
AmatoCast, episódio 48
Especial Outubro Rosa | Reconstruindo autoestima em pacientes com deformidades mamárias
Neste episódio
Neste especial de Outubro Rosa, o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato fala sobre o projeto Mama Minha, que atende mulheres com deformidades mamárias que aguardam na fila do SUS. Duas pacientes que tiveram câncer de mama contam como a perda da mama afetou a autoestima e como o acolhimento da equipe fez diferença. O médico explica que as deformidades mamárias estão muito ligadas ao tratamento do câncer de mama, mas não exclusivamente, e conta a origem do projeto e sua experiência com reconstrução mamária em hospitais públicos.
Sobre o episódio
Imagine encontrar um lugar onde histórias de superação e ciência se unem para transformar vidas. No episódio 48 do Amato Podcast, celebramos o Outubro Rosa com um tema inspirador: a reconstrução da autoestima em pacientes com deformidades mamárias. Conduzido pela jornalista Letícia Miyamoto e pelo especialista Dr. Fernando Amato, este episódio mergulha fundo nas experiências emocionantes de Francisca e Mirisa. Francisca revela como recuperar sua mama impactou positivamente sua vida, enquanto Mirisa compartilha sua luta contra o câncer de mama e a importância do acolhimento profissional. Aqui, você vai entender como a reconstrução mamária vai além da estética, oferecendo uma nova perspectiva de vida para tantas mulheres. Venha se emocionar e descobrir como a ciência e o carinho podem andar de mãos dadas para devolver sorrisos. Acompanhe e transforme sua percepção sobre saúde e bem-estar!
Data de publicação:
02/10/2024
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No episódio de hoje do Amato Podcast, Letícia Miyamoto entrevista o Dr. Fernando Amato sobre o Projeto Mama Minha, uma iniciativa inspiradora voltada para a reconstrução mamária de mulheres que tiveram câncer de mama e estão há anos na fila de espera do SUS. O Dr. Fernando compartilha detalhes emocionantes de histórias de superação, como as de Francisca e Mirisa, que recuperaram a autoestima graças ao projeto. O Dr. Fernando também explica as diferentes técnicas de reconstrução e a importância da abordagem humanizada no tratamento. Além disso, destaca a necessidade de apoio e divulgação para que o projeto continue crescendo e auxiliando cada vez mais mulheres. As pacientes atendidas pelo projeto não precisam pagar nada e recebem um tratamento de qualidade, semelhante ao oferecido em clínicas particulares. Encerrando o episódio, são exibidos depoimentos emocionantes das pacientes, mostrando o impacto positivo desse trabalho em suas vidas. O Dr. Fernando convida a todos para apoiar e disseminar o projeto, ressaltando a importância de iniciativas assim para melhorar a vida de muitas mulheres.
– Francisca: Participante
Francisca compartilhou sua emocionante trajetória de recuperação e elevou nossa compreensão sobre a importância da reconstrução mamária em sua autoestima.
– Mirisa: Participante
Mirisa relatou sua comovente experiência de luta contra o câncer de mama e como a reconstrução mamária transformou sua vida, destacando a importância do acolhimento e carinho da equipe do projeto.
– Letícia Miyamoto: Jornalista e Apresentadora (@aleticiamiyamoto)
Letícia conduziu a live com maestria, trazendo perguntas relevantes e auxiliando na explicação dos processos e benefícios do projeto Mama Minha.
– Dr. Fernando Amato: Cirurgião Plástico e Especialista em Reconstrução Mamária (@meu.plastico.pro)
Dr. Fernando compartilhou detalhes técnicos e emocionais do projeto Mama Minha, além de explicar as várias técnicas de reconstrução, mostrando seu comprometimento e paixão pela causa.
0:00:00 Depoimentos Tocantes: Superação e Nova Autoestima
0:51:30 Reconstrução Mamária Mesmo Após Quimioterapia e Radioterapia
0:51:38 Aspectos Cruciais na Reconstrução Mamária Pós-Câncer
0:57:07 Como contribuir para o projeto Mama Minha?
No episódio “Especial Outubro Rosa | Reconstruindo autoestima em pacientes com deformidades mamárias | ep 48” do Amato Podcast, Letícia Miyamoto conversa com o Dr. Fernando Amato sobre o impactante Projeto Mama Minha, uma iniciativa que vem transformando a vida de diversas mulheres que enfrentaram o câncer de mama. Através da reconstrução mamária, o projeto oferece o suporte necessário para que essas pacientes, muitas das quais estão há anos na fila de espera do SUS, possam recuperar a autoestima e a qualidade de vida. O Dr. Fernando compartilha histórias emocionantes de superação, como as de Francisca e Mirisa, que, graças ao tratamento humanizado e de alta qualidade semelhante ao das clínicas particulares, puderam resgatar sua confiança e bem-estar. Além de detalhar as técnicas avançadas de cirurgia plástica utilizadas, ele ressalta a importância do apoio emocional e da divulgação dessa causa tão nobre, convidando todos a apoiar e disseminar o projeto. Este episódio é um apelo à ação em nome da saúde feminina e da necessidade de mais iniciativas beneficentes que ajudem a reduzir as barreiras de acesso ao tratamento de câncer de mama para mulheres em todo o país.
No episódio 48 do Amato Podcast, intitulado “Especial Outubro Rosa | Reconstruindo autoestima em pacientes com deformidades mamárias”, Letícia Miyamoto entrevista o Dr. Fernando Amato sobre o Projeto Mama Minha, uma inspiradora iniciativa de reconstrução mamária voltada para mulheres que tiveram câncer de mama e estão há anos na espera do SUS. No espírito da campanha outubro rosa 2023, o Dr. Fernando compartilha histórias emocionantes de superação, destacando como a recuperação da autoestima impacta positivamente a qualidade de vida das pacientes. Ele explica diversas técnicas de reconstrução e enfatiza a importância de uma abordagem humanizada no tratamento, essencial para melhorar o bem-estar das mulheres que enfrentam baixa autoestima devido ao câncer de mama. Além disso, o episódio exibe depoimentos comoventes, ressaltando o impacto transformador do projeto. Com todas as pacientes recebendo tratamento gratuito e de alta qualidade, Dr. Fernando apela ao público para apoiar e divulgar o projeto, crucial para a continuidade e expansão dessa valiosa iniciativa.
Transcrição
00:00:13:06 - 00:00:38:04 Orador 1 Bom dia, o meu nome é Francisca e há cinco anos atrás eu tive câncer de mama. Aí eu entrei nesse projeto com o Dr. Funke e a Dra. Conheci. Ele me indicou. Caramba Dr. Fernando, meu auto estima lá embaixo, porque mulher nenhuma é feliz sem uma mama, né? Não existe. Ai eu coloquei a mão no fogo. Tá lindo, você precisa ver.
00:00:38:06 - 00:00:44:07 Orador 1 Tá bom, Muito bonito. Ficou lindo. Fernando Um doutor muito doido pode até ótimo.
00:00:54:13 - 00:01:13:06 Orador 1 Eu salvei Elisa e tenho 58 anos. Em 2010 eu tive câncer de mama em 2011, porque na época eu tinha convênio, consegui fazer a cirurgia mais mastectomia total.
00:01:13:08 - 00:01:41:11 Orador 1 De quimio. Parei o tratamento porque eu perdi o meu convênio e depois eu fiquei depressiva. No caso eu não procurei ajuda médica, mais depois de algum tempo voltei a procurar o SUS e quando eu cheguei no médico eles não tiveram os casos recentes, porque no meu caso eu tinha uns seis anos, Aí voltei pra casa depressiva e procurei ajuda aqui em Santos.
00:01:41:13 - 00:02:06:14 Orador 1 Lá eles sempre falava que iam ver meu caso, porque meu caso é um caso assim e para eles acredito que seja e seria difícil. E parei também fiquei decepcionada, não foi na época o meu filho que iria pagar particular, cheguei a ir numa clínica particular, o médico me avaliou, falou olha, a gente não faz o seu caso, é uma clínica muito boa.
Continuar lendo a transcrição
00:02:06:16 - 00:02:19:11 Orador 1 Tá bom. Parei o tratamento do nada de procurar ajuda. Do nada surgiu essa oportunidade de conhecer essa clínica. Hoje.
00:02:19:13 - 00:02:59:16 Orador 1 Quero o Dr. Fernando a que sou muito grata, a ele e a equipe dele, porque também acolhida. Sinto muito carinho e não tem diferença se eu pago ou não. O atendimento é sim excelente e eu gostaria que ele continuasse fazendo essa boa ação para ajudar várias mulheres, porque observando a gente cai muito, você perde o relacionamento, você tenta ficar firme 24 horas, só que as vezes você não consegue.
00:02:59:18 - 00:03:32:05 Orador 1 Hoje o meu autoestima está melhor. Estou chorando porque eu sempre emociono quando eu lembro lá atrás do que eu passei. Então vai sim, vem tudo, vem tudo à tona. Para quem não sabe, a mama para uma mulher é muito importante, sabe? E hoje eu sou sim muito realizada, porque o Dr. Fernando, ele me acolhe com tanto carinho. A equipe deles é enfermeira, isso eles são todo mundo sabe.
00:03:32:06 - 00:04:16:15 Orador 1 Eu não tenho o que reclamar, não pago, não faço nada e assim eu sou atendida muito bem, como se fosse uma clínica realmente atendendo só os particulares e eu já fiz e a gente está fazendo. O doutor com a sua equipe está fazendo cerca de gordura, já venceu na outra mama também e eu gostaria que esse projeto continuasse a mama linha para ajudar várias mulheres que precisam para voltar o seu auto estima e voltar a viver saúde e sorrir novamente, porque a gente perde muito isso no nosso mundo.
00:04:16:17 - 00:04:47:18 Orador 1 Talvez você não quer se relacionar mais com ninguém, não importa, sabe? Se você tem 30, tem 50, tem 60 anos, mas o auto estima da gente ser muito importante. E eu gostaria muito que cada mulher pudesse ser acompanhada, sabe de perto, com carinho, porque isso vale muito a pena. Obrigada pelo projeto, Mamma Mia. Eu gostaria que continuasse. Quem ajuda pudesse abençoar quem não pode ser, que não pode pagar.
