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7 Passos Infalíveis para Manter a Pressão Abaixo dos 14/9 Depois dos 60 | Ep. 84

AmatoCast, episódio 84

7 Passos Infalíveis para Manter a Pressão Abaixo dos 14/9 Depois dos 60

1 h 6 min

Com Letícia Miyamoto, Dra. Marisa Amato e Dr. Marcos Galan Morillo

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Neste episódio

A cardiologista Dra. Marisa Amato e o geriatra Dr. Marcos Murilo explicam o que é a hipertensão e por que ela é tão comum após os 60 anos, muitas vezes sem sintomas. Eles diferenciam picos pontuais de pressão do efeito do jaleco branco e falam do papel do MAPA, a monitorização de 24 horas, e da medição em casa. O episódio aborda fatores de risco como genética, obesidade, diabetes, tabagismo e sedentarismo, além de complicações como AVC e insuficiência cardíaca. Também discute a hipotensão postural, a dieta com pouco sódio, a atividade física e a importância de seguir o tratamento orientado pelo médico.

Assista

Sobre o episódio

Você sabe como identificar e controlar a pressão alta na terceira idade? Descubra dicas práticas e cuidados essenciais no nosso novo episódio do AmatoCast! 🎧👩‍⚕️👨‍⚕️

No AmatoCast “Pressão Alta em Idosos”, Letícia Miyamoto conversa com a cardiologista Dra. Marisa Amato e o geriatra Dr. Marcos Murilo sobre todos os aspectos da hipertensão na terceira idade. Eles explicam o que é hipertensão, sua prevalência após os 60 anos, como diferenciar picos pontuais de pressão alta e fenômenos como “jaleco branco”, e a importância do MAPA (monitoramento ambulatorial de 24h). Discutem também fatores de risco (genética, obesidade, diabetes, tabagismo, sedentarismo), doenças associadas (insuficiência cardíaca, AVC, aneurismas), métodos de medição em casa, quando buscar atendimento de urgência e cuidados para evitar tanto a hipertensão quanto episódios de hipotensão postural. Por fim, abordam estratégias não farmacológicas (dieta com baixo sódio, atividade física, controle de peso) e a aderência ao tratamento medicamentoso para garantir qualidade de vida e envelhecimento saudável.

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Transcrição

Olá, meu nome é Letícia Miyamoto, está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato e agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. No último episódio, nós conversamos com a doutora Juliana Amato, médica ginecologista sobre anticoncepcional e lipedema. Antes, trouxemos um convidado especial para falar sobre os benefícios da prática do tênis para a saúde.

Hoje, nós estamos com dois convidados também especiais aqui no nosso AmatoCast, a doutora Marisa Amato, que é médica cardiologista, e o doutor Marcos Murilo, que é médico geriatra, e o tema de hoje, como vocês viram aí na abertura do nosso podcast, do nosso AmatoCast de hoje, é tudo que envolve pressão alta em idosos. Então, eu vou apresentar os nossos especialistas antes de dar as boas-vindas a eles. A doutora Marisa Amato é professora livre docente de cardiologia pela Universidade de São Paulo.

Fez mestrado em ciências na área de fisiologia cardiovascular e doutorado em medicina pela Universidade de São Paulo. É autora de livros médicos e também é diretora técnica do Instituto Amato. Bem-vinda, doutora.

Muito obrigada. O doutor Marcos Galan Murilo é mestre pela Universidade Federal de São Paulo, especialista em geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, e especialista em clínica médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica. É autor de diversos capítulos de livros nas áreas de geriatria e clínica médica, é coautor do livro Manual do Médico Generalista na área do conhecimento e já apresentou diversos trabalhos em congressos de clínica médica e geriatria.

Continuar lendo a transcrição

Bem-vindo, doutor. Obrigado pelo convite. Faz tempo, né, que a gente está tentando marcar para conversar sobre esse assunto.

Inclusive, acho que a gente pode iniciar conversando um pouquinho sobre como que as duas especialidades conseguem se unir para falar sobre esse assunto e depois a gente vai para os temas específicos. Quer começar, doutora? Sim, é muito fácil, porque a cardiologia é uma parte grande da clínica médica. Portanto, a maioria das pessoas, quando se tornam idosas, já tem alguma cardiopatia.

Então, o geriatra, além de saber cuidar de tudo, ele tem que dar um enfoque especial na cardiologia, porque é a prevalência das doenças crônicas que está concentrada na cardiologia. Então, a união é a incidência. É isso mesmo.

A hipertensão é a doença mais comum dos adultos e dos idosos, né? E aí, falando um pouco da geriatria, se a gente considerar que, após os 60 anos, a gente pode viver mais 25 anos, três vezes mais do que a adolescência, então, mostra mais ainda como um tema importante, né? Como a gente tem que cuidar da hipertensão até o final da vida. Sim. É um tema, é um nome que as pessoas conhecem, mesmo dos mais jovens até aos mais idosos.

Hipertensão, pressão alta, é a mesma coisa, mas que as pessoas costumam saber definir bem, pelo menos na prática ali, no dia a dia. Algumas pessoas acham que sabem exatamente quando está com pressão alta, né? Tem alguns sintomas e tudo mais. Então, eu quero começar com a primeira pergunta do início, bem do basicão.

Doutora, acho que pode ser para a sua especialidade, o que é de fato a hipertensão? Tá. Então, antes de eu responder exatamente a sua pergunta, eu vou só dar um enfoque que as pessoas acham que sabem e acham que a hipertensão não vai acometê-las, porque elas estão ótimas, se sentem muito bem. E o que acontece? 50% das pessoas que têm hipertensão, ainda hoje, não sabem que têm hipertensão.

50% é muito. Não sabem, ignoram a sua doença. Dos outros 50% que sabem, um terço sabe, cuida direitinho, vai sempre no médico e controla.

O outro terço sabe, mas vai uma vez no médico, começa a tomar aquele remédio e continua tomando a vida inteira sem voltar. E não, a pressão muitas vezes não está controlada. E outro terço sabe, mas fala, ah, mas é que foi só aquele dia que eu fui lá, depois ela já deve estar boa.

Então, essa é a história triste da hipertensão. Por isso que quando vai ficando mais velho, ali os problemas já estão maiores, né? Já tem as consequências da hipertensão. Então, as pessoas acham que sabem, mas é importantíssimo a gente alertar.

Todo mundo precisa saber qual é a sua pressão. E a primeira consulta deve ser com o médico, para ele explicar direitinho se aquele valor que ele mediu condiz com a pessoa, com a situação da pessoa naquela ocasião, ou se precisa fazer alguma observação a mais. Agora, o que é hipertensão? Hipertensão acontece porque, com o decorrer do tempo, os vasos sanguíneos, as artérias, vão endurecendo.

E enquanto elas vão endurecendo, a pressão que existe, que o coração faz bombando o sangue para o corpo inteiro, essa pressão vai aumentando, porque os canos estão ficando mais rígidos. E isso aumenta a pressão. Então, esse é o fator básico e mais comum da hipertensão crônica.

