
AmatoCast, episódio 63
Faça Isso Todos os Dias para Melhorar Sua Qualidade de Vida
Neste episódio
A Dra. Marisa Amato, cardiologista, defende que o mais importante não é só viver mais, e sim viver com qualidade, com objetivos, atividade e convívio social. Ela fala da importância de ter sonhos e metas em cada fase da vida. A médica lembra que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte e que muitas mortes precoces podem ser evitadas, já que a aterosclerose pode ser controlada ou adiada. Ela também alerta que muitas pessoas com hipertensão não sabem que têm a doença.
Assista
Sobre o episódio
Descubra os segredos para uma vida longa e saudável no episódio 63 do AmatoCast! Junte-se à jornalista Letícia Miyamoto e à renomada cardiologista Dra. Marisa Amato enquanto exploram caminhos para melhorar sua qualidade de vida todos os dias. Este episódio revela insights fascinantes sobre como o estilo de vida impacta a longevidade e discute a importância de manter-se ativo, socialmente engajado e mentalmente estimulado. Dra. Marisa compartilha sua vasta experiência, destacando a relevância das escolhas diárias e hábitos saudáveis para viver plenamente em todas as fases da vida. Prepare-se para se inspirar com histórias reais e dicas práticas que podem transformar a maneira como você vive e encara seu próprio bem-estar. Não perca a chance de ampliar seus horizontes e começar a aplicar essas valiosas orientações hoje mesmo. Assista agora e compartilhe este conhecimento poderoso com amigos e familiares!
Data de publicação:
29/01/2025
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No episódio mais recente do Amato Podcast, Letícia Miyamoto recebe a Dra. Marisa Amato para uma conversa sobre a longevidade da mulher. Dra. Marisa, cardiologista renomada, compartilha sua vasta experiência e conhecimento em saúde cardiovascular, abordando a importância de viver não apenas por mais tempo, mas com qualidade. O episódio destaca como a qualidade de vida muda ao longo das diferentes fases da vida e como os idosos podem viver de forma ativa e integrada socialmente. A Dra. Marisa discute a importância de manter a saúde cardiovascular, apontando diferenças entre os riscos de saúde de homens e mulheres, e enfatiza a importância da prevenção de doenças, como a arteriosclerose e a hipertensão. A conversa também abrange a importância de uma alimentação equilibrada, atividade física, abstinência de fumo, e a necessidade de encontrar prazer e propósito na vida. Dra. Marisa compartilha insights sobre como a felicidade e a risada são benéficas para a saúde e como um estilo de vida ativo impacta positivamente na longevidade. Além disso, a doutora menciona seu livro “Segredo da Longevidade”, que traz dicas valiosas para preservar a saúde ao longo da vida. O episódio oferece uma visão esclarecedora sobre como viver bem à medida que envelhecemos, dando especial atenção ao cuidado cardiovascular das mulheres.
– Letícia Miyamoto: Jornalista e Apresentadora. Conduz a conversa com uma abordagem clara e envolvente. [@aleticiamiyamoto](https://www.instagram.com/aleticiamiyamoto/)
– Dra. Marisa Amato: Cardiologista e Diretora Técnica do Instituto Amato. Oferece insights valiosos sobre longevidade e qualidade de vida. (a conta no Instagram não foi fornecida)
0:00:00 Descubra o Segredo da Longevidade Feminina
0:37:05 Vacinas e Cuidados Essenciais na Terceira Idade
0:41:46 A Proatividade e a Importância de Sonhar e Agir
No AmatoCast Ep 63, Letícia Miyamoto conversa com a Dra. Marisa Amato, cardiologista renomada, sobre como práticas diárias simples podem melhorar a qualidade de vida e promover a longevidade, especialmente para as mulheres. A doutora discute, de maneira informativa, como manter a saúde cardiovascular através de hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, exercícios físicos e a abstinência de fumo. Reconhecendo as diferenças nos riscos de saúde entre homens e mulheres, Dra. Marisa enfatiza a importância da prevenção de doenças como a arteriosclerose e a hipertensão para um envelhecimento saudável. Durante o episódio, destaca-se também a relevância do bem-estar mental, onde a felicidade e a risada são essenciais para uma vida longa e ativa. A Dra. Marisa compartilha insights do seu livro “Segredo da Longevidade” e oferece conselhos práticos sobre como os idosos podem se manter integrados socialmente e fisicamente ativos. Assim, o episódio não apenas esclarece mitos sobre saúde feminina e saúde do idoso, mas também enriquece o entendimento sobre a importância de um cuidado cardiovascular contínuo.
No episódio 63 do AmatoCast, Letícia Miyamoto recebe a renomada cardiologista Dra. Marisa Amato para discutir a importância da longevidade e da qualidade de vida, com foco especial na saúde da mulher. A Dra. Marisa oferece insights sobre como alcançar uma longevidade saudável, enfatizando a prevenção de doenças cardiovasculares, como arteriosclerose e hipertensão, e a importância de manter uma saúde mental equilibrada. O episódio explora a medicina do trabalho e como a promoção da saúde pode ser integrada no dia a dia através de uma alimentação equilibrada, atividade física regular e hábitos de vida saudáveis. A conversa ressalta que a saúde coletiva depende da conscientização sobre a diferença dos riscos de saúde entre homens e mulheres, e como a felicidade e a risada influenciam positivamente na saúde mental no trabalho. Além disso, os benefícios sociais e físicos de um estilo de vida ativo são discutidos, trazendo um olhar especial sobre o cuidado com a saúde do idoso e estratégias para melhorar a bem-estar na longevidade da vida. Dra. Marisa também compartilha dicas valiosas de seu livro “Segredo da Longevidade”, contribuindo para um entendimento mais profundo do que é longevidade humana e sua relação com a saúde cardiovascular.
Transcrição
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. E agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui conosco para falar sobre tudo o que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios nós estivemos com convidados especiais para falarmos sobre quedas e o impacto na saúde principalmente dos idosos e também, antes, falamos sobre lipedema e nutrição.