00:04:47:20 - 00:04:49:19 Orador 1 Gratidão a todos.
00:05:00:18 - 00:05:24:23 Orador 3 Olá, meu nome é Letícia, minha moto está no ar mais uma moto que pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. No último episódio nós estivemos com uma convidada especial, Doutora Caroline Sato, que é cirurgião, e nós conversamos sobre o ex obeso, processo pós cirurgia bariátrica e antes estivemos aqui com a Dra.
00:05:24:23 - 00:05:48:22 Orador 3 Lorena Amato, endocrinologista, para falar sobre um assunto também bastante interessante que a gente ainda não tinha trazido que a endócrino pediatria. Hoje nós estamos aqui com o Dr. Fernando Amato, que participou como mediador também do último episódio. Ele é cirurgião plástico, mas desta vez nós vamos conversar sobre um projeto que ele desenvolveu e que agora esse projeto já cresceu bastante, que é chamado de Mama Mia, Mamma mia!
00:05:48:22 - 00:06:11:15 Orador 3 Desculpa até já ter referência do filme. O Dr. Fernando Amato é médico, cirurgião geral, cirurgião plástico e mestre pela Escola Paulista de Medicina e Universidade Federal de São Paulo. Também é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. Além disso, é especialista em reconstrução mamária e em tratamento do lipo Edema.
00:06:11:15 - 00:06:13:07 Orador 3 Mais uma vez. Bem vindo, Dr..
00:06:13:09 - 00:06:22:00 Orador 2 Muito obrigado. Obrigado por essa oportunidade. É um tema bem legal que eu gostaria de falar, Então obrigado.
00:06:22:02 - 00:06:43:23 Orador 3 Legal! E reforçando o nome, agora que eu fiz referência no filme sem querer, é o projeto que chama Mama Minha, que auxilia doutoras as pacientes que fizeram o cadastro pelo SUS e pelo Sistema Único de Saúde, que apresentam alguma deformidade mamária e que esperam algum tempo nessa fila de espera do sistema Único de Saúde que você consegue dar esse suporte antes.
00:06:44:03 - 00:06:55:16 Orador 3 Já fazendo um contexto, você até conseguir atender essas pacientes no seu próprio consultório, na sua clínica. E agora esse projeto foi expandido para a gente iniciar o que a gente vai poder conversar sobre esse assunto?
00:06:55:18 - 00:07:11:14 Orador 2 Bom, então a ideia desse, desse podcast, desse episódio é conversar um pouquinho sobre esse projeto de reconstrução de mama. A gente já está no mês de outubro, então aproveitando que.
00:07:11:16 - 00:07:37:05 Orador 2 O mês de outubro e o Outubro Rosa é um termo de principalmente voltado para o câncer de mama e as deformidades mamárias. Elas são muito voltadas ao tratamento do câncer de mama, não exclusivamente. Existem outras situações que precisam de reconstrução mamária, mas essas pacientes são as que são mais afetadas. Então a gente vai tentar contar um pouquinho desse projeto de reconstrução mamária legal também.
00:07:37:05 - 00:07:56:10 Orador 3 Já adianto que a gente vai trazer depoimentos de algumas pacientes que conversaram depois de algum certo tempo com o Dr. Fernando e trouxeram a experiência para a gente, para vocês se aproximarem mais de quem foi atendida pelo projeto conseguiu recuperar a auto estima, porque é isso que a gente fala também da questão do episódio de forma geral, que é qualidade de vida.
00:07:56:12 - 00:08:05:16 Orador 3 E quando uma paciente passa por uma situação como essa que você até citou, mais especificamente do câncer de mama, isso afeta não só para a pessoa, tem uma recuperação da saúde. Fica a questão da auto estima.
00:08:05:21 - 00:08:43:21 Orador 2 Dr. Exatamente. O paciente. A mama para a mulher tem um significado muito importante que faz a mulher se sentir mulher. Então a paciente que tem a sua mama mutilada, ela se sente incompleta. Ela sente que falta alguma coisa e a oportunidade que a gente tem de reconstruir essa mama é uma oportunidade de reconstruir a autoestima dessa mulher. E às vezes, as mulheres só conseguem voltar a viver, a voltar a ter sentido na vida com essa reconstrução.
00:08:43:23 - 00:08:56:12 Orador 2 Para a gente que é homem, as vezes pode até ser meio fútil, mas talvez para as mulheres isso faça muito sentido. O que essa reconstrução tem de impacto na qualidade de vida dessa paciente?
00:08:56:14 - 00:09:04:21 Orador 3 Dr. E antes desse projeto, e como eu disse, era era feito no seu próprio consultório. Foi desenvolvido até o nome foi desenvolvido por você, né?
00:09:04:23 - 00:09:31:24 Orador 2 Bom, eu vou contar um pouquinho da história. Na verdade eu tenho que contar a minha história, porque esse projeto é um projeto de vida, é um projeto, ele não termina agora, ele está só no começo. Então eu venho de uma família de quatro gerações de médicos. Então eu aprendi a medicina, de uma medicina que você é transmitida de gerações por gerações.
00:09:32:01 - 00:09:54:13 Orador 2 Não é uma medicina que, voltada para o lucro. Então a gente gosta de ajudar as pessoas. Isso faz parte da essência do médico ajudar o próximo. Então eu ainda tenho essa. Essa questão de querer poder ajudar o próximo. Isso muitas vezes a gente atende as pessoas porque a gente quer ver as pessoas melhores. Então por que a gente quer ganhar o dinheiro do paciente?
00:09:54:15 - 00:10:24:15 Orador 2 Então isso faz já um pouco dessa nossa jornada na vida. Quem a gente é e quem a gente representa? A família. E na minha formação de médicos, eu fiz na Escola Paulista de Medicina, que é uma faculdade pública, uma universidade federal e que tem muito gente, até de pessoas muito simples. E a gente aprende lidar com pessoas simples e essas demandas dos pacientes e as dificuldades que eles têm.
00:10:24:17 - 00:10:30:05 Orador 2 Quando eu terminei minha residência de cirurgia plástica.
00:10:30:07 - 00:10:57:15 Orador 2 Ficou um pouco de vazio. Eu gosto de ajudar o próximo. Eu acabo fazendo uma especialidade que é muito voltada para a parte privada particular, cirurgia estética. Então, por algum lado a gente se sente, sente um vazio de futilidade, talvez, e a gente fica se questionando se o que a gente escolheu está nos trazendo prazer e se a gente realmente está ajudando o próximo ou não.
00:10:57:17 - 00:11:27:14 Orador 2 É claro que a gente sabe que a cirurgia plástica tem essa questão de reconstrução da autoestima, inclusive nas cirurgias estéticas. Mas mesmo assim, às vezes a gente quer algo a mais. E quando eu me formei, eu busquei fazer trabalhar em hospitais públicos. Então eu continuei na escola de medicina por mais três anos. Como fellow, ajudando os como sendo um colaborador do serviço nas reconstruções de mama.
00:11:27:16 - 00:12:05:10 Orador 2 Eu também fiquei um ano no Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer BCC com o Dr. Rafael Santos, que ele me ajudou também e me ensinou bastante cirurgias de reparação de cirurgias de reconstrução mamária e ele me deu uma oportunidade de ir trabalhar no Hospital Vila Alpina e lá no Hospital Vila Alpina. Era um e um hospital público e eu fiquei fazendo reconstrução de mama por cinco anos lá, num projeto que era dele e eu cito o nome dele porque eu não posso falar que o projeto é meu.
00:12:05:15 - 00:12:33:14 Orador 2 O projeto ele vem derivou do que eu tive de vivência tanto no Hospital São Paulo, nas experiências que eu tive lá, que o chefe é o professor Miguel Sabino no setor de mama, do que eu tive com o Dr. Rafael e essa oportunidade de cinco anos no Vila Alpina, eu fiz muitas cirurgias. A gente fazia três cirurgias toda semana na quarta feira e tinham mais três, quatro na quinta feira.
00:12:33:16 - 00:13:07:16 Orador 2 Então imagine isso em cinco anos. Quantas reconstruções de mamas eu fiz em pacientes do SUS e o que me alimentava eram as pacientes, o satisfação das pacientes e a gente poder ajudar. Quando veio a pandemia, eu comecei a sentir que eu não estava sendo tão útil no sistema, porque eu estava lá para reconstruir mamas. Porém, a demanda dos pacientes de câncer de mama eram maiores e a gente acabava ficando fora.
00:13:07:18 - 00:13:38:04 Orador 2 Muitas vezes dispensavam a gente na véspera. Olha, vocês não precisam vim porque a gente vai usar só para fazer reposição de mama por conta do convite que a gente só vai fazer cirurgia de urgência, não cirurgia eletiva. Então muitas vezes eu não estava, eu estava disponível, não tinha cirurgia, eu estava disponível e me cancelar. Cancelava o nosso serviço na véspera ou ou mesmo simplesmente a gente ia lá e fazia umas a reconstrução de mama, sendo que eu estava disponível o dia inteiro para três reconstruções.
00:13:38:06 - 00:14:12:13 Orador 2 Então eu via uma pedra na minha jornada ali no Vila Alpina. Adorei o sistema, fizeram muitas reconstruções de mama, ajudamos muitas mulheres e aí eu saí de lá e durante a pandemia eu tive uma outra experiência na minha vida, que foi um evento que eu fiz com outros colegas médicos da Escola Paulista de Medicina, que a gente fez uma captação de recursos de proteção individual, os EPIs.
00:14:12:15 - 00:14:41:23 Orador 2 Durante a pandemia, a gente fez uma um evento beneficente, que é a gente tem uma banda de samba, chama se Doutores do Samba. Quem quiser pode entrar no YouTube, coloca doutores do samba, tem, a gente tem um canal aí. A gente fez essa live que durante a Live teve 30.000 visualizações. Foi bem interessante isso e a gente conseguiu fazer uma arrecadação de 250.000 ou até mais do que isso e mais de 750.000 em materiais.