Existem outras situações, fisiológicas, de momento, que a pressão não é uma coisa única. Não é como a pressão de um cano, de casa, que você liga lá, bota uma pressão e vai subir com aquele valor, vai ficar fixo. Porque as pessoas têm reações e hormônios que interferem, mandando informações para os vasos.

Ah, agora precisa sair correndo para pegar o ônibus. Então, o que acontece? Tem que ir mais sangue para as pernas, tem que correr, então o coração bate mais depressa, o vaso das pernas dilata. O que acontece? A pressão pode diminuir ou aumentar em determinado local do organismo.

Então, a pressão no ser humano é variável conforme as diversas situações do dia. Por isso, uma coisa que o Dr. Marques vai falar depois, que ele gosta de falar, que é o mapa. É uma coisa importantíssima para avaliarmos a hipertensão em uma pessoa.

Porque não adianta uma medida pontual naquela hora. Aquela hora pode estar extremamente elevada, porque o paciente pode estar ansioso, porque está passando no médico, preocupado com o que o médico vai dizer, o que vai acontecer. Ou ele pode ter tomado alguma coisa, está lá relaxado, tranquilo, e não vai ser uma situação real da vida dele.

Entendeu? Entendi. Então, completa aí alguma coisa. Eu acho que, doutor, agora a pergunta mais para a sua área, em questão dos idosos especificamente, como a doutora Marisa explicou.

A gente sabe que alguns momentos da vida pode acontecer, como ela citou, esses picos, algumas situações de pressão alta, mesmo que seja uma pessoa jovem. Mas por que em idosos é tão falado? Isso é uma coisa natural da idade ou acaba sendo algo de fato preocupante? É de fato preocupante e é super importante isso que a doutora Marisa falou. A pressão alta, ela é, muitas vezes, a gente costuma dizer, é o assassino silencioso.

O assassino silencioso. Se a pessoa não medir a pressão alta, medir a sua pressão, ela não sabe se tem pressão alta ou pressão normal. Esse processo de enrijecimento dos vasos, que faz com que os valores de pressão comecem a subir e passem do considerado valor normal, começa por volta da 4ª década de vida para a maioria das pessoas.

Mas depois dos 60 anos, boa parte das pessoas que envelhecem tem essa rigidez de forma mais significativa. Então, a pressão alta, para quem tem mais de 60 anos, de cada 10 idosos, 5 são hipertensos. E com mais de 70 anos, de cada 10, 7 são hipertensos.

Então, a rigidez arterial que acompanha o processo de envelhecimento faz com que o nível pressórico fique acima daquele preconizado como normal. E tem uma coisa que é interessante, os nossos níveis de pressão vão subindo a cada década. Então, com 20 anos, nós temos 11 por 7, as mulheres um pouco menos.

Na 3ª década de vida, passa a ser 12 por 8, e assim vai subindo. O nível de corte, hoje, da medida feita em consultório, é 14 por 9. Então, por volta dos 55, 60 anos, a gente está começando a chegar nesses níveis e ultrapassar esses níveis. E aí, as diretrizes mundiais de cardiologia, das sociedades de hipertensão, sugerem que acima de 14 por 9, deva ser tratado de uma forma mais efetiva.

Um pouco antes disso, fazer controles para que essa situação possa ser evitada. E na velhice, é muito difícil, muito difícil, acima dos 80 anos, a prevalência chega a 90%. Tá.

E quando existe a pressão alta, tem o diagnóstico de pressão alta em uma pessoa jovem ou em uma pessoa mais idosa? O quadro, a preocupação, digamos assim, seria a mesma ou acaba sendo mais preocupante para os idosos porque vêm outras doenças junto? Eu acho que a preocupação é a mesma, tá? O paciente jovem, ele tem que tratar a hipertensão dele, porque se ele não tratar adequadamente, ele vai ter as complicações ainda não tão idoso. Então, o paciente de 35 anos que descobre se ele pertence, ele tem que tomar as medidas para as complicações não aparecerem quando ele ainda está quinta, sexta década de vida. E o idoso que descobre mais tardiamente também, não é isso, Marisa? Sim.

Eu acho que até o jovem, ele corre um risco maior, porque às vezes ainda está na época de, ah, vou apostar uma corrida, sei lá, com os amigos com 35 anos, tudo normal, os outros podem estar bem, e ali, ele não sabendo de nada, dispara para fazer e vai além do seu limite. Pode ter complicações súbitas, né? Súbitas, é. E o velho, já por hábito, já está mais acostumado a ir no médico. Mais cauteloso, né? Não, já não faz essas coisas assim, mas também vai mais no médico, acaba descobrindo e acaba controlando, já toma outros remédios, às vezes por conta de outros remédios, vai ao médico que vê que a pressão está alta, então é mais tratado, eu acho que no final é mais tratado.

Entendi. E 14 por 9, o número que vocês disseram, isso é considerado o limite para um idoso, agora se for uma pessoa mais nova, isso já é considerado alto. Você quer falar? Não, pode falar.

Eu vou falar de uma classificação, que é a penúltima classificação, que eu acho que é a melhor. Tá. Tem uma recente que está gerando confusão, falando que o 12 por 8 é alto e tal, então anterior é melhor.

Então, a pressão, a gente tem dois tipos de pressão, a máxima e a mínima. Então a máxima é o 12, a mínima é o 8, né? Em medicina a gente fala 120 mililitros de mercúrio por 80 mililitros de mercúrio, ou a pressão máxima é chamada sistólica, a mínima diastólica. Então, abaixo de 120 por 80 é considerado normotensão, é o ideal.

Entre 120 por 80 e, vamos arredondar, 140 por 90 é o pré-hipertenso ou aquele nível que não está adequado. E acima de 14 por 9, medidas de consultório, é o que é considerado hipertenso. E aí vai ter hipertenso grau 1, 2 ou 3, conforme essas cifras estejam mais elevadas.

Então, num paciente que está abaixo de 12 por 8, tá tudo bem, ele deve manter aquele estilo de vida saudável e vai seguir bem. Aquele que está entre 12 por 8 e 14 por 9, seja a máxima, seja a mínima ou as duas, é um pré-hipertenso, ele precisa tomar algumas medidas, porque ele tende a ficar hipertenso com o passar dos anos, se ele não mudar o estilo de vida dele. E acima de 14 por 9 é hipertensão arterial definida.

Então, esse é o hipertenso. Independente da idade, então. Essa mesma classificação é utilizada para os idosos.

A única coisa que vai mudar nos idosos, a gente vai falar disso mais pra frente, é como tratar. Mas como diagnosticado, o diagnóstico ainda é o mesmo pra idosos e jovens. E agora, doutora, quais são os fatores de risco pra questão da hipertensão, agora focado já nos idosos? É, focado nos idosos, bom, são os mesmos, né? Só que o jovem, como nós falamos, pode ter alguns eventos súbitos.

E os idosos acabam sendo mais pelo tempo de desgaste. Então, a hipertensão ela vai dilatando também a artéria. Da mesma maneira que a artéria vai enrijecendo, essa mesma artéria rígida, ela acaba se dilatando, porque a pressão ali naquele vaso vai forçando e isso vai cedendo.

