos, no início pelo menos.
É impossível jogar bem sem uma raquete cara? Isso é polêmico, hein? É, é que o caro e o barato é muito relativo, depende muito do biotipo de cada um. A raquete mais cara hoje ela tem uma fibra de carbono que ela deixa a raquete mais rápida quando você bate nela. Mas para quem é intermediário eu não recomendo usar essa raquete porque para ter um controle com ela é muito mais difícil.
E tem muita gente que fala assim, eu quero a melhor raquete. Só que ela acha que é a mais cara, mas não quer dizer. Inclusive esse menino Hugo Calderano que estava em terceiro do mundo, por muitos anos a raquete dele era muito lenta.
E muita gente comprava a mesma raquete dele e falava, nossa, mas essa raquete está ruim. E não entendia que como ele já tinha uma técnica boa, ele também tinha um biotipo bom, ele conseguia jogar bem com essa raquete. Mas não servia para todo mundo.
Inclusive eu jogo no estilo caneta, que é bem diferente. Se eu pego uma raquete muito rápida, eu não consigo jogar. E não é a mais cara.
Entende? Então depende muito de cada um. Aí que vai também estar fazendo com o profissional, para poder indicar, acompanhar. Apenas os jovens podem se destacar no tênis de mesa? Não é mito.
Agora a gente tem o torneio mundial veterano, na verdade, acima de 40. Se Deus quiser ano que vem eu participar, ainda estou com 39, mas ano que vem a gente vai ter um mundial lá na Coreia. E mesmo que eu não consiga ganhar, eu vou tentar até o resto da minha vida.
Para pelo menos uma vez ser campeão mundial de tênis de mesa. Mesmo sendo dos veteranos, não importa. Nesse torneio a gente já viu pessoas com 90 anos participando.
A pessoa, às vezes, nunca teve um título muito expressivo até essa idade, mas imagina você ser campeão mundial com 70 anos, 80 anos. Não importa. Para a sua vida, para a sua história, eu acho que é muito válido.
E a gente vai assistir, às vezes alguém está assistindo no futuro, esse podcast, porque agora é 2025. Vamos marcar até o dia. 25 de fevereiro que a gente está gravando.
Não vai ao ar exatamente hoje, mas por volta de início de março já vai estar disponível. Então, quando você estiver campeão, tiver com título, a gente vai colocar o link de novo. Lembrem do que foi dito ali.
Tênis de mesa é apenas um passatempo, não um esporte sério. Esse é o último. Para você, mas ainda não tem nem como falar para quem é profissional.
32 anos, fiquei todo esse tempo me dedicando para o tênis de mesa. Treinava de 6 a 7 horas por dia, de segunda a sábado. Você escutava muito o pessoal? Tinha preconceito com isso? Falaram que isso é só um hobby? Muito, até hoje.
Muita gente tem esse tabu, achando que o tênis de mesa é um esporte, mas que não tem um futuro promissor. Só que todos que conseguiram chegar num nível razoável, até ganhar um estadual, viu muita diferença na carreira depois. Eu já tive um amigo que falou que ele foi contratado porque no currículo dele está escrito campeão paulista.
Porque se você pegar uma pessoa que é formada em engenharia e outra que é formada em engenharia, você olha o currículo, mesma faculdade, do mesmo jeito, só que está escrito campeão paulista. Tênis de mesa. A pessoa que está analisando o currículo, já vai pensar na hora.
A pessoa teve mais disciplina, ela teve mais comprometimento, porque para ser campeão de alguma coisa, não tem como ela ir lá uma vez por semana e ganhar um torneio expressivo. Então isso já vai contar bastante. Eu acho que para quem consegue levar a sério o esporte, vai ajudar muito para a vida.
Fora os valores que é uma tecla que a gente pega bastante com esse grupo de elite que a gente tem, é de ter esses valores fora da educação, da disciplina, mas é do comprometimento, trabalho em equipe, porque é um esporte individual, mas a gente precisa de um parceiro para evoluir. Não tem como a gente evoluir sozinho. Então se meu parceiro estiver treinando bem, eu também vou treinar bem.
Então não posso ser egoísta e falar não, eu só vou treinar o meu e deixo o outro de qualquer jeito. Não. Se eu ajudar meu parceiro, eu também vou evoluir.
Então a gente tem esse grupo e a gente sempre tenta trazer esses valores e com certeza na vida deles, em algum momento eles vão estar em alguma empresa que vão ter que trabalhar em equipe ou eles vão ter que liderar. A gente sempre deixa uma das crianças meio que para ser o responsável para ir puxando os outros também para eles entenderem o que é a vida real. E eu acho que isso não ensinam na escola.
Na escola geralmente é mais a matéria que você precisa aprender para passar. Mas esses valores fora que realmente na vida real a gente precisa são poucos lugares que a gente acaba aprendendo. Então isso é uma coisa que a gente sempre prioriza muito no nosso clube.
Com certeza, muito legal. E antes de te agradecer aqui pela participação que foi ótima, eu tenho certeza que tirou muitas dúvidas de quem veio querendo saber, principalmente como eu disse essa relação da saúde, porque levanta questionamentos, como que o esporte pode ajudar tanto na vida mesmo da pessoa, na rotina na qualidade de vida, na saúde e tudo mais. Então antes de te agradecer eu quero também agradecer aqui o nosso outro patrocinador do Amatocast que é o Laboratório Origem especializado em saúde intestinal que é onde tudo começa.
O foco do Origem é qualidade de vida e prevenção. Obrigada Origem. E agora obrigada Cazuo Matsumoto.
Vou pedir para você passar também as suas redes sociais aqui, para quem ficou com alguma dúvida sobre o esporte, ou às vezes quer de fato te procurar para saber como funciona, para começar ali na prática, 2025 ainda está no começo fala que depois do carnaval quer que comece de fato. Então para quem quer saber como funciona, enfim, quiser saber mais sobre a prática ou quiser te procurar para iniciar de fato pode te procurar em qual rede social ou site, o que você prefere? A gente tem o site do clube, da Matchpoint que é www.matchpointtabletennis.com.br tem o nosso Instagram também que é matchpointtabletennis tem o meu Instagram que é e vocês podem estar em contato com a gente, a gente tem o WhatsApp também que é o 11985551301 que a gente tem um atendimento só para o clube e está aberto para todo mundo. Muito obrigada, a gente vai deixar aqui também no final do vídeo, aqui na legenda nos comentários, onde fica mais fácil para que vocês, se vocês quiserem direto pelo link, tanto do site como do Instagram, acaba facilitando.
Obrigada Cazuo Matsumoto, até a próxima. Eu que agradeço. Se você ficou com alguma dúvida relacionada a esse assunto, pode comentar aqui no nosso vídeo, que ajuda na nossa interação também se quer saber mais sobre o esporte, algo que a gente possa trazer novamente aqui, o Cazuo Matsumoto pode deixar nos comentários que a gente sempre acompanha ou também mandar nas redes sociais diretamente para o nosso especialista de hoje.
Muito obrigada pela sua participação, não deixe de curtir, comentar e compartilhar e até a próxima. Tchau.
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