00:14:41:23 - 00:15:17:11 Orador 2 Então uma arrecadação de 1 milhão com 04h00 de evento. Então, quando eu vi o poder que a gente tem de fazer uma ação. Com recursos, às vezes a gente consegue captar muito mais do que a gente simplesmente doar um dinheiro. E nessa hora abriu meus olhos para que eu posso fazer muito mais, às vezes com menos. Então, se a gente que souber usar o recurso de uma forma melhor, às vezes a gente consegue ajudar muito mais gente.
00:15:17:13 - 00:15:54:02 Orador 2 Então eu, eu tive essa experiência, eu estava saindo do Vila Alpina e aí eu resolvi fazer projetos de reconstrução de mama, porque eu sabia que existe. Eu sei que existem muitas pacientes que estão na fila de espera do SUS, o Sistema Único de Saúde, ele é super lotado e ele também procura escolher os pacientes que são interessantes. Então por mais se falar, eu estou na fila de espera para a reconstrução de mama, mas se vier um paciente com câncer de mama, ele vai ser prioridade e por especialidades também.
00:15:54:02 - 00:16:28:09 Orador 2 Uma cirurgia de reconstrução de mama gasta quatro, 05h00, enquanto que uma cirurgia de câncer de pele demora 40 minutos. Então muitas. Sistemas de saúde, essas ou essas organizações de saúde, elas acabam escolhendo as cirurgias. Elas escolhem as cirurgias que vão dar o número. Então porque você precisa falar Olha, eu recebo por cirurgia, pelo número de cirurgia. Tanto faz se é uma cirurgia de 08h00 ou de 40 minutos, então prefiro de 40 minutos.
00:16:28:11 - 00:17:01:13 Orador 2 Então a gente vê uma seleção das cirurgias, a gente vê que as pacientes ficam represadas. No caso da reconstrução de mama, a gente tem um outro problema uma prótese de silicone. A tabela SUS paga 700, 800 R$, um implante de silicone, mas você não compra nenhum implante de silicone com esse valor. Então as vezes tem empresas que até vendem por esse valor, mas a gente não tem a opção de escolher o que o paciente precisa, então o sistema não está funcionando direito.
00:17:01:13 - 00:17:42:04 Orador 2 Então dessa forma eu busquei criar esse projeto de reconstrução de mama para tentar adiantar a fila dos pacientes de sustentar as pacientes que estão lá aguardando lá seus três, quatro, cinco anos para tentar conseguir essas mamas. E o projeto visa fazer captação de recursos, executar a fila. É um projeto assistencial, então ele tem que atender essas pacientes. E o ganho que a gente pode ter é treinamento de novos cirurgiões, jovens, cirurgiões, para até mesmo dar continuidade e sustentabilidade para esse projeto.
00:17:42:06 - 00:18:08:05 Orador 2 A gente pode ter pesquisas envolvendo esses pacientes, então pode ganhar fazer projetos de pesquisa, captação de dados, entender melhor esse público, até mesmo para fazer trabalhos pensando em eficiência do projeto, materiais que pode ser usado o tempo cirúrgico. Só que o projeto ele tem que ser voltado para a questão assistencial, para as pacientes e esse é o foco do projeto.
00:18:08:07 - 00:18:47:14 Orador 2 Então eu comecei esse projeto. Desenhando eu tinha um outro colega meu que faz essa parte de captação de recursos para fazer as cirurgias oftalmológicas, e aí ele mostrou um pouco o caminho, ajudou e a gente conseguiu. Fazer, Fazer o desenho, entrar em alguns editais e tentar pedir recursos via uma associação. A associação que a gente entrou foi a IPA e essa associação a gente entrou em vários editais.
00:18:47:16 - 00:19:15:16 Orador 2 Só que até conseguir um edital eu falei assim não, já eu preciso começar a fazer a captação desses pacientes. Então eu fiz um questionário no meu site, divulguei na minha mídia social e os pacientes que estão no SUS puderam se cadastrar nesse site, fazer. E aí eu ia chamando essas pacientes e essas pacientes, eu ia vendo as que tinham indicação de cirurgia, muitas pacientes.
00:19:15:16 - 00:19:49:03 Orador 2 Elas às vezes queriam fazer uma cirurgia pós bariátrica, colocar prótese. Então tive que fazer um filtro para as pacientes que realmente tinha uma deformidade mamária. E aí eu convocava essas pacientes e eu fui fazendo algumas cirurgias. A gente tem alguns vídeos, uns depoimentos lindos mesmo, e a gente vai colocar no final também. Mas a ideia mesmo era tentar começar já o projeto e a gente colocou em um edital, um edital de emenda parlamentar da deputada Tábata Amaral.
00:19:49:09 - 00:20:08:03 Orador 2 Agradeço ela e acho que tirando a parte política, eu acho que os deputados que têm consciência, então ela investiu num projeto sem me conhecer. Eu não conheço ela. Ela viu o projeto, viu que é um projeto sério e conseguiu.
00:20:08:05 - 00:20:31:23 Orador 2 Deixar uma verba para o projeto então. Só que para receber essa verba eu não conseguia. A associação que eu estava e mais, se a gente conseguiu receber via Hospital São Paulo, então eu voltei às minhas origens, que eu me formei e lá estou ali fazendo as cirurgias e a gente já está, já operou mais de 20 pacientes com dois meses de projeto.
00:20:31:23 - 00:20:47:05 Orador 2 Então a gente pretende atingir, nessa fase do projeto, pelo -100 pacientes ou 100 cirurgias, pelo menos para a gente poder atender essas pacientes e tentar fazer alguma diferença.
00:20:47:07 - 00:20:54:19 Orador 3 Dr. Então, agora os atendimentos que eram direcionados para a sua clínica são direcionados para o hospital. Não acontece mais na sua clínica.
00:20:54:21 - 00:21:27:07 Orador 2 Então são. Na verdade o meu projeto não é um projeto apenas do Hospital São Paulo e que para o Hospital São Paulo eu não posso atender uma pessoa que fez um cadastro num formulário que eu tenho. Na minha clínica não existe esse fluxo, o SUS. Ele tem um fluxo de direcionamento chamado Cross. Então tem que vir o paciente da Unidade básica de saúde para uma pessoa, direcionamento do especialista e aí a pessoa vai pela região.
00:21:27:07 - 00:21:50:16 Orador 2 Então ele tem que ser regionalizado e tem toda uma uma cadeia de direcionamentos. Se eu faço do meu, da minha clínica para o Hospital São Paulo, eu vou estar furando fila, furando fila de pessoas que estavam esperando. Então no Hospital São Paulo tem que ser via hospital São Paulo. O fluxo da instituição tem que ser pacientes que já são da instituição ou que foram direcionados pela instituição.
00:21:50:16 - 00:22:26:04 Orador 2 Eu não tenho como interferir nisso, Porém eu tenho o meu cadastro lá. Quem quiser entra lá www. Ponto Plástico pronto, ponto pró. Eu tenho uma página, então coloca plástico ponto pró barra, mama, traço minha, traço projeto ou coloca no google, mama minha projeto plástico Dr. Fernando e eu tenho lá explicando sobre o projeto, contando um pouco do que ele é, quem que ele visa, quem que pode ser incluído nesse projeto e tem o.
00:22:26:04 - 00:22:54:14 Orador 2 Crie um link para inscrição no meu fluxo. Então não tem nada relacionado com o Hospital São Paulo com emenda parlamentar. Eu tenho a minha fila, então os pacientes que são de São Paulo, não posso fazer cirurgia em quem é de outro estado, porque eu não consigo ver o pós operatório, não consigo dar assistência. Então tem que ser de São Paulo, tem que ser usuário exclusiva do SUS e aí se tiver indicação ou se preencher o formulário, eu vejo a indicação, eu convoco e geralmente eu faço isso.
00:22:54:16 - 00:23:02:01 Orador 2 Eu convoco esses pacientes no mês de outubro que agora no mês de outubro, os pacientes podem fazer parte disso.
00:23:02:03 - 00:23:21:11 Orador 3 Legal, agora explicando as deformidades mamárias, porque eu vi mais especificamente do atendimento no Hospital São Paulo. Ele fala de deformidades mamárias de forma geral. E você chegou a citar que normalmente está relacionado ao câncer de mama? Em quais situações não está relacionado? Enfim, o que? Qual é a paciente que se enquadra nesse atendimento?
00:23:21:13 - 00:23:55:20 Orador 2 Então, o projeto foi inspirado principalmente nas assimetrias mamárias, mamas diferentes uma das outras. Agora, se a gente for considerar isso, todas as mulheres podem operar porque todas têm mamas diferentes. Não são deformidades, assimetrias muito importantes porque às vezes a reconstrução não é da mama que não tem. Na verdade, é só para diminuir a outra. Então a gente vê pacientes que fizeram uma mastectomia e tem uma hipertrofia mamária do outro lado e ela não quer reconstruir essa daqui.
00:23:55:22 - 00:24:29:02 Orador 2 Ela quer simplesmente diminuir a outra e quer ter um pouquinho de paz. Então é importante você ter esse contato humanizado com o paciente e fazer o que a paciente precisa e o que ela precisa. Ela mesma precisa falar. E a gente precisa falar se faz sentido ou não. Eu ouvi muitas pacientes fazerem reconstrução de mama não porque elas precisavam ou porque ninguém conversou com ela e depois elas descobrem que tem cura, que estão com implante, que vão ter que trocar o implante.
00:24:29:04 - 00:25:11:24 Orador 2 Então a conscientização e educação do paciente faz parte do projeto. Ele é a fase inicial do projeto que a paciente precisa saber. Olha, a reconstrução da sua mama não vai ser uma cirurgia só, vai ser uma cirurgia por etapas. Você vai primeiro Collor fazer essa cirurgia, depois você vai fazer e depois você vai fazer essa. Então, cada paciente vai ter uma demanda diferente e a gente precisa mostrar isso para o paciente, que o tratamento dela é individualizado e ela precisa participar e as decisões delas dela vai interferir as vontades dela, vai interferir na escolha do tratamento que a gente vai propor, ela que vai direcionar a gente.