Então, isso compromete a saída, principalmente em algumas regiões que tem uma pressão já maior, por exemplo, logo a saída das artérias do coração, ali é um lugar de grande risco, porque sempre acaba criando um aneurismo, um abalamento nas pessoas que tem pressão alta. Então esses aneurismos localizados é um risco. O próprio coração que fica bombando contra uma força muito grande, ele vai bombando, vai fazendo força, daí ele acaba se dilatando, crescendo e levando a insuficiência cardíaca pela pressão que ele vai contra.

Antes de acontecer dele crescer, ele também pode as artérias do coração podem ter uma desproporção ali de irrigação, a pessoa pode infartar, pode ocorrer arritmias, tudo por conta da hipertensão. Isso no coração. E nas artérias cerebrais também acontece a mesma coisa, ela também tem um desgaste muito grande, você pode ter um derrame por consequência da pressão elevada.

Você pode ter úlcera na perna em consequência da hipertensão não tratada. Então todo local que tem artéria acaba sofrendo. O mais drástico acaba sendo o coração e a cabeça porque aí se sente percebe de outra maneira.

A pessoa tem um AVC e depois vai ver que era hipertenso. Tem um infarto, daí vai ver que era hipertenso. E o que que pesa mais pra essa condição? Seria mais a genética ou estilo de vida? Como vocês citaram, desde a pessoa jovem às vezes não melhorou e aí chegou na fase ali idosa.

A genética pesa porém a pessoa pode mudar tudo da genética. Nada na genética é uma coisa assim que porque apareceu aquilo lá a pessoa vai ter. Os problemas cardiovasculares a gente considera que essa pessoa que tem a genética rica, ela deve investigar precocemente ela deve estar sempre atrás pra ver se não tem alguma alteração mas ela pode mudar o curso da vida dela de jeito nenhum vai ser algo determinante ela pode só com estilo de vida mudar muito e o que ela não conseguir com estilo de vida o fato de saber de fazer um diagnóstico precoce ela pode tratar com medicamento também e não precisa ter evento nenhum porque a hipertensão arterial controlada é igual ao mesmo risco de uma pessoa que não tem hipertensão e isso é importante.

