
AmatoCast, episódio 31
Diagnósticos TIREOIDE
Com Letícia Miyamoto, Dr. Antônio Rahal e Dr. Erivelto Volpe
Neste episódio
O radiologista intervencionista Dr. Antônio Rahal conversa com Letícia Miyamoto sobre o diagnóstico e o tratamento das doenças da tireoide. Ele explica o que faz sua especialidade e a importância dos exames de imagem, como a ultrassonografia e a punção aspirativa por agulha fina, usada para investigar nódulos. O episódio diferencia hipertireoidismo, hipotireoidismo e nódulos e apresenta a ablação, técnica minimamente invasiva usada em nódulos e em alguns tipos de câncer de tireoide, comparando-a com a cirurgia tradicional. A apresentadora também mostra um exame de ultrassom.
Assista
Sobre o episódio
Prepare-se para uma jornada profunda no universo dos diagnósticos de tireoide com o AmatoCast Ep 31! 🎙️ Junte-se à Letícia Miyamoto, a jornalista e apresentadora que todos adoram, enquanto ela conduz uma conversa esclarecedora e fascinante com os renomados Dr. Antônio Rahal e Dr. Erivelto Volpe. Descubra como esses “Batman e Robin” da medicina se unem para desmistificar os complexos aspectos dos diagnósticos da tireoide.
Neste episódio, você vai entender o que realmente acontece em um diagnóstico radiológico, aprender quais sinais devem acender seu alerta e compreender as diferenças essenciais entre hiper e hipotireoidismo. Quer saber se um nódulo é benigno ou maligno? Ou como a punção aspirativa e a ablação são realizadas na prática?
Dr. Rahal revela todos os segredos de sua especialização, enquanto Letícia compartilha uma experiência ao vivo de um exame de ultrassom, mostrando que um diagnóstico preciso é a chave para a tranquilidade. Se nódulos na tireoide são uma preocupação para você, este episódio vai mudar a forma como você vê o diagnóstico e o tratamento.
Corra para assistir e entre mais informado(a) em sua próxima consulta médica. Não perca a oportunidade de transformar sua visão sobre a saúde da tireoide com informações precisas e confiáveis, direto do Amato – Instituto de Medicina Avançada. Afinal, cuidar de sua saúde começa com o conhecimento! 🍀📺
Data de publicação:
03/04/2024
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🎙️ Quer saber tudo sobre o diagnóstico e tratamento da tireoide? Descubra informações essenciais com o Dr. Antônio Rahal e nossa apresentadora Letícia Miyamoto no Amato Podcast Ep 31! Inscreva-se em nosso canal para não perder nenhum episódio e clique no sininho de notificações: https://bio.amato.io/youtube. 🚀 Transforme sua saúde com a gente!
Neste episódio do Amato Podcast, a apresentadora Letícia Miyamoto traz o Dr. Antônio Rahal, radiologista intervencionista, para discutir sobre o diagnóstico e tratamento da tireoide. O Dr. Rahal explica o que faz um radiologista intervencionista, a importância dos exames de imagem, como ultrassonografia e punção aspirativa por agulha fina (PAF), e aborda as diferenças entre hipertireoidismo, hipotireoidismo e a presença de nódulos na tireoide. Ele também fala sobre a ablação, uma técnica minimamente invasiva para tratar nódulos e alguns tipos de câncer de tireoide, destacando suas vantagens em comparação com a cirurgia tradicional. Além disso, compartilha informações pessoais e responde perguntas sobre sua vida e interesses.
– Letícia Miyamoto: Jornalista e Apresentadora. Sua mediação sempre clara e dinâmica torna o conteúdo mais acessível para todos. (@aleticiamiyamoto)
– Dr. Antônio Rahal: Radiologista Intervencionista. Suas explicações detalhadas sobre diagnósticos e tratamentos da tireoide são extremamente informativas.
– Dr. Erivelto Volpe: Cirurgião de Cabeça e Pescoço. Sua parceria com o Dr. Rahal em tratamentos de tireoide é sempre elucidativa.
00:00:00 – Apresentação e agradecimentos
00:07:08 – Sinais e diagnóstico do hipotireoidismo e hipertireoidismo
00:14:08 – O diagnóstico de cânceres pequenos
00:21:03 – Exame de ultrassom da tireoide
00:27:40 – Outros exames para sinais de alerta na tireoide
00:34:11 – Opções para exame de tireóide indeterminado
00:41:03 – Ablação e suas vantagens
00:47:35 – Tratamento de nódulos grandes pelo método de ablação
00:54:26 – Opções de tratamento para câncer
No episódio 31 do Amato Podcast, intitulado ‘Diagnósticos TIREOIDE’, a apresentadora Letícia Miyamoto recebe o Dr. Antônio Rahal, um radiologista intervencionista, para um bate-papo aprofundado sobre saúde da tireoide. Eles discutem temas cruciais como hipertireoidismo, hipotireoidismo e a presença de nódulos na tireoide, destacando a importância de diagnósticos precisos através de ultrassonografia e punção aspirativa por agulha fina (PAF). Além disso, Dr. Rahal aborda a ablação, uma técnica moderna e minimamente invasiva para tratar nódulos e alguns tipos de câncer de tireoide, ressaltando suas vantagens em relação à cirurgia tradicional. A conversa ainda inclui insights sobre radiologia intervencionista e a vida pessoal do Dr. Rahal, oferecendo uma visão completa e confiável sobre o tratamento e prevenção de doenças da tireoide. Este episódio do Amato Podcast é uma oportunidade imperdível para aqueles que buscam informações atualizadas e dicas de saúde de especialistas renomados. #AmatoPodcast #Saúde #BemEstar #PodcastMedicina #Tireoide #DiagnósticoTireoide #TratamentoTireoide #NódulosTireoide #SaúdeDaTireoide #DrAntônioRahal #DrEriveltoVolpe #CirurgiaCabeçaPescoço #RadiologiaIntervencionista #AblaçãoTireoide #SaúdeNoYoutube #CâncerTireoide #MedicinaAvançada #QualidadeDeVida #InformaçãoConfiável #PodcastSaúde #LetíciaMiyamoto #DicasDeSaúde #SaúdeMental #PrevençãoDeDoenças #EducaçãoEmSaúde #ExameDeTireoide #TratamentosMinimamenteInvasivos #DiagnósticosAvançados #UltrassonografiaTireoide
No episódio 31 do AmatoCast, intitulado “Diagnósticos TIREOIDE”, a apresentadora Letícia Miyamoto conversa com o Dr. Antônio Rahal, radiologista intervencionista, que aborda de forma detalhada o diagnóstico e tratamento da tireoide. Dr. Rahal esclarece o papel fundamental do radiologista intervencionista, explicando como exames de imagem, como a ultrassonografia e a punção aspirativa por agulha fina (PAF), são essenciais para identificar condições como hipertireoidismo, hipotireoidismo e a presença de nódulos na tireoide. Além disso, o especialista discute a técnica de ablação, uma abordagem minimamente invasiva eficaz no tratamento de nódulos e certos tipos de câncer de tireoide, destacando suas vantagens sobre a cirurgia tradicional. Durante o episódio, Dr. Rahal também compartilha experiências pessoais e responde perguntas sobre sua vida e interesses, proporcionando uma visão completa e enriquecedora sobre o tema.
Transcrição
Olá, meu nome é Letícia Miyamoto e está no ar mais um AmatoCast pelo canal do Instituto Amato. Agradeço mais uma vez o carinho da sua audiência e participação aqui comigo para falar sobre tudo que envolve qualidade de vida. Nos últimos episódios, nós estivemos aqui com o Dr. Erivelto Volpe, cirurgião de cabeça e pescoço, para falar sobre tireoide, tratamento da tireoide, e antes com o Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico, para falar sobre cirurgias plásticas infamosas, um episódio também bastante interessante. Hoje nós estamos aqui com o Dr. Antônio Rahal, que é radiologista intervencionista, e inclusive é a dupla fiel do Dr. Erivelto. Os dois são conhecidos como Batman e Robin da medicina e fazem um tratamento junto, para o tratamento da tireoide.
E para isso é necessário um bom diagnóstico, é isso que vamos falar aqui com o Dr. Rahal. Bem-vindo mais uma vez, doutor. É um prazer estar aqui com você, Letícia, aqui no AmatoCast mais uma vez. Então vamos falar com quem a gente gosta e do que a gente gosta, né? Exatamente. A gente já trouxe os dois aqui juntos em um episódio para falar sobre a tireoide. Hoje é um pouco diferente, porque como eu citei no início, nós trouxemos aqui o Dr. Erivelto para falar sobre a glândula em si, como que funciona ali quando uma pessoa é diagnosticada com câncer, por exemplo. E hoje é um pouco diferente, porque o Dr. Raal vai explicar como funciona o diagnóstico, os sinais ali de alerta para as pessoas.
Continuar lendo a transcrição
E é importante a gente pontuar, porque a sua especialidade é radiologista intervencionista, mas é importante a gente destacar que a sua especialidade é na questão da tireoide. Exato, exato. Então, primeiro, é um prazer estar com vocês novamente. A minha área é isso, a minha especialidade é radiologia intervencionista. Então é muito interessante que todo mundo me pergunta isso. Puxa, mas o que... Primeiro, o que faz um radiologista, né? E o que faz um radiologista intervencionista? Aí piorou. Então, assim, radiologista é o médico, uma especialidade da medicina, em que nós lidamos com diagnósticos. Então, quem aí está nos ouvindo? Eu já fiz uma tomografia, eu já fiz uma ressonância magnética, eu já fiz uma ultrasonografia, eu já fiz um raio-x, eu já fiz um raio-x contrastado.