00:25:12:01 - 00:25:37:11 Orador 2 Então, pacientes com câncer de mama são as mais acometidas com deformidades mamárias. Mas existem tumores benignos que podem ser até mais estigmatizantes do que um câncer de mama. Esses dias, no Hospital São Paulo, teve uma paciente que tinha um tumor benigno chamado neurofibromatose. Só que o neurofibromatose era maior do que a mama e ele caía sobre a mama.
00:25:37:17 - 00:26:10:12 Orador 2 Então se você olhasse a paciente, ela tinha três mamas. Isso é uma deformidade que a paciente precisa de um mínimo de dignidade para poder ter uma vida social. E é tão grave quanto uma paciente que foi mutilada pelo tratamento do câncer. Então precisa. Existem situações. Há uma outra paciente que não foi câncer de mama. Ela fez um câncer de costela, um tumor ósseo e retirou uma parte da mama e estava com uma reconstrução de mama.
00:26:10:14 - 00:26:32:22 Orador 2 Só que o problema não era esse, era outra mama que estava grande. Doutor, o problema não é a questão desse tumor. Eu preciso resolver a outra mama que está grande, que eu não consigo colocar nenhuma vestimenta e ninguém conversa com o paciente. Então a essência do projeto é fazer um tratamento individualizado referente a mama. Quem vai ser beneficiado?
00:26:32:22 - 00:26:59:08 Orador 2 Quem tem deformidade mamária, principalmente como o câncer de mama? Agora existem deformidades que não tem como absorver uma paciente que tem uma mama pequena, que tem uma hipo, mas tia concorda. Mama, faz diferença para ela, mas ela não. Se todo mundo for, ela não pode passar na frente das outras, aquela que tem uma mama muito grande. Concordo plenamente.
00:26:59:10 - 00:27:10:20 Orador 2 Mas o projeto não visa o tratamento dessas pacientes. Visa pacientes que apresentam deformidades assimétricas graves. Então esse é o foco do projeto.
00:27:10:22 - 00:27:27:03 Orador 3 E o projeto também acompanha essa paciente do começo ao fim, porque, como você disse, não costuma ser só uma cirurgia. São etapas e normalmente também a paciente com que teve câncer, que teve passou pelo tratamento de câncer. Costuma precisar ainda mais desse acompanhamento a longo prazo.
00:27:27:06 - 00:27:55:23 Orador 2 Dr. Eu gostaria que o acompanhamento horizontal fosse até maior e melhor. Atualmente fica na minhas costas porque eu vejo o paciente antes. Eu estou na cirurgia e eu vejo o paciente depois poderia ser mais diluído com uma assistência, com psicólogo, com nutricionista, com.
00:27:56:00 - 00:28:37:01 Orador 2 Uma fisioterapeuta, todo mundo poderia estar participando também no pré e no pós operatório. Então os pacientes que eu trouxe para a instituição privada, eu estou 100% em todos os momentos e eu peço ajuda para outras pessoas na cirurgia e pontualmente no Hospital São Paulo Tem os residentes, tem a estrutura do Hospital São Paulo, tem até fellows lá na minha concepção de mama, mais por exemplo, o residente que atende paciente faz a triagem, indica cirurgia, não está na cirurgia e aquele que está na cirurgia também não está no pós operatório.
00:28:37:03 - 00:29:02:13 Orador 2 Então é uma falha do projeto, ainda que eu não consegui que quem esteja no começo esteja no final, porque é muito importante para o paciente ter esse vínculo com quem indicou, até mesmo para ela agradecer. Esses dias aqui o paciente levou um monte de bombom, ela acabou levando para todo mundo, mas quem estava na cirurgia dela não ganhou o bombom.
00:29:02:15 - 00:29:37:02 Orador 2 Então eu fico. Eu acho que ele tem que ser mais completo. No momento que a gente consegue dedicar melhor a esse acompanhamento horizontal. E ele faz parte da educação do paciente falar a quem está antes da cirurgia, se explicar melhor como vai ser o pós operatório, facilita para o paciente e facilita para o médico. Então essa conscientização do paciente, a educação dele antes da cirurgia vai interferir muito no pós operatório.
00:29:37:04 - 00:30:01:17 Orador 3 E no atendimento pelo Hospital Dr. 100% gratuito? Não, porque eu sou um paciente ali da fila do SUS. Agora, quando essas pacientes conseguem passar, que que fazem o cadastro pelo seu site, como é que funciona isso? Porque eu imagino que seja a dúvida de muitas pacientes também. O atendimento costuma ser 100% gratuito também para essas pacientes que são escolhidas ou o custo reduzido como que não é?
00:30:01:22 - 00:30:27:21 Orador 2 Então é exatamente isso a ideia. Se você está propondo um projeto para se beneficiar as pessoas no momento que você tem qualquer lucro com isso. E a pessoa está pagando, já, não é? Então, a ideia no meu projeto do que eu faço aqui é absorver essas pacientes que precisam e elas não têm que pagar nada não. Eu estou querendo ajudar a sociedade.
00:30:27:21 - 00:30:54:10 Orador 2 A ideia é exatamente que elas não não tenham um gasto. Então, que as cirurgias que a gente teve não tiveram o gasto e os atendimentos, então. Muitas pacientes eu atendi sim, mas não tinham indicação da cirurgia ou tinham outro. Eu tive que atender e eu não cobrei isso. Eu dediquei um dia para fazer esses atendimentos, ver as pacientes que teriam indicação.
00:30:54:12 - 00:31:17:08 Orador 2 Mas teve um. Eu tive um público muito difícil, que são aquelas pessoas que têm convênio, ou seja, elas tem condições de ter um tratamento e vieram me procurar. Então não eu. Meu projeto não é para quem tem convênio. Quem tem como resolver esse problema, resolva. Não use a fila para quem não pode. Tem gente que não tem condições de ter um convênio, né?
00:31:17:10 - 00:31:44:02 Orador 2 Então, mais de 2/3 da população não tem convênio. Então não pode ser quem tem convênio, procurar essa cirurgia. Então isso é um problema que eu tive dificuldade. Então as pacientes que tiveram tinham um convênio e ou o tratamento era algo reparador. Eu fiz uma situação diferente só para essas pacientes não ficarem mentindo que não, não tem convênio. Chega lá, Tem, né?
00:31:44:02 - 00:32:05:02 Orador 2 Então não pode. Então eu tentei criar uma situação em que eu pude absorver algumas pacientes e então, sendo reparadora, a gente acabou fazendo a cirurgia pelo valor do que o convênio pagava. Eu tentei isso, usar uma estrutura de um hospital que era credenciado. Então existiram situações. Então quem tem convênio tem que conseguir usar o convênio e não tem que usar a fila.
00:32:05:02 - 00:32:28:07 Orador 2 Então eu tentei separar essa fila porque tem que ser usuário exclusivo do SUS. Infelizmente as pessoas mentem, mas a gente criou uma situação em que quem tem convênio com a gente vai tentar resolver tudo de uma forma, utilizando o convênio agora. E também quem quer uma cirurgia que eu vejo que não se enquadra, aí sim eu acabei dando alternativas de curso.
00:32:28:07 - 00:32:54:16 Orador 2 Mas não é o meu, meu foco. O meu foco é fazer as cirurgias reparadoras mesmo no SUS. Agora, quem tem mama grande por hipertrofia mamária, a gente faz algum jeito que, sei lá, a pessoa parcele mais vezes, é operado com a equipe, Não sei. Alguma coisa a gente tenta resolver para a pessoa não ficar perdida. Talvez o meu projeto crescendo.
00:32:54:16 - 00:33:19:09 Orador 2 Talvez eu crie uma equipe maior e aí consiga absorver essas cirurgias e faça 1A1 cirurgia. Essas que não vão implante mamário, por exemplo. Tem muita paciente que quer tirar o implante, fazer a cirurgia, displante e outras que querem só reduzir a mama. Eu acho que são cirurgias que esses pacientes têm uma necessidade real. Não é só não é estética, já que ela quer reduzir a mama, colocar prótese.
00:33:19:09 - 00:33:41:24 Orador 2 Eu acho que é uma questão muito estética mesmo. Agora essas querem reduzir ou fazer um implante. Eu acho que podem se escrever, mas a gente vai tentar direcionar para um projeto de viabilização do custo, aí sim, tentar viabilizar o custo. Mas não é o meu foco. O meu foco é tentar ajudar as pacientes de reconstrução de mama mesmo.
00:33:41:24 - 00:33:56:23 Orador 2 Então isso é isso, É importante ter bem claro e destacar, né? Então por favor, não me. Então por favor, falem a verdade. Se tiver um convênio de vai tentar resolver pelo convênio ou pelo menos orientar eu isso é muito importante, legal.
00:33:57:00 - 00:34:16:00 Orador 3 E na prática, doutor, como é que funciona a reconstrução? Quais os tipos de técnicas e o que você já explicou? Quais pacientes que podem fazer a reconstrução? As que são mais direcionadas para tanto para o hospital como para o seu atendimento na clínica? Mas como que funciona isso de técnica? O que você faz ali na hora da reconstrução?
00:34:16:02 - 00:34:42:04 Orador 2 Bom, como eu disse a individualizado, cada paciente tem uma. Não existe uma fórmula de bolo. A gente tem milhares de técnicas e realmente a gente. Quanto mais você faz a cirurgia, mais você tem no seu arsenal técnicas novas. Então eu estou sempre aprendendo. Tenho casos difíceis, então cada paciente, cada cirurgia que eu faço tem histórias de milhares de cirurgias que eu já fiz.