Hoje nós estamos com uma convidada, eu ia falar especial, mas ela já é aqui da casa do Instituto Amato porque ela faz parte da família, vocês sabem que são muitos especialistas que atendem aqui. Eu falo que é uma convidada especial porque faz tempo que ela não participa, então eu tenho certeza que vocês vão gostar muito do tema de hoje. A gente vai falar sobre longevidade da mulher e, antes de dar as boas-vindas novamente, eu já vou apresentar a nossa especialista de hoje.
A doutora Marisa Amato é professora livre docente de cardiologia pela Universidade de São Paulo, fez mestrado em ciências na área de fisiologia cardiovascular e doutorado em medicina pela Universidade de São Paulo, é autora de livros médicos e também é diretora técnica aqui do Instituto Amato. Agora sim, bem-vinda novamente, doutora. Obrigada.
Continuar lendo a transcrição
Vamos lá. Vai ser um tema bastante interessante, com muita coisa para falar. Esse tema é infinito, porque não tem realmente fim e quanto mais o tempo passa, mais idosos temos por aqui e interessados em saber como viver bastante e bem.
Exatamente. O que a gente estava dizendo aqui antes do episódio, que o mais importante é viver com qualidade, não viver por... A gente não está falando de viver por mais tempo, sim com mais qualidade. O mais importante, obviamente, é você ser alguém útil, estar fazendo alguma coisa, estar integrado num contexto social, você ter um objetivo.
Assim, um idoso pode continuar vivendo feliz e tranquilamente. Viver por viver não tem o mesmo valor que viver ativamente. Tem um professor que falava assim, o objetivo é morrer jovem o mais tarde possível, porque é bem essa a verdade.
Gostei da frase. Ela é simples e fala tudo. Bem explicativa.
E qualidade de vida é tudo. Para cada pessoa, a qualidade de vida é uma coisa diferente. Para a mesma pessoa, nas diversas idades e fases da vida, a qualidade de vida que ela acha melhor para ela também é diferente, obviamente.
Uma criança quer sorvete, quer brincar, correr, vai ficando adolescente. Isso não é o que satisfaz, quer festa, quer reunião com amigos. E assim também, quando chega na velhice, a qualidade de vida para essa pessoa vai se mudando.
E as diversas fases do envelhecimento também. Antigamente, quando a sobrevida não era tão extensa, com 40 anos, 50 anos, já era uma pessoa idosa, a gente não tinha tantas fases do envelhecimento. Mas hoje tem, porque cada vez mais as pessoas continuam e conseguem ficar ativas.
Com 90, às vezes com 100 anos, a pessoa está ainda com a cabeça brilhante, funcionando e muito bem de vida, melhor do que muitas outras pessoas com 30, 40 anos, que vão se relaxando pelo meio do caminho. Então, a qualidade de vida é uma coisa muito relativa. Depende do tempo, de onde você está, do contexto que você mora.
A qualidade de vida, por exemplo, para um índio, com certeza não é arrumar, colocar roupa. Não, pode ser maquiado o jeito deles lá. Mas quanto menos roupa é melhor para eles, eles ficam mais à vontade.
Para uma cidade civilizada, quanto mais roupa bonita, mais encantadas as pessoas ficam. Então, é tudo muito relativo. Mas algumas coisas são assim, não tem dúvida.
O que é qualidade de vida essencial para um idoso é ele estar ativo, ele estar num contexto social, integrado, sentindo que ele faz parte daquilo, que ele é importante para aquelas pessoas com quem ele se relaciona. Ele estar com saúde, porque a idade não quer dizer ficar doente. A idade é a idade.
O envelhecimento é um processo como um crescimento, faz parte das fases da vida. Mas não é doença. Então, a pessoa tem que estar com saúde, tem que poder fazer as coisas independentemente, sem estar necessitando de ajuda a toda hora, a todo custo.
E aí, com esses requisitos aí, cada um tem os desejos, aquilo que gosta mais de fazer ou não. Quem tem uma meta na vida, e as metas vão mudando. Porque, obviamente, quando você é jovem, está fazendo faculdade, você quer se formar, você quer trabalhar naquilo, depois você trabalha naquilo, você pode mudar o que você estava fazendo.
Você tem que ter sempre alguma intenção de fazer alguma coisa. Você tem que ter um sonho. Eu acho que a melhor maneira de chamar é sonho.
Então, você tem que ser, eu digo, as pessoas precisam ter uma fábrica de sonhos. Porque atinge um sonho, conseguiu aquele sonho, tem que ter mais sonhos, para ter energia para viver, para ter vontade de viver, ter vontade de fazer as coisas. É tudo baseado em metas.
Porque quando a pessoa não sabe o que ela quer, fica difícil, assim, do nada, encontrar. E as pessoas vão se adaptando às diversas fases da vida. Por exemplo, eu gosto muito de um exemplo que é do Arnold Schwarzenegger.
Porque esse indivíduo era um jovem que começou com o fisiculturismo. Então, ele era obcecado e conseguiu ficar do tamanho que ele ficou, ganhar tudo de prêmios que ele ganhou, pela constância, pela regularidade, pela dedicação dele. Mas depois ele virou político, porque ele não ia passar a vida inteira fazendo fisiculturismo.
Uma pessoa de 70 anos, por mais que esteja bem, é difícil, não vai participar de concurso, nada disso. Então, ele mudou o sonho dele. Ele completou um, foi para outro sonho, virou político, e assim as coisas são na vida.
Cada um vai estabelecendo novos sonhos conforme o caminho que vai seguindo. A gente fala bastante também disso. Antes, eu queria citar o seu livro, inclusive, que é importante, entra nesse assunto, fala bastante sobre isso, imagino, sobre tudo que a gente vai citar aqui no podcast.