Também falando do risco já aproveitando o gancho da doutora Marisa doutor Marcos, quando tem alguma doença que associada à pressão alta agora voltando para os idosos especificamente acaba trazendo mais riscos, é um quadro mais preocupante quando associada à hipertensão? Sim, tem algumas doenças que podem piorar o controle da hipertensão e podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares os mais conhecidos infarto e o derrame ou AVC então hipertenso que é obeso hipertenso que é diabético hipertenso que tem colesterol elevado hipertenso que fuma, é sedentário então quanto mais fatores de risco o paciente é hipertenso e tem diabetes e é obeso e sedentário, ele tem uma chance maior de ter um evento cardiovascular ou infartar ou ter um AVC então o envelhecimento bem sucedido que é aquele com doença crônica controlada, a gente tem que controlar essas variáveis todas, então se é necessário ter um estilo de vida saudável ou seja, ter um bom peso, fazer atividade física, não fumar ingerir álcool com bastante moderação e tomar os medicamentos corretos e controlar diabetes, a hipercolesterolemia a hipertensão, para que quanto menos fatores de risco a gente tenha isso vai diminuir a chance desses eventos que podem ser catastróficos no envelhecimento, como o derrame os cardiologistas gostam de dizer que cada fator de risco associado não soma o risco potencializa que vai ficando cada vez maior para mostrar o quanto a pessoa tem que ficar atenta, se ela já tem alguma coisa, então se uma dessa é a predisposição genética ela já tem que ficar atenta, qualquer outra coisa ela tem que realmente correr atrás e existe a possibilidade também da pessoa chegar na fase quando é mais velho já é idoso e não ter a hipertensão, existe essa possibilidade que apesar do envelhecimento, acho que essa é a pergunta, apesar do envelhecimento é possível, a gente também vai falar sobre forma de prevenção e tudo mais, mas é possível chegar a essa fase sem ter o quadro da hipertensão é possível, existem octogenários, pessoas com mais de 80 anos que não são hipertensas não é hipertensa é a minoria, mas existe essa possibilidade, depende de uma predisposição genética e de um estilo de vida bem saudável durante toda a vida existe essa possibilidade agora, o que eu gosto de enfatizar é que principalmente em geriatria para octogenários ou nanogenários o importante é a gente envelhecer a gente não consegue as vezes envelhecer sem doença, envelhecer que eu digo é chegar nessas fases da vida a gente tem que envelhecer com doenças, mas com as doenças controladas, porque se a gente tem as doenças crônicas controladas, isso não compromete a nossa qualidade de vida, então se eu tenho a pressão alta bem controlada com medicação e com dieta, o colesterol bem controlado, eu não vou ter os eventos que podem prejudicar a qualidade de vida ou seja, tem um derrame que vai me trazer uma deficiência motora ou que vai aumentar o risco das demências vasculares tem que ter doença controlada, para evitar as complicações ou que essas complicações aconteçam lá no final da vida, perto da hora determinada de morrer próximo dos 90 anos ou mais agora acho que a pergunta que não quer calar para quem está acompanhando, com certeza está querendo saber como identificar e confirmar se a pessoa tem ou não a pressão alta, vocês já adiantaram aqui no início, uma frase que me chamou muito a atenção que às vezes a pessoa tem e não sabe então já imagino que a pessoa pode ter a hipertensão e não apresentar sintomas ou pelo menos aqueles sintomas que chamam de fato a atenção já pergunto, doutora Marisa para a sua especialidade, quando que deve ter o encaminhamento, porque o doutor Marcos, a gente sabe que vai chegando ali na fase da, qual que é a idade assim, mas acho que no último episódio até te perguntei isso quantos anos mais ou menos mais de 60 anos e as pessoas já costumam ter esse cuidado a mais, mas quando que deve procurar o cardiologista especificamente ou a cardiologista no seu caso é até de uma criança a gente deve saber a pressão arterial né, então eu acho que por exemplo aquelas visitas periódicas ao pediatra e tudo elas são fundamentais agora não é porque tornou-se adulto que vai abandonar e nunca mais vai no clínico eu acho que todo mundo deveria ir, né, sei lá pelos 14, 16 anos ter uma um posicionamento da sua saúde, porque é importante a gente saber o que tem e o que não tem também porque de repente você sente alguma coisa aguda vai para um pronto-socorro, se você já sabe que tinha alguma coisa tinha um soprinho tinha algum problema uma arritmiazinha isso fica com um tipo de diagnóstico, senão se aquilo aconteceu de repente, o diagnóstico já é mais grave e é outro, então o conhecimento o autoconhecimento é fundamental para qualquer um em cada época da vida eu acho que antes de 18 anos os adolescentes tem que ter uma consulta médica completa, saber dos seus exames de laboratório, ainda mais hoje em dia, que cada vez mais a gente vê o quanto criança está tendo hipercolesterolemia é uma coisa absurda por causa dessa alimentação meio esregrada que todo mundo tem então é fundamental tratar desde essa idade não procurando exatamente a hipertensão, mas para ter um conhecimento da saúde de um modo geral para ver a vacinação se está tudo em dia cada vez está aumentando mais a quantidade de vacinas que a gente deve estar em dia e que são úteis então isso eu acho que é uma coisa que deve desde sempre agora, vamos dizer para fazer um check-up eu gosto de uns 35, 40 anos eu já gosto de pedir algumas coisinhas a mais, como por exemplo um teste ergométrico principalmente se a pessoa faz atividade física ou se não faz também se faz é porque faz porque tem uns malucos que ficam fazendo mais do que deve e ficam tomando o que não deve também e as coisas vão crescendo desproporcionalmente e acabam, às vezes levando até um infarto então eu acho que é importante e aqueles que são sedentários porque são sedentários então precisam saber porque às vezes você não tem sintoma porque a pessoa que está que é ativa, ela se queixa agora eu estou cansada para subir tal escada a pessoa que nem sobe escada vai de elevador direto, vai engordando nem percebe e continua cada vez mais fácil, aperta o botão ali, né então sempre tem que saber como está e daí essas pessoas a gente tem que forçar um pouco mais para fazer uma avaliação real porque o coração é um órgão que está em movimento, então a avaliação dele tem que ser em movimento não é só ao escutar fazer ultrassom, a pessoa tem que fazer um exercício para o coração trabalhar mais, para você verificar a real saúde dele entendeu? Então eu acho que essa pergunta aí eu diria que sempre a pessoa deve estar sabendo é lógico, se você vai com 18 anos está tudo perfeito, não tem nenhum exame alterado, está perfeito você não precisa ficar aí a cada 6 meses nem a cada ano, pode-se passar isso mais, mas que tem que saber, tem porque o colesterol é outro assunto que não é o caso, mas que também ninguém sabe, e até a glicemia alterada porque toda consulta médica é uma oportunidade para medir a pressão o pediatra do adolescente deve medir a pressão, depois o ginecologista da mulher, na consulta deve medir a pressão no periódico, quando vai ser contratado pela empresa, tem que medir a pressão medir a pressão arterial com uma certa regularidade é importante e esse ato super simples faz o diagnóstico faz o diagnóstico talvez o dermatologista e o ortopedista não mexam a pressão mas todos os outros especialistas precisam medir a pressão e é esse ato que define qual é a faixa de hipertensão de não pressão qual é a forma correta de medição a medida tradicional de consultório o paciente quando vai ser examinado ele deve estar sentado na maca ou as vezes na cadeira, pelo menos há 30 minutos sem estar com vontade de urinar não deve ter ingerido café nos 30 minutos anteriores à consulta e aí com o aparelho de pressão de consultório que em geral é o aneroide, ainda não é o digital, ele é colocado no braço, preferencialmente o braço esquerdo, em uma determinada posição, e aí a gente vai aferir qual é a pressão máxima e a mínima os aparelhos digitais de braço também hoje são bastante adequados nas triagens de pronto-socorro hospital em geral são aparelhos digitais e dependendo do valor a gente vai definir aqueles níveis de corte que a gente