00:34:42:06 - 00:35:15:22 Orador 2 Então todas pacientes que eu já operei estão me ajudando na próxima cirurgia. Fazem parte da minha construção. São então as cirurgias que eu tenho, que eu já fiz e vou me ajudar a fazer a minha próxima cirurgia. E a gente busca numa cirurgia aquela que seja mais segura, resolutiva e traga a satisfação do paciente. Então, o implante de silicone é uma alternativa boa, porque deixa a cirurgia mais fácil, consegue um contorno melhor, mas tem seus riscos.
00:35:15:22 - 00:35:40:10 Orador 2 Por ser um implante e ter que trocar o implante, ter os problemas do implante. Então uma prótese de silicone pode ser uma alternativa a um expansor mamário, que é uma bexiga que a gente vai enchendo de soro, vai esticando a pele. É uma alternativa, mas a gente tem que trocar depois por um implante mamário. Existem retalhos que a gente usa, que a gente leva a pele das costas ou pele do abdome.
00:35:40:10 - 00:36:08:16 Orador 2 A gente pode usar isso para reconstruir a mama. A gente pode fazer enxerto de gordura, ou seja, faz uma lipoaspiração, tira a gordura e injeta gordura na mama para reconstruir a mama. As vezes isso pode ser feito por etapas. Não dá para conseguir em um só evento. A gente tem que ir fazendo por etapas. Na aréola a gente pode fazer retalho, os pequenininhos juntando a pele assim, para tentar fazer o biquinho e a aréola.
00:36:08:16 - 00:36:31:00 Orador 2 A gente pode tirar um pedaço da outra aréola ou até mesmo o bico. A gente pode tirar aquelas mulheres que tem um bico bem grande. A gente pode diminuir pela metade um bico e usar a outra metade para fazer o outro lado. Então a gente vai usando os tecidos, cada paciente vai vai nos direcionar a melhor reconstrução, inclusive com os desejos dela.
00:36:31:02 - 00:36:52:13 Orador 2 Às vezes o desejo da paciente é doutor, eu não quero implante, eu não quero mexer nessa mama. Ela já me deu muita dor de cabeça. Eu quero reduzir a outra. Então às vezes simplifica. Se você conversa com o paciente e você esclarece, ele dos riscos, ela simplifica o tratamento. Então, se a gente não trabalhar isso, a gente acaba se perdendo.
00:36:52:15 - 00:37:05:08 Orador 2 Inclusive, a gente usa às vezes tatuagem, às vezes o problema é o biquinho, vai lá e faz uma micropigmentação. Não precisa nem fazer enxerto de pele ou retalhos locais. Simplesmente só uma tatuagem pode resolver o problema da paciente.
00:37:05:10 - 00:37:20:14 Orador 3 Legal é quando é a mastopexia total, que é a retirada total da mama. Nesse caso aí a opção é o implante. Coloco o implante se não quiser reduzir totalmente do outro lado também né doutor? Porque normalmente quando é a total.
00:37:20:16 - 00:37:42:19 Orador 2 É quando você tira total, você vai tirar a glândula inteira, vai sobrar pele e gordura. Então o implante é uma alternativa muito comum no Brasil. Então, no Brasil a gente usa muito implante. Se não tem pele suficiente, a gente pode colocar um expansor ou agente pode levar a pele das costas com músculo pra proteger esse implante que a gente fala que é a cirurgia do músculo grande dorsal.
00:37:42:21 - 00:38:04:24 Orador 2 Porém é possível fazer esse implante. Pode usar a pele do abdômen como se fosse fazer uma abdominoplastia. É a técnica tradicional. A gente leva um pedaço do músculo, então a técnica tradicional a gente não faz tanto, porque quando você leva um pedaço do músculo, pode ter uma fraqueza abdominal, Então já é uma técnica que eu pessoalmente não gosto de fazer.
00:38:05:01 - 00:38:31:06 Orador 2 Mas existem outras técnicas que são os auto transplantes, que é uma reconstrução micro cirúrgica, ou seja, você desconecta aquele tecido, pele gordura com vasos sanguíneo e conecta no vaso sanguíneo, na mama. Então você faz um auto transplante da própria pessoa para reconstruir aquela mama. No Brasil a gente não faz tanto, porque é uma cirurgia que tem um tempo cirúrgico maior.
00:38:31:08 - 00:38:57:15 Orador 2 As operadoras, os seguros, não pagam. Eles ficam tentando justificar que não é. Então, acaba não sendo uma cirurgia de difícil. Viabiliza são os hospitais. Eles não estão preparados para isso. E, obviamente, se não tem tanto a cirurgia, os profissionais não estão treinados para isso. Então é uma cirurgia que acaba tendo uma menor procura tanto dos pacientes quanto dos médicos que fazem agora nos outros países.
00:38:57:15 - 00:39:26:21 Orador 2 Nos Estados Unidos, na Alemanha, é a cirurgia padrão ouro. Eles buscam fazer isso porque você não coloca um implante. Então isso interfere bastante, porque quando a gente fala de saúde pública, o tempo, ele é importante. O custo também é importante. Então faltam trabalhos mostrando que o custo benefício de uma cirurgia micro cirúrgica, comparado com uma cirurgia de um paciente que precise de implante, isso falta.
00:39:26:24 - 00:39:53:07 Orador 2 É esse esse trabalho e muitas vezes do implante. Por mais que use o implante, diminui muito tempo cirúrgico, mas precisa de trabalhos que mostrem isso a longo prazo. Quantas cirurgias a paciente que não usou o implante precisou? Quantas cirurgias a outra precisou? Qual foi o benefício? Como essa paciente se sentiu fazendo essa cirurgia e quanto que essa se sentiu fazendo a cirurgia?
00:39:53:07 - 00:40:15:04 Orador 2 Então, esses trabalhos de impacto, de qualidade de vida são importantes, que é algo que eu tenho feito nesses pacientes do meu projeto. Eu tenho aplicado questionários antes e depois exatamente para ver se o que eu estou fazendo teve diferença. E depois, talvez no futuro eu possa até fazer outros outras técnicas e comparar uma técnica com outra legal.
00:40:15:06 - 00:40:35:24 Orador 3 E a satisfação dá para ver até quando você conta das pacientes, da recuperação que elas tiveram, que eu imagino que seja muito legal acompanhar isso. E até o pós que a gente estava citando os depoimentos que a gente vai trazer aqui. Muito legal até para quem não é da medicina, ver a felicidade dessas mulheres que tiveram a recuperação, que se sentem com bem estar, que se sentem com a auto estima recuperada.
00:40:35:24 - 00:40:38:13 Orador 3 Depois desse tipo de de tratamento.
00:40:38:16 - 00:41:08:18 Orador 2 Dr. Eu tenho um apoio muito grande da minha esposa, porque é difícil a gente. Eu estou dedicando agora muito tempo a esse projeto e um dia e meio da minha semana. Isso prejudicou até as gravações aqui e isso é difícil. Mais eu tenho esse apoio da minha esposa da Lorena porque ela sabe o quanto que isso tem de impacto para as pacientes e para mim.
00:41:08:20 - 00:41:40:05 Orador 2 Então na verdade eu não estou buscando a aprovação da sociedade, eu não estou nem aí. O que os outros estão pensando? Não tô nem aí, Eu faço. Estou fazendo esse projeto para minha aprovação. Eu quero me aprovar. Eu quero realmente. Ficar satisfeito com o que eu estou fazendo, que eu tive algum significado na minha vida e que eu fiz a diferença, mas não para os outros, Para mim, para o meu filho, para ela.
00:41:40:07 - 00:42:03:14 Orador 2 Então isso é muito importante para a gente e para paciente, porque a gente está indo direto no problema. Eu não estou fazendo um projeto para ajudar o Hospital São Paulo, não estou fazendo um projeto para ajudar o SUS, Não estou nem ai para o Hospital São Paulo, não estou nem aí para o SUS, não estou nem aí para os residentes, não estou nem aí para os outros eu estou.
00:42:03:16 - 00:42:31:06 Orador 2 Eu quero o paciente. Eu vejo que todos os sistemas, eles são tão hierarquizados, é tanta e tantos níveis que aquela que realmente precisa, que a Fonte é o paciente. Então é um prazer imenso você atender a paciente, você estar na cirurgia e você vê a paciente que realmente você fez uma diferença na vida dela e isso dá recarrega a energia.
00:42:31:08 - 00:42:51:15 Orador 2 Você aguentar as outras encheções da vida, as canseiras, as dor de cabeça, os problemas, os problemas políticos. Então eu não tô nem aí para os demais eu fico Nunca É questão política. Eu acho que a política é muito complexa e quem precisa mesmo fica de lado.
00:42:51:17 - 00:43:09:04 Orador 3 Então as brigas ficam entre ideias e projetos. Ainda mais nessa época que a gente está claro. Você até citou o nome da deputada que te ajudou a conseguir a verba para isso, mas que não tem nenhuma ligação. A gente até conversou antes de gravar que a gente ia citar para ficar bem esclarecido como o projeto precisa.
00:43:09:04 - 00:43:38:01 Orador 2 Por isso, porque eu gostaria que outros, outros deputados, senadores, sei lá quem tem o poder de direcionar e tivesse essa iniciativa de direcionar não para o meu projeto. Eu posso fazer a minha venda do meu projeto aqui e vocês saberem que eu sou uma pessoa idônea e vou tentar resolver cuidar melhor da forma mais eficiente. Mas deputados que fazem e por mais que estejam em campanha eleitoral, tudo.
00:43:38:03 - 00:43:59:02 Orador 2 Mas que tudo bem, vai tenta resolver a vida das pessoas, tenta apoiar projetos que realmente mudam, não tenta favorecer aquele porque vai contratar alguém que não sei o quê, que tem essas rachadas linhas aí, que piada isso! E quando você vê a pessoa finge que está fazendo um projeto, mas para propor o dinheiro voltar para ele. E a gente tem visto isso.
00:43:59:04 - 00:44:25:08 Orador 2 Então, esse é um projeto que foi apoiado de forma independente. Não conheço. Eu acho a equipe dela excelente. Tem o coordenador lá, ele me deu toda assistência, falou toda vez. Nunca me pediram para falar nada. Então eu acho que isso é importante também citado. Na verdade, eu faço por vontade própria. Minha atualização do projeto está andando e quando eu tenho dificuldade eu vou lá e reclamo com eles para eles me ajudarem.