E depois a gente cita de novo. Mas se quiser mostrar, falar sobre como foi o processo e o que as pessoas podem encontrar no livro, acho que é legal. Esse Segredo da Longevidade foi escrito ao longo do tempo e tem várias dicas aqui.
Ele mostra como você tem que preservar a sua saúde para você chegar no final da vida bem. Porque quanto mais comprometido estiver, mais difícil tudo vai ficando. O envelhecimento é mais acelerado.
Então, tem muitas coisas que a gente não pode mudar porque o organismo humano nasce, cresce, amadurece, envelhece e morre. É fato. Quem nasce, morre.
Então, isso vai acontecer. Mas não precisa ser um sofrimento no final da vida. É isso que não pode.
Tem que estar o mais preparado possível. Porque se a gente já sabe que isso vai acontecer, por que não se preparar? E aqui tem a colaboração de vários médicos do Instituto que escreveram e mostra a melhor maneira de você escolher o caminho certo. É difícil, porque na vida a gente não pode voltar para trás e fazer outra escolha.
Você faz uma escolha e tem que ir naquele caminho. Porque já foi, já passou. E é difícil, muitas vezes, você saber qual é a melhor escolha.
Mas algumas coisas podem ser difíceis no momento de você fazer, mas se você não fizer, depois o preço que você vai pagar é muito maior. Então, isso eu digo nessas coisas básicas que todo mundo sabe. Você sabe que não pode fumar.
Hoje em dia, ninguém mais duvida disso. No passado era bonito, lindo, maravilhoso. Os filmes tinham os artistas fumando.
Mas hoje em dia está todo mundo cansado de saber o mal que o cigarro faz. Então, se você parar de fumar hoje, você vai ganhar uns 10 anos de vida sem problemas. Outro hábito que todo mundo sabe, atividade física.
Não é segredo mais para ninguém que a atividade física é o que mantém a pessoa o mais saudável possível. E às vezes as pessoas têm uma dificuldade muito grande de começar, de integrar isso na vida, porque óbvio que não é fácil. O tempo é único, é igual para todo mundo.
E ele não tem uma elasticidade maior. É aquilo e às vezes você tem outras metas que precisa cumprir. Porém, a atividade física é fundamental.
Porque o nosso organismo evoluiu no decorrer dos anos, baseado em caça, pesca. Os homens da pré-história, para sobreviver, eles tinham que sair correndo para caçar um bicho, para pegar plantas. Era atividade física o tempo inteiro.
E o organismo foi se adaptando a isso. Então, de repente, a gente não pode ficar sentado na frente de um computador o dia inteiro e achar que isso faz bem para a saúde. Estou descansando.
Não, você também não pode ficar subindo de elevador e de escada rolante achando que isso é um conforto. Porque é um conforto relativo. Você paga caro depois.
Se você for de escada, você está ganhando tempo, está fazendo atividade num momento que você tem que estar ali mesmo e está se mantendo ativa. E isso você ganha mais tarde. Porque se você se mantém fazendo atividade física, você desenvolve mais os seus músculos, as suas artérias, a irrigação do coração fica mais ampla, aportando mais fluxo para o coração na hora que precisa.
E com os processos do envelhecimento que você vai ter também, você mantém esses órgãos melhores, mais saudáveis por um tempo maior. Se você criou toda essa estrutura para a sua vida. Existem algumas doenças? Bom, eu sou cardiologista, mas independente de eu ser cardiologista, a doença que mais mata são as doenças cardiovasculares.
34% das mortes é devido à doença cardiovascular. Então, realmente elas são muito importantes. E o mais interessante é que essas mortes precoces não precisam ser.
É aí que eu acho que é o ponto mais importante. Por exemplo, o câncer é uma coisa que é mais difícil de você prevenir. Você pode fazer diagnóstico precoce, você pode tratar bem precocemente, que é o melhor êxito que você pode ter.
Porém, as doenças cardiovasculares, também não são todas, mas a maioria delas, a principal que mais mata, que é a aterosclerose, se você não pode interromper ela completamente, você pode postergar ou você pode controlar. Então, por exemplo, uma doença que também é muito frequente e conforme a idade vai aumentando, a incidência aumenta também, é a hipertensão arterial. A hipertensão incide quanto mais velho você fica, mais a chance de você ter hipertensão existe.
E as pessoas com hipertensão, 50% de quem tem hipertensão não sabe que tem hipertensão. Não sabe porque é uma doença traiçoeira. A pessoa não sente nada.
Aliás, ela se sente muito bem, muito disposta, muito ativa e, na maioria das vezes, o diagnóstico é feito quando a pessoa vai no médico por uma outra razão. Ou vai fazer um check-up, alguma coisa assim. É muito difícil, ou então porque ela teve um acidente, já teve ou infartou, ou teve um aneurisma, ou teve uma complicação da hipertensão.
Mas não é uma coisa que você olha e vê. A pessoa está com hipertensão. Se a pessoa está com melanoma aqui, uma pinta, você está bem.
Mas a hipertensão, você não vê nada e a pessoa muitas vezes não sente nada. Então, 50% das pessoas não sabem que tem. Então, isso é uma coisa, é um alerta também que eu faço.
Precisa saber, todo mundo precisa saber qual é a sua pressão arterial e periodicamente, porque ela pode estar ótima hoje, mas daqui seis meses já pode ter algum problema. Então, é uma coisa que a pessoa tem que ativamente ir atrás de saber sem sentir nada. Não é porque está doente ou porque está com dor de cabeça.
Não, tem que saber. Ah, a minha pressão é normal. Ou, nossa, a minha pressão está um pouco alterada, daí tem que medir mais vezes para ver se é isso mesmo ou se foi um momento específico.
Então, isso, a hipertensão. Desses 50% que sabem que tem a pressão elevada, um terço toma remédio e se cuida e fica controlado e não tem problema nenhum. Essa pessoa vai ter o mesmo risco de ter um problema cardiovascular como qualquer outra que não tenha hipertensão.
