
Saúde Amato
Insuficiência Venosa Crônica: evolução das varizes e veias varicosas
Neste episódio
O Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular, explica que a insuficiência venosa crônica é frequentemente confundida com varizes. As duas condições estão ligadas, mas uma pode existir sem a outra. A insuficiência venosa crônica corresponde às alterações da pele e da gordura sob a pele causadas por refluxo venoso, hipertensão venosa ou varizes. Segundo ele, é a fase mais avançada da doença venosa e costuma exigir um tratamento mais intervencionista; o tratamento clínico é possível, mas deve ser acompanhado de perto pelo cirurgião vascular.
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Sobre o episódio
O Dr. Alexandre Amato (CRM 108651) explica tudo sobre a insuficiência venosa crônica que é muito frequente e as pessoas confundem com varizes. Pelo fato de que elas estão relacionadas, é possível existir varizes sem a insuficiência venosa crônica e também é possível ocorrer a insuficiência venosa crônica sem a existência das varizes. Mesmo assim elas estão interligadas. A insuficiência venosa crônica é a alteração da pele e a gordura abaixo da pele decorrente de uma insuficiência venosa, de um refluxo venoso, de uma hipertensão venosa ou mesmo das varizes. Quem tem insuficiência venosa crônica já tem a fase mais avançada da doença venosa necessitando de um tratamento um pouco mais intervencionista e um pouco mais agressivo. O tratamento clínico pode ser feito, mas tem que ser acompanhado de perto pelo cirurgião vascular.
Transcrição
Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular, endovascular do Instituto Amato e hoje nós vamos falar um pouquinho sobre insuficiência venosa crônica, que é muito frequente e as pessoas confundem com varizes. Por que elas estão relacionadas? É possível existir varizes sem a insuficiência venosa crônica e também é possível, em insuficiência venosa crônica, sem a existência das varizes. Apesar disso, elas estão interligadas. A insuficiência venosa crônica é a alteração da pele e a gordura abaixo da pele, decorrente de uma insuficiência venosa, de um refluxo venoso, de uma hipertensão venosa ou mesmo das varizes. Então, essa alteração na pele e subcutâneo pode desencadear e aparentar como manchas, como exema, áreas que descamam, que costam, uma pele bem endurecida que perde a elasticidade, que é a lipodermatoesclerose e pode também ter as lesões mais avançadas, como as feridas, as chamadas úlceras venosas.
A gente classifica o paciente que tem refluxo venoso, que tem doença venosa, entre 1 a 6. Os pacientes que têm uma classificação acima de 3 já se consideram a insuficiência venosa crônica, principalmente por causa do inchaço. Falado isso, então dá pra perceber que quem tem insuficiência venosa crônica já tem a fase mais avançada da doença venosa, necessitando de um tratamento, muitas vezes um pouco mais intervencionista, um pouco mais agressivo. O tratamento clínico pode ser feito, mas tem que ser acompanhado de perto pelo cirurgião vascular, mas muitas vezes o tratamento cirúrgico, mesmo que seja minimamente invasivo, com laser ou radiofrequência, pode ser mais benéfico para o paciente. Então, a insuficiência venosa crônica pode ser uma fase mais avançada de quem tem varizes, e esses pacientes precisam de uma atenção maior.
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