00:44:25:08 - 00:44:47:19 Orador 2 Não que o problema seja com eles, mas muitas vezes nas primeiras etapas de negociação e ver como que a receber isso, eles me deram uma assistência muito boa. Então recomendo que outros deputados que financiem, que direcionem emendas parlamentares para projetos como o meu e se quiserem ajudar o meu, eu estou a disposição também.
00:44:47:21 - 00:44:51:06 Orador 3 Mas mais pessoas, mais pacientes vão conseguir também ser auxiliadas.
00:44:51:08 - 00:45:17:10 Orador 2 Exatamente. E uma das coisas do meu projeto e que eu nem tinha ideia de ir para emenda parlamentar, nem sabia o que era uma emenda parlamentar. Depois que eu fiquei, que teve apelidos, as emendas parlamentares, o negócio secreto não era isso. Não sei. Não é isso. A ideia é que existe um mercado muito grande que a gente não sabe, que não é nem público nem privado.
00:45:17:10 - 00:45:33:13 Orador 2 É esse o terceiro setor que é esse dinheiro que que vem, que circula, que tem isenção de imposto, que tem captação de uma forma diferente, que você consegue doar.
00:45:33:15 - 00:46:00:24 Orador 2 No cartão de crédito, que é uma parte de um imposto, você direcionou para outro que a gente nem sabe lidar com isso. Então eu eu ainda tô aprendendo, tentando entender. E eu queria, na verdade, que as empresas doassem não por isenção de imposto. Eu queria eu que tenho um projeto, eu quero que a empresa faça uma doação para o meu projeto financeiro, para eu conseguir pagar o anestesista, pagar o hospital.
00:46:01:01 - 00:46:27:24 Orador 2 Eu tenho direito de receber. Poderia ter o direito, mas na verdade o projeto não é esse, então eu vou podendo ajudar, eu vou ajudar e nos primeiros casos eu tive doação. Então eu já cito também A empresa tipo de implante mamário a Motiva. Ela doou uns pares de implantes de duas pacientes do meu projeto aqui na clínica. É importante ter isso, inclusive também no Hospital São Paulo.
00:46:27:24 - 00:46:55:17 Orador 2 A Jessi viabilizou o custo, fez o valor um valor mais barato para ver beleza. Então as empresas de implante podendo viabilizar porque pagam de 700 a 800 reais, não é o valor que elas praticam. Então tem que ter todo mundo envolvido para poder direcionar esforços para poder ajudar essas mulheres. Então eu acho que faz diferença essa conscientização social.
00:46:55:19 - 00:47:25:22 Orador 2 Na verdade, eu que chamo esse projeto de um projeto de conscientização social, tanto faz ser direita, esquerda, centro pra baixo, pra cima, Não é isso. É que eu acredito que as pessoas têm que ter uma função na sociedade. Agora, uma função imposta pelo governo, ela vem que você tem liberdade de escolher e eu acho que a gente precisa da liberdade de poder ajudar a sociedade com o que a gente tem de melhor.
00:47:25:24 - 00:48:02:14 Orador 2 Então, eu, como cirurgião plástico e administrador de uma de uma instituição de saúde, eu consigo ajudar com esse projeto E o máximo que eu consigo dar atualmente é eu não me sentiria bem dando dinheiro no farol, porque aquele dinheiro eu consigo fazer muito, girar muito mais. Então eu acredito que eu sou muito mais eficiente dessa forma. Então eu acredito que todo mundo deveria deve ter seu projeto para a sociedade dar alguma coisa para o próximo sem querer nada de volta.
00:48:02:20 - 00:48:33:01 Orador 2 Inclusive, eu acredito que quando você dá sem querer receber, você cria uma corrente infinita que você dá para uma pessoa sem querer receber e ela entendendo isso, ela dá para outra pessoa sem querer receber e essa corrente pode seguir para frente. Então, se você dá uma coisa querendo receber de volta isso, isso é o capitalismo puro. Você disse, me deu um saco de arroz querendo os 20 R$, seu deus, 20 R$ e pronto, Acabou.
00:48:33:03 - 00:48:38:20 Orador 2 Agora, quando você dá sem querer receber tudo, cada um pode dar cada vez mais e essa corrente ser infinita.
00:48:38:22 - 00:48:49:07 Orador 3 E com certeza alguém consegue ajudar de alguma forma. Independente da profissão da área em que atua, consegue ajudar nesse sentido de oferecer algo que consiga ajudar alguém sem querer nada?
00:48:49:09 - 00:49:14:09 Orador 2 Exatamente. Você precisa e precisa acreditar que o que ele meio vai fazer a diferença. Então eu não consigo. Tem um monte de instituição que liga, que pede dinheiro. Eu não dou para ninguém, eu não dou. Aliás, se alguém vier mandar mensagem para eu doar, não dou porque eu não sei, não acredito, Eu não vejo trabalho, eu tenho que ir lá ver o trabalho, eu tenho que fiscalizar para começar a acreditar que aquele projeto realmente vai fazer a diferença.
00:49:14:09 - 00:49:40:24 Orador 2 Ou talvez ele seja mal gerado, porque atualmente tudo o que eu dou para questões políticas eu vejo sendo mal gerenciado. Então a gente como cidadão, a gente paga impostos e a gente vê uma gestão ruim do nosso dinheiro e cada vez a gente sendo mais taxado. Então a gente paga para depois cobrarem mais e pagar e pagar. É uma gerência ruim.
00:49:41:01 - 00:50:04:05 Orador 2 Então eu vejo as instituições filantrópicas muitas vezes assim, eu preciso ir lá e fiscalizar para poder doar. Então eu tentei fazer uma coisa melhor. Eu criei uma minha que eu sou o próprio fiscal, então se quer ajudar, eu posso, vou aceitar. E eu vou tentar mostrar o com maior transparência o que está sendo feito.
00:50:04:07 - 00:50:13:16 Orador 3 Dr. Agora falando sobre essa diferença na vida das pessoas, já vou aproveitar e perguntar Você quer chamar o depoimento aqui das pacientes ou quer deixar realmente para o fim final do nosso?
00:50:13:21 - 00:50:21:17 Orador 2 Eu vou deixar para o final. Depois, no final, Fim final. Aluno Não vou. E acho que são. São depoimentos incríveis.
00:50:21:19 - 00:50:22:20 Orador 3 Que vale muito a pena esperar.
00:50:22:20 - 00:50:46:20 Orador 2 Vale a pena até o final, porque realmente mostra o quanto que a gente pode fazer a diferença na vida da pessoa e o quanto que isso recarrega pode recarregar as suas energias. Então acho que todo mundo deveria ter essa, essa iniciativa para poder encontrar o seu sentido na vida.
00:50:46:23 - 00:51:06:19 Orador 3 Inclusive tudo isso que a gente está falando agora, vocês vão conseguir visualizar nos depoimentos, então vale a pena esperar. Já está acabando. Sabe alguns mitos e verdades aqui, doutor? Veio um na minha cabeça que não estava aqui na lista dos mais comentados desse assunto. Mas eu acho que é importante a gente citar homens também. Podem ter problema na mama nesse sentido de precisar de uma reconstrução.
00:51:06:21 - 00:51:43:21 Orador 2 Olha aí vem uma outra história. Então eu tenho um outro projeto meu, que foi o meu projeto de mestrado, que eu fiz um site Ginecomastia via Ponto org, e nesse site eu coloquei informações relacionadas a ginecomastia, que é o aumento mamário em homens, mas porque eu tinha um projeto na época da fazendo e eu queria atender esses pacientes de até mesmo eu acho que eles é um grupo de homens que precisam mesmo de uma assistência porque eles têm mamas grandes e às vezes até assimétricas.
00:51:43:23 - 00:52:16:01 Orador 2 Então essa assistência é importante. Não entra atualmente em nenhum projeto meu de ser cirúrgico, mas o site ainda existe e eu estou revendo uma reforma e reformular o site. E é o que eu não entendo. Acaba que não tem verba e a gente acaba não fazendo por recursos próprios. Eu direcionei meus recursos para outros projetos, mas a ideia é exatamente dar uma e reformular esse site de ginecomastia, porque a ginecomastia é um deles.
00:52:16:03 - 00:52:38:13 Orador 2 Existem síndromes torácicas que podem ter assimetria no tórax, inclusive a ginecomastia em pacientes client Felt pode estar relacionado ao aumento de câncer de mama em homens, então existe sim deformidades mamárias em homens também. Qual pode acontecer nas mulheres de forma adquirida, inclusive sequelas de câncer.
00:52:38:15 - 00:52:41:10 Orador 3 É considerado mais raro essa situação em homens.
00:52:41:11 - 00:52:54:04 Orador 2 O câncer em homem é mais raro e atinge 2% ou 1%. A gente já falou isso num episódio com a doutora Priscila, mas acho que 1 a 2% dos câncer de mama seriam em homens.
00:52:54:06 - 00:53:03:16 Orador 3 Agora, mitos e verdades voltando para a reconstrução mamária. Falando de mulheres, é mito que o direito de reconstrução mamária só é garantido a quem sofreu a retirada total da mama.
00:53:03:18 - 00:53:12:05 Orador 2 E não o tratamento. Sequela do tratamento de câncer. Se tirar um pedaço e deformar a mama, ela já tem o direito de reconstruir. Com isso, construir a mama.
00:53:12:05 - 00:53:17:14 Orador 3 Entram também situações específicas, mais raras de até doença genética, por exemplo, que a pessoa pode ser uma.
00:53:17:20 - 00:53:39:01 Orador 2 Sim, existem pacientes que não crescem sem o bico, sem a mama ou crescem com duas mamas, dois, três bicos. Então existem deformidades. A mama acessória seria uma alteração, uma alteração. Só que também não é uma cirurgia que a gente tem abordando no projeto, mas é uma deformidade mamária importante.