Outro terço são pessoas que tomam remédio, mas o médico passou, fica tomando e depois de dois anos volta lá tomando o mesmo remédio. E não é assim, porque tem que fazer um acompanhamento, porque no dia a dia as coisas vão mudando. E o outro terço simplesmente sabe e não toma remédio.
Então, eu estou falando da hipertensão, porque por mais que se saiba o quanto ela faz mal, hoje em dia ainda é assim. A negligência do tratamento da hipertensão, o abandono, e é uma coisa que se tiver controlado, não tem problema nenhum. Você diminui demais os riscos futuros desse paciente de ter algum problema cardiovascular.
Então, tem algumas doenças que são mais frequentes conforme você vai envelhecendo, mas não é porque você está velho que você tem que aceitar que isso é normal, não, a minha pressão pode ser essa porque eu estou mais velho, não é assim. Você não pode ter doença nenhuma, não tem que ter doença nenhuma. A pessoa idosa é idosa e vai ter a fragilidade da idade, que é uma fragilidade múltipla de todos os órgãos.
É uma coisa que acomete, é como a planta mesmo, você tem uma folha verdinha, bonitinha, vai crescendo, é um broto, vai crescendo, e depois ela cai, ela seca e cai na senessência. Então, essa fraqueza a gente tem que combater em alguns âmbitos que é possível. Então, a atividade física feita a vida inteira é uma coisa que você adquire músculo e fica mais fácil de você manter o equilíbrio.
Eu acho que vocês conversaram com o Dr. Marcos Galan, e ele deve ter falado muito disso, porque como geriatra, ele vê todos os problemas sérios que acometem os pacientes, assim, é uma tropeção dentro de casa e aquilo vira um problema de internação, de cirurgia, são coisas gravíssimas que se tornam, mas não precisariam se tornar graves se a pessoa tivesse tido um plano de saúde próprio, não um plano de saúde para alguém atender, não convém, um plano próprio de, assim, o que eu posso fazer para eu ter a minha independência até eu morrer? Não que isso aqui não seja até morrer, mas o máximo de tempo possível, o que eu posso fazer para não ficar demente? A demência é frequente com a idade avançada, mas tem várias maneiras de você tentar postergar isso, evitar que isso fique mais suave, uma delas é você usando a cabeça, da mesma maneira que você usa os braços e as pernas fazendo atividade física para manter o equilíbrio, a força, a sua estrutura, se você mantiver o cérebro funcionando, você também vai ter uma longevidade dele um pouco maior, entendeu? Por exemplo, se você lê bastante, tem bastante conhecimento de vocabulário, na hora que você estiver gaguejando sem saber a palavra que vai usar, você vai usar o sinônimo sem nem perceber, agora, quanto menos você sabe, quanto menos você usa a cabeça, fica mais difícil, da mesma maneira que o corpo, quanto menos você usa, vai usando o elevador que está gostoso, daí vai fraquejar mais cedo, então, é isso que mais podemos falar. As mulheres têm uma expectativa de vida muito mais elevada, inclusive eu ia citar no início, até acabei me esquecendo, mas eu vou citar agora, que é o dado do IBGE mais recente que eu peguei aqui, que os homens a expectativa de vida está em quase 72 anos, 71,9, e as mulheres 79. Essa diferença de sobrevivência da mulher sempre existiu e parece que está aumentando mais, e é interessante, porque o que as pessoas pensavam antigamente? Se falava muito que a mulher ia alcançar o índice de mortalidade mais cedo do homem, a partir do momento que ela se integrou nas atividades econômicas, sociais, e passou a ter uma vida mais ativa, com mais estresse, então, se falava muito que a mulher, mas isso não aconteceu, até agora ninguém observou nada disso, observa-se que vem aumentando e a mulher vai se distanciando, parece que até uma sobrevida é um pouquinho maior do que a do homem, ainda há a diferença.
Agora, a mulher, por que tem isso? Por que tem essa diferença, fisicamente falando? A mulher tem uma estrutura, obviamente, completamente diferente do homem, e ela tem um privilégio que são os hormônios, até a menopausa. Esses hormônios, o estrógeno que a mulher tem, que dá as características femininas da mulher, ele protege até entrar na menopausa. Daí, desse momento em diante, só que nesse momento que a mulher entra na menopausa, vamos dizer por volta de 50 anos, os homens já apresentaram, de 40 a 50 anos, é a época que mais apresenta problema cardiovascular, e a mulher está protegida pelos hormônios.
Então, essa diferença que tem é muito ligada à parte hormonal. Só que tem um problema, a mulher se cuida, e se cuida muito bem, principalmente da parte ginecológica. E por quê? Por causa da gravidez, porque quer engravidar, ou porque já engravidou, e sempre lembra de cuidar, até pelas propagandas, campanhas que fazem por aí, caça de mama, de útero, de não sei o quê.
Então, nessa parte, a mulher evoluiu muito. Porém, a mulher acha que os problemas cardiovasculares são só do homem, mesmo porque ela está protegida dos 40 a 50, e os homens já estão começando a ter as doenças cardíacas. E daí o que acontece? Quando a mulher tem um infarto, um problema cardiovascular, ele é muito mais grave que do homem.
Então, hoje em dia, as mulheres morrem muito mais por um problema cardiovascular do que por câncer. Então, é interessante, porque é uma coisa que acontece por um hábito antigo. A mulher até vai com o marido no cardiologista, mas ela não vai para ela, porque ela acha que aquilo não é problema dela, é problema do homem.
Só que o problema cardíaco da mulher é mais complexo até que o do homem, por várias razões. Porque quando ela apresenta o problema, ela é mais velha, ela já tem outras doenças. As artérias femininas, elas são muito estreitas, e é um diagnóstico difícil de ser feito por imagens normais, pelos exames habituais.