falou anteriormente Qual a sua opinião? Agora uma pergunta um pouco polêmica sobre aqueles, os idosos que ficam com o aparelho que as pessoas tem em casa mesmo e fica medindo várias vezes ao longo do dia, às vezes acaba até fazendo uma forma de paranoia mesmo ali, eu já conheço pessoas próximas que tem isso que mede umas 10 vezes ao longo do dia e às vezes tem hora que sobe tem hora que desce e aí fica nessa angústia de saber, então vocês acham que é válido o idoso ter esse aparelho em casa ou é melhor deixar pra quando tá na consulta ou quando tem algum... Fala você porque aí eu... Essa é uma situação polêmica entre os médicos, tem médicos que não gostam que o paciente meça a pressão em casa e tem médicos que gostam eu sou da turma dos que gostam que o paciente meça a pressão eu acho que tem que individualizar então um paciente extremamente ansioso não pode, não vai se beneficiar da chamada medida residencial da pressão arterial o paciente ansioso que vai ficar medindo toda hora isso vai atrapalhar o controle vai atrapalhar pra ele e vai atrapalhar pro médico agora aquele paciente que é mais regrado ele utiliza um aparelho validado, digital de boa qualidade pra fazer a medida residencial da pressão uma vez por dia ou em dias alternados isso vai trazer informações importantes pro médico pra saber como é que estão as cifras em casa, porque as vezes da consulta médica as cifras de pressão estão mais altas e a real é aquela que acontece em casa na maioria das vezes então tem uma coisa que em medicina sempre é uma máxima, você tem que individualizar o tratamento, quem que é a pessoa que tá na sua frente, é um idoso calmo com uma assessoria da família medida residencial da pressão é ótimo é um idoso ansioso é uma péssima ideia, então tem que individualizar sua opinião doutora que as vezes acaba se tornando uma paranoia mesmo ali não, mas é o que o doutor Marcos falou tá certíssimo é isso aí, tem pessoas que podem, vai ter assessoria da família tá uma coisa normal agora ficar direto medindo causa outra doença é um transtorno é um transtorno e a pressão não é sempre a mesma exato, os pacientes as vezes eles medem a pressão arterial de manhã, logo que acordam e ela tá alta aí depois ele almoça uma refeição copiosa e mede 15 minutos depois do almoço então aí no dia seguinte fala, olha um dia minha pressão tá desse jeito, no outro tá desse jeito, fala quais são os horários olha vai tá diferente mesmo ou alguns idosos ou mesmo pacientes jovens eles se confundem com a forma de colocar o aparelho então uma coisa que eu faço as vezes quando o paciente me liga, eu falo filma a medição da pressão em 15 segundos e me manda o filme eu falo, olha tá errado o aparelho por isso que tem essa cifra absurda mede de novo não é tão simples mas é cada vez mais os aparelhos digitais eles são muito bons, eles estão melhores a gente vai chegar na sua geração, você vai medir no relógio já dá pra medir no relógio cada vez melhor essa interação com as tecnologias e isso ajuda o paciente a aderir ao tratamento e ajuda a gente a fazer um ajuste firme da medicação também e quando acontece em casa, doutora, qual que é o melhor horário, por exemplo, pra que aquele paciente que tem a recomendação para medir em casa, tenha algum melhor momento? o melhor momento é que seja sempre o mesmo, todo dia ele meça naquele momento é o ideal, porque daí não tem as variações de preferência, eu diria de manhã, antes de tomar café antes de tomar medicamento, que se também ele mede logo depois que tomou medicamento, meia hora depois, vai estar um pouquinho mais baixo daí outro dia mais tarde oscila mais tem uma regularidade de horários, isso eu acho importante e não precisa medir diariamente, só quando a gente quer um ajuste muito rápido o paciente veio em consulta nós introduzimos a medicação e no dia seguinte já tem que melhorar rapidamente pra não precisar ir ao pronto-socorro, voltar no consultório às vezes é final de semana depois, quando o paciente já usa a medicação ele faz uma medida periódica uma medida semanal ou quando tem algum sintoma será que esse sintoma é decorrente da pressão medidas pontuais é válido bem válido no tratamento e acho que é importante também a gente citar essa questão, quando eu estava fazendo a pesquisa aqui pro nosso episódio eu escutei um termo, não sei se vocês falam dessa forma, jaleco branco que os pacientes chegam no consultório com a pressão alta às vezes vai pra casa, normaliza e tem até aquele do hospital que às vezes tem o ao contrário que às vezes em casa você tá cheio de sintoma tá achando que vai morrer, aí chega no hospital você chega na porta do hospital, passa tudo eu já tive isso de estar em casa, nossa preciso muito ir ao hospital aí eu cheguei lá no pronto-socorro passou tudo, aí eu falei, gente vai parecer que eu sou uma maluca, que eu tô exagerando aqui e tem dos dois lados quando piora com aquele paciente que chega na consulta, imagino pra vocês e aquele que chega e sente aquele alívio e passa tudo também tem essa situação eu acho que de passar tudo, os pediatras tem isso a mãe chega com a criança no pediatra e fala, agora ela tá ótima e idosos também às vezes os idosos muito idosos que vem com os filhos do cuidadores, ele chega, senta na frente do médico e tá ótimo a meia hora ele tava morrendo mas o fenômeno a hipertensão do avental branco também chamado de hipertensão do consultório é uma situação bastante comum chega a 30% às vezes da população então é aquele paciente que no consultório ele tem valores elevados acima de 14 por 9 em casa o nível pré-histórico dele é normal então ele tem uma falsa hipertensão não tem hipertensão só no consultório não tem na vida cotidiana o que importa do ponto de vista de tratamento é o paciente ser hipertenso na vida cotidiana nas 24 horas do dia a média das pressões dele serem acima do desejável então quando o médico suspeita que talvez seja uma hipertensão de consultório ele lança a mão de monitorizações pra confirmar essa situação que seria aquele exame que dura 24 horas que é chamado MAPA que é o monitoramento da pressão arterial nas 24 horas o paciente vai ao laboratório coloca um aparelho que vai aferir de 15 em 15 minutos a pressão durante o dia em geral de 20 em 20 minutos a noite e vai ver qual é a média da pressão do paciente nas 24 horas do dia separando em período da vigília e do sono e decorrente de acordo com esse valor a gente pode saber se é um paciente de hipertensão do avental branco ou se tem um fenômeno de avental branco ou se realmente é um hipertenso esse é um exame que auxilia bastante no diagnóstico e no acompanhamento esse exame também é bom pra ver a queda noturna que é outra coisa que a gente não tem como avaliar não ser com ele esse é um dado da MAPA monitoramento monitorização de 24 horas que é o descenso noturno quando nós dormimos a nossa pressão deve declinar a 10% dos valores ela tem que ser 10% mais baixa durante o sono quando isso não ocorre e o paciente teve uma boa qualidade de vida com o aparelho, ele fala eu coloquei o aparelho, as 11 horas eu dormi, eu marquei lá no relatório e se a pressão dele não abaixa ou sobe, significa que ele provavelmente tem alguma doença do sono como a pilenha do sono ou é uma hipertensão de causas chamadas secundárias, que são renais ou hormonais então essa é uma informação importante mas aí pode ter hipertensão e mesmo assim não elevar durante o sono ele pode ter hipertensão durante o dia e não ter o descenso adequado noturno, ela não abaixar mais do que 10, chegar em ficar entre 10 a 20%, que é o descenso adequado se ele não tem esse descenso tem alguma coisa acontecendo durante o sono que está impedindo isso uma situação bastante comum principalmente na população idosa é a pineia do sono que é bem mais prevalente na população do que a gente imagina outra situação é a medicação às vezes a meia vida do remédio, o remédio que ele tomou lá de manhã quando chega de noite o efeito dele já acabou e o bom tratamento com medicação deve ter uma cobertura nas 24 horas do dia então como a doutora Marisa falou a informação sobre os níveis pressóricos noturnos é importante no melhor tratamento até quem é hipertenso durante a noite a pressão diminui, a gente considera para o noturno um valor diferenciado agora já entrando nessa parte de automedicação foi um dos termos agora que o doutor