00:53:39:03 - 00:53:44:08 Orador 3 É mito que a reconstrução mamária só pode ser feita algum tempo depois da mastectomia.
00:53:44:10 - 00:54:10:16 Orador 2 Não, Ela pode ser feita de imediato, só que a imediato. Você vai depender também do tratamento do câncer e não de uma equipe de mastologia. Então, no nosso projeto a gente focou nas reconstruções tardias. Aquelas que não tiveram oportunidade de fazer uma reconstrução imediata, ficaram com uma sequela ou fizeram uma reconstrução imediata, parcial e ficaram dependente de um outro tratamento que não foi realizado.
00:54:10:18 - 00:54:16:00 Orador 3 É mito que a reconstrução imediata da mama dificulta no diagnóstico do câncer caso ele volte.
00:54:16:02 - 00:54:17:03 Orador 2 Desculpa, pode repetir.
00:54:17:07 - 00:54:24:20 Orador 3 É mito que a reconstrução imediata da mama ou até depois não precisa ser imediata, dificulta no diagnóstico do câncer. Caso ele volte.
00:54:24:22 - 00:54:54:08 Orador 2 A é mito, ele dificulta algumas imagens. Mas se você sabe que tenho a reconstrução com o implante, você tem estratégias para ver. Então não justifica você não reconstruir a mama por conta de de dificuldade. Na verdade, é uma dificuldade que você tem que saber lidar com ela. Não, não vai prejudicar o paciente. Se for numa instituição séria de exames, ele vão fazer manobras, Tudo vai e vai ser possível se identificar.
00:54:54:10 - 00:55:18:11 Orador 3 E tem algum momento aproveitando já essa pergunta, tem algum momento que é considerado igual a gente tava conversando no episódio anterior? Esse considerado o mais apto para o paciente procurar fazer a reconstrução, porque o projeto visa, como você citou agora, depois de um período que a pessoa não conseguiu fazer a reconstrução. Mas se a pessoa tiver um tempo ali para procurar, tem algum período que é mais recomendado para isso.
00:55:18:13 - 00:55:48:20 Orador 2 O ideal é que tenha, se for uma reconstrução tardia, que ela esteja livre do câncer. Então, se ela não tem nenhuma contra indicação, as vezes fez a retirada da mama e vai fazer quimioterapia, radioterapia, então não é o momento de fazer reconstrução. Se não fez imediata vai ter que esperar mesmo agora as vezes fez a radioterapia e ainda os tecidos não estão preparados para receber uma reconstrução, então as vezes a gente tem que esperar um pouco.
00:55:48:22 - 00:56:07:06 Orador 2 Isso tem que ser um tratamento muito individualizado, então procurar conhecimento, te esclarecer dúvidas é fundamental. Então por isso que a educação do paciente é importante. Às vezes a reconstrução que o paciente quer não é nem da mama que tirou, é diminuir. A outra é que talvez pode ser abreviado e ser feito o quanto antes.
00:56:07:08 - 00:56:11:23 Orador 3 E a recuperação costuma ser tranquila desses tipos de procedimento.
00:56:12:00 - 00:56:45:16 Orador 2 Olha a recuperação da reconstrução de mama quando você vai fazer uma cirurgia semelhante? A redução de mama é uma cirurgia super tranquila. Eu acho que o pós operatório tem alguns detalhes zinhos de posição, posicionamento, mas é muito mais tranquilo. Agora existem cirurgias maiores, por exemplo, que vai levar o músculo das costas para frente. Tem alguns cuidados maiores, mas assim, quando a gente faz horizontal, quem é, quem atende, quem opera e quem acompanha depois esses riscos da cirurgia são diminuídos.
00:56:45:18 - 00:57:09:13 Orador 2 A gente acaba tendo um cuidado maior para não ter complicação. Então o a cirurgia em si ela vai e o pós operatório a gente consegue orientar muito melhor quando a gente faz de forma horizontal começo, meio e fim. E o paciente E as vezes para o paciente o pós operatório é tranquilo, tem as limitações do braço, levantar braço, mas isso vai ser de cada cirurgia.
00:57:09:15 - 00:57:13:24 Orador 2 Por isso que a gente precisa estar sempre conversando com o paciente para entender. O pós operatório.
00:57:14:01 - 00:57:31:17 Orador 3 É muito individualizado, tem muitas opções. A gente até citou 1000 técnicas possíveis e imagináveis. Agora mais um aqui que estava entre os mais comentados. Também é mito que a prótese de silicone aumenta as chances de o câncer de mama retornar. A gente falou do diagnóstico.
00:57:31:17 - 00:57:59:02 Orador 2 Daí o pessoal fica querendo culpar a mama. Ela está relacionada ao linfoma plástico de células gigantes, que é uma condição raríssima que tem em torno de 2000 casos relatados no mundo. E existe ainda um outro câncer que tem 20 casos no mundo, que é o carcinoma no celular da cápsula. Então, são situações extremamente raras que podem estar relacionados à presença de um corpo estranho no, no, no, na pessoa.
00:57:59:04 - 00:58:12:24 Orador 2 Mas eu acho que quando colocam o risco benefício tem muito mais benefício do que risco. Então isso precisa ser explicado para o paciente, para ela ajudar a gente a tomar a melhor decisão legal.
00:58:13:01 - 00:58:22:15 Orador 3 Dr. Então, no hospital, para a gente já ir finalizando aqui que a gente vai rodar os vídeos também das pacientes, serão pelo -100 pacientes, em média ali atendidas.
00:58:22:17 - 00:58:52:15 Orador 2 Lá no Hospital São Paulo, serão pelo -100 cirurgias. Pode ser que dessas cirurgias tenham pacientes que vão operar uma outra etapa. Se a gente conseguir fazer mais, isso vai depender da gestão lá do hospital. Se a gente tem a verba, comporta mais pacientes. Eu vou ficar muito mais feliz. Eu gostaria de fazer 200 pacientes, mas o projeto inicial era para em torno de 100 pacientes e não é aqui na clínica pode ser preenchido lá.
00:58:52:15 - 00:59:10:17 Orador 2 Meu formulário entra lá no meu site plástico Ponto pró coloca mama. A minha vai encontrar. Tem um link que vai dar um formulário do Google e é só preencher os dados e eu chamo de acordo aí com com a minha família como conquistar a minha demanda. Às vezes eu terceiriza para alguém da minha equipe.
00:59:10:22 - 00:59:30:07 Orador 3 Legal que já queria dar os parabéns pela esse projeto, tanto da aplicação como da ideia, enfim, todas as etapas que conseguem ajudar na prática dessas essas mulheres. Tenho certeza que quem está acompanhando também está muito feliz de poder. As vezes não é a própria pessoa que precisa ou que não tem nem ninguém relacionado que precisa passar por um atendimento como esse.
00:59:30:07 - 00:59:38:07 Orador 3 Um procedimento como esse, mas que consegue sentir essa, essa felicidade em você contar como que funciona.
00:59:38:09 - 00:59:59:08 Orador 2 Tem um detalhe o projeto Mama Minha. A ideia do nome veio para mostrar à mulher a importância da própria mama. E assim, depois, procurando. Depois que eu já tinha dado o nome, eu até vi que tem outros projetos com o mesmo nome, então eu até fiquei pensando propor, mas já estou um tempão com esse nome. Mas tinha outra pessoa também com esse nome.
00:59:59:10 - 01:00:25:10 Orador 2 Mas como é um projeto que não visa ajudar o público e esse projeto não é um projeto meu, é um projeto das pacientes, então, na verdade, o modelo que eu estou criando é um modelo que eu gostaria que ele fosse replicável. Então ele está numa fase inicial, mas eu gostaria que ele continuasse, que ele fosse crescendo, que ele fosse replicável para um outro médico, em outro estado, pudesse reproduzir.
01:00:25:10 - 01:00:48:15 Orador 2 Então a ideia é um projeto reprodutível também, que outras pessoas possam fazer essa captação e com base nos dados que a gente já tem dessas cirurgias que foram realizadas, a gente possa realizar outras cirurgias e cada vez mais otimizar os recursos captados com a reprodução das cirurgias reconstruídas. Então, isso é importante para mim, que seja algo que dê continuidade.
01:00:48:15 - 01:01:00:11 Orador 2 Não é o meu projeto, mas sim das pacientes, das pacientes que estão na fila do SUS. Enquanto tiver fila do SUS, eu acho que tem que ter projetos assim para tentar atender públicos específicos.
01:01:00:14 - 01:01:25:01 Orador 3 E eu queria finalizar com essa pergunta porque você cita, até a gente já conversou sobre isso, Até políticos que conseguem ajudar destinando verba, profissionais que conseguem ajudar com o próprio serviço, como você tem feito já há tanto tempo. Mas agora eu queria entender para quem está acompanhando também se tem alguma forma das pessoas te ajudarem com esse projeto, seja na divulgação, seja em qualquer forma, Como é que as pessoas conseguem fortalecer essa ideia?
01:01:25:03 - 01:02:01:20 Orador 2 Bom, a divulgação é algo mais importante, que as pessoas saibam que existem projetos assim e é compartilhar as vezes com alguém que conhece que precise da redução de mama, então isso já ajuda bastante. Agora eu em questão de verba, uma uma maneira era via a EPS, mas eu também estou tentando criar uma outra instituição sem fins lucrativos para eu conseguir ter um controle melhor que é uma instituição de um grupo de médicos e tudo mais.
01:02:01:22 - 01:02:22:07 Orador 2 Acabou que eu não consegui nem fazer o projeto pela AI, pois eu tive que fazer via Hospital São Paulo, então para o Hospital São Paulo, aí não, não precisa porque já tem, a verba já está acontecendo lá. Mas o que eu estou realizando aqui é mais fácil entrar em contato comigo que eu vou dizer a melhor forma. As vezes a pessoa quer.
01:02:22:09 - 01:02:40:24 Orador 2 Doar o implante isso é mais fácil, as vezes a pessoa quer doar uma cinta, uma malha e precisa ser bem claro. Não adianta mandar a malha para aqui no consultório que eu não vou conseguir responder. Tem que ser uma ajuda que vai fazer diferença. As vezes a pessoa quer doar algo que a gente não precisa, então eu peço para entrar em contato comigo.