Os sintomas que as mulheres têm do infarto, da angina, eles não são o clássico. Porque o que é um infarto, uma dor clássica de infarto, é aquela angina, aquela dor no peito, que irradia, sobe, mas é uma dor no peito. Esse é o clássico.
Elas não têm, a maioria das vezes, não têm o sintoma desse jeito. Elas têm dor nas costas, elas têm náusea, vômito, um cansaço absurdo, e acham que o que está acontecendo são outros problemas. É o estresse, está nervosa.
Existe uma desculpa para ser uma série de coisas. Daí vai fazer os exames, e eles não dão o resultado facilmente como aparece nos homens. Porque as artérias são menorzinhas, são pequenas.
Então fica um diagnóstico mais tardio para ser definitivo. E daí o que acontece? A doença fica mais grave e a mulher acaba morrendo. Tem uma incidência de morte muito maior que a do homem quando tem um infarto.
Então é uma diferença muito importante. E isso é uma questão de saber. Porque também, tanto da mulher quanto do homem, pode tratar antes, cuidar antes de acontecer uma coisa mais séria.
Porque o que a gente não consegue tratar completamente, você consegue cuidar e melhorar. Porque você não vai... Quando a artéria obstrui, quando tem um coágulo lá dentro, um ateroma lá dentro, você nem sempre vai tirar isso cirurgicamente. Mas você dá remédios que aliviam.
E você pode tomar algumas condutas para isso ir crescendo. Entendeu? Então tem muita coisa que dá para fazer. E é um anjo de ação as pessoas perderem a oportunidade de não saber, não sabendo, o que deve fazer para evitar.
Então, tudo bem, ótimo. Não estou falando que não é para ir no ginecologista, de jeito nenhum. Essa parte tem que continuar a contar.
Mas precisa procurar também um cardiologista. Porque não é um diagnóstico fácil de um problema cardíaco na mulher. Porque ela apresenta os sintomas, a evolução natural da doença é diferente do que no homem.
Não é uma coisa clássica. E a partir de que idade, doutora, mais ou menos precisa ter esse acompanhamento? Olha, eu acho que para a mulher, falando em mulher, tem que ser antes da menopausa. Porque assim, na hora da menopausa, não fica aquela mistura de sintomas que ninguém sabe o que é. E muitas vezes, é só problemas da menopausa, falta de hormônio, sei lá o quê.
E daí tudo isso se mistura e fica difícil o diagnóstico. Então tem que investigar. Porque se a pessoa se cuida e ela vai lá e vê, puxa, a pressão está um pouco alterada.
Já começa a cuidar. Daí vê, puxa, o colesterol está elevado. Esse colesterol não pode ficar desse jeito.
Porque propicia a aparecer o problema do coração. Então já trata antes, entendeu? Triglicérides um pouco alteradas, diabetes. Diabetes, então nem se fala.
A mulher com diabetes, ela tem um risco muito maior do que outra que não tenha diabetes para apresentar problemas de infarto, assim. Então o interessante dessa parte cardiovascular é que ela pode ser, na maioria das vezes, tratada. Você pode postergar, você pode aliviar.
Não precisa ninguém levar susto de nada. Não precisa ninguém estar correndo e cair duro, como acontece. Você vê por aí, porque as pessoas se sentem bem.
Acham que estão ótimos. E daí acontece uma surpresa. Mas muitas vezes, quando você vai ver, a pessoa tinha um problema.
É que ela não conhecia. Então a coisa mais importante que tem é cada um conhecer a si mesmo. E conhecer profundamente.
A mulher, então... O homem, a fase mais perigosa, a gente achava 40 anos, mas hoje em dia já é melhor 35, porque tem uma série de condições de vida que estão mudando muito. As pessoas, hoje em dia, têm um sobrepeso e parece que já é normal essa situação. E ninguém olha para isso como um alerta, como não está certo, não é normal.
Não pode ser. A gente não tem a estrutura ossa para carregar esse peso maior que as pessoas estão adquirindo. A gente não tem aparelho digestivo para resolver tudo isso.
E o coração não aguenta. Não aguenta porque essa comida em excesso, eu digo comida em excesso, às vezes não é só isso. A comida é o sedentarismo.
Às vezes não é nem em excesso. Às vezes é a qualidade. É o que você come.
Não é só o quanto você come. O quanto também. Porque se você entra em uma quitanda e tudo saudável, ótimo, maravilhoso, e come metade da quitanda, você vai ficar com sobrepeso do mesmo jeito.
Então você tem que diversificar a alimentação e tem que comer em uma quantidade, como até você falou, comentou, parar antes de estar satisfeita. A gente fala muito de prevenção nesse assunto. Claro que a gente precisa citar quando já está com um problema, igual os problemas cardiovasculares, mas quero já aproveitar.
Pode terminar o raciocínio, porque tem algumas coisas que as pessoas têm dúvidas se isso realmente ajuda na questão da longevidade ou se acaba sendo um mito. Não é mito de verdade, mas quase. Mas é que tem coisa que é verdade mesmo.
Eu acho que as pessoas comem hoje em dia sem perceber que estão comendo. Porque você passa em um bar, em qualquer lugar você vê as pessoas olhando para o negócio e comendo. Ela não parou para pensar, para ver, para sentir que comeu, que ficou satisfeita.
E essa afobação, essa ansiedade, essa angústia de comer, a pessoa engorda. Não tem outro jeito. Porque ela nem mandou a informação para o cérebro que está satisfeita.
Acaba de comer, não consegue nem andar. As pessoas reclamam muitas vezes disso, mas é simples, come um pouco menos daquela quantidade que já vai se sentir melhor ali, naquele momento. O hábito de parar de comer antes de estar satisfeito, eu acho que é ótimo, é excelente.
Mas não é só isso. Você tem que ver o que você está comendo. Existe uma... Eu vou falar sobre uma coisa que eu acho importante.
Nada disso... Ninguém inventou nada. As coisas são observadas e a gente vai adaptando as observações. O segredo aqui já foi encontrado.