Então, quem interpreta esses exames, quer dizer, quem dá a interpretação, não é sempre quem faz os exames. No caso da tomografia, da ressonância, dos raios-x, quem faz ali, quem entra com o paciente na sala, são os técnicos ou biomédicos, que entram junto, né, e eles fazem o exame. Depois, esse exame vai para o médico radiologista interpretar esse exame, quer dizer, olhar os achados, falar, olha, o que tem aqui, que tipo de exame que é. É o médico também que decide, olha, precisa ir contraste, não precisa ir contraste, para essa situação precisa de contraste, para essa situação não precisa de contraste. Então, na grande maioria dos exames, o radiologista, ele interpreta. E no caso da ultrassonografia, é importante que é o único exame desses, ou o principal, em que quem produz as imagens é o próprio médico radiologista.
Então, a maior interação do médico radiologista com o paciente é na ultrassonografia. Então, nós utilizamos um aparelho de ultrassom, né, mas quem opera o aparelho, quem produz as imagens, né, no meu caso, da tireóide, né, é o médico radiologista. Então, a primeira formação é essa. E a minha segunda formação é a intervenção, né, então a gente fala radiologia intervencionista, porque a intervenção, ela saiu inicialmente como um ramo da radiologia, era uma especialidade. Então, assim como a gente tem radiologistas que se dedicam à imagem do abdome, radiologistas que se dedicam à imagem do tórax, radiologistas musculoesqueléticos, que se dedicam à imagem das articulações, dos ossos, nós temos também, tínhamos radiologistas que se dedicavam à realização de procedimentos guiados por imagem.
Hoje, a coisa já mudou, quer dizer, hoje a gente já consegue ter aí uma especialidade em separado. O que é necessário para você fazer intervenção, ou você ser um radiologista e que depois faz uma especialização adicional em intervenção, quando termina a residência de radiologia, ou hoje você tem acesso sendo um cirurgião vascular. Então, o colega faz, o médico faz a formação em cirurgia de dois anos, depois faz mais dois anos de vascular, e daí depois vai fazer mais dois anos de intervenção. Então, hoje tanto radiologistas, quer dizer, quanto cirurgiões vasculares, podem se tornar intervencionistas. Então, essa que é a especialidade. E o que é que nós fazemos intervencionistas? Nós fazemos procedimentos minimamente invasivos, guiados necessariamente por imagem.
Então, por exemplo, antigamente o paciente tinha lá um nódulo no fígado. Como que era feito esse diagnóstico para saber se esse nódulo é benigno ou se ele é maligno? Esse paciente ia para a cirurgia, tirava um pedaço do fígado, esse material ia para a anatomia patológica, o patologista olhava ali na hora, com o paciente ainda aberto, na congelação, olha, isso aqui é um nódulo maligno, de repente se ampliava a cirurgia ou não. O nódulo pulmonar, a mesma coisa, o paciente tinha lá um nódulo no lobo superior do pulmão esquerdo, por exemplo. Esse paciente ia para a cirurgia, inicialmente aberta, depois por vídeo, tirava esse, não o nódulo, mas tinha que tirar um segmento do pulmão, e esse material ia para a avaliação e o patologista dizia, isso é um câncer ou não é um câncer, é um nódulo de tal linhagem, enfim.
Hoje não, quer dizer, com a radiologia intervencionista, nós vamos através de, no campo dos procedimentos diagnósticos da intervenção, porque nós temos também o campo dos procedimentos terapêuticos, que a gente vai falar mais pra frente. Então nós conseguimos ir com uma agulha muito fininha, guiado por tomografia, por ultrassom, por imagem de fusão. Hoje a gente tem a fusão de imagens, por exemplo, biópsia de próstata. Hoje a gente consegue, o melhor exame para avaliar nódulos prostáticos é a ressonância, e nós fazemos a biópsia por ultrassom. Então nós temos aparelhos hoje em que a gente consegue importar as imagens da ressonância e na mesma tela nós temos a ressonância e o ultrassom. Então nós olhamos para a ressonância e guiamos a agulha também pela ressonância junto com o ultrassom, a fusão de imagens.
Então a gente tem todo esse arsenal aí de tecnologia para fazer procedimentos guiados, minimamente invasivos, por esses métodos de imagem. E no meu caso eu sou um radiologista intervencionista com foco em tireóide. Então eu me dedico quase que totalmente hoje ao diagnóstico e aos tratamentos minimamente invasivos, quer dizer, sem cortes de duração menor, dedicados à glândula tireóide. Então é uma especialização dentro da especialização, digamos assim. Perfeito. E a gente costuma agora começar, doutor, desde a última vez que você veio aqui para o AmatoCast, a gente teve uma mudança para já dar um resumo do que as pessoas vão poder saber durante toda a nossa conversa. Então o que será mais importante para quem está nos acompanhando?
Eu acho que o foco principal da nossa conversa, acho que até atendendo a pedidos de pacientes depois da nossa última entrevista que foi um tempo atrás, é justamente quanto ao diagnóstico. Eu sou bombardeado todos os dias com perguntas sobre o diagnóstico. Então, olha, como é que eu faço para diagnosticar, para saber se eu tenho nódulos na tireóide? Olha, eu tenho hipotireoidismo, hipertireoidismo, será que isso aparece nos exames de imagem? Como é que eu faço para detectar? E também quanto ao tratamento, as opções de tratamento. Hoje a gente tem opções de tratamento sem corte, sem cirurgia, e também vamos abordar isso nessa nossa conversa. Perfeito. Então vamos lá já começar. Acho que o importante é a gente pontuar os sinais de alteração da tireóide, porque a gente fica preocupado, até quem é mais novo, às vezes já está acompanhando aqui, já pensa, será que eu sou um possível paciente?
Enfim, como que as pessoas podem identificar esses sinais e qual que é a diferença entre esses sinais? Por exemplo, um nódulo de tireóide tem diferença para um hipertireoidismo, hipotireoidismo, como que isso muda ali no que as pessoas podem perceber ou só no consultório? Perfeito. Como identificar? Excelente pergunta. Essa pergunta que você fez meio que resume as perguntas que chegam até a gente, de diferentes matizes. Então uma coisa importante para quem está nos acompanhando é o seguinte, olha, eu tenho nódulo na tireóide ou eu conheço alguém que tem nódulo na tireóide, então primeira coisa, fique tranquilo, pelo seguinte, você não foi sorteada, não foi um raio que caiu na sua cabeça, puxa, justamente eu tenho um nódulo na tireóide ou eu tenho uma alteração na tireóide.
Então primeiro, as alterações na tireóide são muito, muito, muito frequentes na população em geral. Então pegar aí pacientes na casa dos 40 anos, pegar um a cada três na população em geral, nessa faixa etária, tem alguma alteração na tireóide. Então assim, se for pegar você mais nove amigas, três aí, duas, três, talvez mais, vão ter alguma alteração na glândula tireóide, tá? Ok, então primeira coisa, eu tenho nódulo na tireóide ou eu tenho alteração, não sou uma premiada, puxa vida, não. É muito comum, tá? Segunda coisa, quais são as alterações que eu posso ter na tireóide? Mas é outra coisa também. Então a gente tem dois tipos de alterações na tireóide que a gente pode diagnosticar.
Uma das alterações são as alterações na função da glândula. Então você pode ter uma glândula que tem nódulos ou que não tem nódulos, né, e que tenham alteração na função. Quer dizer, você pode ter uma glândula totalmente sem nódulos, mas que não funciona direito, tá? Então a tireóide, eu gosto muito de falar que ela tem o formato de uma borboletinha. A gente fala que a borboletinha é do equilíbrio, que fica no pescoço, tá? Então ela produz ali os hormônios T3, T4 livre, que é o que a gente mede, e tem o TSH, que é um hormônio produzido na hipófise que vai controlar a função tireoidiana. Então quando a tireóide produz mais hormônios do que ela deve, então esse paciente vai ter um hiperfuncionamento da tireóide, que é o que a gente chama de hipertireoidismo.
Quando essa glândula produz menos hormônios do que ela deve, ela vai ter um subfuncionamento ou um funcionamento menor da tireóide. Então ela vai produzir menos hormônios do que deveria. E isso é o hipotireoidismo, que aliás é a alteração tireoidiana mais frequente no mundo. É a glândula funcionar menos do que deve, tá? Então essas são alterações na função. E fora isso, a gente tem as alterações caracterizadas pela presença de nódulos, tá? Que podem vir só os nódulos, então você pode ter só nódulos sem alteração na função, ou você pode ter nódulos com alteração na função também, tá? Mas é importante falar que a grande maioria dos nódulos não causam alteração na função. E é aí que o diagnóstico entra esses detalhes do campo do diagnóstico, tá?
Então, tendo nódulos, agora vamos para o campo dos nódulos. Eu tenho nódulos tireoidianos. A grande maioria dos nódulos, na casa de 90%, são benignos. Não são cânceres, né? Então é muito importante, eu gosto muito de falar isso, porque tem muitos pacientes que chegam até mim, vindo de diferentes lugares do Brasil, na América Latina, às vezes teleconsulta fora do estado, fora do país, e desesperados. Tem paciente que chega na frente, assim, chorando. Puxa, fiz um exame, tenho nódulo. E, realmente, você vê que ficou sem dormir à noite, aguardando a consulta para saber o que tem, né? Então, assim, e a grande maioria desses nódulos são benignos, não são cânceres. Você tem um nódulo que ele cresce, cresceu e pode vir a continuar crescendo, mas não é um câncer.