Marcos acabou de citar já vou direcionar a pergunta aqui doutora, qual que é a sua opinião, dos dois eu vou pedir a opinião sobre automedicação, se realmente é válida quando a pressão está muito alta ou se isso deve ter qualquer momento ali que seja mais elevado, precisa ter uma orientação médica para isso eu acho que quando a pessoa já sabe que tem a pressão elevada está fazendo tratamento com o médico o próprio médico orienta sobre isso porque algumas pessoas precisam ter um remedinho assim a parte para determinadas situações às vezes são pessoas de muito lábio emocionalmente está numa fase difícil e que às vezes está tendo problemas e que a pressão vai subir e ela vai saber que a pressão subiu mas ela não precisa mudar o de todo dia ela pode mudar especificamente desses momentos como você está falando para cada um tem que ser com a orientação do seu médico, não existe um padrão geral para os idosos esse risco aumenta doutor? eu acho que é semelhante com os jovens os idosos o que aumenta é a quantidade de medicamentos que o idoso toma o idoso ele toma medicamentos para vários problemas para diabetes, para artrose e alguns desses medicamentos podem provocar elevação dos níveis da pressão ou redução então por exemplo o idoso que tem uma artrose de joelho e está tomando anti-inflamatório porque está doendo muito mesmo não sendo um medicamento muito apropriado para o idoso mas ele recebeu a receita do ortopedista bem indicado, aquilo vai elevar as cifras de pressão dele porque ele está tomando anti-inflamatório ou ele foi ao endócrino, recebeu uma medicação para controlar diabetes que aumenta a diurese mas isso vai provocar uma redução o urologista passou o medicamento para a periplasia prostática benigna que também reduz a pressão então o idoso ele é mais sujeito a essas reações de outros medicamentos necessários então o geriatra o cardiologista que trabalha com o paciente idoso tem que a gente precisa saber todos os medicamentos que o paciente está tomando para fazer um ajuste agora medicamentos de pressão são medicamentos sofisticados então não é uma coisa que a própria pessoa pode escolher então ela tem que seguir a orientação de um médico qual é a família mais apropriada de medicamentos para a hipertensão para aquele indivíduo porque existem vários mecanismos de ação dos medicamentos para hipertensão e cada um é uma família como o Max falou, e cada um age de uma maneira diferente, só que cada um não tem 100 nomes comerciais então não é uma coisa que a pessoa possa realmente escolher sozinha ela tem que ter orientação de um médico o que ela deve fazer nesses momentos e doutora, quando a pessoa já está tomando o remédio, ele já está controlado mas tem algum pico muito forte de pressão alta, quando que deve procurar um pronto socorro, um pronto atendimento? eu acho que sempre porque precisa saber porque que subiu e aí já pode ter um evento é independente de estar tomando ou não estar tomando descobriu que a pressão está muito alta, estava sentindo alguma coisa, quer dizer, não é porque que foi medido naquele momento também devia estar sentindo alguma coisa tem que ir no pronto socorro é melhor por exemplo, a pessoa está tomando o medicamento e está controlado se acontecer de ter um dia de um pico muito alto isso não está dentro do considerado normal, isso precisa ter um atendimento médico depende né porque se foi um se não mediu direito se foi uma coisa assim de momento, acho que tem que avaliar fazer algumas medidas e ver se isso está se repetindo eu acho que é isso, exatamente você tem que confirmar se aquela cifra é muito alta então a pessoa tem a sua pressão controlada 13 por 8 e ela tem 16 por 9 mede de novo 16 por 9 acabou de discutir em casa, está super nervosa tenta relaxar que vai normalizar ou vai lá e mede está 22 220 por 100 ou por 120, é uma cifra muito alta mede de novo, é essa cifra ele deve procurar um serviço médico, porque aquela pressão precisa ser reduzida de forma efetiva e rápida cifras muito altas são iguais a avaliação imediata a confirmação e avaliação imediata e não é uma coisa que você fala hoje está 220 por 120 eu vou amanhã de manhã, não não é uma boa ideia, porque pode fazer a diferença para prevenir um evento que é potencialmente grave confirma é cifra muito alta vá procurar uma orientação do seu médico, ou por telefone ou presencial, ou por telemedicina mas tem que resolver e nos idosos principalmente acaba tendo essa preocupação dos parentes dos familiares dessa necessidade de urgência eu falo por mim quem tem idoso na família já tem essa preocupação a mais de saber o que fazer caso aconteça alguma coisa para os idosos, fatores externos que possam interferir como uma discussão em casa que o senhor citou seria mais um estresse que pode interferir nisso então o paciente tem que se conhecer no caso do idoso, a família tem que o conhecer, ou o cuidador e saber quais são os remédios que ele toma e qual o nível habitual daquela pressão esses dois medicamentos a pressão em geral está bem controlada e se tem uma oscilação se a pressão sobe demais se é uma pequena oscilação sai um pouco da faixa então a máxima em vez de estar 14 fica 16 de jeito nenhum o paciente tem que sair correndo se é uma pequena oscilação não é para sair direto ao hospital tenta entender o que está acontecendo foi o anti-inflamatório que tomou foi o descongestionante nasal os remédios para gripe, descongestionantes elevam a pressão foi aquela discussão então espera um pouco, pede de novo vê se tomou o remédio corretamente se não esqueceu de tomar o remédio em geral vai regularizar, tenta falar com o seu médico cifra pouco elevada não é uma urgência agora muito elevada esses valores que a gente falou, sim, aí passa uma urgência agora acho que é importante a gente aproveitar essa parte, o tempo que a gente tem para falar sobre tratamento e também prevenção, o que as pessoas podem de fato fazer para não chegar nesse, em uma situação como essa que a gente está, de ter que procurar um pronto socorro doutora, quando já está controlado já tem esse controle melhor, a pessoa já vive bem ali ela sempre vai ser dependente desse tipo de remédio, se já teve esse diagnóstico de pressão alta ou a pessoa pode em algum momento estar controlada e não tomar mais, foi algo que a senhora citou logo no começo a pessoa achou que está bem e parou de tomar é muito comum a pessoa regula a pressão e ela fala, parei de tomar porque ficou ótimo, não pode porque ficou boa a pressão, porque estava tomando a medicação existem situações de que isso eventualmente pode acontecer como quando for consequência por exemplo, a pressão for alta a consequência é uma medicação às vezes a pessoa começa a tomar uma medicação a pressão sobe muito e daí tira essa medicação e consegue, outra situação também, se a pessoa é muito obesa e ela diminui, perde muitos quilos e faz uma dieta direitinha mantém a dieta saudável faz atividade física também pode eventualmente poder ficar sem pressão isso é real não é um padrão que todo mundo vai conseguir pelo fato do que a gente comentou logo no início o tempo vai enrijecendo as artérias e vai todo mundo vai acabar um dia tendo hipertensão mais cedo, mais tarde mas que pode, em alguns estágios assim, nessas situações específicas, sim, é real pode, mas não pode jamais sozinho, e isso atrapalha muito o controle porque você fala pro paciente e ele volta depois na consulta sem tomar uma médica, e daí você fala mas como, por que? é porque ficou boa, daí você vai medir a pressão já subiu de novo, daí você vai começar tudo de novo, então é preciso que as pessoas entendam que a pressão é como diabetes, o tratamento de diabetes ninguém começa com um remédio e depois suspende a insulina a hora que já está lá, vai ter que tomar pode ser uma quantidade maior menor, dependendo de como está o estilo de vida, mas geralmente às vezes até pode ser 100, mas tem que ser com orientação médica e com controle médico e doutor Marcos, como fazer essa mudança no estilo de vida pra um idoso com o que a gente estava conversando até antes, aqui nos bastidores respeitando a vida dessa pessoa, as escolhas dessa pessoa a fase dessa pessoa imagino que seja difícil, a gente vê até nas redes sociais tem viralizado, inclusive em uma das plataformas mais famosas agora cuidadoras mostrando a rotina ali com esses idosos e