Porque tem algumas cidades, tem cinco cidades no mundo que as pessoas são longevas e com muita qualidade de vida. Chegam 100 anos tranquilamente, conversando, dançando. E o que tem essas cidades? São cinco cidades, uma no Japão, outra em Costa Rica, outra nos Estados Unidos, outra no Canadá, não, na Grécia, e outra na Sicilia.
E o que elas têm em comum? Nessas regiões, as pessoas têm uns grupos que podem ser de família, podem ser dos moradores do bairro. Tem uns grupos que fazem muita coisa junto. Eles vão fazer pão para a hora do almoço.
Todo mundo se reúne na mesa e lá fica fazendo o pão. Mas só que antes de fazer o pão eles foram colher as coisas para fazer. Eles têm horta, eles cuidam.
Eles mesmos. A pessoa nessas regiões tem uma vida ao ar livre, come aquilo que plantaram da terra. Não é tudo de saquinho, como a gente come aqui em São Paulo.
É tudo feito. E feito em conjunto. As pessoas se sentem ali, acolhidas uma com a outra, conversando, rindo, dançando.
Fazem e depois vão comer junto também. Então, tem alguns hábitos que não tem dúvida. É isso aí que preserva.
As pessoas vão, por exemplo, de bicicleta até o bar, não sei aonde, para tomar um cálice de vinho. E depois voltam de bicicleta. Ninguém faz isso em uma cidade grande como a nossa.
Nem estou dizendo que vamos conseguir colocar pontos assim. Isso não existe, é sonho. Mas o que a gente aprende disso é quais são as atitudes que realmente fazem diferença na vida de uma pessoa.
Então, essa integração social é importantíssima. Essa vida ativa que eles têm, que não precisa nem ir na academia. Não é isso.
A pessoa vai lá e cava para plantar, arruma a terra. Isso está fazendo exercício. Vai de bicicleta comprar, vai andando a pé.
Para que carro? As pessoas têm um objetivo para acordar. Elas acordam de manhã lá porque têm que fazer as tarefas. E tem outra coisa também que ajuda muito, é sorrir.
Sorrir é importantíssimo. Quando uma pessoa dá a gargalhada, então libera a endorfina. É a mesma coisa que comer uma barra de chocolate, só que não engorda.
Você sorrir, mexe os músculos da face ativa, e você libera essas endorfinas que dão bem-estar. E não está engordando nada. O que mais que tem para falar? A vida social ativa já entra nessa questão de ser mais otimista, que a gente falou também, que acaba ajudando o propósito que entra também na lista que eu tinha separado para fumar.
O propósito era deixar de fumar. E deixar de fumar também está entre os top 3 que seriam colocados. O deixar de fumar, eu estava vendo as estatísticas recentemente, em 1990, 34% da população fumava.
Aqui no Brasil, estamos em 9%. É uma coisa boa. Mas é aqui que estou falando.
Tem outros lugares que continuam ainda bem elevados. A média mundial é 25%. E é muito grande.
É muito grande porque é uma coisa que é evidente que faz mal. Não resta dúvida disso. Mas aí é cada um que vai escolher.
Uma coisa que eu insisto muito aqui no livro é que a pessoa tem que pensar nesse plano de saúde que vai fazer. Ela tem que pensar o que quer. Como ela quer estar amanhã, daqui a 5 anos, daqui a 10 anos.
Qual o desejo? Como ela quer estar fisicamente? Se ela quiser estar bem, ela tem que fazer algumas escolhas. Se ela não estiver ligando para isso, ela pode deixar de fazer coisas que às vezes, para nós, do ponto de vista médico, são muito importantes. Porque é meio... E a gente vê.
O vício do cigarro... Às vezes a pessoa está na UTI e só não fuma lá dentro da UTI porque... É realmente proibido. É realmente proibido. Mas se bobear, algum parente ainda vai lá e deixa.
Porque o desejo da pessoa é uma coisa muito difícil. Mas difícil não é impossível. E sobre a polêmica das vacinas, doutora? Qual a sua opinião sobre isso? Porque às vezes os idosos estão com medo de acabar tendo algum problema.
Eu acho que as vacinas, de uma maneira geral, eu sou sempre a favor. Eu acho que é um avanço absurdo e você melhora muita situação para uma comunidade. Isso não tem dúvida.
Agora, o idoso, particularmente o idoso, pelo fato dele às vezes já ter várias doenças e estar tomando vários remédios para coisas diferentes, ele deve sempre estar conversando com o médico antes de tomar. Porque, não sei, de repente ainda sai alguma outra e tem a indicação certa. Tem aquelas que precisam, que devem.
Tem umas para parte pulmonar que são extremamente importantes, ainda mais pessoas que eventualmente forem morar em asilo, em lugar com outras pessoas próximas, tudo. É muito importante fazer o uso delas. Agora, da mesma maneira que você leva uma criança no pediatra, até para ver a vacina, o calendário, eu acho que o idoso também tem que ir no geriatra para estar colocando em dia, ver o que é bom para ele e se as vacinas estão em ordem.
É um avanço. Mas, algumas vacinas, em algumas situações, para algumas pessoas pode não ser recomendado. Mas não dá para falar de um modo geral.
Tem que ser específico. Vai que também alguém escuta esse podcast daqui 5, 10 anos e já tem uma outra coisa que a resposta já muda. Pois é. Esse é um problema quando a gente fala de atualidade, porque essa atualidade é hoje, agora, e daqui a 5 minutos, não sei se alguém já descobriu uma outra coisa e já não é mais aqui.
Exatamente. Vou entrar um pouquinho agora nos mitos e verdades, porque essa lista das coisas que entram na lista de recomendações para ter uma qualidade de vida melhor, eu acho que a gente acabou praticamente, durante a explicação, citando, então vai ficar redundante ficar citando de novo. Mitos e verdades, doutora, a gente fez um quadro aqui desde a nossa última participação que é o que tem sido mais discutido na internet, nas redes sociais, sobre esse assunto específico.