Ele não vai invadir, não tem as características de uma lesão maligna. É uma lesão benigna, viva. É um nódulo vivo que vai crescer, tem que ser tratado, né? A gente tem as opções terapêuticas, mas não é câncer, tá? Os cânceres são, felizmente, a menor parte dos casos. Vamos botar aí de 5% a 7%, a gente vai ter lesões malignas ou atípicas, tá bom? E, também, felizmente, dentro desses cânceres, a gente não tem um tipo só de câncer. A gente tem ai, pelo menos, 4 tipos de cânceres na tireoide. Então, tem os carcinomas papilíferos, que são os mais comuns disparados dentro dos cânceres. Quer dizer, os cânceres são raros. E, dentro dos cânceres, a grande parte dos cânceres são os carcinomas papilíferos, que são os menos agressivos.
Eles, geralmente, são muito indolentes, mais tranquilos, né? Depois, a gente tem os carcinomas foliculares, que têm um perfil de agressividade um pouco maior, mas ainda costumam ser mais tranquilos. Depois, a gente tem o carcinoma medular, que é um câncer já mais agressivo, até mais frequente em homens. E o anaplásico. O anaplásico, ele já é um câncer bem agressivo, mas, felizmente, ele é bem raro. Então, também tem esse cenário, também, dentro dos nódulos. Então, tem o nódulo, então, calma, porque a chance de ser alguma coisa terrível é muito pequena. E quanto ao diagnóstico. E aí, como é que eu diagnoiso? Se eu tenho função, está funcionando demais, funcionando de menos? Se tem nódulo benigno, se é nódulo maligno?
Como é que eu faço isso? Então, a gente tem dois campos, basicamente. Vamos pegar um nódulo, que seja um nódulo que não cresceu muito, que não dê aumento no pescoço. Esse nódulo, basicamente, ele vai ser diagnosticado, por primeira parte, funcional, com exames de sangue. Então, os pacientes vão fazer exames de sangue, TSH, T3, T4, que geralmente são os exames que a gente pede. E esses três exames, se estiverem fora do limite, isso pode indicar um hiperfuncionamento ou um hipofuncionamento da tireoide. Então, no campo da função. E no campo das alterações da forma da tireoide, se tem nódulo, se não tem, se tem uma tireoidite, às vezes mais exuberante ou não, a gente detecta pela ultrassonografia.
Então, dentro desse campo da radiologia que eu falei, a gente tem tomografia, ressonância, ultrassom, raio-x. O melhor exame disparado para avaliar as alterações no formato da glândula, nódulos ou não, é a ultrassonografia, que é um exame, como eu falei, que depende muito de quem faz, do operador dependente. Então, só para a gente esclarecer essa questão dos sinais, que as pessoas devem ficar mais em alerta. Sempre que tiver qualquer tipo de alteração, seja um nódulo, ou seja, nessa questão de hiper, hipo, tireoidismo, a pessoa vai sentir alguma coisa ou não? Precisa ser regularmente, por exemplo, o exame de sangue ser feito a cada seis meses, um ano, para ter certeza que não tem nada? Não, depende.
Então, se os nódulos, se a paciente tem nódulos, não tem alteração na função, a paciente pode ter um câncer, ou pode ter um nódulo benigno e não ter absolutamente sintoma nenhum. Então, se for um nódulo que é pequeno, ainda um câncer que é pequenininho, hoje, cada vez mais, nós diagnosticamos cânceres pequenininhos, cânceres menores do que um centímetro, até porque as pessoas cada vez mais são submetidas a exames, a qualidade dos equipamentos está cada vez melhor, graças a Deus, apesar das limitações que nós temos aí nos sistemas de saúde, cada vez mais as pessoas estão tendo acesso aos exames médicos também, ainda está aquém do que a gente gostaria com médicos, com pacientes também, mas a coisa vem melhorando, se a gente for olhar 30 anos atrás, a coisa vem melhorando.
Então, a gente vem detectando cada vez nódulos menores. Então, mas vamos pegar um câncer menor, um câncer de um centímetro, um centímetro e meio, ou um nódulo benigno que não seja muito volumoso, a paciente não vai sentir absolutamente nada. E só vai detectar isso em um exame de imagem, preferencialmente em uma trastornografia. Agora, se esse ou essa paciente tiverem uma alteração na função, quer dizer, olha, eu tenho um hipertiroidismo, um hipotiroidismo, possivelmente ela vai ter sintomas que vão acender o alerta, olha, tem alguma coisa que não está legal comigo. Então, quando o paciente tem hipertiroidismo, quando a glândula funciona mais do que deve, é muito comum esses pacientes terem ansiedade, puxa, eu estou mais ansioso ou mais ansiosa do que eu costumo ser, irritação, então o paciente chega aqui muito irritado, tem pacientes que procuram a gente aqui, assim, chorando também, porque, puxa, eu estou brigando muito em casa, né, os meus familiares estão falando que eu estou ficando louca ou louco, né, isso algumas vezes tem a ver com hipertiroidismo, tá, perda de sono, geralmente o hipertiroidismo pode estar associado com a perda de peso, então, o paciente está comendo bem e começou a perder peso, começou a perder, perder, não sabe porquê, tá, pode estar associado com hipertiroidismo também, tá, agora vamos pegar o hipotiroidismo, hipotiroidismo é quando a glândula funciona de menos, né, então pode acontecer dessa pessoa, às vezes, estar mais deprimida, com humor mais deprimido, uma dificuldade maior de concentração, né, então, às vezes, o paciente pode ganhar peso também, porque lentifica o metabolismo, então, começou a ganhar peso, puxa, a vida não teve nada de diferente, sempre foi uma pessoa mais magra, estou ganhando peso, né, então, tem esse, às vezes, queda de cabelo, alteração na pele, né, então, a pessoa percebe, quando tem alteração na função, que tem alguma coisa que não está legal com ela, e isso faz com que ela vá procurar o médico, e aí, esse médico acaba pedindo exames de sangue, e, eventualmente, exame de imagem também, então, na verdade, é melhor, né, assim, do ponto de vista de alerta, quando tem alguma alteração na função, tá, então, o paciente, a gente procura ajuda, agora, os nódulos na esmagadora, a maioria das vezes, não causam sintomas, tem um tipo de nódulo específico, que é o nódulo, a doença de Plummer, o nódulo hiperfuncionante, que é um nódulo que produz hormônios mais do que deveria, e não responde a ordem do TSH, então, aí, é um caso, por exemplo, de nódulo, que também cursa com uma alteração na função, tanto que eles são diagnosticados muito pequenininhos, na grande parte das vezes, porque o paciente percebe que tem alguma coisa e vai fazer o exame e detecta o nódulo que é, e aí, é o nódulo que está causando isso, mas, na grande parte das vezes, quando tem nódulos, o paciente não tem sintomas, então, aí, são os exames de rotina, que vão acabar detectando, por vezes, aí, o nódulo tiroidiano.
Agora, na prática, a questão dos exames, né, você citou a questão do exame de sangue, que também pode ajudar nesse diagnóstico, e do ultrassom, o de sangue, a gente sabe que é mais comum, né, as pessoas fazerem ali, a cada seis meses, um ano, depende de cada médico que está acompanhando, né, a pessoa, mas, no caso do ultrassom, então, o recomendado é que as pessoas mantenham esse exame na rotina mesmo? Então, isso é um ponto interessante, né, porque, assim, diferentemente, por exemplo, da mamografia, do ultrassom de mamas, né, por exemplo, da colonoscopia, que lá, a partir dos 40, 50 anos, dependendo do perfil de risco do paciente, ele tem que fazer, então, na grade do Ministério da Saúde, não há, no Ministério da Saúde, uma determinação que, olha, tem que ser feito o ultrassom de tireoide de uma vez ao ano, não há isso, tá?
Agora, as pessoas, cada vez mais, têm feito, então, o que a gente costuma indicar, olha, você tem algum parente que teve nódulo na tireoide, tua mãe, pai, irmão, irmã, né, algum parente próximo, ou você nunca fez um exame na tireoide, né? Eu nunca fiz, por exemplo. Então, talvez a gente pode fazer daqui a pouco, a gente tem aqui o aparelho. O aparelho tá aqui já. O aparelho tá aqui, se você quiser, a gente pode fazer aqui e mostrar aqui pro pessoal que tá acompanhando a gente como é que é esse exame, tá? Então, eu nunca fiz. Puxa, será que eu tenho nódulo? Será que eu não tenho nódulo? Vale a pena fazer, tá? Preciso fazer todo ano?
Puxa, você fez um exame de ultrassom de tireoide, que não mostrou absolutamente nada, você não precisa fazer todo ano, tá? Agora, você fez ultrassom de tireoide, puxa, eu fui lá, fiz meu ultrassom de tireoide, fui lá com um profissional bacana, tal, que eu confio, e apareceu um nódulo, tá? Daí, a gente entra na outra seara. Puxa, então, você fez ultrassom e o ultrassom detectou um nódulo. Quais as características ultrassonográficas desse nódulo? Hoje, a gente tem um sistema de classificação ultrassonográfico que permite uma estratificação de risco, tá? Isso é uma mudança muito importante no cenário ultrassom. Antigamente, o ultrassom era um pouco... Não vou dizer que era terra de ninguém, mas isso dependia muito da experiência individual de quem fazia, né?
Então, ele fazia e falava, puxa, esse nódulo é meio esquisito, vai funcionar ou não, né? Depois teve a questão do Doppler, né? O Doppler, ele permite, nos dá uma informação de como é a vascularização desse nódulo. Se a vascularização é mais central, é mais periférica, é mista, né? E isso, durante muito tempo, foi usado como balizamento para se funcionar o nódulo ou não, né? Mas hoje, o que a gente usa não é isso. Hoje, o que a gente usa são as características de imagem na escala de cinzas do ultrassom, né? Então, se esse nódulo, por exemplo, tem calcificações, microcalcificações, esse nódulo tem uma chance maior de ser maligno. Se esse nódulo é mais alto do que largo, altura maior do que largura, ele tem um risco maior de ser maligno.