a gente consegue perceber que às vezes tem fases mais difíceis, outras que são um pouco mais fáceis, mas como que as pessoas próximas dessa pessoa devem agir pra que tenha essa melhora, mas ainda assim respeitando esse idoso a pergunta é bem difícil, mudança de estilo de vida em idoso mudança de estilo de vida em jovem já é difícil muda o jeito que você funciona o seu e da sua família ao redor então é difícil, mas a gente tem que tentar quais as medidas não farmacológicas que ajudam um pouco no controle da pressão as farmacológicas é o remédio, mas quais são as não farmacológicas diminuir o sódio diminuir o sal e todos os alimentos que são ricos em sódio isso não é tão difícil o alimento continua sendo saboroso, comendo sal tentar emagrecer, a redução do peso ajuda muito no controle da pressão, cada 5 ou 10 quilos que a gente emagrece, diminui os níveis pressóricos é como se a pessoa tirasse uma mochila de 10 quilos que ela está o tempo todo com ela nas costas, subindo andando, dormindo, indo ao banheiro, então a redução do peso é muito importante no idoso mais velhinho, no idoso mais longevo, a gente toma bastante cuidado com redução do peso, mas no idoso obeso tem que reduzir o peso, tabagismo tem que cortar uma situação que a gente negligencia com o idoso é a ingesta excessiva de álcool, os idosos cada vez mais têm ingerido mais álcool tanto homens como mulheres, em quantidades que podem elevar a pressão tem que dar uma olhada, ver quais são os medicamentos às vezes tem medicamentos que podem ser trocados que acabam atrapalhando no controle da pressão atividade física eu acho que se tivesse que a gente sempre fala isso a primeira medida para uma pessoa mudar seu estilo de vida eu acho que a primeira é falar para fazer atividade física, caminhar quando a pessoa começa a caminhar ela fala, poxa, acho que vou comer melhor, vou tentar emagrecer, vou tomar melhor meus remédios, então atividade física então a gente sempre na consulta fica orientando estimulando os pacientes que façam isso eu diria que antigamente era mais difícil hoje em dia tem mais cultura e mais consciência e os idosos aderem melhor a mudança de estilo de vida caminham fazem uma dieta mais saudável eu acho que o problema de mudança de estilo de vida talvez seja o adulto jovem, que tem uma vida muito corrida próximo dos 50 anos mas o idoso às vezes, alguns concordam, outros são muito reticentes e aí, se a gente não consegue com isso, a gente tem que aumentar os medicamentos, a dosagem dos medicamentos para a pressão e atividade física para aquele idoso que já está nessa fase que a gente falou, que é bem mais idoso tem algum nível considerado seguro ou pode fazer ali sem medo qual que é a orientação? idoso que vá fazer atividades físicas sempre precisa de uma avaliação porque ele já está numa idade em que os eventos cardiovasculares podem ocorrer então a chance de um jovem ter um evento cardiovascular, um infarto uma arritmia, um AVC com 30 anos é muito baixa a chance disso acontecer em um senhor com 70 anos é possível, porque envelhecer a gente fala, é uma variável incontrolável quanto mais velho a gente fica, mais chance a gente tem de ter algumas doenças, então para liberar o idoso, para fazer uma atividade física, ele precisa de uma avaliação médica, fazer alguns exames cardiológicos, etc e aí, fazer atividade física sempre escolher atividade física prazerosa, porque atividade física prazerosa é aquela que ele vai dar continuidade, e começar com atividades físicas simples, como caminhar ou atividades em grupo, dança, atividades de equilíbrio, musculação, etc Doutora, tem algum risco quando se abaixa demais a pressão nesse idoso? às vezes tem como dar um efeito reverso, né? A pressão alta e acaba ficando com pressão baixa, quais os riscos são mais elevados para a pressão alta ou a pressão baixa? Não, os riscos são mais elevados para a pressão alta, mas a pressão baixa no idoso, principalmente é muito importante, porque o idoso já tem uma dificuldade de equilíbrio de estabilidade se ele está tomando muito remédio tem uma interação levanta e de repente ele pode cair, nessa queda pode bater a cabeça acontece muito, né? Isso a gente tem que estar direto orientando todos os pacientes que tomam medicamento para pressão precisam saber que na hora que você toma medicamento para pressão, você está interagindo nos sensores que existem nos vasos para modificar aquilo que eu falei que a artéria faz, que para jogar o sangue ajuda ela se constricta dá uma vasoconstrição se contrai e você então os medicamentos eles acham aí então esse equilíbrio normal, natural, que as pessoas têm sem tomar remédio, de você estar aqui, daí você fica de pé seu sangue vai para a cabeça a quantidade que precisa, porque está tudo funcionando naturalmente, na hora que você interfere com o medicamento, isso fica abalado então você não pode sair levantar correndo e ir fazendo as coisas você tem que ir por etapas então vai sair da cama espreguiça, faz igual um gato faz, quando vai levantar o gato não sai correndo, ele se espreguiça bem então faz igual um gato vai devagar é frequente o idoso cair no banheiro ele vai, chega até a litibunda, aí ninguém sabe o que veio antes ele ficou tonto, se ele caiu então a hipotensão, isso é consequência da pressão que cai, não vai o suficiente para o cérebro e a pessoa cai, então a hipotensão sim, ela é mais fácil de identificar e de resolver na hora, mas as pessoas precisam se prevenir para não ter uma consequência da hipotensão, um risco bobo a consequência que é o risco e que isso ocorre mais frequente do que deveria pelo menos eu acho que tem um perfil de paciente idoso que a gente chama de idoso frágil que são em geral pacientes mais idosos e que eles têm tem muita exaustão tem pouca massa muscular tem perda de peso, tem uma síndrome da fragilidade, esses pacientes de idoso frágil que se movimentam com dificuldade, a gente tem que ser mais cauteloso com as doses dos medicamentos, porque eles tem mais esse fenômeno que a doutora Marisa explicou que é a hipotensão postural, quando eles levantam, às vezes a adaptação do organismo demora, naqueles segundos ele tem uma crise de tontura ou de desfalecimento e isso provoca uma queda e a queda em idosos, como a gente já teve a oportunidade de conversar em outra entrevista a queda em idosos pode ser um evento muito ruim, pode ser um evento fatal os hematomas as fraturas, aquilo pode ser catastrófico na qualidade com esse tipo de idoso frágil frágil é a palavra ideal existe um fenótipo científico mas imaginem um idoso frágil todo mundo consegue entender essa situação esse a gente tem que ser mais cauteloso então a gente é um pouco mais leniente com os níveis de controle, então para esses pacientes ele está 15 por 9 14 por 9 está ótimo, a gente não persegue aquele 12 por 8, a gente tenta mas nesse paciente a gente é mais cauteloso no outro paciente idoso que é com bastante vitalidade, o nível de controle pré-histórico deve ser como de um adulto jovem então também é aquela história sempre de individualizar já aproveito para falar que vou deixar o link desse episódio das quedas que a gente fez, que foi um episódio aqui com a sua participação, foi bem legal antes da gente, eu só queria passar um pouquinho sobre, naquele quadro mitos e verdades, para tirar as dúvidas que são mais trend topics do Google, do TikTok, Instagram que as pessoas perguntam, eu só queria tirar também, pode ser a dúvida de alguém que está acompanhando a gente sobre a questão de chás milagrosos e alimentos milagrosos que prometem baixar a pressão qual a opinião de vocês sobre isso, é válido não tem nenhum malefício mas também pode não ter nenhum benefício o que vocês orientam sobre essa questão de chás e alimentos? se eu for falar alguma coisa, é o sal tirar o sal esse alimento, ele realmente piora, é nítido as pessoas notam se elas estão comendo sem sal, daí um dia exagera, vai comer uma feijada todo mundo fala, nossa, minha pressão subiu, esse é nítido os outros, não sei, você tem mais experiência? os chás milagrosos, eu acho que não funcionam, mas se quiser tomar junto com o remédio da pressão, tudo bem toma o remédio, toma o chá amargo, saboroso, tal é líquido, né? é líquido, é líquido líquido é bom pode funcionar como efeito placebo que é uma coisa que existe mas só o chá, que fica bem claro