O que as pessoas procuram? A inteligência artificial faz um levantamento, então a gente fala que são os topics da internet. O primeiro que aparece é, solidão e depressão são normais na velhice? Não. Pode ser frequente, mas normal não é. Porque ninguém precisa ficar solitário, mas precisa ter uma pró-atividade para fazer alguma coisa.
E acho que isso é um assunto também que hoje estão dando mais atenção para essa parte de integração e tudo. E integração em qualquer lugar, pode ser uma igreja, pode ser uma academia, pode ser um clube do livro, um clube de bordar, sei lá o quê, qualquer coisa, cada um tem que escolher aquilo que gosta mais de fazer e tem que ir atrás. Porque se ficar sozinho, e se fizer dificuldade para os outros chegarem para se aproximar, também fica difícil.
Pode ser os próprios familiares, pode ser com quem a pessoa se der melhor, tiver os mesmos objetivos para poder fazer a mesma coisa, viajar, andar, caminhar, passear. Não faltam opções, faltam sonhos. As pessoas precisam fabricar mais sonhos e ter vontade de procurar para ver as coisas que tem e aquilo que ela tem mais vontade de fazer.
Mas normal não é. Você não precisa ter depressão. Se tiver, tem que tratar, porque faz muito mal a depressão. Idosos precisam de menos horas de sono? Não.
Sim, desculpa. Da mesma maneira que você, que a criança dorme quase o dia inteiro quando nasce, dorme 18 horas, depois dorme 14, 12, um adolescente dorme 11 horas tranquilamente. Quando fica adulto, já não precisa tanto de sono.
É muito individual de cada pessoa. Tem crianças que já desde cedo não precisam de muito sono. Mas a pessoa mais idosa precisa dormir umas 6 horas, no mínimo, e não deve dormir também mais do que 9, 10 horas.
Não deve, porque também faz mal. Não é só o pouco. O muito também faz, porque a pessoa fica... É um passo para a solidão, para a angústia, para a depressão e tudo isso.
É ficar abandonado no sono. Então, tanto muito pouco faz mal, mas também não é... Às vezes as pessoas não dormem pouco, não. É que como a vida vai... a função das pessoas vai diminuindo no decorrer da vida, quando você está na fase adulta, a família, aquela coisa toda, a parte profissional, você tem uma agitação muito grande, você sente mais a falta do sono.
Daí, quando as coisas vão sossegando, as pessoas às vezes dormem à tarde. Tem paciente que dorme à tarde, porque não consegue dormir de noite, mas não dá para dormir o dia inteiro. Então, muitas vezes as pessoas querem remédio para dormir, mas não está precisando dormir mais.
Está precisando encontrar uma atividade para fazer, porque não vai melhorar nada. Melhora a quantidade certa de sono. E que é individual para cada um.
Mas é mais ou menos uma média dessa. E as pessoas tendem a dormir um pouco menos. É o que eu digo.
A demência... Você queria dormir um pouco menos, não é isso? Você queria, mas você não conseguia adaptar para também não sentir mais tanto sono, cansaço, dormindo menos, porque não tem jeito com a quarentena. E o idoso às vezes também entra nisso, porque acaba diminuindo a quantidade de tarefas ali, e por isso tem mais disponibilidade. Tem disponibilidade para dormir, mas não tem o sono para dormir.
Exatamente. Tem que equilibrar. A demência é inevitável? Então, não, porque a demência, ela é doença.
Demência é doença. E a demência do idoso é por aterosclerose geralmente. Então, que seja o comprometimento dos vasos no cérebro.
Então, se você cuida antes, se você já percebe algum sinal, alguma coisa, você pode tomar medicamentos. Você pode evitar. A demência está muito associada à hipertensão também.
Mas não é porque um familiar teve, que todos vão ter. Não. Já era a próxima pergunta.
Estou com sorriso. Então, não necessariamente. Se alguém da família teve, você tem que ficar mais esperto e, como eu tinha comentado, fazer mais atividades intelectuais, jogar xadrez, fazer palavra cruzada.
Tem uma série de coisas que você pode fazer para estar com a cabeça na forma de prevenção. Na forma de prevenção. Idosos não podem dirigir? Às vezes dá vontade de falar que não, né? Porque eles fazem alguma coisa, às vezes ficam devagarinho no tranço, mas é claro que é hipnótico, não é? Quando vê que está colado assim.
É, está colado. Mas não posso falar não, porque eu também fico assim. Mas é por isso que eu estou a falar.
Não é exatamente a idade, não é ser idoso ou não. Tem pessoas que dirigem melhor, outros que dirigem pior e poder ou não vai depender do estado físico e mental da pessoa. Por exemplo, o idoso está com a cabeça boa, vai saber para onde ele vai e vai saber voltar.
Pode, se ele está com os reflexos razoáveis, ele pode. E hoje vão fazendo teste de habilitação cada vez mais frequente, conforme a pessoa vai ficando mais velha. Então, eu acho que não tem problema, não.
Mas tem que ficar atento, porque às vezes uma pessoa com muito menos idade também tem problema. As causas, até mais acidente. Os irresponsáveis aí das matérias que a gente vê também de bebe, dirige, já entra até em outra... Outra categoria.
Sou muito velha para parar de fumar? Ninguém é velho para parar de fumar. Parar de fumar é sempre bem-vindo. O que acontece é que se você para de fumar mais cedo, obviamente os riscos que você vai ter são maiores.
Você vai diminuir mais os riscos. Se você parar de fumar sei lá, 70 anos, você já fumou durante um período grande, os seus riscos já estão lá inerentes. Mas, a hora que você para, no momento que você para, você sente uma melhora cardio-pulmonar muito importante.