Se esse nódulo, ele é bem definido, ele tem um risco menor de ser maligno. Mas se ele tem umas margens mais irregulares, ele tem um risco maior de ser maligno, né? Então, as características de imagem, se ele é hipoecogênico, hipoecogênico é quando ele é um pouco mais escuro no ultrassom, né? Ele tem um risco maior de ser maligno do que aquele nódulo que é ISO, que tem a mesma cor, digamos assim, tracinográfica do resto da glândula, ou hiper, mais claro, do resto da glândula. Então, a somatória desses achados de imagem nos permitem extratificar o risco de um nódulo, se ele tem uma chance maior ou menor de ser maligno, e a gente dá a classificação.
A classificação hoje se chama classificação T-RADS, né? Assim como na mamba tem o B-Rads, hoje na próstata a gente tem o B-Rads. A gente tem para nódulos hepáticos, Lang-Rads, e o T-Rads forma realmente uma quebra aí de paradigma no diagnóstico mais assertivo das lesões tiroidianas. Então, se você tem um nódulo com uma classificação T-Rads mais baixa, com T-Rads 3, você pode talvez repetir esse exame daqui 6 meses, 1 ano, né? Ah, não, agora eu tenho um nódulo com classificação 4 ou 5, esse nódulo vai ter indicação de punção muitas vezes, né? Então, é esse conjunto... É isso que é importante falar, quer dizer, o diagnóstico da tiroide, das alterações tiroidianas, não é um exame papum, é esse exame.
Na verdade, você tem um leque de exames, de sangue e de imagens. Então, bom, vamos lá? Eu tô curiosa aqui. Eu tô querendo... Tô com medo, inclusive, né? Então, senta aqui, ó. Vai saber se me aparece alguma coisa aqui, né? Ao vivo é coisa. Vamos lá. Bom, vou sentar aqui. Por favor. Aí a gente já mostra como faz e as pessoas conseguem... Bom, tem muita dúvida das pessoas, assim, ah, exame, né? Exame dói, exame... Esse daqui, parabéns. A gente já consegue ver que não é um exame causador. Exatamente. Então, como é que a gente faz o ultrassom? Então, o ultrassom, a gente... Todo ultrassom, a gente tem esse equipamento, né? Que é um transdutor, né?
Então, o transdutor, ele tem essa borrachinha aqui na frente, né? E embaixo dessa borrachuinha, a gente tem a alma do ultrassom, que é o que a gente chama de equipamentos piezeelétricos, né? Que são equipamentos que conseguem captar mínimas movimentações, a variação de som, a velocidade que o som vai, a velocidade que o som vem, e converte isso em informações de imagem, que vão fornecer a imagem pra gente, tá? Então, isso aqui é a alma. O mais caro do aparelho são esses transdutores, tá? É importante mencionar que toda vez que a gente vai fazer um ultrassom, a gente tem que botar o gel, tá? O gel, ele dá uma... Ele dá uma... O contato. É, e ele é o contato, né?
O que vai dar o contato. Eu não tenho uma blusa certa pra isso hoje, mas tudo bem. Não, a gente dá um jeito, ó. Faz o seguinte, puxa com a mão esquerda um pouquinho a blusa, e olha lá. Vamos ver agora aqui se a Letícia tem nó. Então, vamos lá. Olha aqui que interessante, ó. Então, aqui a gente tem... Deixa eu mostrar aqui o seu lobo. A direita da tireoide, né? O lobo esquerdo da tireoide. É o que eu sempre falo aqui, ó. Olha que interessante, né? A tireoide parece uma borboletinha, né? Ela tem aqui duas asinhas, direita e esquerda, e o ístimo que liga as duas, né? Então, aqui a gente tem as artérias carótidas, né?
Aqui a gente tem a pele, plano subcutâneo, e aqui no meio a traqueia, que é o tubo de condução do ar, que às vezes é a área superior para os pulmões e a volta. Então, vamos lá. A gente olha aqui primeiro o seu lobo direito. Então, pelo que eu olho aqui, no global, a sua tireoide é uma tireoide mais homogênea. A gente olha em dois eixos, né? Olha lá. Então, aqui eu estou olhando agora no eixo longitudinal. Então, é interessante apontar, olha lá, a sua tireoide é uma tireoide homogênea, né? Então, por que eu estou falando isso? Quando a gente tem uma alteração na função, por exemplo, a paciente tem hipotireoidismo, ou tem tiroidite de Hashimoto, ou algum outro tipo de tiroidite, é comum a gente ter a tireoide heterogênea, né?
Então, a gente consegue falar que isso é uma tiroidopatia. Você não tem, você tem um cistinho aqui, ó. Um cistinho, né? É uma lesão benigna, tá? Muito frequente. É uma bolinha, não. Não precisa fazer ablação para isso. Tá? É um cistinho, uma bolinha de água pequenininha, nada para se preocupar. Então, o seu lobo direito é um lobo totalmente homogêneo, né? Então, obviamente, quando a gente for fazer o exame para valer, né? A gente vai ter que fazer as medidas dos três eixos para ver o volume da glândula. Mas, assim, no visual, o seu volume é normal. A gente olha também a região do ístimo, que é essa porção aqui anterior. A traqueia, que é o que liga a asinha direita da borboleta quase à esquerda, né?
O lobo direito com o lobo esquerdo. Tem que tomar cuidado, porque aqui, às vezes, tem... Dependendo de como for feito o exame, pode passar algum nódulo despercebido, tá? O pessoal, às vezes, não dá tanta atenção devido aí ao ístimo, tá? Mas não tem nada, no seu caso, né? E, aqui, o lobo esquerdo, né? Então, aqui, ó, também homogêneo. Bem homogêneo. Vou botar aqui no eixo longitudinal. Aqui você não tem nenhum cistinho, nada, né? Então, uma glândula bastante homogênea. Uma glândula bonitinha. Isso aqui seria o que a gente chamaria, hoje, de tirradizum, né? Não teria risco nenhum. Você poderia... Não precisaria fazer todo ano. Poderia estar... Passei no teste. Passou no teste. Daí, obviamente, é importante lembrar, como eu sempre falo, trações, exame operador dependente.
A gente nunca olha só a tireoide, né? Então, a gente olha aqui, também, os vasos. Já pega e já vê aqui se tem alguma placa de gordura. Você é jovenzinha, magrinha, não tem aqui nenhuma placa nas carótidas. Bonitinha, mas esse paciente mais idoso pode ter. A gente dá uma olhada aqui pra ver se tem algum linfonodo. Por que algum linfonodo? No seu caso, não, porque você não tem nódulos, mas é importante a gente olhar, porque, às vezes, pode ter alguma metástase de nódulo da tireoide, se for maligno, para os linfonodos. Ou você pode ter alterações próprias dos linfonodos. O paciente que tem linfoma, leucemia, às vezes, tem linfonodos aumentados, atípicos. Então, é importante que o examinador, ele avalie com muito detalhe.
Isso, tá? Você tá com o exame bonitinho, tá? Então, você passou no teste. Passou no teste. Bom, então, a gente também já consegue pedir um papel. Pede um papelzinho pra... Pra continuar gravando. Bom, que é um exame simples e que... Exato. Pode ajudar muito no diagnó... Quando a pessoa é diagnosticada... Ajuda, inclusive, caso a pessoa tenha algo pra fazer o tratamento adequado e mais rápido, pra poder... Exato, exato. Quanto mais rápido, melhor o tratamento. Então, outra pergunta que sempre fazem. Ah, esse exame tem radiação? Não tem nada. A tomografia, ela é um exame que, pelas próprias características dela, ela tem radiação, né? Então, ela tem a radiação igual do raio-x. Então, você não pode ficar fazendo tomografia...
Você faz, realmente, com muita indicação, muita precisão. Não que você vá sair fazendo tração desnecessariamente, mas é um exame que você pode replicar, pode fazer outras vezes, que você não tem carga acumulada de radiação, nada. Zero. Então, você viu aqui, ó. É só uma borrachinha com gelzinho que passa no pescoço. Agora, tem isso, né? É um exame que a gente fala que é... Ele é operador dependente, porque você viu que... Achar a imagem aqui e a interpretação em tempo real. Quer dizer, o radiologista que tá fazendo, que vai olhar e falar... Puxa, ó, tem um nódulo. Ó, que nem eu olhei aqui e falei... Tem um cistinho. Aí, isso não é nada. Esse cistinho não precisa nada.
Vou com a classificação 1, né? Poderia ter um nódulo. E, de repente, esse nódulo eu teria que interpretá-lo e dar uma classificação pra ele. Então, se eu dou uma classificação errada, você pode ou não ser submetida a uma punção que você precisaria ser submetida, e talvez comer bola, digamos assim, num câncer, ou ao contrário, você ser submetida... Que, aliás, é o que a gente vê mais, às vezes. O pessoal acaba olhando o nódulo e falando... Não, esse nódulo aqui é esquisito, suspeito, tem que funcionar aí. E boa parte das vezes não precisa funcionar. Sim, então, essa era a minha próxima dúvida. Meu exame, graças a Deus, deu tudo certo, né? Não teve nenhum sinal de alerta.
Mas poderia ser uma situação diferente de causar um alerta. Qual seria o próximo passo? Você já citou essa questão da pulsão. E fazendo uma breve pesquisa aqui pro nosso episódio, eu vi que tem alguns outros exames que podem ser necessários quando tem algum sinal de alerta na ultrassom, né? Não sei se é uma sequência do outro, mas, por exemplo, biópsia ou pulsão, é a mesma coisa. E tem um que eu vi aqui, sintilografia da tireoide. Qual que é a diferença entre eles? Essa pulsão, ela dói? Pra quem tiver diagnosticado ou que sabe que tem essa necessidade, como que funciona? Ótima pergunta. Então, caso tivesse sido identificado algo aqui. Ótima pergunta. Então, pra quem tá nos ouvindo aqui, o que é importante?
