Neste episódio
O cirurgião vascular Dr. Alexandre Amato fala sobre o linfedema, doença que causa inchaço nas pernas e que, segundo o episódio, atinge muitas pessoas, mas é pouco comentada. Ouça ou assista ao episódio para a explicação completa.
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Sobre o episódio
Transcrição
Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgia vascular do Amato Instituto de Medicina Avançada e hoje nós vamos falar sobre linfedema. Linfedema que é um problema que atinge tantas pessoas e tão pouco comentado por aí. O linfedema é o acúmulo de líquidos e proteínas no interstício, no tecido entre os vasos e nos tecidos nossos membros inferiores, membros superiores. O linfedema pode ocorrer em qualquer parte do nosso corpo. Normalmente, membros superiores, ele está associado a um pós-operatório, ou seja, o paciente faz uma cirurgia de câncer de mama e fica com linfedema depois. Em membros inferiores, está mais associado com a erisipela ou com as infecções de repetição. O linfedema é uma das causas de inchaço, existem várias outras que não estão associados com o linfedema, por exemplo, em substância cardíaca, em substância venosa, o mixedema, tiroide e várias outras.
Então, para fazer o diagnóstico, é preciso primeiro afastar essas outras causas para depois chegar no diagnóstico do linfedema. O linfedema não possui uma cura, mas existe o tratamento. Então, são maneiras da gente controlar a doença. O tratamento se baseia em quatro pilares, que se consiste na drenagem linfática manual, que não tem nada a ver com essa drenagem linfática, com essa massagem que é feita por aí. A drenagem linfática, de verdade, ela é um pouquinho diferente. É preciso encontrar um profissional adequado que saiba fazer a drenagem corretamente. Também baseia-se em exercícios linfomiosinéticos, que ajudam a bombear a linfa novamente. E baseia-se também em terapia de compressão. Então, o uso de meias elásticas ou compressão inelástica também.
Existem várias técnicas atualmente, muita tecnologia aplicada na terapia de compressão atualmente. E no cuidado com a pele e cuidados locais. Então, esses cuidados são muito importantes para evitar feridas, evitar porta de entrada para a infecção, no caso do membro inferior, evitando uma nova erisipela e que progressivamente vai piorando cada vez mais a situação do linfedema. Então, esses quatro pilares são os principais no tratamento do linfedema. Com relação aos cuidados locais, veja o vídeo sobre a orientação para pé diabético. Apesar de ser para pé diabético, todas as orientações valem também para quem tem linfedema. Então, curta nosso vídeo, compartilhe e obrigado por nos assistir.
Transcrição gerada automaticamente; pode conter erros.
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