para vocês, acaba sendo perigoso essa escolha às vezes o paciente, por escolha própria troca, deixa eu trocar o remédio que o médico me passou não é uma boa ideia a gente vê isso na vida prática hospitalar principalmente, né? queria também aproveitar a oportunidade para pedir para que vocês façam um conselho, como viver bem com pressão alta, que eu acho que é o objetivo sempre do nosso Amatocast a gente já começa falando isso, que a gente conversa sobre qualidade de vida, não só sobre assuntos específicos só coisas para assustar ninguém muito pelo contrário, uma forma de ajudar a pessoa a conviver com o diagnóstico enfim, como viver melhor com essa situação, pode começar doutora bom, eu acho que se a pessoa tem o diagnóstico de hipertensão, ela deve focar na qualidade de vida com dieta com atividade física e se estiver tomando remédio tomar regularmente não tem que ficar pensando que um dia eu vou diminuir o remédio, vou parar o remédio não incorpora isso na vida dá o braço para a hipertensão e continua caminhando que vai dar tudo certo não vai ter problema nenhum é, doutor eu vou falar para os idosos pensando na prevenção para os idosos o que a gente quer? a gente quer que o paciente envelheça quanto mais anos possível melhor mas com autonomia e independência então autonomia, ele de preferência não tendo as demências, e a pressão não controlada aumenta o risco de demência vascular e independência falando, andando, ou seja, sem ter os ataques químicos que são os AVCs então a pressão controlada evita essa situação então envelhecer, bem envelhecer com doença crônica controlada então o paciente recebeu o diagnóstico de hipertensão 55, 60 anos o que ele tem que fazer? muda o estilo de vida e começa a usar a medicação que o seu médico indicou os pacientes tem aquela resistência mas eu vou mudar e depois eu vou começar a tomar o remédio e não emagrece não diminui o sal, essas coisas são difíceis então usa a medicação se ele conseguir mudar o estilo de vida emagrecer 5, 10 quilos está fazendo atividade física com a medicação a pressão vai ficar mais baixa aí o médico reduz junto com ele entendeu? então isso se chama aderência ao tratamento é fundamental a aderência ao tratamento porque a pressão mal controlada vai provocando esse estado de degeneração dos vasos que podem dar essas consequências que são ruins antes do momento ideal pode durar mais bem então agora eu vou aproveitar esses últimos minutinhos só para passar nessas dúvidas para ver se a gente consegue incluir algumas que são engraçadas inclusive remédios naturais são sempre seguros para controlar a pressão? é o que a gente acabou de falar não existe não existe evidência científica que são a gente gostaria como médicos que um remédio fitoterápico tivesse evidência científica que ele abaixa a pressão mas isso é bem estudado em estudos populacionais pelas sociedades de hipertensão e não existe evidência que abaixe idosos devem medir a pressão nos dois braços? numa primeira consulta sim, existe uma doença não infrequente que é a coartação da horta que é uma malformação em que a pressão de um braço e o outro é muito diferente em alguma consulta médica isso deve ser feito uma vez depois em geral a pressão no braço esquerdo é levemente acima da do direito mas não importa, é muito pequena essa diferença mas em uma consulta médica a primeira vez sim pimenta do reino aumenta a pressão arterial? eu acho que não não é o que estavam pesquisando estava entre as perguntas mais procuradas até quando a gente costuma orientar o paciente que vai ter que tirar o sódio você fala, usa outros temperos cebola, alho salsinha, pimenta pode falar que tem bastante sódio em água aquelas águas que vem de galão tem umas que tem um pouco mais mas não é isso que vai fazer as águas gasificadas elas tem menos o sódio mais é dos refrigerantes dos alimentos com muitos conservantes os embutidos, enlatados queijos gostosos tudo que eu gosto hipertensão pode afetar a memória? sim principalmente a longo prazo se não tratado se não tratado vai dando lesão nos microvasos cerebrais e essa lesão de microvasos cerebrais provoca uma piora cognitiva se tratado? se tratado é um fator de risco a menos para ter essa doença tontura sempre significa pressão alta? não a tontura pode ser por doenças do labirinto que não tem a ver com hipertensão hipertensão faz o nariz sangrar? isso é mais um mito em geral quando o paciente tem sangramento nasal ou sangramento ocular na córnea, hemorragia conjuntival é de boa norma medir a pressão para ver se ela não está fora da faixa mas muitas vezes o paciente que tem pistástica ou sangramento nasal criança, adulto, jovem não está com a pressão normal tem a ver com uma patologia da mucosa nasal a mesma coisa a hiperemia conjuntival mas é de boa norma medir e se ver levemente alterada não é essa a causa o paciente está assustado com o sintoma e a pressão subiu hipertensão pode diminuir o paladar? diminuir o paladar? não eu até tinha um aqui que eu acho que a gente já respondeu mas acho que é legal a gente incluir hipertensão pode causar insônia em idosos? também se for muito alterada se for muito alterada a pessoa fica o que tem em idosos a prevalência quanto é uma doença comum apneia do sono dificuldade para respirar sono profundo isso é extremamente comum em idosos mas é muito comum mesmo o paciente que tem apneia do sono é um hipertenso dormindo acorda, vai e mede, a pressão vai estar alta e aí o tratamento é tratar a apneia também fazer o diagnóstico e tratar a apneia as duas coisas estão juntas e a gente está falando de hipertensão secundária e apneia tratou a apneia de forma efetiva as vezes a pressão normaliza vou passar um minutinho só para incluir essas duas porque eu achei muito legal quem tem pressão alta precisa evitar bananas? ao contrário os alimentos ricos em potássio potássio e magnésio são alimentos que parecem que ajudam na saúde hipertensiva nos níveis pressóricos e a última que eu acho que é legal a gente falar é do tempo se o inverno influencia isso a gente até conversou já sobre inflações acho que é legal trazer também eu falei que é mais frequente ter infarto é e uma das causas é consequência de hipertensão os níveis pressóricos no inverno estão mais altos e as vezes dá a sensação ao contrário para quem não é da área da saúde eu tinha a sensação que no calor as pessoas como passam mais mal teoricamente aquele mal estar ali é até hipotensão no calor geralmente as pessoas quando passam mal é hipotensão está desidratada não bebeu o suficiente está muito legal o papo mas vou ter que encerrar porque a gente já passou inclusive do nosso tempo mas queria agradecer demais a participação de vocês doutora Marisa Mato, doutor Marcos Morillo foi super interessante, tenho certeza que quem acompanhou até aqui teve a mesma impressão vou aproveitar e deixar esse espaço para vocês se vocês quiserem passar alguma forma de contato com vocês ou para o site, enfim se vocês quiserem até algum direcionamento para quem quiser procurar por vocês em consultório, enfim tiver mais alguma dúvida pode mandar aqui no vídeo alguma sugestão para os próximos temas mas vou pedir para vocês então se vocês quiserem passar alguma coisa tá bom a minha divulgação é através das mídias do Instituto Amarto doutora Marisa também né então hoje eu vou deixar o link aqui direto acesso que aí tem o telefone do consultório da recepção, se quiser entrar em contato com vocês, então vou deixar o link aqui para quem quiser acessar, mais uma vez muito obrigada viu, pela participação de vocês foi um papo muito interessante então não deixe de curtir, comentar e compartilhar que é muito importante para o nosso engajamento eu vou aproveitar e citar aqui para quem já acompanha o Amatocast há bastante tempo já conhece, já sabe, mas para quem está chegando agora, quero agradecer o patrocínio o patrocínio aqui do nosso Amatocast, do laboratório origem especializado em saúde intestinal que é onde tudo começa, o foco da origem é qualidade de vida e prevenção obrigada a você que acompanhou até o final, não deixe de curtir, comentar e compartilhar, mais uma vez falando para que a gente continue trazendo os nossos especialistas aqui para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida, muito obrigada e até a próxima, tchau!

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