Que o ultrassom seja bem feito, tá? Seja feito por um profissional com expertise. Por quê? Porque o resultado desse ultrassom é o que vai determinar todo o resto da cadeia, tá? Então, ah, você fez um ultrassom, tem um nódulo com características, sei lá, uma classificação TR3, um nódulo de 8 milímetros, não precisa funcionar. Ah, tem gente que vai querer funcionar, vai. Mas, assim, o consenso diz, a própria classificação ACR-TR3 diz que não precisa funcionar. Você pode acompanhar esse nódulo 6 meses, 6 meses, ele se manteve estável, pode passar de ano a ano, tá? Então tem que ter bom senso no manuseio desse nódulo. Agora, você fez um ultrassom que mostrou um nódulo com características mais lindas.
Vamos por um nódulo TR5. Um nódulo TR5 é um nódulo que, pra quem tá olhando, puxa, você tem aí 80% de chances de que esse nódulo seja maligno. Mas o ultrassom não fecha diagnóstico. O ultrassom, ele dá uma estimativa. Eu tô falando no relatório pra você o seguinte, olha, cuidado com esse nódulo, que esse nódulo tem uma chance grande de ser maligno, tá? Qual é o próximo passo, né? Então, o médico solicitou esse exame, o ginecologista, um clínico, ou, de repente, você procurou um intervencionista. Muitos pacientes vêm direto. Às vezes, ah, eu quero olhar minha tireoide aqui. A gente fez ultrassom e viu que tem ali um ultrassom, fez na sala ali, que tem uma classificação TR5.
O próximo passo seria puncionar, tá? E o que que é, na prática, puncionar? Então, a punção de tireoide ou biópsia de tireoide é a mesma coisa, tá? O nome correto é punção aspirativa por agulha fina, tá? Então, pelo menos não é uma agulha grossa, é uma agulha fininha. Igual a agulha que tira sangue, tá? A mesma agulha que você vai tirar sangue pra fazer o exame de rotina é a agulha que a gente coloca dentro do nódulo, guiado por ultrassom, tá? Então, a punção aspirativa por agulha fina, a gente chama de PAF. Então, quando alguém fala PAF, né, é isso. PAF é a mesma coisa que punção, é a mesma coisa que biópsia, tá? Então, se você tem um ultrassom suspeito, você vai fazer uma PAF, tá?
E a PAF também é o exame que tem essas características. É o exame operador dependente. Você falou que dói. Não é pra doer. Óbvio que a sensibilidade é individual, tá? Se eu for fazer o exame em você e mais cinco pessoas, pode ser que você sinta dor, muita dor, muita não é pra sentir, mas sinta mais dor, um outro paciente sinta uma dor intermediária, o outro não sinta nada, tá? Mas quando é adequadamente feito e a gente toma todo o cuidado pra isso, que nem a gente costuma fazer com anestesia local, bota um gelinho também que também ajuda na anestesia, então a gente só faz quando dá o tempo pra poder absorver a anestesia. No consultório mesmo ou precisa ser no hospital?
Isso pode ser feito num ambiente de consultório, tá? Pode ser feito num ambiente de consultório a punção aspirativa. É um procedimento de baixa, é um procedimento intervencionista, turolecto intervencionista de baixa complexidade, tá? Então a gente pode, desde que tenha as condições de anticepsia corretas, materiais, você pode fazer em ambiente de consultório, tá? Então o que a gente faz? Fez anestesia bonitinho, deixa o pescoço esticadinho, bota o apoio aqui atrás, então você fica nessa posição e o intervencionista vai com esse mesmo equipamento que tá aqui, o transdutor, guiar a introdução da agulha, então ele guia pra ele mesmo colocar a agulha, tá? Dentro do nódulo e uma vez colocado dentro do nódulo, a gente vai fazer um movimento de vai e vem com a agulha dentro deste nódulo, tá?
Por que que eu falei que também é operador dependente? Primeiro pela sensibilidade, segundo, imagina que isso aqui é um nódulo, tá? Isso aqui é um nódulo, então eu vou fazer uma punção nesse nódulo, tá? Então qual que é o correto? Se você tem um câncer, você pode ter o câncer aqui, o câncer aqui, o câncer aqui, ou todo ele ser um câncer, tá? Então é muito comum, às vezes, o paciente chegar e falar assim, doutor, eu tinha feito uma punção anterior, faz dois meses, né? E o meu nódulo veio com benigno, né? Mas daí eu voltei pro meu médico e ele falou que não, esse nódulo eu suspeito que ele pediu outra punção, daí você fez outra punção e ele veio maligno.
Ele virou maligno em dois meses? Não. O paciente já devia ter a malignidade e não foi amostrada. Então o correto quando o intervencionista, ou quem for fazer a punção, é que você coloque a agulha e você tenha certeza que você amostrou todo o nódulo. Então você tem que botar a agulha em cima, a agulha atrás, a agulha na frente, a agulha no meio, a agulha embaixo, pra você ter a certeza de que você teve uma boa coleta de material. O papel do intervencionista nesse caso é coletar o material. Mas não é o intervencionista, geralmente, que vai avaliar o material. Esse material vai ser bem acondicionado, vai ser bem coletado. Puxa, minha amostra veio insatisfatória. Pode ser, não é regra, mas pode ser que não tenha sido coletado adequadamente.
Daí você vai ter que coletar de novo, tá? Então tem isso que acontece. Por isso que é importante que o profissional faça direitinho a punção. Fez a punção, guardou o material, esse material vai pro patologista. Também é importante aí que você tenha um bom patologista. Puxa, eu fiz o exame lá na Conchichina da Serra. Você pode ter um ótimo patologista lá, tá? Mas pode ser que não. Então a gente sempre tenta ver também quem vai fazer a leitura do material, tá? Então, do mesmo jeito que você tem radiologista, intervencionista focado em tireóide, você também tem patologistas que tem maior expertise, maior experiência em tireóide. E óbvio que eu prefiro que esse patologista olhe, porque ele já tem mais know-how, tá?
E aí ele vai olhar o material e ele vai me dizer, olha, esse nódulo é benigno? Não, é benigno. É um tirade 5, mas é benigno realmente. Um é um tirade 4, 3 é benigno. Tudo bem. Então se for benigno, se funcionou, você não vai fazer nada, a menos que seja um nódulo benigno que cause sintomas. Pode ser que você tenha um nódulo benigno, super volumoso, esteja te incomodando, comprimindo o traqués, o esôfago, ou percepção de corpo estranho. E aí você vai tratar mesmo sendo benigno, ok? Só que muda de um tratamento de maligno. Ou ele pode olhar esse material e falar, não, esse nódulo é maligno. É um câncer. E aí você vai direcionar para o tratamento de câncer dentro das opções terapêuticas que a gente tem.
E pode ainda acontecer, por melhor que seja feita a punção, por melhor que seja o patologista que olhou, que ele vem indeterminado. É óbvio que quanto melhor o processo de punção e quanto maior a expertise do patologista que vai olhar, a chance de você ter o número de exames indeterminados é menor. Tem laboratório que você vai fazer que 50% dão indeterminados. E tem bons laboratórios que você vai fazer que dão 2%, 3%, um número aceitável. E se der indeterminado, o que eu tenho que fazer? Outra dúvida que chega para mim, doutor, eu fiz o meu exame e veio indeterminado. O que eu faço agora com esse estado indeterminado? Nós temos duas opções. Ou você pode esperar uns 3 meses, às vezes 6 meses, de 3 a 6, e repetir a punção, porque talvez tenha sido uma falha de interpretação ou uma variante de interpretação e outro patologista vai olhar e falar não, realmente é benigno.
Ou não, realmente é maligno. Ou você pode pegar esse mesmo material que já foi usado na sua punção, desde que tenha sido bem feita, por isso que é importante fazer bem feita a punção, o material fica bem acondicionado, você pega o mesmo material, não precisa furar de novo, e vai fazer o que a gente chama hoje de teste molecular. Então esse exame vai para uma avaliação molecular, que é um exame muito mais sensível do que a própria avaliação patológica, e que ele costuma responder essa dúvida. Ele veio indeterminado. Mas não, ele não tem esse marcador de tumor, não tem esse, não tem esse, não tem esse, não. Ele é compatível com o nódulo benigno, vamos tratar como benigno.
Ah não, você fez lá e tem um marcador, dois marcadores que são marcadores tumorais, então esse nódulo é um nódulo maligno. Então a gente tem ainda essa opção. Por isso que eu falo que é o universo, né, esse diagnóstico. É o caminho para chegar até essa... Você tem que estar sendo muito bem conduzido etapa por etapa. Por isso que a gente tenta fazer tudo junto, aqui no nosso grupo a gente faz, a gente tem todas as pontas, né, então a gente faz ultrassom, precisa fazer a punção, a gente faz a punção, porque também para o paciente é ruim isso, né, às vezes faz a ultrassom num lugar, não sei se a ultrassom é legal ou não, ah, daí eu vou ter que fazer a punção, daí volta pro merda, daí vai fazer a punção, daí não sei onde que eu vou fazer a punção, daí fez a punção, deu determinado, deu certo, tem que repetir a punção.