01:02:41:01 - 01:03:10:19 Orador 2 Eu vou falar o que, que pode ser feito agora e talvez daqui seis meses vai ser outra demanda e daqui um ano vai ser outra demanda. E eu espero que eu consiga construir algo, que consiga ser mais funcional nessa parte de conseguir captar recurso e utilizar na execução. Então ainda eu estou construindo essa maneira. Então eu estou fazendo com meus recursos próprios.
01:03:10:21 - 01:03:48:00 Orador 2 Eu não posso sair recebendo dinheiro, vai vim dinheiro na minha conta. Eu vou fazer o que com o dinheiro da minha conta? Como justificar o dinheiro que está entrando? Vou conseguir ainda a nota. Então eu preciso até a pessoa para doar. Tem regras para você doar para você usar para isenção de impostos, mas as vezes a pessoa tem um bom relacionamento com alguma empresa que pode ajudar, então as vezes se alguém me der 5 R$ eu não vou saber gerenciar esses 5 R$ no custo, porque o custo de uma cirurgia vai variar de 5 a 10 1.000 R$, então as vezes é uma ajuda que as vezes pode atrapalhar, então eu preciso mesmo estruturar essa recebimento E é,
01:03:48:04 - 01:03:56:13 Orador 2 eu estou estruturando. Então se alguém realmente quiser ajudar, entre em contato comigo. As vezes conversar com outras pessoas surgem novas ideias com certeza.
01:03:56:15 - 01:03:58:16 Orador 3 Então pode deixar suas redes sociais por favor.
01:03:58:18 - 01:04:13:15 Orador 2 Então vamos lá. A rede social é arroba meu ponto plástico ponto pró e aí pode mandar no pessoal lá no privado que eu respondo tem um robozinho que responde lá, mas eu leio depois.
01:04:13:17 - 01:04:15:12 Orador 3 E também tem seu site que tem um contato.
01:04:15:13 - 01:04:39:16 Orador 2 Na verdade o site é o plástico ou ponto pró www plástico, ponto pró. Lá tem tem meus contatos, inclusive se entrar no meu, no no, no sub site do projeto pode fazer comentário. Quem lê lá os comentários sou eu mesmo, então eu não terceirize isso ainda. Não terceirizar alguém, responder por mim.
01:04:39:18 - 01:04:58:00 Orador 3 Legal, Tá com a caixinha aí das nossas perguntas aleatórias para evitar que a gente esquecido no último, mas o pessoal gosta. Eu já vi alguns comentários que eles falaram que as perguntas estavam criativas. Esse daqui é sempre uma dificuldade para abrir, mas a gente traz para quem está acompanhando a primeira vez hoje, para conhecer melhor.
01:04:58:02 - 01:05:26:06 Orador 2 Tem um detalhe quanto ela tá puxando ali as horas? O projeto vai ser muito bem vindo se tiver algum algum patrocínio parceiro, mas também uma mata. O cache é algo que também ajuda, então é algo que também procura parceiros e patrocínios são coisas diferentes, não tem nada relacionado, mas é muito bem vindo. Então eu acho que vai.
01:05:26:06 - 01:05:27:11 Orador 3 Ter na marca que a gente.
01:05:27:11 - 01:05:44:23 Orador 2 Patrocina. A gente está divulgando uma marca que não dá nada pra gente. Se tiver, talvez uma cartola quiser vender chapéu, a gente pode usar a cartola. A gente pode usar um cesto de tricô para divulgar uma marca de tricô ou uma caixa de bombom. Acho que uma caixa de bombom, seja.
01:05:44:24 - 01:05:45:14 Orador 3 O que for.
01:05:45:14 - 01:05:50:09 Orador 2 Seja o que for, mas é sempre bem vindo para nós. Só a mato cash.
01:05:50:11 - 01:05:54:11 Orador 3 Agora uma dica de saúde do nada.
01:05:54:13 - 01:06:04:05 Orador 2 Nós são uma dica de saúde. Esteja bem com você mesmo para poder estar bem e ajudar os outros.
01:06:04:07 - 01:06:11:22 Orador 3 Lembra de mais uma também que você pode comentar da seca que está ultimamente? Para quem está vendo agora, pode até já estar sempre aqui, né?
01:06:12:01 - 01:06:15:16 Orador 2 Tomar bastante água e hidratar bem, né?
01:06:15:18 - 01:06:38:07 Orador 3 Para quem está vendo agora, pode ser que daqui alguns anos a gente vai retomar esse episódio. Vai falar olha o que estava acontecendo, a dificuldade de churrasco ou salada, churrasco. Isso para quem viu outros episódios, viu a sua resposta, mas dá uma embaralhada que melhor com a doutora Lorena. A gente pegou. Pergunta bem diferente. É uma série de TV atual.
01:06:38:09 - 01:06:44:11 Orador 2 Nossa, eu não assisti TV, que é minha mulher que deveria falar a série que eu estou vendo.
01:06:44:13 - 01:06:45:09 Orador 3 Não lembro o nome.
01:06:45:10 - 01:06:57:09 Orador 2 Não, né? Se a gente achar o fio, a gente vê. O chefe Sheldon Sheldon Sheldon é legal porque você pode pular uns dois, três episódios. Dá para ver, continuar assistindo e dar risada. E é rapidinho. 20 minutos?
01:06:57:15 - 01:07:11:15 Orador 3 Ah, isso é bom. E o filme também costuma ser mais prático, mais rápido. Agora também, sem enrolação, senão o pessoal já acha que aqueles programas que ficam segurando até o final dá para mostrar. A gente já vai aproveitar e colocar todos os depoimentos.
01:07:11:17 - 01:07:16:12 Orador 2 Doutora Exatamente. A gente vai agradecer e vai continuar com os depoimentos. Então, muito obrigada, viu gente?
01:07:16:17 - 01:07:21:02 Orador 3 Obrigada pela sua participação aqui conosco. Até o próximo batuque e tchau!
01:07:21:02 - 01:07:45:20 Orador 1 Bom dia, o meu nome é Francisca e há cinco anos atrás eu tive câncer de mama. Aí eu entrei nesse projeto com o Dr. Funke e a Dra. Conheci. Ele me indicou. Caramba Dr. Fernando, meu auto estima lá embaixo, porque mulher nenhuma é feliz sem uma mama, né? Não existe. Ai eu coloquei a mão no fogo. Tá lindo, você precisa ver.
01:07:45:22 - 01:07:51:23 Orador 1 Tá bom, Muito bonito. Ficou lindo. Fernando Um doutor muito doido pode até ótimo.
01:07:51:23 - 01:08:10:16 Orador 1 Eu salvei Elisa e tenho 58 anos. Em 2010 eu tive câncer de mama em 2011, porque na época eu tinha convênio, consegui fazer a cirurgia mais mastectomia total.
01:08:10:18 - 01:08:38:21 Orador 1 De quimio. Parei o tratamento porque eu perdi o meu convênio e depois eu fiquei depressiva. No caso eu não procurei ajuda médica, mais depois de algum tempo voltei a procurar o SUS e quando eu cheguei no médico eles não tiveram os casos recentes, porque no meu caso eu tinha uns seis anos, Aí voltei pra casa depressiva e procurei ajuda aqui em Santos.
01:08:38:23 - 01:09:03:24 Orador 1 Lá eles sempre falava que iam ver meu caso, porque meu caso é um caso assim e para eles acredito que seja e seria difícil. E parei também fiquei decepcionada, não foi na época o meu filho que iria pagar particular, cheguei a ir numa clínica particular, o médico me avaliou, falou olha, a gente não faz o seu caso, é uma clínica muito boa.
01:09:04:01 - 01:09:16:21 Orador 1 Tá bom. Parei o tratamento do nada de procurar ajuda. Do nada surgiu essa oportunidade de conhecer essa clínica. Hoje.
01:09:16:23 - 01:09:57:01 Orador 1 Quero o Dr. Fernando a que sou muito grata, a ele e a equipe dele, porque também acolhida. Sinto muito carinho e não tem diferença se eu pago ou não. O atendimento é sim excelente e eu gostaria que ele continuasse fazendo essa boa ação para ajudar várias mulheres, porque observando a gente cai muito, você perde o relacionamento, você tenta ficar firme 24 horas, só que as vezes você não consegue.
01:09:57:03 - 01:10:29:15 Orador 1 Hoje o meu autoestima está melhor. Estou chorando porque eu sempre emociono quando eu lembro lá atrás do que eu passei. Então vai sim, vem tudo, vem tudo à tona. Para quem não sabe, a mama para uma mulher é muito importante, sabe? E hoje eu sou sim muito realizada, porque o Dr. Fernando, ele me acolhe com tanto carinho. A equipe deles é enfermeira, isso eles são todo mundo sabe.
01:10:29:16 - 01:11:14:00 Orador 1 Eu não tenho o que reclamar, não pago, não faço nada e assim eu sou atendida muito bem, como se fosse uma clínica realmente atendendo só os particulares e eu já fiz e a gente está fazendo. O doutor com a sua equipe está fazendo cerca de gordura, já venceu na outra mama também e eu gostaria que esse projeto continuasse a mama linha para ajudar várias mulheres que precisam para voltar o seu auto estima e voltar a viver saúde e sorrir novamente, porque a gente perde muito isso no nosso mundo.
01:11:14:02 - 01:11:45:03 Orador 1 Talvez você não quer se relacionar mais com ninguém, não importa, sabe? Se você tem 30, tem 50, tem 60 anos, mas o auto estima da gente ser muito importante. E eu gostaria muito que cada mulher pudesse ser acompanhada, sabe de perto, com carinho, porque isso vale muito a pena. Obrigada pelo projeto, Mamma Mia. Eu gostaria que continuasse. Quem ajuda pudesse abençoar quem não pode ser, que não pode pagar.
01:11:45:05 - 01:11:47:04 Orador 1 Gratidão a todos.
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