Em questão de 24 horas assim, você já sente uma melhora. Mas é daquela situação ali que as pessoas às vezes não conseguem nem correr porque fica com a respiração ofegante, então isso melhora assim rapidamente. Em questão de câncer, o índice vai diminuir muito porque a pessoa não vai ter mais tanto tempo de vida para poder aproveitar que parou de fumar.
E as células já se modificaram o que tinha que se modificar ali. Para a parte cardio-pulmonar, melhora assim. Rápido, né? É. Se a pressão arterial baixou, é possível suspender a medicação? Não.
Não. É preciso se a pressão arterial, você está falando de alguém que esteja tomando medicação, um hipertenso que está tomando. Então, tem que estar sempre avaliando, porque é isso que eu falei dos hipertensos, que um terço nem toma o remédio e volta no médico depois nem sei quantos anos tomando o mesmo remédio.
E o organismo não é assim. Várias coisas acontecem, você muda a sua dieta, você começa a fazer exercício, ou deixa de fazer exercício, ou tem alguma doença no meio do caminho, e coisas acontecem no organismo que precisam ser reavaliadas para ver se a medicação está adequada. Geralmente, a maioria das vezes, quando você faz um diagnóstico de hipertensão, desde que não seja por causa de... às vezes você está tomando algum remédio que dá uma hipertensão.
Desde que não seja por uma causa específica, seja a hipertensão essencial, a vida inteira você vai ter que estar cuidando da pressão, mas não necessariamente tomando aquele remédio que o médico deu pela primeira vez. Às vezes pode ter que dissociar outro, às vezes pode ser que tenha que colocar outro mais fraco, porque sim, do mesmo jeito que a pressão pode aumentar, se você muda alguns hábitos, a pressão pode diminuir. Se você emagrece bastante, a pressão muda.
Às vezes, às vezes, até parar de tomar a medicação é possível, mas tem que ser com uma avaliação médica, não pode ir, agora está bom, vou parar. Porque é aí que mora o perigo da hipertensão. E essas dicas todas que a gente falou, vou aproveitar novamente e voltar na questão do livro, porque a gente comentou aqui antes de começar a nossa gravação, que hoje tem uma promoção, para quem acompanhou também até o final, até mais legal, para quem acompanhou até o final, para ter a oportunidade de ver mais sobre esse assunto, porque a gente sempre acha que em uma hora dá para falar bastante coisa, mas quando começa a falar, se deixar, o tempo vai embora.
Então, no livro é bastante interessante, é um longo livro, extenso, tem bastante dica. Então, acho que é legal a gente aceitar como vai funcionar, para quem tiver interesse, só ligar, pode falar como vai funcionar aqui na clínica. Então, as dez primeiras pessoas que ligarem, mas eu vou te dar um celular específico para ligar, tá bom? A gente vai deixar aqui, então, descrito.
E as dez primeiras pessoas vão ganhar o livro. E outros que se interessarem, tem um site aqui que a gente também vai deixar. Então, se passar das dez pessoas, quiser comprar, tem o site.
Vamos mostrar só o link. Aqui, para quem quer ver. Vou deixar na minha fechada.
Legal, aí aqui atrás tá explicadinho como funciona. E aí a gente vai deixar o link para quem quiser comprar, né doutora? E antes de finalizar isso, eu preciso citar o que a gente falou da medicina preventiva, só pegar o gancho e pedir sua opinião também sobre isso, que a gente tá com um patrocínio aqui, que é do Laboratório Origem, especializado em saúde intestinal, que é onde tudo começa, o foco da origem é qualidade de vida e prevenção. Só que eles fazem também esse teste de genética, bem interessante o que eles fazem lá, isso pode ajudar e muito nesse assunto que a gente tá falando, né doutora? Sim, sim, porque tudo que a gente consegue tratar individualmente, especificamente para aquela pessoa, o resultado é muito maior do que você falar para uma massa, porque vou dar um exemplo da minha área.
Ninguém deve ter o colesterol elevado, mas eu não posso chegar e falar que ninguém pode comer gordura animal zero porque vai fazer mal, porque não é assim. Tem pessoas que podem comer uma quantidade maior, o nível que cada um tem que ter de cada coisa é diferente. E essa parte genética ela ajuda bastante, porque você tem uma série de condições de alimentos e uma série que você pode tratar daquela pessoa especificamente e não como uma massa, uma população.
Isso sempre ajuda demais, é um avanço muito grande. Então para quem também se interessar, a gente sempre deixa o link aqui, a gente roda a imagem, a vinheta do laboratório, então para quem também tiver interesse em procurar esse tipo de atendimento tem o Laboratório Origem, que é parceiro aqui da clínica, na verdade faz esse patrocínio para o Amatocast. Doutora, para quem tiver alguma dúvida, interesse nesse assunto, quiser supostamente até marcar uma consulta para falar mais sobre tudo que a gente citou aqui, como que pode te encontrar? Pode chegar para cá.
Aqui mesmo, é o principal atendimento. Aqui é o principal atendimento. E se tiver alguma dúvida, também pode ligar e perguntar.
Combinado então, a gente está deixando todos os links para vocês. Também vou pedir para vocês comentarem se tiver alguma dúvida sobre esse tema específico ou também sobre qualquer outro tema que a gente possa trazer novamente a doutora Marisa para citar aqui para a gente, outro roteiro, outro episódio do podcast, que é sempre muito válido fazer a tempo, né doutora? E também passa a sua rede social, que caso as pessoas queiram acompanhar, mandar alguma dúvida, sugestão por lá, a gente vai deixar aqui certinho para vocês. Muito obrigada doutora pela participação, papo sempre muito valioso e dessa vez não foi diferente.
Está ótimo, obrigada. Obrigada a você também pela participação aqui no Amatocast. Não deixe de curtir, comentar e compartilhar, que é muito importante para a nossa visibilidade aqui, para que a gente traga mais especialistas, sempre com temas relacionados à qualidade de vida.
Conto com a sua participação também no nosso próximo episódio. Tchau!
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