Aí agora que tem a teste molecular, tem que pegar o material, não, não dá, tem que repetir o material pra fazer. Então assim, a gente tenta centralizar tudo, né, então aqui sempre fazemos, eu trabalho também muito próximo do Dr. Erivelto também, né, então a gente, o nosso grupo, tenta cercear tudo, inclusive a parte terapêutica, que são as ablações, né, que é uma das opções terapéuticas que a gente tem hoje, que cresceu muito, né, e que cada vez mais é solicitada, e atende a grande parte dos nódulos aí, sem você precisar de corte. Essa é a minha próxima pergunta. Depois de feito todo esse processo diagnóstico, confirmado realmente que a pessoa tem um nódulo, a gente já tinha conversado no outro episódio, eu lembro por cima, que o tratamento da ablação de tireóide normalmente é mais utilizado pra nódulos que são considerados benignos, mas também já pode ser uma opção de tratamento pra quando a pessoa é diagnosticada com câncer, né.
Qual que é a diferença desses dois tratamentos? A forma que é feita é igual? Até pra gente explicar, tem a agulha aí? Pra gente mostrar como funciona na prática? Até hoje eu tô de verdinho aqui, porque a gente acabou uma ablação agora há pouco, então eu já sabia que eu ia pra cá, falei pra Letícia perguntar, não, você não precisa. Então isso aqui é a agulha que a gente usa, né, a gente tem aí diferentes fornecedores, né, mas a gente sempre usa os melhores fornecedores, né. Então essa aqui é a agulha, você veja que a espessura dela, a espessura, que ela lembra muito a espessura do exame de sangue, da agulha do exame de sangue, tá, que é a mesma da punção, tá, um pouquinho talvez mais calibrosa, é pouca coisa.
Então o que o radiologista faz? A gente pega o transdutor, né, então deixa eu até pegar aqui, tá aqui ainda? Olha lá. Então a gente vai aqui com uma mão, olhando o nódulo, e ah, tá aqui o nódulo, então a gente vai entrar com a agulha dentro do nódulo, né, e vai fazer várias áreas dentro do nódulo de ablação, né. O que é ablação? Ablação é como se fosse o cozimento do nódulo, né, então a gente vai elevar, tá vendo essa agulha, ela tem uma pontinha aqui, ó. Tá legal aí pra vocês? Dá pra pegar? Aqui? Pra mostrar? Essa agulha, ela tem uma pontinha, ó, de um centímetro, a gente tem agulhas que tem pontinha de 7 milímetros, de meio centímetro, depende do tamanho da lesão, a gente trabalha com uma ou com outra, geralmente os fornecedores oferecem diferentes tipos, e a gente escolhe qual que a gente vai usar, de acordo com a lesão, né.
Então essa pontinha aqui, quando a gente pisa no pedal ali, que a gente controla, liga, desliga, ela eleva a temperatura dentro do nódulo, a mais ou menos 80, 85 graus Celsius, tá, ou seja, cozinha, ela cozinha, mata aquele tecido por calor, tá. Quando você tem uma lesão grande, a gente vai fazer vários movimentos desse, então são várias bolinhas, né, de queimadura, até que a gente consegue queimar todo o nódulo, tá. E quando é um câncer, a mesma coisa. O que muda, quer dizer, o procedimento é o mesmo, agulha é a mesma, o aparelho é o mesmo, o que muda quando é um nódulo benigno, ou um nódulo maligno, é que no nódulo benigno, você não tem a obrigação de confeccionar margens, só tem margem de ablação, tá.
Até porque geralmente são nódulos mais volumosos, então se você vai dar margem para uma condição que não é maligna, você vai acabar matando o tecido saudável que produz o hormônio, tá. E quando você vai tratar um câncer, você já tem a obrigação de dar margem. Por isso que quando eu costumo falar nas mídias, tanto eu, quanto o doutor Erivelton, a gente fala, ablação é super indicada para maioria, esmagadora maioria dos nódulos benignos e para cânceres selecionados. O que é o selecionado? Ou a gente trata por ablação? Com vasta evidência na literatura, tá. Tem gente que fala, ah, é experimental. A gente tem artigos, inúmeros, da escola sul-coreana, que já faz ablação pioneira no mundo há 20 anos, né.
A escola italiana, a escola chinesa, nossos artigos, nosso grupo, nós tivemos o privilégio de sermos pioneiros nisso no Brasil. Então a gente consegue matar o nódulo e dar a margem, a margem tumoral, né. Como se fosse uma margem cirúrgica. Quer dizer, o cirurgião, ele vai operar um tumor, ele nunca corta ali rente ao tumor. Ele dá uma margem. A mesma coisa a gente quando faz ablação. É igual, a gente mata o nódulo e a gente queima um pouco ao redor do nódulo, né. Então isso é o que muda para a gente no tratamento do nódulo benigno para o nódulo maligno. Então a gente trata geralmente carcinomas na casa de um centímetro, do tipo papilífero e que são bem situados no meio da glândula.
Que são a maioria do que a gente acaba identificando. São os mais comuns. E para os outros, o que a gente faz? Aqueles que não se encaixam para ablação. Aí esses vão ter um tratamento cirúrgico. O Brasil conta com excelentes cirurgiões de cabeça e pescoço que vão fazer excelentes cirurgias. Agora, a grande diferença da ablação para a cirurgia, e é por isso que a gente entende que a gente gosta de fazer esse trabalho de divulgação, justamente para que o paciente saiba que existe a possibilidade de preservar a glândula. Então tem muitos pacientes que não sabem. Às vezes vão lá com o nódulo, o cirurgião fala olha, tem que tirar a glândula, né. Será que para esse caso específico não daria para matar o nódulo e preservar a glândula?
Você não teria corte, você não teria anestesia geral, não precisa de internação. Você vai duas horas depois do procedimento com a ablação, você vai embora. Geralmente na cirurgia você precisa ficar internado aí um dia, às vezes mais. E o que a gente sempre fala é que a diferença da ablação para a cirurgia é que no caso da cirurgia, você além de ser mais invasiva naturalmente, pelas características da cirurgia, você chega com a glândula e com o nódulo, ou com os nódulos. E você vai embora sem os nódulos, e sem a glândula. E às vezes sem as paratireóides. O que pode acontecer das glândulas paratireóides que são pequenininhas, às vezes irem embora junto com a tireóide.
Pequena parte dos casos, mas pode acontecer. E isso interfere também no metabolismo do cálcio. Nessa situação da cirurgia, quando tira a glândula, o paciente vai ter que tomar um remedinho, uma reposição hormonal todo dia de manhã, e se por acaso tiver afetado em alguma coisa o metabolismo do cálcio, vai ter que também modular esse metabolismo do cálcio. No caso da ablação, o paciente chega com a glândula e com o nódulo, ou com os nódulos. E vai embora com a glândula, e vai embora com o nódulo também, só que morto. Ele chega vivo e vai embora morto. Puxa, mas e aí? O que acontece com o nódulo? Ele vai embora com o nódulo, o nódulo tá lá, mas o nódulo morreu, e o nosso corpo entende, quando esse tecido tá morto, que é um tecido morto, ele lê, faz a leitura, igual uma cicatriz na pele, que você machucou, o que vai acontecendo?
Esse tecido vai sendo substituído por uma cicatriz, e esse nódulo começa a diminuir, diminuir, diminuir, diminuir, até que ele pode ou sumir, ou ficar só uma cicatriz de um tecido escatricial, não um tecimento do nódulo. Então pega um nódulo benigno, volumoso, ele vai reduzir coisas de 90, 95% em um ano. Já no primeiro mês, uns 20%. Então aquele volume que tá no pescoço, o paciente já vai... tem paciente que chega aqui super, assim, psicologicamente abalado, às vezes, moça sobretudo, chega às vezes com a blusa igual a sua, aqui em cima. Porque quer tampar, não pode usar um colar. Todo mundo pergunta, o que é esse nódulo? E é um nódulo benigno, na grande parte das vezes.
E se não fosse ablação, ia perder a glândula, ia ter que tomar hormônio por uma condição benigna. Hoje, com ablação, você mata o nódulo, aí alguns meses já vai perder esse efeito estético aqui, já vai melhorar, e segue o jogo. E agora, na prática, doutor, você explicou muito bem como que funciona, né, a técnica em si, mas, na prática, eu imagino que seja uma dúvida muito comum também de quem chega no consultório, aquela pergunta de sempre, né? Dói? Como que a pessoa tem que se preparar pra isso? Você já citou agora que a recuperação depois é bem mais rápida do que a cirurgia. É feita em consultório? Tem que ser em hospital? Como que funciona isso?
Então, aí, a ablação, ela... Então, vamos separar, né? Eu tô falando da intervenção. Então, a punção aspirativa por agulha fina, a biópsia, é um procedimento de baixa complexidade, que pode ser feito em ambiente de consultório, preparado pra isso, ok, tranquilo. E ele tá no campo dos procedimentos diagnósticos. A ablação, ela é um procedimento intervencionista no campo terapêutico, de tratamento, né? Então, um é um procedimento que diagnostica, o outro é um procedimento que trata, né? A ablação, não é ideal que ela seja feita em ambiente de consultório, tá? O ideal é que ela seja feita em um ambiente pelo menos de hospitaldia. Hospitaldia é uma boa estrutura. Que é o que vocês atuam, né? Que é o que a gente atua.
Então, por exemplo aqui, a Clínica Mato é um hospitaldia com excelente estrutura, tá? Super, na grande maioria dos casos, a gente acaba fazendo aqui. E pode ser feito em ambiente de hospital, por exemplo, em um centro de medicina intervencionista, né, com uma boa estrutura. Não precisa ser feito no centro cirúrgico, essa é a diferença, tá? Ter uma boa estrutura pode ser feita nessa estrutura ou pode ser feita no centro cirúrgico também, tá? Mas a partir de um hospital dia, você já tem uma boa estrutura, tá, pra fazer. No caso da cirurgia, o paciente necessariamente vai ter que fazer, ser submetido a anestesia geral, tá? Então é aquela anestesia que tem intubação. O paciente dorme totalmente, mas tem intubação.
Uma anestesia, obviamente, é um step maior na anestesia, né? A anestesia, o máximo de anestesia que você tem é a anestesia geral, tá? No caso da ablação, não. Por exemplo, na Coreia do Sul mesmo, o Dr. Baik, lá que é o quem desenvolveu a técnica e onde o Elivel Teofons fazer a nossa formação antes de trazer isso pro Brasil, eles fazem lá com local. Só anestesia local, igual da PAF pra grande maioria dos casos, tá? Quando nós fomos lá, nós até discutimos isso. Puxa, como é que a gente vai fazer esses procedimentos lá? A gente vai fazer só com local? A gente entendeu que o perfil do nosso paciente latino é diferente do perfil asiático.
O paciente latino é um pouco menos tolerante com dor do que o paciente asiático. Então a gente falou, não, vamos fazer com uma anestesia local e uma sedação bem superficial, que é uma sedação que lembra da endoscopia, tá? Então não precisa de intubação, é um remedinho na veia, o paciente dorme e às vezes a gente conversa com o paciente durante o procedimento. O paciente não lembra depois, porque a gente tá sempre avaliando o nervo da voz, tá? Que é sempre o principal temor tanto do cirurgião quanto do intervencionista de preservar o nervo da voz, né? Então a gente conversa com esse paciente durante o procedimento. Como é uma anestesia mais superficial, o paciente fez o procedimento que vai durar tempo total de sala, entrou, pegou acesso, foi anestesiado, fez a limpeza, a anticepsia, fez a ablação, terminou a ablação, tirou os campos cirúrgicos, foi pra recuperação pós-anestésica, assim, em média no máximo uma hora, tá?
Então entrou às 9, 10 horas, vai pra recuperação anestésica. Acordou na recuperação anestésica, tomou um suquinho, comeu gelo, a gente sempre coloca gelo no pós, né? Porque é um tratamento à base de calor, então o gelo principal é anti-inflamatório, isso é mandatório. Duas horas, vai embora pra casa. Depois de duas horas, depois de duas horas, vai embora pra casa. No dia do procedimento faz gelo, que é importante, né? Mas se alimenta normal, não precisa tomar sopinha, nada disso. Até a gente fala que é bom tomar sorvete, quem gosta de sorvete, toma bastante sorvete, tá no dia, tá? No dia seguinte, vai ficar com o pescoço roxinho, mas não por corte, é só furinho, né? São vários furinhos, esses furinhos vão ficar um roxinho uma semana.
Depois vira bumbum de nenê, não fica cicatriz nenhuma. Isso é outra diferença também da ablação pra cirurgia. E por melhor que seja feita, sempre vai ter um corte, tá? Hoje você tem até técnicas que você não precisa do corte, você pode fazer processo transoral, processo transaxilar, né? Mas assim, veja, são técnicas que não deixam corte, mas você tem que entrar por baixo aqui da maxila, chegar no pescoço. Então, obviamente, se você puder fazer um procedimento menos invasivo que a ablação, que é só furinho, melhor. A gente pensa dessa maneira. Então, no dia seguinte, já pode dirigir, já pode ir no mercado, já pode trabalhar, não tem restrição. Rotina praticamente... Você vai perceber que mexeu no pescoço, tá um pouquinho mais inchadinho, mas você bota um lenço e vai fazer suas coisas.
Na cirurgia, não, tá? Na cirurgia, possivelmente, você vai estar internado ainda no dia seguinte, se preparando pra alta e com uma recuperação um pouco mais prolongada. Academia, crossfit, tem um paciente meu que era viciado em natação. Cinco dias depois, foi nadar. Cinco dias depois de atuar? Cinco dias depois foi nadar. Foi nadar, treino de natação. Então, óbvio, tem caso de caso, né? Tem casos que a gente tem que fazer uma quantidade de calor maior. Tem paciente que tem nódulos muito grandes. Isso outra pergunta interessante, né? Muita gente pergunta, o meu nódulo é muito grande, dá pra tratar por ablação? A gente não tem limite de tamanho pra nódulo benigno. Nem de número de nódulos. Ah, eu tenho cinco nódulos, pode tratar, tá?
O que muda é a quantidade de calor. A gente tem um limite de segurança, de calor que a gente pode dar em uma sessão só. Então, obviamente, se o nódulo é muito volumoso, né? Isso a gente avalia na consulta, né? Talvez a gente tenha que fazer duas sessões, às vezes três sessões, tá? Mas 95% dos casos, a gente resolve em uma sessão só. Uma vez já tá. É, exatamente. E tem algum risco essa técnica, por exemplo, a questão da voz que vocês vão acompanhando ali, no momento que a técnica está sendo feita. Existe algum risco da pessoa ter, ficar com uma rouquidão, por exemplo? Sim. Todo procedimento é um procedimento, por menos invasivo que seja o procedimento, tá?
Então, vamos comparar. A gente sempre fala o seguinte, existe um risco? Existe. Então, vamos comparar que o risco é mais ou menos igual ao da cirurgia, só que 10 vezes menos, tá? Porque na cirurgia, hoje você tem monitor de nervos, tem excelentes cirurgiões, né? Que nem o Erivelto. O Erivelto faz ablação, faz cirurgia excelente. Se eu for operar meu pescoço, eu vou operar com o Erivelto, né? E se for fazer ablação, ele faz em mim. Se ele for fazer ablação, acho que vai fazer comigo também. Então, assim, mas, obviamente, você vai passar o bisturi, vai soltar a tireoide. Então, tem o risco de lesar o nervo laríngeo recorrente. Tem um de cada lado que vão dar enervação das cordas vocais, tá?
Na ablação, existe esse risco, tá? Só que é menor. Você não vai cortar o nervo. Você vai chegar com calor próximo ao nervo. Então, pode ter, às vezes, uma rouquidão, né? Pode. E na grande parte das vezes quando acontece, é muito, muito raro. E bem menos do que na cirurgia. Mas, geralmente, é transitória. Então, é uma queimadura do nervo, né? Que a gente evita de todas as maneiras. A gente injeta soro, a gente afasta, né? Então, hoje, realmente, só nos ólulos que são assim, muito colados no nervo e que a gente, às vezes, dá uma margem que pode acontecer isso, tá? E na esmagadora, a maioria das vezes, 99,9%, ela é transitória. Então, o paciente fica com uma rouquidão dois meses, às vezes menos, né?
A gente entra com medicação para isso também e volta ao normal, tá? Raríssimo, raríssimo ter alguma paralisia permanente. Muito menos do que na cirurgia, tá? E quando isso acontece, vai melhorando também com fonoaudiologia, tá? Então, comparando uma técnica com a outra, a ablação é muito menos invasiva. E no caso das paratireóides que eu falei, o risco na ablação é virtualmente zero, porque você não tira as paratireóides, né? Então, é o que a gente fala, podendo, quando é possível tratar os nódulos e preservar a glândula, através de uma técnica nitidamente e minimamente invasiva, menos invasiva que a cirurgia, a gente sempre tenta optar por essa técnica. Legal. E quando a pessoa volta até a reincidiva, que chama, né?
Existe essa possibilidade, tanto em nódulos benignos, como no câncer, de a pessoa voltar a ter esse mesmo diagnóstico e pode fazer a ablação de novo nesse caso? Pode, pode. Então, isso é uma excelente pergunta, que também me fazem muito na consulta. Então, eu separo dois grupos. No caso dos nódulos benignos, tá? Então, se é um nódulo benigno não tão volumoso, tá? Então, que é quase a maioria do que a gente pega, a gente consegue tratá-lo todo. Então, a chance de uma recidiva é muito próxima a zero, tá? Quando é um nódulo benigno, que já é maior, porque a gente pega uns nódulos que, às vezes, são super. A gente já tratou um nódulo aí do tamanho de uma laranja no pescoço, né?
Então, obviamente, esse nódulo, ele comprime, ele tá encostado no nervo da voz, na traqueia. Então, por mais que a gente injete soro pra afastar, tem uma parte ali que a gente prefere não mexer. Por quê? Porque tem um risco de dar uma lesão, né? No nervo, na traqueia. Então, a gente trata ali 98% dele, tá? Isso já vai ser suficiente pra ele reduzir, pra saírem os sintomas. Então, vai ficar o pescoço bonitinho, tá? Mais ou menos aí em 4% a 5% das vezes, em 5 anos, quer dizer, depois de 5 anos, esse nódulo, essa parte que sobrou e propositalmente sobrou, nosso objetivo é tratar o máximo possível com o máximo de segurança. Não faz sentido lesionar alguma coisa pra tratar esse 5% de um nódulo benigno, tá?
Então, pode acontecer nessa estatística dessa parte começar a crescer, tá? Só que muito menor do que era antes. O que a gente faz se isso acontecer? A gente vai e trata de novo. Só que agora um nódulo pequenininho, não um nódulo grande, tá? Então, nos benignos. No caso dos malignos, que a gente só trata nódulos malignos pequenininhos, né? Porque tem ali mais ou menos um centímetro. Então, a gente tem a margem pra dar, né? Então, a chance de recidiva ela é muito isso. Os artigos internacionais, nossos, mostram que é pau a pau com a taxa de recidiva da cirurgia. Então, se for pegar... Que nem na cirurgia, isso é outra coisa que falam sempre pra gente.
Quando você vai operar na cirurgia, o cirurgião nunca fala pra você, ó, você operou, tirou câncer, tchau, até logo e bem. Então, você vai pra casa, o que o cirurgião fala? Você tem que fazer exame aí por 5 a 10 anos. Por quê? Porque existe um risco de ter uma recidiva. O cirurgião nunca larga o paciente, né? Então, pode ser que tenha alguma célula lá dormindo, que tá num nódulo, ou que ficou ali, que daqui a 5 anos, 6 anos, resolva aparecer. Na ablação é a mesma coisa, tá? Só que qual que é a diferença? Se isso acontecer na ablação, a gente consegue monitorar e vai lá, detecta onde é e pimba, vai lá e queima de novo aquela área.
A gente consegue fazer, preservando a glândula, tá? Mas estatisticamente, no caso do câncer, pau a pau, tá? Ou seja, muito próximo é 0,5%, estourando 1%, muito alto isso. Assim, 1% seria muito alto, tá? Então, a taxa muito pequena de recidiva e parelha. E os pacientes aptos a fazerem ablação, praticamente a mesma coisa da cirurgia comum? Por exemplo, a questão de idade, de sexo, tem alguma recomendação pra isso? Pessoas que não podem fazer com alguma doença, enfim? Sim. Então, veja, no caso, tanto dos nódulos benignos, quanto dos nódulos malignos, que são indicados a ablação, né? Então, quais são os nódulos indicados a ablação? Repetindo, nódulos de mais ou menos 1cm, com boa margem, sem nódulos metastáticos.
Então, aí você oferece um menu pro paciente, né? Antigamente, necessariamente, era cirurgia pra esses casos. Hoje, a gente fala pro paciente, com transparência, olha, tem a opção cirúrgica, tem a opção da ablação, e o paciente acaba, a gente escolhe junto com o paciente, não é o médico que chega pro paciente e fala, olha, você vai fazer ablação, pra você tem que fazer não. Qualquer médico chegar e falar nessa situação pro paciente, pra você ter que fazer isso ou aquilo, tá mentindo. Hoje, você tem o menu. Você pode ter as duas opções e se resolve junto com o paciente, com os familiares, né? É a maneira como a gente trabalha, tá? Agora, tem situações de câncer?
Então, é sexo, tanto faz. Mulher, homem... Para a idade, a gente ainda tem uma preferência ainda maior pra ablação, né? Porque veja, por exemplo, uma paciente de, sei lá, 80 anos, que tem um câncer, né? Pequenininho, né? A gente vai falar, olha, tem comorbidade, tem diabetes, pressão alta, vai ficar pouco tempo na sala, é melhor fazer de um modo minimamente invasivo, duas horas vai embora pra casa, amanhã já tá fazendo crochê ou tá na internet, hoje que os senhores estão na internet, né? Do que ser internado, anestesia geral, coisa e tal, mas não tem nenhuma restrição pra ablação, né? Agora, no caso dos cânceres, quando é um câncer que não se encaixa pra ablação, que é maior, aí a gente mesmo fala, não, no seu caso é cirurgia.
Isso depende da questão do que a pessoa tem, não do conjunto de idade ali, de outros fatores, né? Absolutamente. Beleza. Bom, ficou muito esclarecedor, a gente não terminou ainda, porque agora tem um quadro novo também, que a gente... Vou pegar aqui. Tô curioso. Uma caixinha de perguntas. Antes, só pra gente finalizar, a gente já passou sobre toda essa questão de diagnóstico, tratamento, acho que ficou muito esclarecedor essa questão da ablação. Eu vou pedir também pra as pessoas, pra você comentar, mas pra as pessoas comentarem nos nossos vídeos, principalmente nesse, né, que ficou mais específico diagnóstico, de tratamento, da questão da ablação. Se ficou alguma dúvida, se vocês querem algo mais específico, a gente tentou trazer a imagem aqui, pra chegar o mais perto possível da prática, né, doutor, de um consultório, mas pra pessoas mandarem pra gente, que aí a gente te traz aqui de novo pra falar desse assunto.
Combinado. Bom, então, a gente tem um quadro novo que agora é de perguntas também aleatórias, que o doutor Fernando fez essa caixa personalizada aqui, a gente não é patrocinado pela empresa, não é patrocinado, mas mesmo assim a gente fez aqui pra trazer perguntas pessoais, pra conhecer um pouco dos especialistas que sempre participam do AmatoCast. Então, vamos lá, a primeira. Dá até medo, né? Do que que é esporte? Então, você pratica algum esporte? Gosta de algum? Gosto, então, hoje eu tenho tentado praticar assim, o que dá, né, porque eu tenho dois filhos, tenho um terceiro filho a caminho, casado, né, filhos pequenininhos, essa nossa rotina às vezes nos consome, então o que eu tento sempre fazer são caminhadas O esporte já é cuidar do filho, né?
É, sobe escada, desce escada, vai na piscina, tal, senta no chão, mas hoje eu faco caminhadas e musculação, né, pra manutenção. Mas os esportes, assim, do que eu gosto, realmente, assim, joguei bastante na minha juventude, até pouco tempo atrás, pretendo jogar aí de novo uma vez por semana, né, estamos trabalhando pra isso. É basquete. Basquete. Sempre joguei basquete, né? A altura já tá boa, né? E é um lado familiar, meu pai foi um dos fundadores do basquete do Sírio, do Esporte Clube Sírio. Olha, mais uma curiosidade, né? Então, ele trouxe um canhoto, ele trouxe antes aí do Oscar, do Marcel, essa paixão pelo basquete é familiar. Legal, então agora vai conseguir adaptar, tentar pelo menos, né?
Quer pegar uma aqui? Vamos pegar uma, vamos ver. Virar um pouquinho assim. É, tá difícil de de pegar, mas é pra poder embaralhar mais aí. Vamos ver. Vou pegar uma. Você abre? Posso abrir. Uma série de TV. Uma série de TV? Agora é uma coisa, os médicos gostam das séries de médicos ou não? Isso é um clichê, tipo Grey's Anatomy. Eu particularmente não gosto. Não é parecido com a realidade? Eu gosto de olhar outras coisas, né? Ah, tá. Olha, séries de TV, uma que eu mais assisti, que me marcou muito, que é na época até que eu namorava a minha esposa, né? E ela assistia bastante, que era aquele The O.C. Ah, The O.C., já vi.
Então, e eu não conhecia o The O.C., né? E nós namorávamos e ela gostava do O.C., tava começando. Então, foi uma série que me marcou muito porque é o período em que nós namorávamos, né? É, é muito legal essa série, eu já vi, bem legal. The O.C., um estreia no paraíso, né? Muito legal. Eu jurava que médicos gostavam dessas coisas de séries de médicos assim, Grey's Anatomy, aquele até esqueci o nome da outra, mas que mostra situações ali, né? Mas acho que não é nenhuma situação real. E Grey's Anatomy pega mais pro lado pessoal dos médicos, né? Tem história ali de relacionamento entre eles, não é nada muito técnico, mas eu assisti e acho que são 16 temporadas, né?
Eu passei a vida assistindo Grey's Anatomy. E tem, acho que alguém que esteja acompanhando que assistiu Grey's Anatomy tem essa sensação, parece que você se forma em medicina depois que termina a série. Exato, exato. Porque é tanto caso que aparece que você já se sente ali pronto pro... E a gente que olha assim, a gente vê muita coisa assim que é... Errado, né? Tem uma série que eu assisti mais recentemente, que eu achei muito legal também, mas é outro campo, chama-se O Famoso Alfaiate. Ah, eu já ouvi falar, mas eu não assisti. É bem interessante também. Assim, é um drama. E você assiste sempre com a sua esposa? Vocês combinam nas séries? A gente combina nas séries.
Combina? Legal. Geralmente, assim, dá uns 20 minutos e ela tá mais cansada e ela dorme. E aí eu continuo assistindo. Mulher sempre costuma dormir mais rápido, né? Nas séries. Opa, bati aqui. Bom, agora vamos pro último, então... Cachorro ou gato? Vocês tem algum animal de estimação? Temos, nós temos uma cachorrinha que a gente fala que é a nossa primeira filha. Que é a Vi, que é uma luluda pomerânea. Ai, que bonitinha. A gente fala que é a primeira, porque ela veio antes da Sofia, que é minha filha. Quantos anos ela tem? Ela tá com 7 anos. A Vi que tem 7 aninhos. Minha filhota tem 4, né? Então a gente fala que a Vi que é a primeira filhinha.
A irmã mais velha. A irmã mais velha. A gente fala, inclusive, pra ela, sua irmãzinha é a mais velha. Legal. Suas filhas devem gostar também, né? A Sofia, que é a menina, né? Ela, no começo, a Vi que fugia dela. Ah, é uma menina e um menino, né? É, a menina é a mais velha. Ah, legal. E dela, porque ela às vezes queria brincar, puxava o cabelinho, pelinho, tadinha a Vi que fugia. Agora elas estão boas amigas, né? Companheiras. E a gente tem o Miguel, que é o menininho, que agora ele tá naquela fase que ele gosta muito dela, ela fica meio ali. Quando ele vai pegar nela, às vezes ele percebe que vai puxar o cabelo, ela foge.
E vocês querem pegar mais algum animal? Eu, por mim, eu teria um 5 em casa, né? Mas a minha mulher falou, não, é um só. Já tá tentando equilibrar com os filhos. Eu adoro animais de mal geral. Tanto que eu gosto muito de gatos também. Ah, legal. Por enquanto, só cachorrinho, então, de animal. Perfeito, doutor. Muito obrigada pela sua participação mais uma vez. Foi super esclarecedor. Obrigada pela consulta aqui também do exame. Adorei. Obrigada e conto com a sua participação de novo aqui no próximo assunto. Estaremos juntos. Obrigado. Obrigada também a você pela sua participação sempre aqui comigo pra falar sobre esses assuntos que envolvem qualidade de vida. E conto novamente, como sempre, com a sua participação no nosso próximo episódio.
Não deixe de conferir. Obrigada e até mais. Tchau.
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